Saudades de uma Pessoa Distante
alienação no vazio.
Em um momento não muito distante eu sorria, não falo sorrir com os lábios
e sim com os olhos. Esse tempo se foi, e aqueles olhos sorridentes se foram dando lugar a algo vazio e sem vida. Ate olhar para a fotografia mais linda não faz com que os meus olhos voltem a sorrir.
Uma pessoa com quem tinha um grande amor e grandes sonhos, via isso. Logo essa pessoa se foi e tudo aquilo que sonhávamos também. Breve não era apenas meus olhos que se esvaziaram, meu coração e logo em seguida minha alma.
É como ser um grossa casca vazia por dentro oca e em minhas paredes apenas cortes, rasgos e furos.
A destinos mais sombrios que uma morte dolorosa ou desastrosa. O vazio que te impede de descansar que assombra a única coisa que resta dentro de você, aquela criança que um dia você já foi, aquela criança que sorria e sonhava, ela agora esta pregada na sua parede interna sendo torturada dia após dia estando completamente sozinha e vazia.
Eu penso, será que um dia eu vou voltar a sorrir?
Eu carrego a morte de alguém comigo. Não como lembrança distante, mas como algo vivo, pulsando dentro do meu peito. Ela respira comigo, anda comigo, dorme ao meu lado quando fecho os olhos. Não importa onde eu esteja, aquele momento sempre chega antes de mim.
As pessoas dizem que não foi culpa minha. Que foi um erro, um acidente, uma consequência inevitável. Elas falam isso com facilidade, como quem descreve o clima. Mas eu estava lá. Eu vi os olhos perderem o foco. Eu ouvi o último suspiro falhar no meio do caminho. Eu senti o peso da vida se tornando apenas… carne.
Eu lembro do som. Sempre lembro. O impacto não foi alto, foi seco, errado. Um som que não deveria existir. Houve um segundo de silêncio absoluto, e nesse segundo eu soube. Antes mesmo de olhar, eu soube que tinha acabado com tudo. Quando meus olhos desceram, o corpo já não respondia. Peso morto. Calor indo embora rápido demais.
Minhas mãos tremeram, mas não largaram. Tinham sangue nelas, muito mais do que eu esperava. Grosso, escuro, quente. Escorreu pelos pulsos como se quisesse me marcar, como se quisesse garantir que eu nunca esquecesse quem eu era naquele instante. Eu fiquei ali parado, incapaz de agir, esperando um milagre que não veio.
Desde então, nada em mim funciona direito.
A culpa não é um pensamento, é uma sensação física. Ela aperta minha garganta até doer engolir saliva. Ela faz meu estômago revirar, como se algo estivesse apodrecendo por dentro. Às vezes eu acordo com vontade de vomitar, outras vezes com vontade de gritar, mas nunca faço nenhum dos dois. Eu engulo. Sempre engulo.
Já lavei minhas mãos até a pele rachar. Até arder. Até sangrar de novo. Mas o vermelho nunca some de verdade. Ele volta quando fecho os olhos. Volta quando o silêncio fica alto demais. Volta quando alguém confia em mim, porque eu sei exatamente o que sou capaz de destruir.
Eu não me perdoo. Não porque não tentaram me convencer, mas porque eu não mereço. O perdão exige que o erro fique no passado, e o que eu fiz não ficou. Ele se espalhou. Moldou tudo o que eu me tornei depois.
Em batalha, eu avanço sem medo. Parte de mim espera ser atingida. Não por coragem, mas por cansaço. Cada dor nova é pequena comparada àquela que nunca para. Cada ferida aberta é um lembrete de que ainda estou aqui… quando talvez não devesse.
Eu sigo em frente não por esperança, mas por punição. Viver é a sentença. Lembrar é a tortura. E carregar essa culpa é a única coisa que me mantém honesto sobre quem eu realmente sou.
Eu não esqueci.
Eu nunca vou esquecer.
E isso é o que mais dói.
— Cyrox
Minha alma caminha tão distante de estrelas em estrelas vagamente a cada milissegundo sob o fluxo de um pêndulo atômico em um espaço repletos de vidas.
