Saudade Dói
*5:45 am*
Jamais
Se um dia ficar com dúvidas entre eu e outra pessoa.
Escolha a outra pessoa, eu jamais quero ser uma escolha
Se me amasse de verdade não teria outra opção.
E digo com com muita dor no peito
O amor nos deixa doentes querido, e eu já estou doente a muitas luas.
O AMOR NO OLHAR
O amor se instalou naquele longo olhar, e quem poderia imagina, que o próprio amor faria os olhares terem medo de ser cruzar. Quando o amor é muito intenso, a natureza do errado se apaga, a tentação vira certeza, e nem todos estão prontos para dominar a si mesmos. Não existe possibilidade de amor entre o olhar daqueles que se fingem de cego, e daquele que decide se entregar com medo. Do amor que amou e que teve medo de amar, lhe resta a saudade dos olhares, daquele que nunca assumiu, que o olhar sabia amar.
Mãe
Catrina, Iku e Anúbis sempre se apressam
E enquanto o barqueiro se prepara
Alguns cantam e dançam
Outros rezam, clamam
Eu? choro, encolho...
Só lembro de nós.
Do tempo que tivemos
Aprendi o que é amor
No tempo, que passou,
Não tive nenhum pavor.
No lugar de apreço que fica,
Não sei se é jogo ou política
Dessas pessoas que nem ficam.
Mas também não sei se é amizade ou fé
Dessas outroras que me sorriem (guiam).
Você me deixou em hiato
Difícil de cicatrizar ou encher
Alma sem um naco,
Esmaecendo (mas tentando viver).
Ficou... tácito.
Nada é dito, só seguido
Paredes brancas à volta
Surdas, mudas; retóricas
Cicatrizes que nem este silêncio costura.
Vejo o pão que sobra no café
(A saudade sobe) “Aquele afago... faz falta”
O 'não' pra saber quando dá pé
Tua voz, minguando, que’inda exalta...
Você me recorda de amar enquanto puder.
Outro infinito curto demais;
Disseram que não volta, não mais.
Então, neste choro estendido,
Só posso pedir
algum sentido.
Para cada adeus, um olá.
Assim, em cada nova partida
(Que não posso impedir de chegar)
Vou te recordar.
O tempo provou
Que este 'vazio' é um porto
De abraços
(De adeus)
De esperanças
(e angústias)
De milagres
(Mil lágrimas)
De forças
(e fraquezas)
De felicidade
(e dor)
De celebração
(e luto)
Um porto de Encontros
e Despedidas.
A um tempo atrás eu dizia que faria o possível e o impossível por ela, que eu daria a minha vida por ela, isso tudo como um ato de amor.
Mas com o tempo eu vi que é muito mais difícil viver por alguém do que morrer por alguém e que é mais difícil ainda viver sem esse alguém que você ama.
Então hoje eu digo que como uma verdadeira prova de amor eu vou viver por ela para que haja chances do nosso amor reflorescer, até porque o amor nunca acaba e se acabar é porque nunca se amou.
estudei tuas ondas
corri nu em sua praia
você, me convidou a molhar os pés
e finalmente tomei a bravura de um exército
e velejei no teu oceano
em um barquinho de madeira
e te amei a cada maré
mesmo sabendo que uma hora outra tua tempestade me afogaria
A PORTA
Espero que um dia você perceba, aquilo que pude perceber nos dias em que estive ao seu lado. Por vezes, me enxergam como a entrada de um cidade grande, onde passará uma vez e, ainda assim, enxergará vários caminhos para seguir. Se por acaso a vida quiser te levar ao mundo, atravessarás por mim novamente e eu te verei com os olhos brilhando, enquanto choro as lágrimas de felicidade.
Sou a porta de entrada e saída, meu destino é ficar aqui e esperar que me encontrem, mas não hei de permanecer para sempre, minha missão com você foi linda e passageira. Que meu ego não transforme isso em dor e que me lembre no amor, a saudade que tenho de ti.
