Saudades Flor
Supernova
Me lembro quando você era flor e sabia dançar com o vento...
A nossa música mudou e você nem percebeu...
Agora somos duas estrelas distantes no céu.
Iluminado graças ao seu brilho, aceso de saudade quando escurece.
Saudade sem explicação.
Saudade lembrando nenhuma ação.
Saudade loca, de uma louca, em uma loucura desejada, a cura.
Saudade refletindo insanidade do amor, sentindo prazer, na dor.
Saudade da mistura de flores, chocolate e langerie com saliva!
Que saudade.ALI.H.H
Uma flor surge após um tempo de preparação da planta… e após um tempo de surgimento ela deixa de existir e volta para a natureza, universo…de outra forma…as vezes como algo a ser esquecido e as vezes como saudade….
E já pensou que triste seria se as plantas que produzem flores não tivessem os botões… eles nos fazem lembrar das várias flores que ainda estão por vir…
Importante lembrar que cada uma será diferente, por mais que esperemos que sejam iguais…
Essa reflexão serve também para a vida… existem muitas vidas/pessoas que irão passar pela sua… mas não espere que sejam iguais aquelas vidas que você considera como as mais lindas que já passou por você… não espere que sejam para sempre…as que virão podem te surpreender… mas sugiro que aproveite cada uma… com sua beleza interior que geralmente nos fazem sorrir… mas não esqueçam que elas não são para sempre visíveis… mas podem ser para sempre sentidas…
A saudade nos permitirá senti-las… caso você tenha se permitido permanecer com elas no seu coração.
Hoje desejo a você um domingo de surgimento de tudo que almeja na vida…
Uma flor para você… e vários botões também…
#umtextoinspiradopelasaudade
#umdiadecadavez🍀
#agradecereconfiar
#serfelizemaisnada💭🌻❤️🌵
AGORA
não ao abraço
não olhar a flor
não o cara a cara
depois eu faço
depois eu digo
AGORA NÃO!
agora
apenas abraço
o último abraço
o sorriso
não vi seus olhos sorrir
segurar a mão
fez falta, mas não tinha mão
Agora
olhe o agora
olhe e segure
o que realmente importa.
Depois, já foi embora.
O calor intenso toma conta do ar,
A baixa umidade resseca a pele e a flora,
E a seca castiga a natureza sem parar,
Enquanto o fogo se alastra pela aurora.
Em meio a esse cenário tão desolador,
A saudade de um amor toma conta do peito,
Como um vazio que não tem curador,
E deixa a alma em um estado imperfeito.
Mas mesmo diante de tanta aridez,
Há ainda um brilho de esperança no olhar,
Uma chama que pode acender a vez,
E fazer a saudade do amor se dissipar.
A natureza pode se recuperar da seca,
Com a ajuda da chuva e do tempo a passar,
E o amor pode renascer como uma ave preta,
Voando livremente no céu a pairar.
O fogo pode ser contido e controlado,
E a saudade do amor pode ser amenizada,
Com o tempo e o coração bem cuidado,
E a certeza de que a vida sempre será renovada.
No meio do cerrado, um sonho floresceu
Uma cidade única, moderna, Brasília nasceu
Sob o sol escaldante, um novo horizonte surgiu
E a cada dia, novas possibilidades se abriram.
Mas não é só de sol que vive a capital
O céu também traz beleza e inspiração
As nuvens, em suas formas diversas, dançam no ar
E nos lembram que a natureza ainda pode nos surpreender.
A saudade também vem, como uma nuvem cinzenta
Lembrando-nos do que já se foi, do que se foi embora
Mas mesmo assim, continuamos a olhar para o céu
E buscamos novas possibilidades, novos caminhos para trilhar.
Brasília é assim, uma cidade de contrastes
O cerrado nos ensina a resistir, a persistir
E o céu nos mostra que sempre há algo novo a se descobrir
Uma cidade que nunca para de nos surpreender.
Se foi bonito a memória preservou. Se foi bonito vai ter sempre uma flor desabrochando na plenitude da saudade daquilo que você mais amou.
Saudades, eu tenho daquilo que o tempo já não trás de volta, do que meu coração se alegra em recordar, e do que meus olhos lamentam ter perdido.
Não mais verá o manacá em flor, plantado no jardim, perto do quarto, envolvendo em perfume nossa alegria de carinhos fartos. Também o ipê florido não verás, porque antecedeste a primavera... Ora, saudade, para mim, é um doce-amargo-enlevo, o que vale dizer que até o fim dos meus dias estarei alternando, o doce enlevo da lembrança, com pitada amarga de saudade. Suave é a pena...
Minha vida sem minha flor é como uma vida sem aroma.
O que seria do gosto do alimento mais saboroso sem seu cheiro que aumenta as expectativas do paladar e da fome?
Você me envolve em arrepios com sua sedução natural que encontra no universo da minha íris a constelação da sua.
É lindo observar você existir.
Beleza, sensibilidade e genialidade... Tudo em uma única mulher.
