Saudades de Alguém que Mora Longe
DONOS DA VERDADE
Procuro onde mora a normalidade
Quem dita as regras do feio ou esquisito
A quem foi dado o compasso, prumo, régua
Não acho
Se souber, me procure
Quem sabe assim eu me cure
Estarei por aí
Aqui, ali
Nesse mundo confuso
Quem sabe a louca sou eu
Ou você que me lê
Inspiro, respiro, piro
Dentro da saudade mora uma imensa flor, nutrida por lágrimas, que exalam a verdadeira gratidão pelos momentos eternos de amor.
Dizem que a felicidade mora nas coisas simples desse mundo e talvez por isso muitos tenham tanta dificuldade de encontrá-la, pois há procuram nas coisas mais complexas.
O sol lhe espera, na outra esquina. Tuas lágrimas serão luz! Venha... A alegria mora muito perto de você
Lugar onde toda a tristeza mora
Onde minh'alma grita e chora
Em silêncio, não vejo passar o tempo
O escuro apagando os meus sentimentos,
Escondendo as certezas
Transformando defesas em fraquezas
Cobertores lutando contra minha frieza
Meu travesseiro está salgado
Meu urso cansado de ser abraçado
Tristes meus lençóis, esperam ser trocados
A porta apodrecendo, a maçaneta a berrar
Só irá destrancar quando o sofrimento acabar
Se acabar..
Todas as palavras tomadas literalmente são falsas. A verdade mora no silêncio que existe em volta das palavras. Prestar atenção ao que não foi dito, ao tom, ler as implicitudes nas minúcias manifestadas. O mais fundo mora na areia. Cuidado com a sedução da clareza! Cuidado com o engano do óbvio! Um "oi" pode ser só um "oi", mas desde quando um "oi" só quer ser um "oi"? Só quando por traz dele existe um "tchau". Não existe uma falta de respeito feita "sem maldade". Todos têm noção do que é certo e errado, basta pensar no que não gostaria que fosse consigo. E por que parece um enunciado preenchido por clichês? Por ser tão primário, elementar, desafetado, tão básico que chega a ser instintivo para quem sente. Não existe meio termo em casos de escolhas para respeitar, para mostrar que quer bem. Ou faz ou desfez. Ou é amigo ou é falso. Ou é simples, por ser bom. Ou é complexo, por ser negativo. O negativo não tem desculpas, não tem intenções mal interpretadas, não tem deslizes a serem diminuídos em revisões. Ninguém com um mínimo de bagagem faz o mal por não saber o que é o bem. Ainda aqueles que pouco tiveram experiências devolutivas através da bondade, sabem com solidez qual seria o caminho dela. A falta de respeito é difícil de entender, porque é simples de captar como não a cometer. O bom pode até ser feito sem ter muita noção do que fez, no entanto sempre saberá o mínimo que seria feito para anular a sua benignidade. Por conseguinte, a falta de respeito é exatamente o que sabe que não deveria ser feito. É por isso que um erro costuma ser uma morte, uma quebra, um vidro espatifado. E um acerto, só mais um acerto. O reconhecimento mesmo, vem no meio, quando o erro quer nos beijar, deixa na cara ou nas linhas escondidas que ali poderia ser cometido, e sem delongas, pelo simples, pelo bom, pelo que não precisa ser pedido para saber que é o certo, ele é esquivado. É sempre questão de escolha, de analisar opções e lembrar que as consequências nunca serão só para si. Nunca é sobre falta de maturidade. É sobre sentir ou não sentir, ser a jura ou ser a maldade, ser o espelho ou ser a sombra. Assim é que damos provas e fazemos reconstruções. Afinal, onde já se viu aplausos para um prédio construído impecavelmente, a não ser pela falta de base?
AMIGOS (AS)
Não importa se você mora longe ou não...
Virtuais ou verdadeiros são meus aliados...
Com o mesmo respeito e consideração...
Sinta-se por mim todos (as) abraçados.
O estrangeiro vive na mira inquieta de todos nós, ele mora aqui, também aí. Habita nos sonhos e planos que atravessam as vigílias da desolação. Se refresca em qualquer entusiasmo que inicialmente contempla a incitação. Ele é o novo e o velho atraído pela ilusão, e que nos move pelas cadeias da pulsão. E é estando só que conhecemos essa intimidade que manifesta, esse estrangeiro, desconhecido, amigo, inimigo, audaz, atrevido que habita em nossas mansões.
E do tempo temos a dor, mas também o amor. E o estrangeiro zomba da própria decisão. Mas são as vãs repetições que florescem a vida na estação. E ao passar pelo caminho já percorrido, não é difícil perceber o vacilo dos passos repetidos e a força do estrangeiro movida em uma frustração.
Da cor ao amor tudo se repete, até o estranho em nós. Da amargura a cura, com giz de “cera” reescrevemos a solidão, e quem dirá que essa cera já não serviu de vela em outra ocasião. Nada pode ser acrescentado do ventre que nós fomos tirados. Estar só será sempre nossa distração.
O amor pode preencher o enredo de uma história, mas nem um, nem dois amores podem ocupar o coração. São três cubos de estranheza a habitação das emoções, e cada um que se eleve na possessão dessa proeza.
O estrangeiro é o que temos na saga da desilusão.É de imaginação que tudo sobrevive. E a fantasia é um guia que se rende a sublimação. A vida é esse bem absurdo e o estrangeiro é essa perfeição. Nenhuma mira é certa, toda ela é distorcida pela ilusão.
Bem verdade…Não há sossego para o coração!
Katiana Santiago
O lugar que você mora não determina quem você é,
mas o que você frequenta diz muito sobre você.
E falando em lugar, existe um bem arriscado; nome dele é excesso.
Excesso de conversa; excesso de comida.
Excesso de dieta; excesso de bebidas.
Excesso de trabalho; excesso de vaidade; de diversão; de remédios.
Excesso de limpeza; excesso de manias.
Evita pisar o terreno dos excessos.
É areia movediça.
"Em todo caminho há pedras. O que fazemos com elas, é onde mora toda a diferença. Alguns optam em jogá-las em caminhos alheios. Outros, já preferem afastá-las, para tornar menos árduo, o percorrer do próximo."
Poeta:
conhecedor da essência que mora dentro do ser; cientista da alma; grande espírito; lentes de captura da realidade.
Bem dizem que o capeta mora nos redemoinhos de vento... minha vida é um torvelinho de emoções, de tentações, de lembranças de amores passados,e presentes que fazem meu velho coração de adolescente, sangrar em duvidas, se fico.se volto ou se avanço! E assim.lá vou caminhando no tempo, a espera que passe o meu tempo...
odair flores
''Até a paisagem mais bonita para quem mora ao lado se torna apenas como um prédio numa gigante metrópole''