Você não quer que eu fale, mas eu vou falar
Eu errei em te deixar
Errei no meu único acerto
Sabotei o meu coração
Te amar era paz
Era felicidade e paixão
Eu deixei de ser feliz hoje
Por paixão de ontem
Meu maior erro foi acertar no momento que eu só errava
Te amo ainda, te amava antes e nunca vou deixar de amar
Juntos ou não, você está no meu coração
Me entende tão bem
Me suporta como ninguém
Você é a paz e a turbulência
A felicidade e a raiva
Você é o amor e também a dor
Pior do que perder alguém que amamos é perder a sua essência. Existem pessoas que são como estrelas e mesmo que um dia tenham que ir ao encontro de Deus deixarão para sempre um brilho imenso em nossos corações.
A Velhice, todos nós temos medo de um dia chegar lá, contudo sempre pedimos que se levasse muito tempo até que chegue à hora de partir para uma melhor, assim diremos a morte (apesar de que não interpreto assim, enfim). Mas uma coisa é certa, pouquíssimos pensam que devem chegar lá acompanhados, e essa companhia é para o resto da vida, até porque no final de tudo só vai sobrar algo: o amor construído ao longo dos anos.
O amor é um dos sentimentos mais bonitos a serem cultivados e um dos poucos que paramos para nos ater a ele. Em boa parte das vezes só é notado (apesar de sempre estar ali), depois que perdemos a nossa fonte, e quem dirá: “o bem amado”. Às vezes por erro de ambos, ou individual, mas sempre haverá erros de ambas as partes, nada do que o outro possa evitar. Há também sentimentos não tão bons, mas que nascem conosco e ultrapassam muitas coisas, inclusive nossa racionalidade, como orgulho, raiva, ódio, egocentrismo, medo entre outros. Ser racional não significa agir com orgulho ou pensar exclusivamente em si, mas em um todo, ao seu redor. E nem agir por impulso, estimulado por uma raiva. Amar, em primeiro de tudo, é ser racional, é entender e compreender, posso dizer por tudo que já vivenciei. Amar é uma eterna paixão que pensa e que não dá passos a frente, mas que rasteja lentamente e que muita cautela, sem nível, sem contestação ou preconceito. E pelo fato das vezes o amor agir com essa cautela, acabamos deixando-o sozinho e às vezes até pisando com a nossa pressa. Infelizmente, os sentimentos de angustia nos causam essa pressa, e toda a cautela nos dada pelo nosso amor é deixada de lado, ao ponto de chegarmos a passar por cima de tudo, inclusive de quem amamos. Como diz a cantora Joanna em uma de suas músicas: “... É loucura não ouvir o coração. Desse jeito a gente pede pra sofrer...”. Realmente é verdade, não é tanta loucura, mas é entrar em um sofrimento.
Ninguém é perfeito, todos têm problemas e falhas, mas esses podem ser corrigidos. Não há como chegar à perfeição, até porque não existe definição para tudo, mas nada que entre em um consenso de opiniões. Alguns dizem que não são capazes de mudar, pelo contrario, todos somos, acredito que isso seja um jargão de preguiçoso ou de orgulhoso sem ter, nem se quer, o amor próprio. Podemos mudar, podemos vencer, podemos conseguir, somos capazes. Não dá para simplesmente se olhar no espelho e achar tudo bonito e legal, é você ali, mas você não está em um mundo sozinho, precisa de outros, assim como precisou de sua mãe, seu pai, irmãos e amigos. E a sua aparência não passa de uma casca que vai envelhecer e apodrecer um dia, mas seu caráter, esse sim será seu reflexo para o resto da vida. Não podemos enfrentar tudo a sós, claro que existem as exceções para alguns casos que se devem pensar sozinho e tentar organizar as idéias.