Gratidão me encontro sentindo a batida do teu coração, que palpita mais forte e fora do peito, quando te lembras ou sentes o meu..
Quando a ausência passa a ser o último vestígio do amor que um dia floresceu, ela se torna tanto dor quanto memória viva. A falta carrega em si um paradoxo: é prova de que houve amor, mas também seu fantasma, rondando cada pensamento e cada gesto. Nesse espaço onde o amor deixou de existir em presença, a ausência ocupa o trono, governando seu coração com lembranças e saudades.
Mas a ausência não é apenas vazio: ela nos convida a revisitar o que fomos juntos, a valorizar o que aprendemos e a questionar o que ainda podemos ser. Se a falta é tudo o que resta, talvez ela seja também o ponto de partida para reconstruir-se, para sonhar outras formas de amar, outra forma de ser amado. Porque, no fim, é justamente na saudade que guardamos o maior tesouro: a prova concreta de que fomos capazes de amar de verdade.
Assim, mesmo que a falta pareça reinar absoluta, ela pode nos sussurrar lembranças que acendem a esperança. O amor, mesmo ausente, continua vivo enquanto houver memória, enquanto houver o desejo de reencontrar-se – seja em quem fomos, seja em quem podemos vir a ser.
Dois de novembro
No silêncio íntimo que invade o Dia de Finados, a saudade se debruça. Ela não tem pressa, é senhora do seu próprio compasso. É o dia em que a ausência brinca de ser presença, quando os que partiram voltam, não em carne, mas em sopro, como se sempre estivessem apenas a um afago de distância.
Os túmulos não mentem. São declarações sem palavras de que o que foi vivido realmente existiu, confessando com a solidez do mármore que a vida é frágil e que o tempo é um rascunho rabiscado à pressa. Cada nome entalhado ascende, não como uma mera inscrição, mas como um feitiço sussurrado entre as frestas do esquecimento.
Nem toda ausência é tratada pelo tempo. O tempo não se compromete com permanências. Passa por nós sem desculpas, sem aviso, sem oferecer alívio. Quando alguém que amamos morre, morre também uma versão nossa. Deixamos de existir daquele jeito. É como ter sua casa assaltada por uma ausência. Por isso, não se deve apressar a dor de ninguém. No luto, não se questiona o amor por quem partiu. No luto, deixamos de nos amar, e voltar ao amor próprio demora. Deixe a pessoa doer.
O luto não passa; somos nós que passamos por ele. É um caminho de fragilidades. Não há como sair de uma dor caminhando. Precisamos engatinhar até voltar a firmar os pés novamente. E demora até que essa dor vire saudade. Demora até que essa saudade vire gratidão. A dor é solitária, e você tem todo o direito ao seu luto, mesmo depois da licença do outro acabar. Cada um tem seu tempo de digestão.
No murmúrio de uma prece, na chama vacilante de uma vela, reside a certeza de que, do outro lado do mistério, alguém sorri — os eternos hóspedes da eternidade. Hoje, flores são depositadas por mãos trêmulas de emoção. Mas não é o frescor das pétalas que importa, e sim o gesto. É flor de ir embora. É uma homenagem ao laço que nem a morte é capaz de desfazer.
Êxodo Faunal
Os vagalumes se apagaram de tanto iluminar o nada.
Deixaram no ar uma saudade de lampejo,
como se a noite agora fosse menos noite.
Antes, ao escurecer, acendiam luminares.
As abelhas,
desistiram de suas casas de mel,
escravizadas em nome do capital e do progresso.
Talvez tenham cansado de voar entre o barulho,
as flores e suas celas de cimento.
As borboletas,
flores flutuantes,
que nunca gostaram de despedidas,
foram embora sem alarde.
Levaram consigo a leveza do mundo,
deixando só o peso e a cor opaca da nossa pressa.
A gente, bicho grande,
ficou sem esses pequenos.
E agora, o que fazemos?
Apenas aprendemos o inútil.
A cidade cresce,
mas encolhemos por dentro -
sem o zunido, sem o lampejo, sem o voo.
A saudade dói no peito
quando vem nos visitar,
ah...que saudade sem jeito,
mesmo assim a deixamos ficar!
A vida é feita de pequenos pedaços que um dia se chamarão - saudade - e colada num mosaico que construímos no coração. Amanhã teremos saudade desse hoje e amanhã teremos saudade do ontem, assim numa sucessão do que foi vivido ou ainda nem foi. É um sentimento indefinível, até podemos ter gosto nesse sentir, mas às vezes, dói !
A saudade é uma janela construída num canto secreto dentro de nosso coração. Quando queremos rever o que ficou no passado, a abrimos e temos à nossa frente todos os quadros que a vida pintou.
Enquanto o mundo se move,
e no relógio o tempo passa,
neste espaço sem você,
apenas a saudade me abraça.
Use flores, ame pessoas.
Construa caminhos, quebre barreiras.
Faça conexões, desligue o wi-fi.
Dê vida a um sorriso, mate a saudade.
Use flores mas floresça você.
