Se eu Tivesse Asas
Perfeitos
.
Obrigado por me permitir
por eu ser o riso que acalma
por ser constante, vivo
por nunca ter sido desprezado
obrigado
por tantas histórias que serão somente nossas
obrigado, pelo amor
pela paciência e pelo desejo de me ver melhor
obrigado mãe
obrigado pai
eu tinha que vir
e fazer dos dias, novas batalhas
novos ensinamentos
novos risos
tudo que quero
é ser amor, carinho e conforto
se por ventura vossas almas pensarem em chorar
não sou diferente, sou apenas eu
um ser que batalhou para nascer
um ser que ri
que vive e mostra ao mundo
o significado da palavra amor
obrigado mãe
obrigado pai
obrigado
Deus...
Eu não consigo amar, eu não me amo, eu não amo mais ninguém, só quero ser amada mesmo não podendo amar.
Ela me amaldiçoou, me entregou seu cabelo e disse que me amava, no final apenas me usou e me transformou em uma marionete.
"A vida me impôs fardos em silêncio e regras que eu não escrevi. Ainda assim, escolho a honestidade de quem banca a própria jornada, mesmo quando o peso do mundo esmaga os ombros de um homem só."
O evangelho
Eu não acho bem debates, sobre o evangelho. O evangelho afirma-se verdadeiro por si próprio. No tempo de Jesus de Jesus Cristo e dos Apóstolos, não havia debates! O evangelho era a verdade, mostrava -se como tal, sem debates! "O evangelho é o poder de Deus, que transforma, quem nele crê!
Dizem que cada átomo no nosso corpo alguma vez foi parte de uma estrela, talvez eu não vá embora, talvez eu vá para casa.
Perante seus interesses, o dissimulado mascara seu verdadeiro eu com uma fingida bondade e carinho que no momento propício somem para a maldade e frieza se revelarem às costas de quem - na vitória de seu plano - ele conseguiu seduzir, e que, por sua vez, ficará inconformado e estarrecido, se perguntando como pôde deixar-se enganar pelas aparências...
Se eu morresse hoje,
O que é que as pessoas
Diriam de mim?
Será,
que diriam Maldades?
Ou será que diriam crueldades?
Será,
Que diriam coisas amigáveis?
Ou será que diriam palavras agradáveis?
Acho que iria depender
De como acabei
Por deixar de fazer
Parte deste mundo
De dementes
Se foi de morte matada,
Se foi de morte negligenciada,
Ou se foi de morte autotirada.
“Eu nunca ganhei um pincel, nem por isso deixei de ser um artista, eu nunca ganhei uma caneta, nem por isso deixei de ser um escritor.”
Autor e teólogo Jalison Santos
ESCREVEU AS 12 POEMAS PARA SUA ESPOSA.
1.De noite eu busquei em minha cama
A quem a minha alma ama;
Busquei‑a, e não a achei.
2.Mas uma noite comecei sem a minha amada,
Esperei muito, mas a noite passou sem ela.
3.Comecei mais uma noite e esperei,
Quando a minha amada chegou, eu a busquei
E ainda não a achei — A quem a minha alma ama.
4.Onde está a minha amada,
A quem a minha alma ama?
5.Pensei até que a minha amada já estivesse comigo,
Procurei no meu leito e não a encontrei.
6.Depois esperei que ela viesse até mim,
Mas não apareceu; a noite ia passando,
E no meu coração eu esperava o milagre dela chegar,
Mas ela ainda não apareceu.
7.Onde você está, minha flor?
Onde está a flor do jardim do meu coração,
A minha doçura?
8.Eu sinto que em breve eu encontrarei a minha amada;
então abraço os pés e o meu coração se abre para ela,
e eu digo: “Você é a quem a minha alma ama”.
9.O que é tão doce quanto estar ao seu lado?
10.E assim, finalmente, encontro a minha amada,
fico com ela e não a deixo mais partir.
11.Eu sinto: quando a minha amada chega,
o meu coração bate mais forte,
pois sei que ela está ao meu lado.
12.Às vezes parece que você passa
lá no fundo do meu olhar…
Você é o chá da tarde vitoriano, e eu sou o negroni que você se arrepende de beber no verão italiano.
Se eu fosse livre, livre seria para amar-te. Ah, o quão livre eu seria...
Eu voaria na imensidão dos teus olhos, me jogaria nas ondas do teu cabelo.
Me afogaria no teu suor e no teu cheiro, me alimentaria somente das palavras da tua boca.
Eu correria pelas curvas do teu corpo sob a chuva, me contentaria com apenas o toque das tuas mãos.
Me envolveria nas nuvens do teu abraço, me permitiria cair no teu enlace.
Eu viajaria para qualquer estrangeiro, desde que lá estivessem você e o teu cheiro.
Me afogaria no mar do teu peito e saciaria a minha sede com a água doce que escorre da tua língua.
Ah, minha amada, se eu fosse livre, livre seria para fazer-te feliz aos montes.
Entretanto, cortaram-me as asas. As ondas são demasiadamente selvagens.
O ato de se afogar não basta para uma pequena morte e, há tempos, já não me alimenta.
Tiraram- me as pernas, o céu não chora mais, e o teu toque tem sido distante; já até te afastaste de mim.
O céu permanece limpo por tempo demais, e isso me aflige. Nossa união já não passa de sonhos meus.
Viajo aos montes, mas em lugar algum encontro o teu amor. Sinto o teu cheiro onde quer que eu vá, mas você não está lá.
Teu mar é calmo e extasiante; no entanto, não possuo barcos para seguir adiante.
A todo momento sinto sede, mas não encontro o oásis da tua boca. Por isso lhe digo, minha amada, minha doce e impaciente amada:
Que, mesmo acorrentada de corpo e alma, mesmo não tendo liberdade para nada,
eu amo-te com tal liberdade que os pássaros me invejam aos montes.
Pois sou livre para amar cada pedacinho teu; e é com essa exuberante liberdade que lhe entrego meu coração, para que seja somente seu.
Como não haveria de ser eu um lobo da estepe e um mísero eremita em meio a um mundo cujos objetivos não compartilho, cuja alegria não me diz respeito! Não consigo permanecer por muito tempo num teatro ou num cinema. Mal posso ler um jornal, raramente leio um livro moderno. Não sei que prazeres e alegrias levam as pessoas a trens e hotéis superlotados, aos cafés abarrotados, com sua música sufocante e vulgar, aos bares e espetáculos de variedades, às feiras mundiais, aos corsos, aos centros culturais e às grandes praças de esportes. Não entendo nem compartilho dessas alegrias, embora estejam ao meu alcance, pelas quais milhares de outros tanto anseiam. Por outro lado, o que se passa comigo nos meus raros momentos de júbilo, aquilo que para mim é felicidade e vida e êxtase e exaltação, procura-o o mundo em geral nas obras de ficção; na vida parece-lhe absurdo. E, de fato, se o mundo tem razão, se essa música dos cafés, essas diversões em massa e esses tipos americanizados que se satisfazem com tão pouco têm razão, então estou errado, estou louco. Sou, na verdade, o Lobo da Estepe, como me digo tantas vezes — aquele animal extraviado que não encontra abrigo nem ar nem alimento num mundo que lhe é estranho e incompreensível.