Quando aprendemos a amar algo, é de costume nos adaptarmos aquela coisa, ou ser, para que as idéias sejam encontradas, contudo nada é perfeito. Principalmente quando se trata de outra pessoa, existem divergências e sempre existirão. Agora vai da consciência e racionalidade de cada um saber lidar com elas. Certas coisas não mudarão da noite para o dia, e as vezes não vão mudar (apesar de eu ter dito que podemos mudar), porém em certos momentos há opiniões que são impostas socialmente e temos que conviver com elas mesmo não concordando. Nada que um belo jogo de cintura não resolva. O maior problema quando essas opiniões são frutos de um mero orgulho. O orgulho, aprendam, é como se fosse uma droga, te dá uma sensação de poder, mas te leva a coisas horríveis, inclusive a perda do próprio amor e até da vida. E você jamais será capaz de enganar a si mesmo. Isso dá pra ser mudado, se livre do vício do seu orgulho, seja racional e não orgulhoso. Como já diz o ditado: “Gentileza gera gentileza”. Seja gentil acima de qualquer coisa. Procure ser educado, se não der, silencie. O silêncio nem sempre será uma boa ação, mas garanto que é melhor do que falar coisas que vão te arrepender depois. Teremos tempo para resolver as coisas, para pensar e ajustá-las, contudo estará toda a eternidade para se arrepender. E por último, seja racional, mas jamais deixe de amar, nem deixe todo seu amor de lado, pois foi ele que te colocou onde você estar agora e que ninguém jamais viverá feliz sozinho.
Tudo bem ser poeta, claro. Mas o problema mesmo é ver que tem pessoas que não sabem perceber que no poema o escritor diz de dores que jamais diria, não fosse camuflada de poesia...
A cor do giz no quadro não importava mais. Naquela selva amarga - onde a loucura era somada aos aprendizados da dor - restou viver da saudade, se lembrar da vontade, e refletir sobre o amor. ✨
Não sei se fragmento-te ou guardo-te. Se penso saudoso ou esqueço-te. Mais vil que tal dúvida, é este silêncio, que vocifera bradando por tua ausência. Ainda dói, teu cheiro e beijo são o que me destroem, mas eis que como a erva humilde, debaixo dos teus pés, eu ei de morrer sob doce agonia. Tento esvaziar-me de ti, tento distanciar-me dos teus caminhos, mas não importa o quanto o tempo rugir, não importa o quanto a tua ausência lancetar, não importam os adiamentos, as distâncias ou muito menos as impossibilidades. Tudo isso o meu amor por ti deteve e mesmo que consiga esvaziar-me por completo, é muita saudade pra pouco eu. Eis que transbordo apenas isso e de tão grandiosa que é tal ausência, não sinto mais, me tornei ela.
"Do que adianta o whisky na prateleira, luxuoso, envelhecido?
Se ele não serviu o seu propósito, de ter sido servido.
Viva, ame; mas a si primeiro é o que tenho dito.
Amar dói, não ser amado fere, mas tudo isso, é o que nos dá certeza, de que estamos vivos.
Sou vívido.
Não tenho apenas vivido.
A vida tem suas peripécias, tem um gosto amargo, assim, também, é o mais valioso dos vinhos.
Envelhecido.
Não envelheço, não me permito.
Me torno mais amargo, valioso, com o passar dos dias, a cada solstício.
Sirvo ao meu propósito, de escrever a todo aquele que não fora amado; de coração, desiludido.
Sou um valioso whisky, que não pode ser, empobrecido.
Pois, cumpro o meu propósito, aos de alma triste, como um bom whisky, sirvo o conforto e o amargor, de meus escritos..."
"Amor, não teve festa.
Não houve gingado, não houve seresta.
Não teve festa.
Houve mazela.
Saudade intrínseca, pensamento nela.
Mas, não teve festa.
Houve uma longínqua lembrança, de lágrimas nos olhos e um beijo na testa.
Teve tudo, menos festa.
Teve falsas juras de amor, ilusões de eternidade e de uma vida contigo, falsas promessas.
Sorrisos falsos, para mascarar a minha dor, um todo de infelicidade, de certo, houvera.
Mas, não houve festa.
Você ouviu os boatos, mas não lera a verdade em meus olhos, imperava em meu peito, o seu nome, mal sabia ela.
Vá, pode ir, amargarei em meu âmago, sua ida, a sua ausência.
Na tentativa de matar você em meu ser, me afogarei, aos prantos, faltará adega.
