Saudades de Quem Mora longe
Saudades
Tenho pena de mim mesma.
Pena do meu penar.
Peno de amor,
Por amor é meu penar.
Sinto saudades de mim mesma.
Saudades do que não fui.
Sinto tanto não ter sido.
Não ter sido o que sinto.
Sinto a ausência de nós.
Nós sem nunca ter sido.
Saudades é assim,
Deixa sempre um coração partido.
Isabel
Sinto-me embaciada pela tua ausência, habitada apenas por este vazio, que me corrompe as entranhas.
Soletro todas as palavras de amor existentes e peço ao vento que tas entregue.
Segredo-lhe baixinho:
-Por favor, não percas nenhuma, pois poderá ser essa mesma que o trará de volta aos meus braços.
Tenho falta de TI ... tanta ...tanta!!!!...
sentir saudades sua eu não quero
oque eu quero e fica perto de você
oque eu quero e sentir seu cheiro
o gosto da sua boca
oque eu quero e te fazer feliz
ESPERANÇA
Era tanta solidão, que deitei-me
sobre a saudade, e ali fiquei.
Não sei se horas ou dias.
A saudade me acolheu.
Sonhei com coisas idas como paixão,
com o amor que foi perdido.
Acordei sem horizontes ou ideias na lembrança.
Sei que dentro de mim havia, uma nova vontade.
Apoiei-me nela, pus-me em pé ,e sai buscando
pelas ruas aquilo que perdi.
Achei-te enfim , sorriste para mim como criança.
Tomei-te em meus braços beijei-te muito muito,
e em lágrimas agradeci, a esperança.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
"E é assim que vens,
Oh saudade,
Feito tornado,
Devastadora,
Assolando o peito meu?
Já tentei pintar-te bela
Bordando lindos versos
Com os feitos teus.
Mas, hoje, confesso:
Pudesse eu,
Não sobraria no mundo
Página alguma
Com o nome teu."
(Rogério Trindade)
PERFAZER
Do vinho eu trago um cheio trago...
Uma taça e meia telha outra cheia
saudades me permeia... E nesse
cabo, eu me afago... E me acabo.
Do milho um sopro, gosto verde...
Quando assado, cozido cural
pamonha, paixão em meu varal...
Uma vontade, me enche a sede.
Uma sede na cede que me cerca
em seu emaranhado arredondado
nos seus lados e bicos, eu me acabo.
Dou- me, com essa dança de lado
bailarino em notas, passos errado
eu me acabo, no passado desse fado.
Antonio Montes
"Saudades"
Como se esquecer de alguém...
... que foi tão especial?
Impossível!
Mais assim é o ciclo.
Nós nascemos... nós crescemos...
... e depois partimos.
Esta é a sequência natural da vida.
Sempre saímos desta...
... para reinarmos em outra.
Porém o amor!
Este sim!
Continua vivo...
... como sempre foi
Mais algo forte...
... persiste em machucar.
A dor!
... Ela continua corroendo sem parar.
Ela é inevitável.
E quando chega na data da sua partida!
O meu peito se comprime.
O meu semblante se fecha.
E os meus olhos se encharcam.
Quero que saiba de uma coisa!
Você nunca deixou de existir.
E que a razão pela qual a despedida me dói tanto...
... é que o meu amor por você.
Ainda continua…
… sempre vivo.
Admilson
SAUDADE
Sonhei contigo
Éramos só um
Fascínio e ternura
Sintonia e jura
Serenidade e candura.
O céu nos assistia vibrando esse tempo
e a canção sob fundo eram as asas
da nossa paixão vestidas de vento
Não sei quantos pássaros em
romaria nos aplaudia
Mas sei que chegamos a tocar o infinito
com loucura e encanto.
Não te esqueci amor
Por mais que tente adormecê-lo
com meu silêncio e com a brasa
da minh'alma selvagem
A saudade inda teima e está sempre presente
Os meus desejos só renascem docemente
na tessitura dos teus olhos
e no pulsar do teu jeito sereno incandescente.
Sim ,os meus sonhos continuam sedentos
dos teus orvalhos com intensidade
e as nuvens dos meus pensamentos
moram nos quintais da tua eternidade.
AOS POUCOS
Aos poucos ela foi ficando diferente, fria, distante.
Aos poucos ela aprendeu a se amar mais, deixar de lado quem nunca esteve com ela.
Aos poucos ela aprendeu a viver sem esperar muito das pessoas.
Aos poucos ela teve medo, mas continuou a caminhar.
Aos poucos ela quis desistir de si mesma, mas viu que não iria resolver.
Aos poucos ela quis se perder no mundo, mas viu que não pertencia a ele.
Aos poucos ela foi se desfazendo e se refazendo novamente no dia seguinte.
Aos poucos levaram dela o que ela tinha de mais importante, a fé de que as pessoas são boas.
Aos poucos ela viu o amor se tornar algo frio.
Aos poucos ela quis deixar de se importar.
