Saudade Desconhecido
'' O amor é tipo uma equação , uma variação , iremos calcular o valor do desconhecido, e as vezes nem existe valor''@
A vida é caminho.
Não temos escolha: ou seguimos rumo ao desconhecido com nossos próprios passos ou permanecemos estagnados enquanto a vida trata de nos levar.
Eu prefiro caminhar.
Passos firmes apesar das incertezas da estrada.
Determinação para atravessar os obstáculos que surgem pelo caminho.
Coragem para enfrentar o inesperado.
Leveza para não obstruir as passagens.
Atenção com as placas de sinalização que o tempo nos mostra ao longo do trajeto.
Passos cuidadosos para não cair nas armadilhas durante o percurso.
Pausas para avaliação da extensão já percorrida e definição de novos rumos.
Evitar descidas muito íngremes. Reergue-se após os tropeços.
Caminhar sempre, descansar se preciso, e parar somente quando a vida se encarregar de finalizar nossa trajetória.
Na vida, caminhamos sempre entre o certo e o errado, entre o conhecido e o desconhecido. E nesses caminhos, existem portas a serem abertas. É preciso Fé e discernimento para saber qual delas nos convêm abrir.
Vou seguindo o desconhecido, mas o que me faz feliz...
Vou andando solitário com essa multidão...
Despertaram-se anjos e demônios...
Neste caminho feito por sorrisos e lagrimas...
Me sepultam os sonhos...
Em minha frente a morte e a vida...
Entre o chão e os céus me encontro...
Será que tenho um propósito?...
Respostas que não quero saber!...
Então vou seguindo o desconhecido, mas o que me faz feliz!...
XIII - Emissário de um rei desconhecido
Emissário de um rei desconhecido
Eu cumpro informes instruções de além,
E as bruscas frases que aos meus lábios vêm
Soam-me a um outro e anómalo sentido...
Inconscientemente me divido
Entre mim e a missão que o meu ser tem,
E a glória do meu Rei dá-me o desdém
Por este humano povo entre quem lido...
Não sei se existe o Rei que me mandou
Minha missão será eu a esquecer,
Meu orgulho o deserto em que em mim estou...
Mas há! Eu sinto-me altas tradições
De antes de tempo e espaço e vida e ser...
Já viram Deus as minhas sensações...
Talvez seja mais fácil amar alguém que não conheço, porque no desconhecido mora a liberdade de imaginar o outro sem falhas, sem cicatrizes, sem o peso do cotidiano. Mas então me pergunto: será amor ou apenas atração disfarçada de encanto? Porque o amor real exige convivência, paciência e a coragem de amar mesmo quando o espelho revela rachaduras. Já pensei que o amor só valeria se durasse para sempre, mas o “para sempre” é uma fantasia que o tempo insiste em contrariar. Existem amores que duram um instante e mesmo assim deixam marcas que resistem à eternidade. Descobri que amar não é prender, nem possuir, mas sentir... com presença, com verdade, com entrega. E mesmo que termine, se foi amor, existiu. E isso basta. Porque o amor, em sua forma mais pura, é o motivo da existência. Não precisa ser eterno no tempo; precisa apenas ser verdadeiro no momento.
Gosto de mergulhar no desconhecido. De me lançar em vivências que ainda não tive e me permitir aprender lições que, talvez, só entenderia anos depois. A intensidade dessa rotina agitada, das escolhas impensadas e dos caminhos inesperados... faz parte de quem eu sou.
E, ainda assim, o que me trouxe até aqui não foi a pressa, foi a espera.
Curioso, não é? Enquanto tantos correm para ter tempo, eu precisei de um tempo longo para não ter.
Talvez porque toda pressa, se vivida antes da hora, arranca a flor do caule antes que ela esteja pronta para florescer.
E foi preciso muito silêncio e muita pausa até aquele momento acontecer. Não por falta de vontade, mas por falta de preparo. Hoje, entendo: se tivesse recebido tudo que pedi no tempo em que pedi, teria desistido no meio do caminho. Porque ainda não era hora.
Algumas fases não são castigo. São solo.
E é no solo que se cria raiz.
A espera é uma escola silenciosa. Ela testa a força que ninguém vê. E é por isso que muitos desistem antes de alcançar o sonho; não por fraqueza, mas porque lutar contra si mesmo, todos os dias, cansa.
Só que sonhos não florescem na superfície. Eles exigem profundidade.
É como uma rosa. Tão desejada, tão admirada. Mas ninguém vê o que ela enfrentou para florescer.
Antes de exibir sua beleza, ela teve de resistir aos próprios espinhos. Cada dor que a cortou serviu para protegê-la. Cada ciclo, cada dia cinza, foi necessário para que ela pudesse, enfim, desabrochar.
E, quando desabrochou, já não era mais a mesma.
Era mais forte.
Era mais inteira.
Era a flor mais viva de todo o jardim.
Carta aberta de um Lírio machucado por um desconhecido.
Eu sou o Lírio da Paz.
Venho fazer uma pergunta:
o que eu fiz a você que está jogando uma substância oleosa em minhas folhas?
Desde que fui " adotada", água não me faltou para que eu pudesse presentear você com a minha paz .
Então, peço que olhe para mim como se fosse um ser para viver, pois enquanto eu puder, só terei flores para te dar.
E se for para me maltratar, peço encarecidamente um cantinho na sombra, já que não posso viver no sol.
Assina por mim: Ivaneide Henrique.
Pela porta que você abre para o conhecido, também adentram faces ocultas do interesse desconhecido.
Soneto do desconhecido ...
E agora o que fiz de errado novamente?
Como posso pensar de um modo e agir de forma tão diferente do que desejei?!
Amo sentir teu abraço, teu cheiro, ouvir tua voz, ficaria eu por horas na tua
Companhia, só para telo por perto.
Mas quanto te vejo meu coração bate tão forte que chega doer, contrarie-o minhas vontades meus desejos, faço o que não quero, por saber que é seu querer, será isto amor?
Queria grita, expressar com palavras, atitudes, queria que você soubesse que eu te amo, que fosse palpável, que você perceba no tom da minha voz a dizer-te
EU AMO VOCÊ.
Sempre fui saturno até o dia em que conheci você ,que me faz derreter com seu sol de verão ,seu calor degelou minhas armaduras e assim fiquei vulnerável
Mas quem nasce saturno sempre terá nove lua para esfria-lo e lembrá-lo de quem ele realmente é.
Por mais que eu ame amar você ,sempre serei saturno...
É destino do homem rezar, pedir o auxílio do desconhecido para o bem e para o mal, é sina deste pobre animal, mais carregado de trabalho que qualquer outro bicho da terra ou do mar, ter medo e desconfiar das próprias forças.
Interpretar sentimentos alheios é canção entoada em idioma desconhecido: as harmonias devem ser sentidas.
"Aguarde, mas não pare, pois há mais do desconhecido para explorar, mais coragem a nutrir, mais generosidade a partilhar, risos a contagiar, liberdade para abraçar e mais vida para celebrar."
