Se Nao for para Voar Nao Tire meus Pes do Chao
Ontem fiquei sozinho, apenas eu e meus pensamentos.
Tinha esquecido o quão boa, era essa sensação.
Longe dos ruídos externos e distrações do cotidiano.
Foi como voltar para casa, após um longo período. Uma volta para dentro de mim mesmo.
Pago meus treinos antes do Leão do Imposto de Renda inventar de me cobrar. Vai que ele goste da ideia!
A flor miúda de cor amarelo mostarda com pequenas seis pétalas sobre minhas mãos gira enquanto meus dedos se movimentam. No chão, sobre a grama alta abandonada, pétalas esvoaçam despedaçadas com sinais próprios de que alguém talvez descuidado já passara por ali. Observo em silêncio seus pedaços. E na tentativa infundada, tento encontrar alguma ainda inteira, que nem a que estava sobre minhas mãos que também não estava mais. Em pedaços como ontem eu estava.
É injusto, mas sei que mesmo nesse terreno abandonado elas voltarão a florescer, de novo e de novo. Não importa quantos passem por ela e as despedacem. Quando as olho, me lembro de mim. Quando as olho relembro de cada passagem e de cada momento que precisei me despedaçar para manter quem passava completo. E quanto mais você deixa levar pedaços de você mais incompleta e insatisfeita fica. E é por isso que hoje não arranco mais pedaços de mim para manter o outro inteiro. Não me rasgo para cobrir as feridas à mostra de quem não busca curá-las. Nessa vida, de um jeito ou de outro, só tenho como me responsabilizar por mim. Porque no fim, de um jeito ou de outro somos tudo que temos. E quanto mais você se dá onde não se é recíproco mas despedaçada fica. Mais sozinha caminha.
Alegorias
A poesia grudou no céu da minha boca, na minha língua solta,
nos meus lábios secos.
Ai de ti!
Não me olhes!
Não me beijes!
Ou te tornarás um verso avesso,
o espelho de minh’alma inversa,
nas estrofes tortas de teu corpo travesso, que se atravessa,
que se arremessa sem pressa,
refletido em mim.
Em mim.
O vermelho
Tão lindo é o vermelho de seus lábios, que correm em direção aos meus
Tão lindo é o vermelho de seu coração que um dia já foi meu
Tão lindo é o vermelho
Quanto mais observo os homens,
Mais prefiro meus livros.
Quanto mais leio livros,
Mais observo os homens.
Aos prazeres dos meus distúrbios
Revogo-os ao mais profundo ódio
Na qual, me deito, sob todas as mágoas
Que me aborrecen em decorrência de uma abstinência
Me falta ódio, ou talvez amor
Me falta ódio, ou talvez rancor
Me falta um abraço, ou talvez umas
palavras
Que eu possa me esconder desta vasta podridão
Nem sempre as palavras se encontrarão, mesmo quando os pensamentos se encontram perdidos
Ou talvez estejam organizados, mesmo desalinhados compactando meus sentidos(…)
Talvez nao entenda minhas palavras, ou meus versos desorganizados
Meus pensamentos em curva centrípeta
Poucos conseguem ultrapassar sem reduzir a velocidade
Ou, talvez, porém, mesmo que reduza em boa intenção, se afogara num mar de deselegância
Mesmo que se arrume em meio essa podridão, não haverá encontro, num poema de bagunça…
Se me criei sob a perspectiva de um ser narcisista, me fale onde eu errei..
Minha personalidade foi criada pelo espelho das pessoas, por qual motivo tenho a culpa desse peso?
Minha existência se baseia no que foi me apresentado, uma realidade horrível ao meu ver, nao me atento aos prazeres a longo prazo, pois a vida passa, espero que passa, assim como a uva passa(…)
Mas não quero morrer
Mas
eu
quero
Matar
Meus
pensamentos
Intrusivos.
Mas nunca tente
Re
Encarnar
Com
Larvas
Adoecendo
Minhas
Almas
Renascidas
Jamais me peça para amar outra mulher.
Em meus pensamentos, você tem seu espaço.
E nenhuma outra seria capaz de usurpar essa posição.
Seu jeito, sua personalidade. Todos os detalhes intrínsecos de seu ser são como uma obra de arte que não canso de admirar.
Tenho muito a te dizer, mas palavras sempre serão limitadas, para aquilo que reside em meu interior.
Há dias em que o peso do mundo parece recair sobre meus ombros, e caminhar com essa carga se torna uma jornada exaustiva. Sinto a vontade de parar, mas minha mente insiste em uma batalha interna, sussurrando incessantemente: "Parar é fraqueza. Imagine como os outros te verão se desistir. Vão te considerar fraco." E, de fato, todos ao meu redor parecem reforçar esses pensamentos, alimentando ainda mais minha imaginação inquieta. No entanto, a verdade é que parar é um ato profundamente humano. Nem sempre podemos carregar tudo ou suportar todas as pressões. Às vezes, é necessário pausar, respirar fundo, recuperar o fôlego, e então seguir em frente. Pare quando for preciso, mas apenas para se fortalecer. Desistir, esse sim, nunca será uma opção.
Adoro, adoro
Parques de diversões
Adoro, adoro
Brincar com meus irmãos.