Aos poucos ela olhava e se desfazia em prantos.
Mas foi aos poucos que a vida começou a retribuir em flores o que o tempo levou embora.
E aos poucos estamos indo embora, uma viagem sem volta.
E aos poucos ela quer colher todas as flores que puder.
Texto: @ericacbribeiro
AOS POUCOS
Aos poucos ela foi ficando diferente, fria, distante.
Aos poucos ela aprendeu a se amar mais, deixar de lado quem nunca esteve com ela.
Aos poucos ela aprendeu a viver sem esperar muito das pessoas.
Aos poucos ela teve medo, mas continuou a caminhar.
Aos poucos ela quis desistir de si mesma, mas viu que não iria resolver.
Aos poucos ela quis se perder no mundo, mas viu que não pertencia a ele.
Aos poucos ela foi se desfazendo e se refazendo novamente no dia seguinte.
Aos poucos levaram dela o que ela tinha de mais importante, a fé de que as pessoas são boas.
Aos poucos ela viu o amor se tornar algo frio.
Aos poucos ela quis deixar de se importar.
Aos poucos ela olhava e se desfazia em prantos.
Mas foi aos poucos que a vida começou a retribuir em flores o que o tempo levou embora.
E aos poucos estamos indo embora, uma viagem sem volta.
E aos poucos ela quer colher todas as flores que puder.
Texto: @ericacbribeiro
Eu vejo essa tal saudade qual pedra de atiradeira, acerta o peito da gente e abre ferida em flor, rosa vermelha de espinho e a gente é que nem passarinho, que desencanta a euforia de seus cantos matinais, alvejado em pleno peito, cai do ninho da alegria do amor que ficou pra trás.
QUEM
Caminhos, quem não os trilhou ?
Certezas, quem não as teve?
Saudades, estas caminham conosco.
Dúvidas, nos assolam a cada passo.
Amores, quantos perdidos,quantos esquecidos.
E quantos foram vividos, nos caminhos por nós
percorridos.
As certezas que tivemos, tornaram-se mentiras
sofridas, dúvidas depois confirmadas.
Os amores já vividos resta sempre um, que é
o verdadeiro.
Dele não duvidamos, desse certeza temos, se ele
vier a se ausentar um dia, nosso caminho será triste.
Dores de amor serão sentidas,os dias serão longos,
e a saudade será nossa companhia.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.ECAMINH
Se o ausente presente,
não se apresenta...
ficamos com saudade....
PRESENTE SEM ESTAR PRESENTE
Marcial Salaverry
Felicidade é estar ao lado da pessoa amada,
é sentir a presença ausente,
é sentir-se presente,
como um presente no presente...
Um ausente que se pressente,
é um presente sempre presente...
Pressente-se esse presente,
esperando que se apresente,
porque assim há presente...
Fico presente quem se apresente...
Assim, se pressinto presente o ausente,
preparo-lhe um presente
e apresento meu presente
no momento presente...
E se há presente, que se apresente,
me apresento beijando-te,
como se suga um saquinho de mel,
e assim, degustando o presente,
dar-te-ei o céu como presente,
nesta bela apresentação...
Ao pressentir que me pressentistes,
pressinto-te de corpo presente...
E neste doce pressentimento,
será lindo este sentimento,
que alivia e acalma,
num presente para a alma...
Marcial Salaverry
Lírios de grego
Não escrevo mais melancolias
nem poemas de dores e de saudade
é um poeta novo que ressurge
das entranhas de uma cruel enfermidade.
Lírios de grego, mitos de flores
amor de musa morta,
gritos suspensos no âmago do absurdo,
poema mudo, ecos sem resposta.
Evan do Carmo
Um dia gostava de ir falar com a tua ausência. Bater à porta, e dizer, minha amiga, temos muito que conversar.
Saudade do pijama de flanela
Do beijo de boa noite
Saudade de roubar manga no vizinho
Do banho de chuva deitado na rua
Saudade do amigo distante
Das conversas no banheiro da escola
Saudade de correr pra pegar o último banco na missa
Dos amores de adolescência
Saudade do cigarro escondido na meia
Da balinha hortelã no bolso pra tirar o cheiro
Saudade de dormir no chão na casa do amigo
Da maionese que me serviam de atum
Saudade seu tempo maluco
Que passa tão ligeiro
Cada dia me faz mais saudosa
De um tempo que se foi
Saudade de ser criança e não ter medo
Sentir amparada em qualquer instante
Saudades dos sonhos inocentes
Que me faziam criança
Às vezes as distâncias desmoronam-se.
Ouve-se a voz do que está distante,
Sente-se a presença do que está ausente.
Numa espécie de quase-espaço
Continuo a te encontrar,
Te encontro nesse quase-lugar opaco
Só não consigo te tocar.
Tateio na penumbra dos meus pensamentos
Busco teu abraço...
Neste espaço obscuro,
que se faz a cada passo mais escuro,
meus lábios tentam, em vão, os teus encontrar.
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