Saudade e Ausência
Saudade
Singularidade do teu olhar
Nossos encontros e desencontro
Ausência caótica do meu amar
Demasiado das sensações
Ecoa instantes do amor a distância.
Na saudade, a intensidade distorce o tempo: basta um segundo de ausência para que eu me perca em eternidades. O vazio entre nós cresce em silêncio, e só sua presença é capaz de devolver leveza ao relógio da minha alma.
A saudade não é a ausência de um corpo, mas a presença fantasmagórica de um tempo que não se resigna, é a memória
em brasa, o passado que se recusa
a ser apenas pó.
A saudade canta com uma voz que ninguém ensina, vem das feridas do tempo, e transforma ausência em uma música que dói.
Oh, coração...
porquê bate assim
desordenado?
Algumas ausências doem.
Vive cheio de saudade e paixão.
Porquê...este ritmo acelerado?
Emoções que escorrem
sem pudor, nem recato,
guiando minhas mãos.
Ou o amor criando grafias
num solo musical desgovernado.
Desenhando tons de melodias
num ato ordinário,onde pulsa a solidão.
Andréa
A carência veste a saudade de amor. A esperança veste a ausência de interesse de paciência. E o coração, teimoso como só ele sabe ser, completa sozinho as partes da história que nunca aconteceram.
Alguns dias de ausência física tua Papai. A saudade aperta mais. Eita vida.
Esse pai me protegeu de tudo, sinto falta.
Muita.
Obrigada aí Deus.
Nosso laço de amor é além.
Te amo infinitamente papai Jarcy Andrade!
Saudade é o vazio que pulsa, um eco silencioso do que já foi e não volta. Não é mera ausência; é a presença fantasmagórica de momentos que se infiltram na alma como brisa úmida do mar. Ela chega sem aviso, num cheiro de café antigo, numa melodia esquecida ou no contorno de um rosto que o tempo borrou.
No peito brasileiro, saudade é patria: o samba que embala ausências, o carnaval que mascara lutos, o abraço que o oceano separou. É o que nos humaniza, nos faz poetas involuntários. Dor agridoce, ela entrelaça fios invisíveis ligando o agora ao ontem, transformando perdas em relíquias eternas.
Mas cuidado: saudade em demasia paralisa, vira prisão de memórias. Aprenda a dançá-la, como frevo leve, deixando que ela venha e vá, sem raízes profundas. Pois viver é saudade em movimento – do que partiu, do que virá. Ela nos lembra: o amor verdadeiro nunca some; apenas espera, paciente, no limbo do coração.
"Talvez eu já tenha sentido falta, mas nunca saudade.
Sentir falta é ausência, saudade é um futuro não realizado, com nossa metade.
Eu amo tanto aquela mulher, que até evito pensá-la, pois ao fazê-lo, meu peito arde.
Eu achava que só sentiria falta de você no fim de tarde.
Mas olha eu aqui, pela madrugada, lembrando você, minha beldade.
Já disse que te amo, já disse te quero, já disse que almejo você como mãe dos meus filhos, me chame de tolo a sábio, mas nunca covarde.
Dizem que incomensurável é o amor, então por que o meu para ti nada vale?
Meu coração pertence a ti, o desavergonhado, sarnento, algoz deste que lhe escreve, não bate.
Ele ladra, late.
Jogado na rua, tentando apagar toda memória sua, umas e outras rogando-me pragas, “cafajeste”, “traste”.
Deus, que fase!
É uma miríade de sensações, sinto seu cheiro ao vento, o apertar do abraço, te vejo em cada penumbra que envolve meu eu no fim de tarde.
Te sinto em todo perfume, te vejo em todo rosto, que parecem-me ser um todo de sua face.
Sinto você no frio da chuva, e no Sol do meio-dia, que me assola a fronte, também esta la você, minha beldade.
Eu sinto tanto ao lhe sentir, descrever-lhe, escrever-te, que chega a faltar-me ao âmago serenidade.
Amada minha, sinto tanto sua falta, indago-me: Será saudade?"
Saudade.
Chega e entra sem pedir licença.
És a dona da chamada ausência.
Chega e aperta a ferida.
Nem se importa se estou na lida.
Contigo tenho que aprender a andar.
Me ajustar ao teu caminhar.
Dependendo do momento, sei a sua idade.
E seu nome? Chama-se saudade.
"Saudade, um instrumento de cordas a tocar em meu coração a música da sua ausência,
a canção de um amor perdido...!"
Haredita Angel
28.11.25
A saudade é a presença da dor causada pela ausência.Nem falar dela eu posso sem desaguar a alma através das lágrimas!
Ausência física, ausência da voz e do cheiro, das risadas e do piscar de olhos,sorrisos, saudade de um momento, lembranças quê ficam gravadas na memória e que o tempo só apaga se ele o momento não tiver sido satisfatório.
No silêncio das nossas maiores angústias, ausências, saudades... Você encontra o inaudível, aquele que se revela quando as outras vozes se calam dentro de nós.
