Santidade
O Filho de Deus nasceu em humildade, viveu em santidade e entregou Sua vida em um ato de amor incomparável. Ele enfrentou o julgamento injusto de uma multidão que trocou Sua pureza por um criminoso, escolhendo a escuridão em vez da luz. Mas a cruz não foi o fim. Ele ressuscitou, vencendo a morte, para dizer ao mundo: "Eu estou vivo!"
Hoje, porém, vemos a essência do Natal sendo desviada. O que deveria ser um tempo de reflexão e celebração do nascimento do Salvador se tornou uma festa de distrações. Trocaram a manjedoura pelo consumo, o Cristo vivo por figuras mirabolantes que nada têm a ver com a redenção.
É um alerta para nossos corações. Não podemos repetir o erro de trocar a verdade pela ilusão, o Salvador por símbolos vazios. O verdadeiro Natal não está em luzes, presentes ou festas, mas em reconhecer que Jesus nasceu, morreu e vive para nos dar esperança eterna. Que possamos lembrar disso e trazer de volta o foco ao único motivo verdadeiro: o Filho de Deus que veio ao mundo para nos salvar.
Jesus venceu satanás, a Graça venceu a Morte, e a santidade do Seu Espírito regenerador sempre vencerá a corrupção do pecado. (Mt 4:10) (Rm 6:23) (Jo 3:5) (1 Jo 3:8)
Anda por aí muita gente camuflada em trânsitos de santidade que julga que estou apanhado do clima.
Após breve leitura de algum escrevinhar que fazem, concluí:
Quem seria o iluminado que estabeleceu as primeiras regras de loucura, sabendo de antemão que já era louco por natureza?
O padrão de Deus de santidade, justiça, equidade e verdade não foi rebaixado por causa da relativização ou negação desses valores e princípios. Ao contrário, Ele continua dizendo-nos: Sem declaração e vivência expressa deles, vocês não me verão!
sem uma reforma moral, sem a busca por santidade como estilo de vida, e sem comprometimento com as doutrinas bíblicas, fica impossível acontecer o tão esperado avivamento; o máximo que pode acontecer é uma fagulha acesa aqui ou acolá, ou na pior das hipóteses, "Fogo puramente estranho"
“O interessante é que ninguém levanta a bandeira da honestidade, da sinceridade, da santidade ou da verdade, mas para seus interesses e práticas hedonistas abomináveis!”
Antes de buscarmos "espiritualidade" deveríamos nos importar mais com "santidade", pois a santidade antecede a espiritualidade, um vez que a espiritualidade é o resultado da santidade.
Santidade não é fanatismo, modismo ou dogmatismo, mas separação e renúncia do que é mau, impuro, profano e injusto, com base na doutrina teológica das Escrituras e por meio de uma vida aplicada à devoção e consagrada a Deus.
NO BALANÇO DO DIVINO (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA)
Morreu por nossos pecados
Abismo de santidade
Fornalha ardente de amor
Caminho, Verdade e Vida
Tu és o Salvador
Aquele que minha alma busca
Na prece e na luta
Minha alma tateia
Em prece amorosa
Um olhar contemplativo
Na balança do Divino
Só Tu és o Verbo Eterno
Ensina-me a amar à vida
Sopro divino em meu peito
Santo milagre de amor
Eterno que se faz agora
CRÔNICA, PAIXÃO PELA ESCRITA.
Escrever é um exercício de amor ou quase santidade. E, como os apaixonados nossas criações faz despertar o egocentrismo intrínseco ao ser.
Todos os textos que escrevo, sempre imagino que as pessoas assim como eu, também vão gostar e admirar. E no intuito de mensurar essa ideia, eu quase sempre peço a opinião dos meus próximos que na maioria das vezes, minimiza com a deprimente frase.
- Eh! Mais ou menos. [Com uma discreta torcida no nariz]. Claro, ninguém é obrigado a gosta do que eu gosto ou faço.
Mas não é de se negar que diante de tamanha afirmativa, não role certo desanimo. ai a gente coloca aquele textinho de molho em um “balde de água fria” Mas como toda mãe e todo pai nunca vai aceitar que seu filho seja feio ou imprestável. Logo o abraçamos oferecendo-lhe o calor do sentimento.
- E ai, fazemos novas leituras, colocamos a quarar no anil.
- E outras e outras leituras, para podermos expô-lo Como diria Graciliano Ramos.
- E só após, postamos para o veredito social.
- Transbordando-nos de curiosidade para saber qual vai ser a aceitação daquela obra.
- Nos tornando uma capsula de ansiedade e esperança.
E ante uma diversidade de opiniões, eis que surge uma alma que se reconhece ali naquele texto, e se declara admirador do autor, mesmo sem nunca tê-lo visto. Talvez fosse um gesto saudosista ou um instante de ínfima lucidez.
- Mas no cotidiano do autor é inexoravelmente o êxtase.
- O condimento para seguir sua caminhada com esmero e carinho.
E então se conclui que o ato da escrita é quase um sentimento de santidade. É como fazer Hamlet lá 1956, com câmeras pesadíssimas sem VT, sem cores, sem nada. Só paixão e raça.
E somente por amor verdadeiro nos propomos a escrever em uma nação em que não se prima pela leitura crítica e pensante.
A impressionante santidade de Deus é como uma grande lente de aumento, que reflete cada falha de nossa natureza.
A santidade não pode ser fragmentada. Assim como você rejeitaria um copo d’água com uma gota do Rio Tietê, Deus também poderia rejeitar uma vida que já conhece a verdade e ainda assim está contaminada e dividida entre o certo e o errado.
Buscar a santidade e não ter amor no coração é pior do que ser desprovido dos dois.
Seja santo; mas ame.
(Fabi Braga, 31/08/2014)
