Saudades de Quem Mora longe
A saudade é desesperada e desesperadora. Ela vem com pressa, com velocidade, em chamas.
A saudade queima, acelera o peito, faz curva sutil nos lábios, molha os olhos e queima a face. É uma tortura gostosa, como fazer uma tatuagem tão sonhada.
A saudade nos faz lembrar que alguém esteve "aqui", "aqui" e "aqui" sem nunca estar... de olhos fechados é possível sentir o "coffe seduction" se misturando com outros perfumes, o sabor do "7 belo" se misturando com outros sabores. A saudade faz refém os que ainda sabe esperar.
Feito ave rapina, teus cantos eram admirados a distâncias, braços que se estendiam ou melhor dizendo asas que se abrem, a águia dourada do céus nunca desampara tráz consigo sempre a esperança, condutas similares a estrela do amanhecer nessa eterna liberdade, sempre acima dos obstáculos.
TODO MUNDO TEVE UM
Amigo que sente saudades
Muitos anos sem se ver
Imaginando as brincadeiras
Tive amigos de verdade.
Gostavam de viver sonhando
O que iriam ser quando cresce
Sonho de criança era tão bom
Mas o tempo foi passando.
De noite era hora de brincar
Esquecia até as horas
Inventavam tantas estripulias
Ai se eu pudesse voltar.
Nunca existiam canseiras
Naquela turminha animada
Faziam da vida um castelo
Eram tantas brincadeiras.
Hoje lembro com saudade
Nossa amizade era coisa seria
Todos os dias nos encontrávamos
Amizade assim dura além da eternidade.
Autoria-Irá Rodrigues
HORAS DE SAUDADE
Vou de avivo no repouso, descontente
E travas lágrimas nos olhos a prantear
Ah! quanta avarenta emoção a suspirar
Ah! quanto silêncio no sertão poente
A hora no horizonte é vagar cadente
Um adeus, sem acabar e a se quebrar
Um vazio apertando a alma no pesar
E uma solidão que fala com a gente
A escuridão, e um nó na garganta
Um feitiço que no amargor canta
Cravando a sensação pela metade
Tristura, e uma trova sem medida
Querendo versar, e na dor sentida
Redigem as horas duma saudade!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
05/11/2020, 12’07” – Araguari, MG
Brilhantemente lua serena
Reluzir estrelas da noite
Surge a saudade amena
Distrai-se e sofre o açoite
Sua Amada voou sem pena
O sereno lembrou-o o coite
Borboleta, sempre, é plena
Vagalume é um único afoite
UM GRANDE AMOR
Selma Cardoso e Edson Nelson Soares Botelho
De repente a saudade do primeiro amor
Nunca é tarde demais para reconquistar
Um grande amor perdido no tempo
Mesmo correndo o risco
De não ser mais lembrado
Mas a vontade de reconquistar é grande
Tem de correr atrás do prejuízo
Recuperar o tempo que ficou afastado
Arquitetando o plano de conquista
Mesmo sabendo que o grande amor
Perdeu a beleza física da primavera
Só restou o inverno frio
E a lembrança dos dezoito anos de idade
Mas a certeza de reascender a velha paixão
Passamos nossas vidas vivendo e aprendendo a sobreviver...
Diante do caos e da ausência da compaixão.
Essa coisa misteriosa que vez ou outra nos tira o chão, esse sopro de magia, essa saudade que faz doer o coração, esse suspiro demorado que chega à boca com o som do nome de alguém, acredite, mais que amor, isso é vida, vida em movimento.
Se a saudade no peito bater,
com alguém perto, disfarça:
fecha teus olhos pra me ver,
abre teus braços e me abraça.
Minha estrelinha
Hoje brilha
lá no céu
A saudades
É grande
Mais quando
Eu olho pro
Céu lembro de vc
Eu gosto das palavras “já foi”. Já foi amor, já foi saudade, já foi tristeza, já foi carência, já foi dor. Já foi, e foi para bem longe de mim.”
O silêncio reflete a verdade que muitos não assumem, que tem saudade guardada. A saudade guardada envelhece a alma reflete nos olhos uma falsa paz. Guardar o que de verdade sente no íntimo é aprisionar a sinceridade sentimental presente, é abraçar o medo emocional de um futuro imaginário.
A saudade está me deixando sem sentido , como queria estar a beija-la, poder abraça-lá e protege-la nos meus braços, ou ao menos lançar um olhar para tocar sua alma.