Tristeza, solidão, depressão é para os fracos. Ou seja, para quem está distante de Deus e de si mesmo.
Sorrir todo mundo pode ver. Chorar... Ah! Chorar não. Se chora no canto, escondido, distante. Poucos terão pena de ti. O amigo presente. Este logo vai contar para outro que vai confidenciar para o outro e todo mundo vai saber e nada fazer. Terão pena de ti. Alguns. E, outros aplaudirão, ignorarão. Por isso, se quiseres rir faça-o abertamente. Mais simpático o bom humor. Divertido. Mas, se for pra chorar. Chora num canto qualquer. Chora pra Deus. Oração. Que o alento vem depressa. Porquê da dor de alma só os anjos poderão confortar.
Todos precisamos de um refúgio mesmo que pareça estar distante; entretanto, alguns desses e mais importantes refúgios, estão dentro de nossa própria mente onde, a única barreira para ser atingido — é a “consciência”!
Em uma época não tão distante assim, os homens repartirão o pão que acabará com o índice vergonhoso de morte por “puramente” fome.
Há dias em que o sol parece distante,
e o mundo pesa nos ombros como chumbo.
A alma, em silêncio, não encontra direção,
e tudo em mim grita por pausa.
Mas sigo.
Não porque tenho forças,
mas porque aprendi que parar também dói.
Sigo porque a estrada só se revela a quem anda,
mesmo quando o passo arrasta,
mesmo quando o coração hesita.
Nem sempre é coragem,
às vezes é apenas necessidade.
Outras, é a esperança escondida
num fio de luz que insiste em não apagar.
E sigo.
Com os olhos cansados,
com o peito em desalinho,
mas com a certeza de que a vontade
nem sempre é companhia
mas o caminho,
ah, o caminho ainda é meu.
🌙✨ À Meia-Noite, um Árabe no Meu Coração
Na penumbra da noite, teu nome é chama, um eco distante vindo do deserto e da alma. Meus olhos se fecham, mas teu rosto insiste, como miragem que acaricia, resiste.
Tenho ansiedade que dança com desejo, um fogo que não pede permissão, só lampejo. É sonho, é risco, é pressa de viver, como se a paixão não soubesse conter.
Teu olhar, embora distante e estrangeiro, fala línguas que meu corpo já entende inteiro. Na cama vazia, só teus traços me habitam, e até o sono se rende — não visita.
Sou mulher de muitas vozes e caminhos, mas contigo, me perco em outros destinos. Talvez seja loucura, talvez só emoção, mas há beleza nessa inquietação.
Se é amor ou ilusão, não sei decifrar, só sei que em mim arde o verbo "amar". E enquanto o mundo dorme em silêncio profundo, eu sonho com teu toque… árabe, imundo e fecundo.
Tão linda e tão distante, como uma manhã de primavera que ainda carrega o último suspiro do inverno. Um mistério envolto em beleza, fria como o vento gelado que, mesmo em um dia de sol, insiste em tocar a pele e deixar um arrepio. Mas é exatamente essa mistura que me cativa, esse contraste de intensidade que te faz única. Porque, por baixo dessa frieza, eu sei que existe um calor ardente, uma paixão guardada, esperando o momento certo para explodir.
Eu sinto esse calor a cada palavra tua, a cada sorriso que, mesmo tímido, me envolve. Como o sol que, mesmo depois do inverno, consegue aquecer a terra, é esse calor que eu quero explorar, que eu quero sentir. Você é como uma tempestade silenciosa, Patricia, que vai tomando conta sem aviso, e quando me dou conta, já sou tomado por você de uma forma que não sei mais viver sem.
A combinação entre essa calma e essa força me arrasta para um lugar onde só existe nós dois. Seu jeito de ser, a sua frieza, só aumenta o fogo que arde dentro de mim, querendo te mostrar que, por mais distante que você se sinta, o que existe entre nós é incontrolável e vai além de qualquer inverno.
