Sapatos
"Verão"
Batendo a estrada em paralelos
Gastando as solas dos sapatos
Rumo à praia fluvial de Fornelos
Descendo por vinhas e socalcos.
Por estrada de frondosos castanheiros
Descendo por carreiros até ao rio Aguilhão
Que em dias de grande estio refrescam
Nossas caminhadas em tardes de Verão.
Sol escaldante em terras durienses
De verdejantes relvados bem tratados
Num ventre de águas transparentes
Em correrias de tilintares soluçados.
Espraiado em penhascos e vinhedos
Numa bela orquestra de cachoeiras
Por encostas e campos cultivados
Entre penedos e silvados de amoreiras.
2020
O ano em que não só aprendemos a tirar os sapatos, mas a deixar impurezas e preocupações do lado de fora.
É lógico que eu já não calço 👠 sapatos de saltos tão altos e nem tenho mais aquele porte altivo que eles exigem para que eu consiga andar com leveza 🦋 e naturalidade.
Porém, eu aprendi que, ao aceitar, entender e acreditar no meu feminino 🧒🏼 interior, posso enfrentar qualquer desafio e vencê-lo.
Qualquer um!
Basta que eu acredite, visualize e me imagine num salto 👠 15, vermelho - a posição de suprema segurança e poder. Empoderada, 💪🏽 literalmente!
Aí minha gente, não tem pra ninguém. Tudo estará ao meu alcance, mesmo que meus pés estejam descalços.👣
Fica a dica mulheres!!!
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melanialudwig
"Ela tinha sapatos, ele estrelas
uma troca perfeita, mas ele preferiu
sorrir com a lua, não aceitou, caminhar
achou a estrada longa demais"
para entrar no poema
tire os sapatos...
como a garça, pé ante pé,
não esbarre nas palavras barulhentas:
minha cicatriz tem sono leve.
Eu rezo para que todos vocês coloquem os seus sapatos bem embaixo da cama antes de dormir, de forma que de manhã vocês tenham que se pôr de joelhos para encontrá-los. E quando vocês estiverem ali ajoelhados agradeçam a Deus por sua graça, misericórdia e compreensão.
permita que o inimigo conheça o tamanho dos seus sapatos mas, nunca permita que o inimigo conheça o seu próximo passo.
#SAPATOS #DOURADOS
Deixe ir as roupas que não servem...
As roupas remendadas...
Os sapatos apertados...
Os móveis quebrados...
Deixe ir as promessas não cumpridas...
As juras mentirosas...
As palavras repetidas...
Deixe ir o que tira o prazer das noites...
A angústia da rotina de novos dias...
O que atrapalha seu caminhar...
A amizade oca...
A palavra mal dita...
Que mata lentamente nossas fantasias...
Deixe ir os que lhe perseguem...
Aqueles de falsos sorrisos...
Os invejosos...
Falsos amigos...
Deixe-os ir...
Deixe ir as lembranças que machucam...
Deixe ir as histórias de tropeços...
Calce sapatos dourados...
E faça na vida...
Um novo recomeço...
Sandrinho Chic Chic
facebook.com/conservatoria.poemas
A VELHA CAIXA DE SAPATOS!
Uma velha caixa de sapatos,
atada com um cordão desbotado
repleta de papeis e retratos,
me levou de volta ao passado.
Comecei a olhar com carinho
cada um daqueles documentos,
partes do meu longo caminho,
registros dos meus sentimentos.
Uma carta, de setenta e três,
me jurava um amor infinito,
que terminou no outro mês,
me deixando triste e aflito.
A foto de um pavilhão,
me lembrou uma namorada
para quem fiz uma declaração
as quatro da madrugada.
Um convite de casamento,
de um amigo do passado
me lembrou que no momento,
ele encontra-se divorciado.
Uma poesia rebuscada,
num guardanapo escrita,
me recordou da namorada
que era muito bonita.
Um poema de adeus
e um cartão de Natal
me trouxeram os olhos teus,
achados num carnaval.
Um bilhete amassado,
escrito com mão tremida,
vestígio de um fracassado
amor, na minha vida.
E quando a noite chegou,
na caixa de novo guardei,
tudo aquilo que restou
de tanto por que passei,
amarrei de novo o nó,
soprei da caixa o pó
e no armário tranquei."
E essa chuva?
Chuva de sons, de silêncios
De verdes lavados e sapatos sujos
De pausa pro café
De reflexão mais demorada
Chuva de água na vidraça e palavras não ditas
Ou pensadas e depois lavadas
Chuva de alentos e pormenores
Que por maiores que sejam
Deixam essa água lavar...
Empatia se faz por descalçar-se dos próprios sapatos e experimentar o calçado do outro ser para compreender as sensações e emoções que ele tem
Se for preciso calçar os sapatos da coragem revestida de dor e sofrimento,calce-os .pois em meio a caminhada da vida perceberas que em meio a tantas dificuldades sua coragem foi além das dores que os sapatos lhe causavam .a dor também pode lhe fortalecer .
Além da compreensão, meus passos foram marcados e contados; lapidei minha estrada, meus sapatos estão marcados, a história se fez. Julgaram me pela minhas palavras,ações. Quantas noites o medo castigou minha mente, a solidão foi minha companhia nas noites frias. Querem roubar meu sorriso, fechar meus olhos, destruir meus pensamentos. Me fiz melhor e mais forte na dor. Minhas mãos estiveram vazias. Estão vazias, cheguei até aqui sozinho, e sozinho me permito continuar, julgam meu caráter, meu caráter julga as pessoas. As pessoas julgaram me, eu não julgo; e não me importo, vencedores não podem ser tocados; nem derrotados.
O amor pode te alcançar sem sapatos, nu...pode está na esquina, na rima...pode chegar calado ou no doce vento do mar !
O3/03/2021
Um sábado de sol.
Trajeto na parte da manhã:
-Passar da casa do Dr, Cleon engraxar os sapatos dele. e saborear um doce de banana feito pela esposa dele. Sempre tinha.
-Grande Hotel. O professor Antônio deixava os sapatos do lado de fora para ser engraxados. Sempre pagava no próximo sábado.
-Vez ou outras engraxava as botas o seo Otávio, no açougue do seo Júlio.
-Um giro pela rodoviária olhando os ônibus imaginado um dia viajar num daqueles.
´-Uma passagem na farmácia do ikeda para me pesar e medir a altura.
-Uma olhada na camioneta que vendia mexerica ponkan, sempre sobrava alguma doação.
-Uma entrada sorrateira na sorveteria, na esquina, e esperar que o dono desse uma "colherada" tipo, assim: vaza.
-Ficar ouvindo musicas na sapataria Paraiso,
-Ver os painéis de filme do cine Rios.
-Chegar no ponto e esperar os "clientes" com suas botinas incrustada de barro.
-Na hora do almoço, esconder a caixa e a cadeira na prefeitura e descer para casa,
Na parte da tarde ia direto até as 18 h. Haja botinas e botas.
-Acho que eu era feliz assim. Gostava daquela felicidade, não conhecia outra
