Se Nao for para Voar Nao Tire meus Pes do Chao

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Deixei de amar quem me dava o chão, para entregar o meu coração a quem me despreza!

Dor de amor...choro...medo...desilusão.
Desespero, descontrole, desaparece o chão.

Aflição...angústia...torpor...anulação.
Ciúmes, suceder de amor e ódio, paixão.

Arrependimento...remorsos...vazio no coração.
Saudades, lembranças, perdão.

Voando no chão

Um dia, sentindo o vento tocar em meu rosto,
A doçura do tempo,
E enxergando mesmo com os olhos fechados,
Comecei a viajar...
E fui onde ninguém jamais foi,
E me senti como o foco principal,
Um homem imortal,
A vida viva e a norte ausente,
O tempo esquecido,
E a realidade imprudente.
Fresando o caminho,
Andei em singelos passos,
Mas com forte e grande confiança.
Como foi boa aquela viagem,
Eu já tenho passagens para retornar a este lugar,
Sou um simples viajante,
Porém, sonhador de sonhos distantes.
O meu carro, pequeno,
Na verdade nem cabe a minha cabeça,
Mas o que ele pode fazer,
São coisas, anormais, o homem que enlouqueça.
Na verdade todos possuem,
Cada ser humano tem seus carros que convém,
Alguns mais estragados,
Outros novos,
O grande incômodo,
É o medo de viajar,
E o triste jeito de se acomodar.
E se vivermos sem jamais ter feito essa viagem,
Viveremos presos ao medo de ter coragem.
É confuso mais não absurdo,
Ainda por saber,
Que todos gratuitamente têm essa chance,
Mas renunciam a oportunidade de voar,
E vivem a “grande” vida, tristes, sem saída.

Suspiro



O sol toca chão
O canto macula o silencio
E o gosto de seus beijos
E o suspiro de um amor sem dor

Os ladrilhos coloridos da calçada
Em mosaico desenhado
Com tons de verde rosa e azul
Quanto tempo temos antes de voltarem às nuvens


As estrelas e o oceano com uma só
O som de sua voz e nosso riso... Um só riso
O calor de sua mão
E aperto os dedos

O mais belo que podes ser
O quanto mais verdadeiro pode desejar
Tudo que posso quer
Sua alma... Para com a minha estar

Saudade de Nada

Sozinho na madrugada
Escuto na vitrola o chão de estrelas
Olhando na vidraça aquela chuva
E minha alma esquecida escuta o céu de pedras
Sozinho na madrugada
Não tenho relógio no meu pulso
Saudade de nada
O instrumento é o violão
Desejava tocar as cordas do teu coração

Sozinho na madrugada
O amor e a chuva são como agulha e linha
Quase uma coisa só
E minh'alma se costura na sutura da solidão
Da chuva, do violão
Da linha, do relógio
E as estrelas lá do chão
Não sei a que horas giram na vitrola
Saudade de nada
Ainda é madrugada

Ana Carolina

Nota: Composição: Ana Carolina e Elder Costa

Amar e sentir o seu corpo inteiro tremer,sentir a sua alma decolar do teu corpo,amar e sentir o chao desaparecer diante do seus pes,amar e sentir o seu sangue bombiar mais rapido ao seu coracao,e conseguir dizer apenas duas palavras!AMO VC

Suspenso no espaço
sem chão
numa extasiante
vontade de prosseguir...
Em estado de desalento
como uma desarticulada marionete
sem fios
solta na imaginação
a devagar na imensidão
sem saber onde chegar
alma num corpo em flutuação
que não aprendeu a esperar
Ate que por si só
vai se deteriorando
e despencando como
se não se sustentasse
mais na altura
e na suspensão do ar...

(Esse poema fiz pra um amigo meu,q eu gosto muito)
Sentada no chão do quarto,
Encostada na cama
Lendo poesias de Drummond
Lembrei de André,meu amigo poeta.
resolvi fazer um poeminha...

......André...
........André?
..........André!!!!
............André soa café!!

Eita que vontade de beber Café!

Guerreiro

Negro

Negro, tu foras tirado do teu chão

Escravizado, humilhado, acorrentado

Sentiu o gosto do fel

A dor do tronco, cicatriz na alma

Teus filhos arrancados

Mulheres etária dos senhores

Da senzala o frio

Da fome, esperança

Do quilombo, refúgio

Da liberdade, relento

Do relento, morro

Do morro, senzala

Ainda hoje, buscando tua liberdade

És a maioria negra, sangue

Orgulha-te negro, levante a cabeça

Tu és um guerreiro vencedor

Amor: Sentimento bobo, sentimento louco, que nos faz perder o chão.

