Sal
Para que foste teu!
Ó MAR!
Quanto do teu sal são lágrimas?
Minhas, suas, humanas e mundanas.
Amores, sonhos, desejos e planos;
Perdidos, refeitos. achados e concretos.
Quanta vida...
Tanta Morte...
Grandeza proporcional a sua imensidão generosa,
Berço confortável de chegadas e partidas,
Recepção do todo e tudo.
Inundação raivosa,
Vazia,
Cheia.
Cessão de espaços,
deixou banhar-se.
Colocou-se abaixo de todas as águas.
Na humildade,
Tornou-se.
Cumpriu-se o mar,
e o império se desfez e o poeta se refez.
Ensina-me o sal o aprendizado de espaços,
Consciência de sonhos reais.
Realidade.
Ceder sorrindo,
Enraivecer-se inundando,
Concretizar sumindo,
Doar recebendo.
O experimento.
Aquele que sente o amargor da perda,
saberá valorizar o doce sabor do ganho.
A Consciência.
Leva-nos livres.
E aquele olhar, humano, diante do milagre do sal,
pode repousar tranquilo ao perigo e ao abismo,
que generosamente nos espelha o céu!
O sal das horas começa a corroer a voz.
Mais isso nunca foi motivo para aflição.
Ainda posso falar com os dedos...
E embora eu possua apenas dois gelos e um copo d'água, quero te convidar para um jantar em minha sala de estar. Não quero expandir meu olhar nem capturar sua expressão: Nossa relação será sólida.
As taças continuarão no armário enquanto não houver amor: Guarde este vinho, não será preciso.
Por entre as pedras do caminho, vamos encontrar muitas feitas de sal. porém, valerá a pena. porque existem as preciosas.
Vontade de passar o tempo jogando sal neste sapo que vive entrando no meu quintal. Mas não consigo. Queria transformar ele em príncipe. Vai ver o amor é isso mesmo. Um sapo verde, enrugado, cheio de sardas e que talvez nem exista!
[...] A gota sáfica observante d'alma
translucida vem dos olhos o véu de sal,
que goteja e arde no coração [...]
[...] Com o mar sonhava...
Em meus olhos estavam
a água; Água de sal
salgado mal, vazio horizontal [...]
ESTÁS APAIXONADO?leve a moça(o) para casa, coma um saco de sal com ela(e), veja-a(o) acordar-se todos os dias ao seu lado, disponha sexualmente dela(e) todas as noites e quantas vezes desejar, exponha-se a ela(e) como mãe e dona de casa, assista ao cansaço dela(e) nos afazeres do cotidiano, e, então, somente depois disso tudo, me diga se a “paixão” continua “intacta”.
Chorei muito estes dias! Foi tão bom, obtive poder e consegui vencer a tristeza molhando-a de sal. Normalmente, repetidas vezes em minha vida estou percebendo e sentindo na pele a fragilidade das palavras. Vale muito mais do que corais a humildade de viver aprendendo a perder para o tempo. O tempo nos engana, o tempo somos nós, nós é quem envelhecemos não o tempo, nós é que passamos. Vivemos quando não percebemos que estamos vivendo, vivemos quando esquecemos o passado ou o futuro, pois o passado é você e o futuro será você, e você o que é no presente? Você está entre a matéria e o estudo: o movimento. O movimento da matéria é o sentimento, o movimento do estudo é a razão. Coração e decisão. Cabe a você ser a felicidade ou a tristeza, pois eles estão no mesmo plano. Mas a chave para tudo é amor. A chave da criação, da realização, do desejo, da compaixão, da vitória, do conhecimento e do poder, e do poder de viver feliz sendo o reflexo de você mesmo sendo isto o que Deus deseja que alcancemos. Tendo nossos sentimentos nos corações dos outros.
Todo mundo é igual...
Se lambe o mel...
dispensa o sal...
amor incondicional?
ilusão de doente mental.
Falar a verdade?
ilusão de carnaval...
todo mundo é igual...
tapinha nas costas...
E palavra dual!
Eu perco o namorado
Eu fico corada
Eu tomo banho de sal
Mas não desço do salto
Nem quando pareço amarrotada.
Tenho alma de tergal.
MULTIFORMIDADE
Sou pequeno,
pequenino,
grão de areia,
pó de sal…
Sou enorme
sem as normas
normativas
do normal…
Sou menino,
sendo enorme,
sem destino,
desconforme…
Natural!...
Sou disforme…
Multiforme…
Não faz mal!...
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17/05/2018
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📜© Pedro Abreu Simões ✍
facebook.com/pedro.abreu.simoes
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