Adoro, adoro
Comer algodão doce
Adoro, adoro
Brincar de esconde - esconde.
Adoro, adoro
O dia das crianças
Adoro, adoro
Balançar na balança.
Adoro, adoro
A casa de meus amigos
Adoro, adoro
Ficar se divertindo.
Adoro, adoro
Fazer lição de casa
Adoro, adoro
Bricar de fazer mágica.
Adoro, adoro
Meu pais, minha família
Adoro, adoro
Livros de poesias.
Minha consciência se parte, em mil pedaços quentes,
Invasora das minhas noites, dos meus dias ardentes.
Como posso amar, se amor nunca recebi?
O que é o amor, se nunca o senti em mim?
Espero olhares, atenção, mas o silêncio impera,
Ninguém me vê, ninguém me espera.
Sou múltiplo, sou visões de cada ser,
Fragmentado, difuso, difícil de se perceber.
Quando me ergo, logo sou roubado,
Quando conquisto, sou invejado.
Tenho medo de mim, da minha própria mente,
Ela pode me ferir, me fazer inconsequente.
Temo a felicidade, essa névoa passageira,
Que pode ser falsa, efêmera e traiçoeira.
E o amor? Ah, o amor, uma dor que não entendo,
Feito de mentiras e interesses, um jogo que não defendo.
Verdadeiro amor é o que liberta,
Mas também acolhe quando a volta é incerta.
Felicidade, ilusão que o tempo tece,
Existe e não existe, como o tempo que nos enlouquece.
Não sei se sou feliz, se sou amado,
Mas sei que estou, em mentes espalhado.
Cada um cria uma imagem de quem sou,
Mas a verdade, essa ninguém alcançou.
Sou mistério, sou sombra, sou eco no ar,
Ninguém sabe quando vou, quando vou falar.
E para descobrir quem sou, quem me tornei,
Somente eu, talvez, jamais saberei.
Corro atrás dos meus sonhos, mesmo que pareçam loucura,
Enquanto ao meu redor, a inveja se oculta na ternura.
Me desmoralizam, tentam me fazer desistir,
Querem apagar meu desejo, impedir-me de persistir.
Sonho alto, isso nunca escondi,
Minha mãe me alertou: "Filho, cuidado ao subir."
Talvez ela tenha razão, o céu pode ser cruel,
Mas prefiro a queda do que viver preso nesse véu.
Se a dor vier, que me faça acordar,
E se for para sempre, então que seja para me ensinar.
Tenho esperanças, ainda acredito,
Nos meus objetivos, continuo aflito.
As pessoas dizem que não vou conseguir,
Mas vou provar que erradas estão ao me ver insistir.
Elas não querem que eu saia do chão,
Preferem me ver acorrentado à ilusão.
Nos olhos delas, sou símbolo de fracasso,
Um conforto para que sigam no mesmo espaço.
Mas preciso me levantar, preciso voar,
Não posso me contentar em apenas ficar.
Sou como um pássaro preso numa gaiola,
Onde as correntes fui eu que pus sem demora.
Talvez a porta sempre tenha estado aberta,
Mas o medo me cegou, me manteve alerta.
Agora, sozinho, vou encarar o vasto céu,
Pois se eu não voar, será meu maior réu.
Preso em mim mesmo, clamo por alguém,
Mas sei que a chave para a liberdade vem de ninguém.
Agora, decido sair da ilusão,
A única saída é voar, com o coração na mão.
Sonho meu
quero redigir nas estrelas
o amor contido em mim
nela rebordar meus sonhos
entender o significado da vida
em busca dos meus ecos
onde sou profundidade,
transmutar minha mente
no meio da vastidão
onde a felicidade é viajante
dos meus sentimentos
no pouso da minha essência
transbordar em insanidade
para alçar voos de liberdade
@zeni.poeta
Remendando a mente e o coração
As ataduras juntam cada pedaço do meu coração
Obrigam meus pensamentos intrusivos a permanecerem dentro de minha mente
O que, na verdade, faz com que eu não me lance em frente ao ônibus que passa às três
Voltar para casa, ouvir os passos apressados do meu cão
Como se agradecesse por eu voltar para casa no fim do dia.
Abrir a janela
Sentir o vento brando da primavera
Enxergar que a vida ainda me espera
O canto das aves belas
As flores mais amarelas
As ondas batendo na costa
A vida sorri para mim
Então passarei minhas ataduras por todas as cicatrizes
Para assim
Deixar mais um dia ir.
Nos teus olhos, eu me vejo
Muito antes de te conhecer, eu já me via com você
A sua voz nos meus ouvidos parece ser um sonho familiar
O teu olhar me fascina, me deixa suada
No teu olhar existe o fogo que faz arder e acelerar o meu coração
Os teus olhos me chama.
Ao ouvir meus raps de reflexão, percebo minha imaturidade, sou muito racional em certos momentos, mas isso é errado, meço o mundo com minha régua, e esqueço que somos 7 bilhões de pensamentos.
Tenho que amadurecer emocionante, e, por incrível que pareça, tenho que ser mais flexível com as pessoas, principalmente com quem amo e gosto, a racionalidade só serve no mundo ideal que existe em minha cabeça psicótica, na vida real, o mundo ideal é uma ficção.
