Se Nao for para Voar Nao Tire meus Pes do Chao

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Quando bebo além da conta, minha alma fica alerta e os meus olhos brilham mais. Quem me dera todos os dias essa alegria de taberna

Quando ele sorri, doce, imagino meus filhos.

Só mudei de opinião, mas meus sentimentos continuam os mesmos.

Entrou na minha vida sem pedir licença, bagunçou meus sentimentos e depois foi embora sem nem me avisar. Por que?

E doidamente me apodero dos desvãos de mim, meus desvarios me sufocam de tanta beleza. Eu sou antes, eu sou quase, eu sou nunca.

Clarice Lispector
Água viva. Rio de Janeiro: Editora Rocco, 1998.

É… eu tenho que enfrentar os meus medos e seguir em frente.

Meus amigos devem ter algum problema, porque gostar de mim é complicado.

Eu tenho que respirar, dormir, comer, tomar banho, cuidar do meu tumblr e os meus professores pensam que tenho tempo pra ficar estudando.

Obrigado por que tivestes compreensão comigo, por que suportastes meus destemperos, por que tolerastes meus erros, por teres sido realmente meu amigo.

Liso aqui só meus cabelos!

Quando os lábios dela tocaram os meus, soube que poderia viver cem anos e visitar o mundo todo e nada se compararia ao momento único em que beijei a mulher dos meus sonhos e soube que meu amor duraria para sempre.

John Tyree
SPARKS, N. Dear John. London: Hachette UK, 2010.

Nota: Frase do personagem do livro "Querido John" de Nicholas Sparks

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Olho para o tempo de nossa amizade e de repente nem me importo que os meus dias já contem tanto tempo assim!

Na ribeira desse rio

Na ribeira desse rio
Ou na ribeira daquele
Passam meus dias a fio.
Nada me impede, me impele,
Me dá calor ou dá frio.

Vou vendo o que o rio faz
Quando o rio não faz nada.
Vejo os rastros que ele traz,
Numa seqüência arrastada,
Do que ficou para trás.

Vou vendo e vou meditando,
Não bem no rio que passa
Mas só no que estou pensando,
Porque o bem dele é que faça
Eu não ver que vai passando.

Vou na ribeira do rio
Que está aqui ou ali,
E do seu curso me fio,
Porque se o vi ou não vi.
Ele passa e eu confio.

Fernando Pessoa
Poesias. Lisboa: Ática, 1942.

No meu trabalho, como escritor, eu só fotografo, em palavras, o que vejo. […] Meus dias, meus anos, minha vida viu altos e baixos, luzes e trevas. Se eu escrevesse só e continuamente da “luz” e nunca mencionasse o outro, então como artista eu seria um mentiroso.

A minha vida é um todo indivisível, e todos os meus atos convergem uns aos outros; e todos eles nascem do insaciável amor que tenho para com toda humanidade.

sou impaciente
anuncio todos os meus atos
uma semana antes.

Martha Medeiros
MEDEIROS, M. Poesia Reunida. Porto Alegre: L&PM, 1999.

É bom saber que eu tenho um alguém pra poder contar, dividir meus segredos e as idiotices, um alguém que vai aguentar minhas lágrimas quando meu mundo estiver em colapso e vai me reerguer, assim como eu faria com ele. É bom saber que eu tenho um amigo e que não estou sozinho.

Tu és a matéria plástica de meus versos, querida...
Porque, afinal,
Eu nunca fiz meus versos propriamente a ti:
Eu sempre fiz versos de ti!

Eu era feliz antes, quando tinha que contar até 10 para dar tempo de todos meus amigos se esconderem. Hoje, conto até 10 quando quero me acalmar para não quebrar a cara de alguns idiotas que me fazem perder a cabeça.

Os meus pensamentos são contentes.
Só tenho pena de saber que eles são contentes,
Porque, se o não soubesse,
Em vez de serem contentes e tristes,
Seriam alegres e contentes