Se for Triste Carlos Drummond
Não importa a extensão e o limite das crenças individuais, a natureza será sempre uma manifestação divina, nas flores, plantas, bosques, montanhas, lagos, rios e praias,
como expressão de um sentimento de amor e paz.
Não é preciso temor como sinônimo de medo e insegurança, se não julgarmos e condenarmos os outros por suas escolhas,
quando faz mais sentido tolerarmos as diferenças, reconhecendo as nossas próprias limitações e incoerências.
Nós controlamos os alimentos que nutrem o corpo, mas negligenciamos o que sustenta os nossos pensamentos, complicamos as coisas simples e desperdiçamos o elogio, o afeto e a alegria que contagia o início dos relacionamentos, pois o milagre da vida está na harmonia da ação humana.
A vida se passa no momento presente, o aqui e agora, e não é preciso arrastar correntes de amarguras do passado, nem sofrer por antecedência pelas incertezas do futuro, se é certo que não podemos levar nada quando partirmos, a vida será uma oportunidade única e uma autobiografia, onde ninguém pode ser um mero expectador, mas protagonista da sua própria história.
O amor verdadeiro não é utópico ou romântico, não é atração, desejo ou paixão,
nem sensação que cega ou oprime. O amor autêntico pode não ser eterno, mas certamente não é fugaz, efêmero ou passageiro. É apenas intenso para se vivido por inteiro.
O amor não é mágico, químico ou astrológico,
tampouco une apenas seres predestinados. É a edificação mais autêntica da relação, que se descobre verdadeiro com interação, diálogo sincero, apoio e reconhecimento, sem desprezo, ironia ou humilhações.
Amor é cumplicidade e afeto sincero,
que não se desfaz quando a paixão acaba,
que não se extingue na dificuldade,
nem envelhece ao longo do tempo,
é a expressão do olhar e do sorriso
de quem tem um sonho comum.
O amor substantivo abstrato
não tem existência própria,
sem a conjugação do verbo amar,
porque exige ação e movimento,
mais ampla que o ‘eu tem amo’,
mais além do que o ‘eu também’.
O amor se constrói diariamente,
se nutre ao longo do tempo,
se expande com a intimidade,
e se mantém com o respeito,
o carinho e a dignidade.
Viver não é ser escravo do passado,
ou apenas um sonho do futuro,
mas se alimentar do presente,
para ser autor da própria história.
A relação íntima
se torna completa,
com uma porção de amor
e uma pitada de desejo,
aí se juntam a fome e a sede,
que se saciam,
mas não se consomem.
Mulher e poesia
são sublimes e belas,
inspiram, encantam,
comovem, sensibilizam
e despertam sentimentos.
Hoje, o maior problema daqueles que se dizem "cristãos", é a infeliz tentativa de querer relativizar a palavra de Deus.
Antes eu duvidava que alguém pudesse viver pela fé: agora creio que muitos vivem, exclusivamente, da fé, alheia.
As palavras podem expressar as nossas angústias ou apenas compor os nossos silêncios, porque ainda cremos que, como na natureza, todas as coisas são passageiras e tudo se renova diariamente, até as nossas esperanças.
A vida é feita de frases e versos:
como as escolhas e consequências,
alternativas com erros e acertos,
e seus momentos bons ou ruins.
A vida é feita de fases:
de evolução e sucessivas mudanças,
desde a adolescência sem fim,
de aprendizado e desenvolvimento,
até a maturidade e plenitude inatingível.
As borboletas são extremamente frágeis,
não suportam uma chuva,
além de serem presas fáceis dos pássaros,
mas nada as impede de voar,
porque sabem o que querem,
e aprenderam a superarem as suas deficiências,
e contornarem as adversidades.
Exaltação da natureza
Muitos poetas exaltaram
a beleza da natureza,
a exuberância das plantas;
o perfume das flores;
as cores das plumas das aves;
o frescor da brisa do mar;
o calor da areia da praia;
a suavidade do toque dos ventos;
o canto triste dos pássaros;
o estrondo das cachoeiras,
mas tudo isso pode estar contido,
na suavidade do movimento
de uma simples borboleta,
na luz que irradia dos teus olhos,
no timbre da sua voz,
ou apenas no teu cheiro.
Ainda que não haja caminho
Enfrente os teus próprios medos, obstáculos, desertos ou pedras: que o caminho se fará debaixo dos teus pés!
