Se eu Tivesse Asas
Se pudesse aconchegaria a todos que amo debaixo das minhas asas,mas como não dá,que todos sejam protegidos debaixo das asas de Deus,que cabe todo mundo.Nele eu confio.
Quem perde a esperança perde as asas; quem se entrega aos infortúnios amarra as mãos; quem não tem fé em ir adiante acorrenta os pés; e quem não acredita em Deus venda os olhos.
Muitas vezes confundimos amor com segurança. Por excesso de zelo ou proteção cortamos as asas de nossos filhos. Impedimos que eles busquem respostas próprias e vivam seus sonhos em vez dos nossos. Temos tanta certeza de que sabemos mais do que eles, que o porto seguro vira uma âncora que impede-os de navegar nas ondas de seu próprio destino.
Quem se permite enfrentar a dor da transformação ganha asas e liberta-se. Porém quem se recusa a entrar no silêncio do casulo, continua eterna lagarta devoradora. Infelizmente é preciso reconhecer: nem toda lagarta se transforma. Nem todo mundo se transforma. Muita gente continua sendo sempre lagarta, eterna devoradora sem muito a oferecer.
Com você do meu lado amor, mesmo sem ter asas para bem longe voei, em um futuro imaginário vi nós dois já casados, com um casal de filhinhos muito bem já criados.
É na intimidade dos acordes que os sentimentos vibram, se definem ou se redefinem, ganham asas; nos transportam para o universo do prazer, para uma serenidade de espírito despojada de qualquer motivo ou finalidade conhecida.
A poesia até tem asas e voa,
mas o poema, depende das mãos
de carne, ossos e tato,
para chegar à algum lugar!
Dia sim, dia não
Prosador nato que a brisa levou
Nas asas da nova paixão
Contista no primeiro capítulo naufragou
Foi salvo na segunda canção
Na terceira modinha mergulhou
Na quarta valsa, um esbarrão
Lá pelas quintas, no samba, tropeçou
Na sexta adernou e a abraçou
No sábado, ela se inclinou
E no domingo o poeta se aprofundou
No alfabeto caleidoscópico
Da mulher amada.
(© J. M. Jardim - Direitos reservados - Lei Federal 9610/98)
Para voar não é preciso ter asas, mas sim, é preciso ter uma atitude de deixar-se ficar tão leve e desprendido, a ponto de ter a leveza e liberdade do vento.
Não permitir que as cargas dos julgamentos dos outros possam nos deixar tão pesados que não possamos nos mover.
Não deixemos que as coisas materiais e passageiras nos prendam em gaiolas dos afazeres diários e rotineiros.
Os nossos voos devem ser arrumados aos lugares simples, onde a felicidade reside e ninguém a pode tirar. É em lugares assim, que devemos pousar e repousar todo o nosso coração.
