Se eu Fosse Algum Rei
Ousei ser o senhor dos teus sonhos
Dos teus desejos agora sou rei.
Curandeiros dos seus desenganos,
Um nobre do amor que plantei.
Senhora das águas brilhantes
Emudece as estrelas no céu.
Fortalece os ventos uivantes,
Resplandece tua luz sobre o véu.
Pode um homem ser feliz sem conhecê-la?
Podem as deusas lá do céu não invejar?
Se nesta terra deuses e mortais disputam
A direção inquietante do seu olhar.
Infelizes no inferno Dantesco,
E os que somem debaixo do mar.
Jamais presenciarão a menina dos olhos,
Daqueles que por ti, as belezas do mundo vieram criar.
Nasceu o rei
É Festa
O menino nos foi dado
O rei, nasceu.
Veio não para reinar
Veio para de si mesmo nos servir ,
Dele e a ele come
O faminto que não quer mais passar fome ,
É Festa
Alegrar-me é o que farei ,
Este pão e vinho são inesgotáveis.
Cantos ao rei
Louvores sejam para sempre
O cordeiro para redenção
O poder para a ressurreição
Fonte de águas eternas ,
Jubilemos
Os portões estão reabertos,
O rei é conosco.
Poeta é profeta.
A todos ensina.
Sem nunca ter estudado,
é muito bem educado
e um rei da medicina.
Avisa o que vai acontecer.
Com rimas ensina amar.
Seus versos de amor,
cura qualquer dor,
liberando dopamina!
" O rei exalta aos súditos
não vos acovardeis
ides à guerra
e não vos furteis da vitória
posto que a derrota
é pão amanhecido
e só interessa ao inimigo que se diverte com o vosso caos...
" Nem uma fonte secará
nem um único rei resistirá
o fluxo segue seu destino
a coisa mais certa e verdadeira
sem eira nem beira
também tem algo a ensinar
nunca venceremos,
se não lutarmos
nunca perderemos,
se não tentarmos vencer...
Enquanto o coração irradia
olhares para mares que nem sei
navios navegam onde sou rei
é bem melhor sorrir
enquanto o coração insiste em florir
pausar as esperanças e crescer
até a solidão desaparecer
não há abismo profundo
onde na pele, impera o amor...
Quando Deus Se Chamava Lear
Disse-se outrora que houve um rei cujo nome não era nome, mas sentença. Chamavam-no Lear — embora esse som não bastasse para contê-lo. Não era homem, nem rei apenas: era a imagem que o mundo fazia de Deus em ruína.
Governou por anos uma terra que se curvava ao gesto de sua mão. Mas, como todo soberano que envelhece, quis dividir o poder antes que a terra o dividisse a ele. Três filhas. Três mundos. Pediu amor, mas em voz alta. Pediu afeto, mas diante da corte. Queria ternura, mas com pompa. Queria certeza — o que só os deuses buscam quando estão à beira da dúvida.
As duas primeiras disseram o que ele queria ouvir. A terceira, não disse.
E foi expulsa.
Desde então, Lear vagou por campos de vento e neblina, coroado apenas pela ausência. Aos poucos, descobriu que a coroa que pesava sobre sua fronte não era de ouro — era o silêncio.
Chorou pela primeira vez numa noite sem estrelas, onde os trovões respondiam às suas perguntas com risos. Gritou aos céus: “Sou mais pecador ou mais punido?”. O céu não respondeu.
Mas ali — no barro, na lama, no desabrigo — nasceu algo que jamais possuíra no trono: visão.
Não dos olhos, que já falhavam. Mas da alma.
Viu o mendigo e o bobo. Viu o traidor. Viu a filha fiel, que nada dissera porque tudo sentia. Viu o tempo, que não se dobra à vontade dos reis. Viu Deus, talvez — mas hesitante, escondido sob o capuz de um louco.
Quando enfim morreu, ninguém soube. Nem sinos dobraram, nem anais registraram o fim do reinado.
Mas alguns dizem que, em certos dias de tempestade, uma voz ainda ecoa pelas montanhas:
“A arte é o consolo no abismo onde o próprio Deus hesita.”
E nesse eco, dizem, está Lear — não mais rei, não mais homem,
mas lembrança.
Sou o alquimista do futuro, o rei da sabedoria e o líder da liberdade. Minha mente cria, minha alma guia e minha voz liberta.
“Olho de Fera, Alma de Rei”
Com um olho fechado, mas a alma acesa,
ele encara o mundo — não com tristeza.
As cicatrizes falam, mas não definem,
é na dor vencida que os reis se erguem.
Não teme a sombra, nem a própria queda,
pois já dançou com a morte na selva.
E mesmo ferido, sem coroas douradas,
carrega a realeza nas veias marcadas.
Cada ruga é guerra, cada mancha, história,
não vive do medo — vive da vitória.
Não foi o rugido que o fez respeitado,
mas o silêncio forte de um guerreiro calado.
A beleza não está em ser imaculado,
mas em seguir em pé, mesmo despedaçado.
Porque a alma dos fortes nunca se apaga,
ela arde mais fundo… na cicatriz que embala.
“Na Selva do Ser”
Todo mundo quer ser o leão,
Rei da força, da decisão,
Querem a glória, o alto lugar,
Mas poucos se atrevem a lutar.
Querem o rugido que impõe respeito,
Mas não o silêncio de um peito refeito.
Querem a coroa sobre a cabeça,
Mas não o peso da realeza.
Ser leão não é só posição,
É encarar a dor e a escuridão.
É sair da toca sem garantia,
E enfrentar a vida, dia após dia.
É caçar quando a fome grita,
Proteger quando o perigo habita.
É sangrar sem perder a postura,
Ser firme mesmo na amargura.
A selva não perdoa quem finge ser,
Ela cobra de quem tenta parecer.
Só os verdadeiros leões permanecem,
Os outros caem… ou esquecem.
Por isso, antes de querer o leão imitar,
Pergunte-se: você está pronto pra lutar?
Pois ser o rei não é ter admiração,
É ter coragem… e coração.
No horizonte, no mais completo silêncio, o astro rei põe-se para o hemisfério sul e nasce para o norte.
Contudo, na trajetória solar rumo ao escuro, o hemisfério austral tem a certeza de que, em questão de horas, o magnificente Sol voltará a iluminar com toda sua energia e exuberância.
"Em terra de cego quem enxerga
não é rei, um ótimo rei governa com
sabedoria e preza pelos seus súditos".....
"Em terra de cego
quem enxerga não
é rei, não basta apenas
enxergar, tem que ter sabedoria
para poder governar"...
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