São Tomás de Aquino
São Tomás de Aquino, um dos mais influentes filósofos e teólogos da Idade Média, deixou muitos pensamentos profundos. Um de seus pensamentos mais bonitos é sobre a busca pela verdade e o conhecimento:
"A verdade é o alimento da alma."Este pensamento reflete a importância que Tomás de Aquino atribuía ao conhecimento e à verdade como essenciais para o desenvolvimento espiritual e intelectual do ser humano. Para ele, a busca pela verdade era uma forma de aproximar-se de Deus, que ele via como a verdade última.
Marcos Bellizia
As Cinco Vias de Tomás de Aquino.
As 5 Vias de Tomás de Aquino (1225 - 1274) Para Provar a Existência de Deus.
1ª – Primeira via – Primeiro Motor
Primeiro Motor Imóvel de Aristóteles: Para solucionar o problema do Ato e Potência, onde o Ato é a manifestação do ser, aquilo que já é, e Potência é a possibilidade do ser, em transformar-se, em mudar-se. Agora, como surgiu o movimento? Aristóteles resolve este problema com a doutrina do Primeiro Motor imóvel, isto é, ele é a causa do movimento.
Exemplo: Vamos supor que o primeiro motor seja um relojoeiro, ele cria um relógio e o coloca para funcionar. Ele é a causa do movimento, mas após sua função, o relógio trabalha por si só.
Tomás de Aquino recria esse modelo de Aristóteles. Para ele, tudo o que se move é movido por alguém. E este alguém não pode ser algo imóvel. Logo, há que ter um primeiro motor que deu início ao movimento existente, e que por ninguém foi movido. Ou seja, “antes” do relojoeiro ou de qualquer outra origem de movimento, esteve um Ser, que é Deus, pois Ele é Eterno, sempre existiu e sempre vai existir.
2ª – Segunda via – Causa Eficiente
Todas as coisas que existem no mundo não possuem em si mesmo a causa eficiente de sua existência, e são de correntes do efeito de outra causa. É necessário que haja uma causa primeira que por ninguém tenha sido causada. Então, esta causa primeira, ou este efeito primeiro é Deus.
3ª – Terceira via – Ser Necessário
Este argumento é uma variante do segundo. Tomás de Aquino afirma que tudo o que existe agora pode deixar de existir. Houve, portanto, um momento em que nada existia. É preciso admitir então que um Ser deu existência às coisas. Logo, este ser tinha quer ser eterno e ser a causa necessária de tudo que existe este Ser é Deus.
4ª – Quarta via – Ser Perfeito
Verifica-se que há graus de perfeição nos seres. Uns são mais perfeitos que outros, são mais belos, são mais verdadeiros, etc. Este juízo nós humanos o fizemos diariamente. Tomás de Aquino partiu deste raciocínio, concluindo que deve existir um ser que tenha o padrão máximo de perfeição, e que este ser é a causa da perfeição dos demais seres. Este ser, então, é Deus.
5ª – Quinta via – Inteligência Ordenadora
Existe uma ordem no universo, em que cada coisa está cumprindo uma função, um objetivo, uma finalidade. No entanto, não se chega à ordem pelo acaso e nem pelo caos. Logo, há um ser inteligente que dispôs o universo na forma ordenada e que dirige todas as coisas para que cumpram seu objetivo. Este ser é Deus.
Pense nisso e ótimo fim de semana!
No Amor do Abba Pater, Marcelo Rissma.
Tomás de Aquino reconhecia que todos os conceitos são finitos; ou seja, são limitados pelas próprias circunstâncias finitas nas quais eles surgem (ST, 1.84.1-8). As pessoas jamais derivam conceitos infinitos da sua experiência sensorial: Como Deus excede infinitamente o poder do nosso intelecto, qualquer forma que concebermos jamais poderá representar completamente a essência divina, quando muito, apresentará em pequeno grau uma imitação do que ela é (OT, 2.1, texto).
A verdade é a adequação entre a coisa e o intelecto -São Tomás de Aquino
Entre a coisa e o intelecto: a adequação da inteligência a cuja verdade é - Marcelo Castilho Assis
Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é negá-la.
São Tomás de Aquino
É assim que não consagrar e eternizar a verdade na alma é levar à ignorância e á covardia.
Marcelo Castilho Assis
O autor principal da Santa Escritura é o Espírito Santo; o homem foi apenas o seu autor instrumental.
A causalidade da reprovação é diferente da predestinação. Pois a predestinação é a causa tanto do que é esperado no futuro, a saber, a glória, e do que é recebido no presente, a saber, a graça. Considerando que a reprovação não é a causa da falta presente, mas do resultado futuro, a saber, de ser abandonado por Deus. A culpa nasce do livre-arbítrio da pessoa que deserta da graça.
(Summa Theologica, I, 23, 4).
Nenhum conceito tomado da criação é adequado para expressar a essência da divindade, contudo muitas coisas podem ser afirmadas a respeito da essência de Deus. Não podemos conhecer a substância de Deus, mas podemos predicar muitas coisas substantivas a seu respeito (ST, 1.12.4; 1.13.2).