Tão linda e tão distante, como uma manhã de primavera que ainda traz o frio do inverno. Cada dia longe de você é um vento gelado que corta, que deixa a saudade apertada no peito. A distância, por mais que tente me manter afastado, só faz crescer esse vazio dentro de mim, como o frio que teima em persistir, mesmo quando a estação já se renova. É o eco da tua ausência que me alcança, e cada segundo sem você é um inverno que demora a passar.
Mas tudo isso vai mudar, Patricia. Porque o calor está chegando. E esse amor que, mesmo distante, já me aquece, vai ser a força que vai derreter qualquer frio que nos separe. O calor da minha presença, o calor do meu desejo de te ter ao meu lado, de poder sentir teu corpo, te olhar nos olhos e, finalmente, te abraçar. O sol vai nascer para nós, e esse inverno, essa saudade, vai ser só uma lembrança do que ficou para trás.
Eu estou indo até você, e o que nos espera não é mais distância, nem frio. O que vai nos envolver agora é o calor do nosso amor, uma chama que vai iluminar o nosso caminho, aquecer nossos corações e afastar qualquer sombra de insegurança. A saudade vai virar passado, e o que vai restar é a presença, a certeza de que estamos juntos, que tudo o que vivemos agora vai se materializar na nossa realidade.
Eu não esqueço de você nem um minuto...
Eu vivo em você
Você vive em mim
E mesmo distante
Eu não esqueço de você
Nem você esquece de mim.
A qualquer hora do dia
Conversamos por telepatia
Com o poder da mente
O amor te faz presente,
Pois, quando eu fecho os olhos
Eu enxergo nós dois.
(Autor: Edvan Pereira) "O Poeta"
Passado,galáxia pretérita
“Passado,um planeta distante
Sua obra prima é um simples instante
Tem o poder de pausar a sua vida
Fazendo das memórias suas melhores amigas"
....Sobre Lembranças,seu túnel do tempo
LILIUM
De longe a observo...
Tão quieta...
Parece distante...
Quero dizer-te:
Tu és meu fascínio
Deleito-me por ti
Oh! Menina colírio!
Vou roubar tu, meu lírio
Para um antídoto
E de ti, fazer uso contínuo
Oh! Menina delírio!
Aproxime-se...
Deste lado também nasce o sol
E corre o rio
Há noite, há plantio
Surgem vaga-lumes, cantam os passarinhos
Venha, minha flor!
Não deixarei te faltar suspiro
Pule a cerca, desvie-se dos espinhos
Só depende de tu teu caminho
Oh! Lindo lilium!
Custa-me sonhar?
Um dia atracarei
Mas... Daqui até lá
Vivo a te esperar
É o que me resta...
Pois não posso te obrigar a me amar
Oh! Pequena flor!
Deixe-me sentir teu calor?
“Baixem as velas!”
Berraria o capitão ao ver teu navio prestes a afundar
Do contrário, com os dedos cruzados
Pobre marinheiro...
Naufragou em auto-mar
Pois do amor, não soube desfrutar
Deixando-te morrer por uma flor
Que não sabes desabrochar.
A verdadeira nobreza reside na tranquilidade, na calma e distante do tumultuado, frenético e inquieto!
Toque todos os dias o sino do amor, quem sabe numa capela
distante alguém esteja esperando ouvir os ecos que gritam
de seu coração…
MÃE...
Aprecio a paisagem translúcida no espaço
Ouço o bater de sinos na capela distante
Vento varre a cabeleira dos verdes matos
No céu, vejo cortejo d’espíritos viajantes.
Balanços das folhas, vultos acenam pra mim
Dogmas infundados entre a vida e a morte
Sopram ao meu ouvido, que isso não tem fim
Círculo vicioso e simbiótico lançado a sorte.
Prolixa e moribunda divago sem entender
Na oculta inflorescência a busca do amor
Lágrimas gotejantes, doridas de um sofrer.
Na lápide, vejo um poço árido que secou
Nas flores silvestres, o toque de teu ser
Saudade mórbida foi apenas o que restou.
AUSÊNCIA...
Sonhei que estava num mundo distante…
E por lá acho que fiquei…
e nessa ausência de mim eu acordei…
