Sair da Casa da Mae

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Devoto um segredo (somente)
Aos que conhecem o degredo
Distante de casa, e do seu mundo:
A Via Láctea é a casa dos poetas,
Dos mambembes e dos vagabundos.

Envolvo com fitas de cetim,
Faço uma rosa, um enfeite,
Para colocar no cabelo,
E lado a lado do seu cetro,
Sigo em frente...

Perpetuo um sonho (persistente)
Aos que desconhecem o inexorável
Distante dos olhos, e não do íntimo:
A poesia é capaz de aquecer a frieza
De qualquer coração autoritário...

Executo o conserto derradeiro
Do destino fora do trilho,
Caminho sobre cascas de ovos,
Levanto voo, e aterrisso eternamente.

Porque eu sou dona da minha loucura,
Se a minha poesia no firmamento fulgura,
Significa que de ti jamais sairá o anseio
De voltar para acariciar-me com ternura.

Imagine alguém entrar dentro da sua casa, se apossar de tudo o quê você tem e depois declarar a sua incapacidade civil durante séculos, foi o quê aconteceu com a população indígena. Preciso desenhar?!

Tem amores que não chegam para ficar.
Chegam para bagunçar a casa, abrir algumas janelas, mexer em gavetas que a gente nem lembrava que existiam, e, de quebra, acordar partes da gente que estavam há muito tempo em modo silencioso.


Você foi assim.


Não foi o fim da minha história.
Foi, talvez, aquele capítulo inesperado que ninguém pediu, mas que, quando termina, faz a gente perceber que precisava ser lido.


Com você, eu voltei a sentir.
Voltei a acreditar que ainda havia coisas vivas em mim que eu tinha dado como perdidas.


E talvez tenha sido justamente por isso que doeu tanto.


Porque eu descobri, da maneira mais bonita e mais inconveniente possível, que sentir intensamente não significa necessariamente permanecer.


Nem todo vínculo profundo é destino.
Alguns são passagem.
Alguns são ponte.
Alguns são travessia.


E alguns, aparentemente, vêm com um curso intensivo de autoconhecimento que ninguém solicitou.


Você abriu uma porta em mim.
Mas atravessá-la era responsabilidade minha.


E hoje eu consigo olhar para tudo isso com mais maturidade.


Não escrevo para pedir que você volte.
Também não estou cobrando parcelas atrasadas de um futuro que nunca aconteceu.
Muito menos tentando transformar o que vivemos em algo que não foi.


Escrevo para agradecer.


Obrigada por me lembrar que meu coração ainda sabe amar.
Que ainda sabe desejar.
Que ainda sabe se entregar.
E, principalmente, que ainda sabe sentir mesmo depois de tudo.


Mas agora eu sigo.


Porque amadurecer também é entender que nem tudo aquilo que a gente quer precisa ser insistido até virar exaustão.


Às vezes, o amor continua existindo, mas a insistência precisa ir embora.


E existem despedidas que não acontecem porque o amor acabou.
Acontecem porque a consciência finalmente chegou no mesmo lugar onde o coração já estava há algum tempo.


Hoje, pela primeira vez, eu consigo me despedir de você sem transformar a despedida em tragédia.


Sem drama.
Sem porta batendo.
Sem textão às três da manhã bom, pelo menos não mais.


Eu me despeço com amor.


Com gratidão pelo que você despertou.
Com carinho pelo que vivemos.
E com respeito pelo que não conseguimos ser.


E talvez um dia você compreenda que a minha intensidade não era necessariamente um defeito.


Eu apenas sentia muito.


Às vezes, rápido demais.
Às vezes, fundo demais.
Às vezes, antes mesmo de a razão conseguir protocolar o processo.


Mas estou aprendendo.


Aprendendo que intensidade pode ser uma qualidade quando vem acompanhada de consciência.
Que impulsividade pode ensinar, desde que a gente tenha humildade para aprender com ela.


Você foi uma parte importante da minha história.


Não necessariamente porque ficou.


Mas porque, depois de você, eu descobri que ainda havia muito de mim para viver.


E isso, sinceramente, já foi um presente e tanto.


Então, obrigada.


Você não foi o meu destino.


Foi o encontro que me lembrou que eu ainda estava viva.


E agora, com o coração mais tranquilo e a consciência finalmente em dia, eu sigo.


Sem apagar você.


Sem esperar você.


E, principalmente, sem me perder de mim novamente.

Sua casa deve servir à sua rotina, não o contrário.
Estética sem funcionalidade é apenas um cenário vazio.

