Se Nao for para Voar Nao Tire meus Pes do Chao
Ah, essa coisa de amor. Amor não se explica. Amor se aplica. Amor se descomplica e multiplica. Se lapida, se adequa, se rega e se roga. Amor não se implora. Amor aflora. Amor não se impõe. Amor propõe e não supõe. Amor tem certeza. Tem clareza. Tem nudeza. Amor tem beleza.
O meu cérebro faz bullying com o meu coração.
Talvez porque no fundo a gente sabe que não vai dar certo
mesmo antes de começar, mas tem esperanças e insiste...
Mas o meu coração faz bullying com meu corpo todo,
fica tudo dolorido.
Nos olhos o inchaço de tanto chorar,
olheiras causadas pela insônia.
(Talvez a madrugada foi feita para pensar
e não para dormir)
A boca seca porque faltam palavras,
e só resta o silencio que chega a ser sufocante.
Minhas mãos estão vazias,
por muito tempo deixei o meu mundo cair
para segurar o dos outros,
mas quando as paredes desmoronaram não suportei,
de novo o silencio.
Por vez deixei tudo cair,
confesso que me senti mais leve por alguns segundos.
Meus pés estão doloridos,
percorri tantos lugares tentando encontrar
o que estava perdido,
mas também estava escondido e não queria ser achado.
Hoje já não corro, aprendi que
o mundo da voltas sozinho
e só voltamos ao mesmo lugar porque
precisamos aprender ou ensinar.
E quando temos pendências,
sonhos interrompidos,
detalhes despercebidos,
amores mal resolvidos.
Percebi que é mais fácil demonstrar o ódio do que o amor,
o ódio sempre é correspondido,
já o amor, nem sempre, e nem para sempre, infelizmente...
Amar os outros não é tolerar que te menosprezem, maltratem e desrespeitem. Saber amar os outros começa com um amor de ti para ti.
Não estou triste, nem feliz. Estou levando, sobrevivendo dia após dia, um passo de cada vez, tentando não tropeçar.
Quando uma pessoa correta se torna infeliz, a causa não está na sua honestidade, e sim na mentalidade crítica e estreita.
Um dia eu aprendi que quando não tenho reação, é quando eu devo me preocupar. Eu parei de sorrir, eu parei de chorar. Eu olhei fixamente para a parede, tentando não pensar em nada, reparando nas sujeiras - ontem era dia de limpar a sala, mas eu não o fiz - ele me olhava, querendo saber o que era tão interessante para me manter tão dispersa. Aflito, conversava comigo... Se explicava, tentava (em vão) me fazer entender. E eu observava atentamente a textura da parede. Eu não queria sentir, não queria existir, não queria viver. Ele, delicadamente colocava suas mãos entre as minhas, me consolando, mas já não era o bastante. Eu queria um amor, não um amigo. Será que ele poderia me dar isso? - pensava enquanto olhava a luz forte entrar no vazio dos meus olhos - clareando todos a minha volta, menos o vão que acabara de se abrir dentro do meu coração. Já não era mais sobre você, sobre nós. Era algo maior. Algo que existia há muito tempo no fundo do meu ser, que sempre estava ali, tentando me fazer desistir, mas com você aqui, como ele conseguiria? Hoje, ele está tão perto de me possuir. Eu existo, não vivo mais. Lentamente, encostei minha cabeça no sofá, fechei os olhos e guardei o momento.
Algumas pessoas só reclamam, se acham coitadas, sofredoras, vítimas e não mudam, não saem da mesmice, do lugar-comum, parecem fincadas num poço sem fundo de lamentação, mágoa, negativismo, pena de si mesmas, e, com isso, cansam todos a sua volta. E não mudando, não tendo objetivos, não têm força pra seguir em frente, pra se melhorar, pra crescer, ficam assim em círculos a nossa volta, num vai e vem que só atrasa, cansa, enche. Ou seja, não tem determinação com nada, e acham que lamentando algo vai mudar. Se não determinamos e agimos, seremos sempre esses seres pequenos de quem todos na certa irão fugir, abandonar, não respeitar, não levar a sério. Cresçamos!
O lugar
Nesse lugar me sinto isolado
Reprimido, ou até mesmo não amado
Mas a esperança é que um dia
Não vou estar nesse lugar gelado
Do lado de fora vejo meu futuro
No qual eu ja sai do escuro
Me vejo seguro, com liberdade
Mas acima de tudo, minha felicidade
Se a vida te dá chances, aproveite, não é sempre que isso acontece. Viva o momento com toda emoção, porque ele pode ser o último.
Não sou rosa, não sou pura
Não sou dele e não sou sua
Meu caminho tem mais espinhos
Que a própria rosa nua
Não se tem o direito de matar, mesmo para exemplo, senão aquele que não se pode conservar sem perigo.