Logo amanhecerei, com um copo vazio, de coração ferido, entorpecido com uma boa bucela.
Mas, lhe garanto, meu amor; não houve, não há e nunca haverá, acerca do seu abandono, festa..."
"Me indagaram, se quando você se foi, eu chorei; chorei, é claro, mas o choro do homem é pra dentro.
Poupei as lágrimas, mas quando você as evita, aumenta o sofrimento.
Toda vez que o vento me trazia o seu cheiro, reavivava o sentimento.
Seu amor, da minh'alma, o alento.
Coração ferido, triste, jogado, lançado ao relento.
Esquecer-lhe? Tentei, tentarei, tento.
A indiferença é seu maior talento.
Perdido na madruga, digladiando com meus pensamentos.
Paro e reflito, talvez o pranto, transborde minha dor e dê à minha existência, um tempo.
Um descanso; venha lágrima, escorra por minha depressiva face e faça do meu peito, um lugar sereno.
Olho pela janela, vejo as lágrimas do céu, no vidro, escorrendo.
Invejo-o por conseguir desabar, como eu queria estar fazendo.
Infelizmente sou incapaz, pois a lágrima do homem, envenena o coração, quando escorre pra dentro..." - EDSON, Wikney
"Ontem, foi quando a sua ausência mais doeu.
Certeza, que foi por conta daquela chuva, que levou tudo, mas não levou você d'eu.
Ver você passando ao longe, fingindo que não me conheceu.
Como posso ignorar um corpo, que conheço até mais que o meu?
O coração acelerou, queria ter arrancado-o do meu peito, estrangular meu próprio eu.
No momento em que olhei pela janela daquele ônibus e vi as lágrimas do céu, minha chuva escorreu.
A tarde que estava clara, as nuvens carregadas, me lembraram a sua ausência, quando tudo escureceu.
Vislumbrei por milésimos, meu próprio reflexo, e vi um homem moribundo, com a vida estraçalhada, mas que ainda é seu.
Amanhã, o hoje será igual ontem, eu já pedi perdão a Deus.
Roguei a Cristo, para que na próxima chuva, leve tudo, leve minh'alma, e principalmente, leve você d'eu.
Parece-me, que agora todo dia é como o ontem, quando sua ausência, mais doeu..." - EDSON, Wikney
"Sempre que me pego pensando em você, eu vejo a imagem de um homem desamparado.
Os olhos cheios de lágrimas e na voz só dor, embargo.
Trêmulo, atônito, assustado.
Por você, abandonado.
Tento afogar nossas lembranças, mas a garrafa já secou, sua imagem vem à mente após cada trago.
Pra tentar aliviar a minha mente da aterradora imagem, quebrei o espelho do meu quarto.
Odeio minha imagem, porquê ao me olhar, eu vejo o tolo alucinado.
Alguém que amou demais e não foi amado.
Vejo em meus olhos a lembrança dos seus, meu paraíso estrelado.
Eu me olho no espelho e vejo o próprio diabo.
Em vãs lembranças, acorrentado.
Condenado a vagar pela eternidade, nas memórias de um passado feliz e nas leviandades de sonhos não realizados.
Meu inferno são teus olhos, meu lar; meu purgatório, seus lábios.
Cada lembrança da sua nudez, o corpo suado é um açoite em minh'alma, meu eterno pecado.
Que Deus me perdoe, mas jogado em seu pedestal, eu orei pra que tudo na sua vida desse errado.
Para que volte a mim e possamos ser perdoados.
Mas fique tranquila, Deus, em seu trono, orgulhoso, não ouve as orações dos apaixonados.
Se o fizesse, por entre as estrelas, nosso destino juntos, estaria traçado.
Hoje, consegui me fitar por um breve momento, depois de tanto tempo acovardado.
Era preferível ter ficado cego, da minha visão, abdicado.
Novamente, pensando em você, vi aquele homem, desamparado..."
Mas agora eu uso a tua ausência como um casaco: grande demais, pesado demais e cheio de coisa tua.
Ainda me aquece.
Mas só machuca.