Larguei o relógio da minha vida no chão.
Ele marcava as horas, tomando conta do tempo.
Tempo que quero deixar seguir sua real direção.
Sem tantos planos, sem tanta espera.
Tenho expectativa sim, mas deixa ela ao natural.
Não quero colocar minha esperança em risco.

Se tiver que me transportar de um lugar para o outro.
Estou pronta!
Não quero oprimir o tempo.
Quero deixar que o tempo flua em mim.
Sei que é melhor assim.
Pois tudo que é forçado no final é ruim.

Quero sair pelas estradas da vida...
De braços dados com minha confiança.
Me surpreendendo com o novo...
Extasiada com o inesperado...
Com o que até então, era impossível, era delírio.

E de repente, dar de cara com as portas...
As portas do futuro que um dia sonhei.
Quebrar a ampulheta do tempo...
Que me importunava a alma, a mente, o coração.
Me fazendo dormir com aflição
E acordar com talvez um não.

Sempre há uma luz no fim do túnel,e no fundo do mar sempre há um chão onde pisar.

Poeira do chão

O que te dei em carinho
Tu devolveste em traição
O que era um claro caminho
Tornaste desolação
Hoje,tu voltas chorando
Para implorar meu perdão.

O meu perdão nada custa
Falando a palavra justa
Há muito eu te perdoei
E por amar de verdade
Vendo tanta falsidade
No fundo eu te lastimei.
Se é baixo e vil o interesse
O amor bem cedo fenece
É flor que morre em botão.

Não
Não pode alcançar os astros
Quem leva a vida de rastros
Quem é poeira do chão...

Fiz, pequei, me joguei sem medo. Cai, mas me levantei. Fica no chão, quem quer.

Pé descalço no chão, mas com a cabeça lá nas nuvens.

Quando a chuva desce
De encontro vai ao chão;
O amor quando cresce
Inunda o coração.

Dizem que para termos cuidados com as pessoas pois quando as jogamos nos chão elas se quebram e com isso para não pisarmos em cima pois poderíamos, assim, nos cortar. Tudo bem, estou tranquilo quanto a isso. Jamais pisei e pisarei em alguém pois não é de minha natureza, sendo assim não me cortarei.

Quebre as correntes que te prendem ao chão
Encontre a resposta que procuras
E você sabe que pode encontrar
E não se prenda ao chão nunca mais.

Vem aqui, senta nesse chão frio comigo e me esquenta com o quente da sua direção. Você tão alto e eu aqui, sentada te admirando num culto sem altar. Tão alaranjados seus movimentos que parecem uma canção de tão ritmados. Se não quer sentar, pelo menos fica perto enquanto agarro suas pernas num abraço de amor cheio. Amor que nunca foi magricelo e que de tão rechonchudo se fez carne. Não deixa eu ficar naquela gritaria danada, não deixa. Hoje eu só quero murmurar palavras cheias de fibras nos músculos do seu corpo. Agarrei suas pernas nesse exato momento, agacha não, fica em pé, reto e ereto. Não se deixa levar pelas delícias de um rolamento, onde o piso sempre foi bem amaciado por nós dois.



Se quer arriar algo, que seja mais amor entrelaçado e vencido.


Louca por você!




~*Rebeca*~

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AMIGO É MORADA

Amigo é a morada que nos abriga
Amigo é a mola quando estamos sem chão
Amigo é a janela para arejar nossa casa
Amigo sopra o olho para espantar o cisco que atrapalha a visão
Amigo anima festa quando estamos de luto
Amigo oferece ouvido de graça para ligações a cobrar
Amigo é o passarinho que lembra que a gente sabe voar
Amigo tem boca santa para proteger a nossa existência
Amigo é a surpresa mais esperada da vida
Amigo me esquenta com beijos e abraços
Amigo conta piada e põe a gente no meio dela pra história ficar mais engraçada
Amigo é o nosso grande testador
Amigo tem papo reto
Amigo é o nosso relações íntimas
Amigo divide o copo para os dois molharem a palavra
Amigo rasga o verbo se o ato é ruim
Amigo fala o que a gente precisa ouvir
Amigo deixa de passar a mão na cabeça para não levar embora o nosso juízo
Amigo conhece bem as nossas virtudes
Amigo recicla os nossos defeitos
Amigo é bom de conversa e de silêncio
Amigo dá muito mais toques do que explicações
Amigo conhece de dentro quem é você por dentro