Sal
SALVADOR
"O sal tempera a carne negra, fosca, a pele crioula exala algum cheiro. Nada se repele no caminhar ligeiro dessa gente provida. Usam dendê e fazem cor e corais para as luzes que flambam os dias em temperaturas tão mais elevadas que, do alto, enxergam as léguas do amor egresso. Nesta cidade, meu bem, em cada rua que entro a sombra do vento é que me guia às pupilas de mães, pais e filhos órfãos - cujos sotaques têm o mesmo timbre das marés altas. Aqui, o farol acende o seu riso, me salvaguardando de toda a dor."
JORNADA
Como é bom voltar para casa de madrugada, vê-la toda bagunçada, as crianças dormindo na sala ao som de um reggae da baixada. Entro no meu quarto, tiro a roupa, tomo um banho e dou aquela relaxada, depois converso com meu amor sobre a minha caminhada. O cansaço adormece meu corpo, minha mente entra no clima e dá uma desligada. Quando amanhecer continuarei minha jornada.
Certos programas de TV são como convites para inserirmos chiqueiros bem sujinhos dentro de nossa sala.
" A salvação é tanto objetiva como subjetiva, se eu creio em Cristo, o aceito como Senhor e Salvador, tenho a vida Eterna, mas posso perde a mesma, pois em algum momento posso deixar de crer ou renunciar a minha fé. Salvação é algo pessoal, belo, sublime, intransferível e um grande presente do Eterno para a humanidade "
Marcio de Medeiros-15-06-2016
Bruto,
Assim é o meu humor.
Como a longa caminhada,
Por caminhos sem destinos;
Como o sal do suor,
Chovendo em meus lábios;
Como a sede d’agua,
Sem poço mineral;
Como o calor infernal,
Sempre escaldante,
Sem o alívio do frio rio;
Como a brava fome,
Sem o doce dos araçás;
Como a primavera sem flor,
Como a solidão na insônia noturna,
Assim é o meu humor.
Cinzento!
Marivaldo Pereira Souza Mperza
Toco-te, como as ondas acariciando a areia, e da ponta de meus dedos extasiados escorre o sal, do mar bravio das tuas volúpias.
— Vocês são o sal para a humanidade; mas, se o sal perde o gosto, deixa de ser sal e não serve para mais nada. É jogado fora e pisado pelas pessoas que passam. — Vocês são a luz para o mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte. Ninguém acende uma lamparina para colocá-la debaixo de um cesto. Pelo contrário, ela é colocada no lugar próprio para que ilumine todos os que estão na casa. Assim também a luz de vocês deve brilhar para que os outros vejam as coisas boas que vocês fazem e louvem o Pai de vocês, que está no céu.
"O que resta dos nossos sonhos??
o gosto do sal?
Sal...
Sal que trás sabor.
Mas sal demais,
Estraga tudo, fica um horror...
Sal demais queima,
Sal demais retém liquido,
Sal demais mata!
Seja controlado,
Porque faz bem moderado..."
Ao doce o sal
Não escrevo em pares e muito menos por partes. Escrevo à mansidão o seu pequeno recato. À insuficiência a sua grande abadia. Ao contriste os galhos secos de uma linda árvore. Às pessoas comuns o excepcionalíssimo momento atual. Agora é a hora de afofar as lágrimas nas gotas de água que caem do céu e nos afogam pouco a pouco como aquelas preces que nunca chegam a serem atendidas.
Não me leve a mal,
afinal
é tão sem sal ser normal.
Prefiro as luzes da noite
e um amor de verão
com um belo final.
Prefiro as almas noturnas,
por mais estranhas
que possam parecer.
Do que as almas
ocas e sem cores,
que não sabem amanhecer.
Estou sentada à mesa cercada de todos os meu amigos.
- Me passe o sal (eu digo)
Não há movimentação alguma na sala.
Por fim me levanto e o busco.
Fadigada, com a boca seca, salgada.
Morri de sede.
Já não sinto gosto na tua comida,
O simples sal, já não me satisfaz.
Pálida, sem o tempero que alucina,
O teu sabor, para mim, já tanto faz.