"O Reino do Silêncio Povoado
Dizem que o silêncio é o som da solidão, mas na minha casa, ele é apenas o palco onde a vida acontece sem pedir licença. Viver sozinho não é um retiro; é uma curadoria. Aqui, o relógio não dita ordens, e a geografia da sala é um mapa de afetos que não exigem explicações.
Pela manhã, a primeira saudação não vem em palavras, mas no peso morno de um gato que decidiu que meu peito é o melhor lugar do mundo. Logo, o som das patas dos cães no assoalho cria uma percussão alegre, um ritmo que me lembra que, embora eu seja o único humano, nunca estou desacompanhado. Eles não julgam meus pijamas, nem questionam o fato de eu tomar café olhando para a luz que atravessa o vitral que pendurei na janela.
As paredes não são apenas concreto; são janelas para outros mundos. Há uma pinacoteca particular crescendo nos cantos, uma tela a óleo comprada em um sebo, uma fotografia de rua, um esboço que eu mesmo ousei riscar num domingo de chuva. Entre elas, as estantes transbordam. Meus livros são amigos que não interrompem; ficam ali, pacientes, oferecendo o lombo colorido para que eu escolha qual voz quero ouvir naquela noite.
À noite, o ritual se completa com o brilho azulado da tela. Ver um filme sozinho é um ato de entrega total. Posso chorar sem pudor, pausar para analisar a fotografia de uma cena ou simplesmente deixar que a trilha sonora preencha os espaços vazios entre as prateleiras.
Viver assim não é falta de gente, é excesso de si. É descobrir que a liberdade tem o cheiro de papel antigo e o calor de um focinho gelado encostado no tornozelo. No meu pequeno reino, a arte me explica, os bichos me amparam e a solidão, essa velha incompreendida, é apenas o nome que os outros dão para a minha paz."
(Mário Luíz)

Para quem defende o regime de 64, fica o convite:
leiam'A Casa da Vovó', de Marcelo Godoy. O livro revela que a repressão não escolhia apenas 'inimigos externos'; militares legalistas e oficiais que discordavam da tortura também foram caçados, presos e sumiram nos porões.
A história de homens como o Capitão Carlos Lamarca mostra que a consciência falou mais alto que a farda diante das atrocidades cometidas. A ditadura não poupou nem os seus próprios soldados."


(Mário Luíz)

Quem quer liberdade não ama, quem quer privacidade não casa

Uma casa onde você não escuta o tilintar de panelas e frigideiras é algo desanimador.

Amar é encontrar alguém que faça o coração se sentir em casa. É escolher ficar, cuidar, compreender e compartilhar até os momentos mais simples. No fim, o amor verdadeiro não precisa ser perfeito, só precisa ser sincero. 🤍

“eu quero ir para casa, mas absolutamente nenhum lugar parece mais lar.”

"Estamos todos apenas acompanhando uns aos outros de volta para casa."

A educação começa em casa, mas pratica-se em todos os lugares.

Antes de querer dar o seu melhor para a casa ou para as obrigações, dê o seu melhor carinho a si mesmo. Você já é suficiente.

O bom caráter demonstra-se na coerência entre as palavras e as atitudes dentro e fora de casa, sendo o alicerce insubstituível do respeito mútuo.

"Dentro de casa, cada tarefa feita com amor constrói o caráter; valorizar quem trabalha ao nosso lado é o primeiro passo para ter um lar abençoado e pleno de paz."

"O falso caráter é como uma casa construída na lama: pode parecer firme por fora, mas desmorona ao primeiro temporal da verdade."

Aqui, ao lado, bem ao lado, dentro de casa, os desafetos já se vestiram como um de nós;
Não precisa de muito, apenas um dia, horas, minutos, e as roupas se trocam;
Admiração que se vai, decepção que chega; chega acompanhada daquela sensação de tempo perdido; energia lançada ao vento. E uma sensação de que o maior erro foi ter dito "Sim".

Em uma cidadezinha no meio das montanhas de Santa Catarina, encontrava-se uma casa cercada de abóboras assustadoras, onde pensava-se que era habitada por fantasmas dos antigos proprietários daquele lugar, próximo da casa existia um cemitério cheio de cadáveres enterrados dos professores que educaram os filhos daquela casa.
Tamanha era a assombração que ninguém podia residir nela❗️❗️❗️
Autor: Batista Júnior.

Nós, e todas as coisas que existem em nosso âmago, não somos uma casa que se constrói; somos uma casa que sempre existiu. A nossa jornada, portanto, não é de aquisição, mas de remoção. Conhecer essa morada é o ato de retirar os entulhos, as lonas e as densas camadas de poeira — dogmas, medos e expectativas alheias — que o mundo jogou sobre nós.
​Não existe a necessidade de "se tornar" alguém, pois já somos. O desafio real é parar de tentar ser quem não somos. Para manifestar a verdade que já habita em nós, o autoconhecimento é a chave que abre as portas: ao desconstruir o que nos foi imposto, finalmente passamos a habitar a casa que sempre nos pertenceu.

Salmos 52:8

Mas eu sou como a oliveira verde na casa de Deus; confio na misericórdia de Deus para sempre, eternamente.

"A misericórdia de Deus é a raiz que nenhuma tempestade consegue arrancar."