Sangue
Segundo as lendas, quimeras nascem de lágrimas, e serafins, de sangue, mas neste momento eles são, todos eles, filhos do pesar.
Há cirurgias e acidentes que causam muita perda de sangue e, para salvar a vida de alguém, doe sangue.
Sorria e não verão seu sangue escorrer. Suas lágrimas serão um ruído surdo no meio do vazio que é viver.
Aqui nasci.
Este aqui é meu destino
é onde me sinto bem
tenho sangue de Virgulino
e desse orgulho sou refém
aqui nasci... sou nordestino
e não nego pra ninguém.
Dia do Amigo
Convencido pela família, Carlinhos concordou em doar o sangue para a amiguinha Verinha. À medida que o sangue passava dele para ela, ele derramava, silenciosamente, lágrimas. Preocupado, o médico perguntou-lhe: Por que chora, Carlinhos? − Porque sei que vou morrer quando meu sangue acabar! O médico explicou-lhe por que ele não iria morrer; e Carlinhos, entre lágrimas, sorriu – esse é o gesto da verdadeira amizade.
A gente percebe que o mundo é predoderante de censura, de sangue, de ignorância, de terror, de poder, de desejo produzidos apenas pela humanidade... Por razão da falta do amor. O mundo é carente, a gente em si mesmo precisa da afetividade. Precisa-se pensar, planejar e agir: um processo para uma ação efetiva capaz de transformar o mundo mais colorido.
O sangue derramado em nossas alma,
da um sentido a liberdade dessa vida,
tão bem quanto o céu vermelho,
que assim contrasta com teu coração,
do que se dá em lugares desconhecido,
em um brilho que se contagia em um singularidade,
as janelas do inferno quando digo que amo.
Em verdade eu vos digo: muitos, contudo, irão perecer e derramarão o seu sangue na areia, porque mais tarde o meu ensinamento se transformará em falsos e confusos ensinamentos, assim como eu nunca os ensinei, e novos cultos, seitas, e religiões teístas surgirão, e que se originam das mentes dos escribas e dos sacerdotes e dos fanáticos.
Sou muitos tentando plantar... colher e ser...
Do meu sangue pensei que seria a terra, pra todo meu corpo mergulhar....
Sou..sem saber como é... tento escrever na vida, um roteiro do meu interior...
E pra alimentar os filhos que vivem em mim, passei fome.
Sete crianças, sete bocas inocentes, esses corações em um só...
Em cada dia da semana um, era eu...
Muito pobre, mas contentes de ter vida rica; pra aprenderem a respirar novos dias.
Trabalhei em todas as estações, e nas chuvas, que queria que me lavasse, me fizeram tremer de frio.
Mas preciso me estudar mais e lembrar seus nomes... e ai quem sabe: Chamar, um por um, para sermos meu todo.
Meu sofrimento, ahhh!, meu Deus valeu a pena... valerá sempre... foi assim, é assim é...
Foi com muitos sentimentos e muita vontade de preservar o que minha selva escondia dentro de mim; que os alimentei toda semana de todo mês do ano... Gritava dentro de mim, e pedia a localização pra nos acharmos..
Sete diplomas dos meus, recebeu cada um, vinte a quatro horas de todo ano. Os meus EUS estavam reunidos.
Assim penetrei em mim e ti senti...
Consegui escavar, mas jamais existiu terras para tampar novamente, esse espaço que arrancaram do meu terreno...
O meu corpo, minha alma, meus olhos se encheram de terra.
Sei que preciso continuar profundamente.... Porém, antes disso: localizar um terreno limpo para guardar todos esses EUS; seria a maior expedição de vida, a trilhar em todos os dias do meu ser...
ESCRAVO
Cravo os meus olhos
Nos teus olhos, no teu corpo
Desta tentação desatinada
Sangue que uiva através
Do meu corpo ao teu
Seios que são cerejas doces
Onde ficaste preso
Nos segredos meus, teus
Beijos dados dos teus lábios
Na textura doce da minha pele
Desejos nas pétalas das rosas
Entre as tuas folhas e o meu perfume
Desejo-te nas ondas do calor do teu corpo
Numa tarde de loucura em chamas vivas
Escravizando-te nas asas da minha imaginação.
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você caiu longe de mim,
foi minha escolha
pare, para, pensar,
o sangue corre dentro de mim
está dentro do meu coração partido,
até morte deixei,
por favor olhe para si,
desculpas,
não o suficiente para momento,
mesmo rastejando por meus sentimentos,
não sei o que é mais real.
nessas feridas que nunca se fecha,
calo me na solidão...
