Sair da Casa da Mae

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Sinto saudade de um passado que já não consigo lembrar direito; é como sentir falta de uma casa que talvez nem exista mais, mas cuja ausência ainda mora em mim. Não lembro dos detalhes, das vozes ou dos dias que ficaram para trás, mas existe uma parte de mim que, mesmo sem saber exatamente para onde, ainda deseja voltar.

Sobre voltar pra casa


Parece que tudo é mais pesado aqui,
como se eu tivesse voltado ao lugar de onde um dia eu parti.


Por dois anos eu corri, tentando escapar,
mas voltei para o passado que eu tanto quis deixar.


Voltei pras lembranças que eu quis apagar,
pras dores da infância que eu não quis carregar,
pros abusos que eu nunca deveria enfrentar,
pra tudo que eu passei tentando esquecer e superar.


Voltei pra depressão que um dia me afundou,
pras noites em que ninguém viu quando meu coração gritou.
Pros momentos em que eu sofri calada,
mesmo cercada de gente, me sentindo abandonada.


Voltei pros monstros que me faziam tremer,
pros medos que cresceram sem me deixar viver.
Pros julgamentos de quem deveria me acolher,
pro ódio de quem deveria me proteger.


Voltei pra um lugar onde minha dor era frescura,
onde meu sofrimento virava drama e minha tristeza, loucura.
Onde aquilo que me feria era tratado como exagero,
e eu aprendi, pouco a pouco, a esconder o que eu sentia por inteiro.


Voltei pra um lugar onde eu não me sentia importante,
onde estar cercada nunca impediu que eu me sentisse distante.
Onde eu gritava por dentro sem ninguém perceber,
onde eu aprendi a sorrir quando tudo que queria era desaparecer.


Voltei pro meu desespero mais profundo,
pro lugar onde eu já não reconhecia meu próprio mundo.
Pro lugar de onde Ele um dia me tirou,
e que, mesmo sabendo de tudo, eu mesma escolhi voltar.


Eu queria enfrentar, queria finalmente vencer,
queria olhar pros meus monstros sem voltar a tremer.
Mas esqueci que eles ainda sabiam me encontrar,
conheciam minhas feridas e sabiam onde tocar.


Eu esqueci que monstros também sabem esperar,
que conhecem nossos medos e sabem como nos quebrar.
E agora eu lembro, com o coração cansado de lutar:
algumas batalhas não exigem coragem para voltar.


Talvez eu tenha confundido enfrentar com permanecer,
como se voltar para a dor fosse a única forma de vencer.
Mas hoje, entre lágrimas que eu não consigo esconder,
uma coisa eu consigo finalmente dizer:


Eu não deveria ter voltado...

Saí de casa sem destino,
sem saber onde chegar,
não porque houvesse um caminho,
mas porque eu precisava andar.

Sentei num bar, pedi um drink,
vi a noite acontecer,
e entre risos e conversas
não encontrei o que queria ver.

Não era falta de gente,
nem silêncio ao redor;
era a falta daquele encontro
que faz a noite ter sabor.

Há dias em que a vida passa
sem sequer nos tocar,
como uma rua conhecida
que já cansamos de atravessar.

E então a gente sai sozinho,
só para poder dizer:
“Hoje eu não fiquei fechado,
hoje eu tentei viver.”

Mas que estranho é estar no mundo
e não sentir o mundo entrar;
ter pessoas ao nosso lado
e ninguém nos despertar.

Talvez a vida seja mesmo
esse eterno procurar:
não necessariamente alguém,
mas um motivo para ficar.

Um olhar que nos surpreenda,
uma conversa sem final,
uma presença inesperada
que transforme o habitual.

Porque o que cansa não é a noite,
nem a solidão de um lugar;
é quando todos os caminhos
parecem sempre terminar no mesmo lugar.

Então volto para casa,
deixo o copo e deixo o bar,
guardo a noite na memória
e me preparo para sonhar.

Amanhã começa tudo de novo,
com seus horários e seus ais;
mas talvez, entre o mesmo de sempre,
a vida ainda guarde algo mais.

E se hoje nada aconteceu,
não significa que acabou.
Há noites que apenas passam…
e há noites em que alguma coisa começa sem que a gente saiba onde começou.

Sandro Paschoal Nogueira

Teus olhos


Olhei para um cristal muito raro e através de seus reflexos eu vi uma casa bem construída num lugar muito bonito arborizado e seguro,


Vi também, o tempo passar com pétalas de felicidades,


Através desse raro cristal, pude sentir as vibrações mais puras vindas do universo, vi como serão os dias e as noites, entendi o poder do calor e abracei as cobertas de lã no frio,


No reflexo dos teus olhos, consigo ver uma ponte entre os nossos mundos e nela eu estou caminhando firmemente até você.

Tudo neste mundo nos foi emprestado, a família que temos as roupas, a casa, o carro e até o corpo, em breve partiremos e tudo, digo tudo ficará por aqui para outros usarem.

Céu e inferno é um contraste impressionante, mas, ambos não foram preparados para o homem. A casa do homem era o Jardim. Mas, você quer morar onde?

"Cada pecado é como um rato em nossa casa, ele começa roendo e se reproduzindo, até se infestar e tomar conta de tudo. Com o passar do tempo, a casa está toda imunda".

Minha casa é o planeta; meu teto é o céu; minha família é a família humana.

Cada vez que eu vejo o planeta inteiro como minha casa, minha "casa" se torna pequena.

Sua casa é grande,
é o planeta todo.
Sua família é enorme,
é a humanidade inteira.

O planeta é minha casa, porque é nele que eu vivo, respiro e vivo tudo o que a vida oferece. Ele me abriga, me sustenta e tudo ao meu redor faz parte da minha vida.


Meu teto é o céu, porque ele está acima de mim e me mostra que faço parte de algo maior. O céu é o limite do que vejo, mas também mostra tudo o que ainda posso alcançar.


Minha família é toda a humanidade, porque todos nós estamos ligados. Não é só sobre parentes, mas sobre respeitar, ajudar e cuidar uns dos outros. Cada pessoa importa, e todos nós temos que cuidar uns dos outros e do mundo em que vivemos.

Eu não estou preso em casa e nem livre na rua; eu estou em mim mesmo.

Lave sempre a louça da sua casa para nunca passar fome. Coloque diariamente o lixo fora e estude no mínimo uma hora por dia e trabalhe com amor e dedicação que o sucesso virá naturalmente.

A amizade verdadeira não é aquela que vive sempre na sua casa ou que se compra com algo de valor, mas é aquela que se cativa no olhar e mora dentro do seu coração.

Na escola eu estudo
E muitas amizades eu já fiz
No recreio eu merendo
E pra casa vou feliz

⁠A rosa que ela plantou 🌹


O sorriso dela era casa,
luz de tarde, abraço bom.
E quando a rosa nasceu,
foi como ouvir sua voz dizendo:
‘Eu continuo aqui, meu bem…
em cada flor que o amor tocou.’
Uma Flor no meio do Obstáculos

que percebe quando a planta está murchando por falta de sol ou por excesso de tempestade em casa.
​Aqui está uma proposta de texto, escrita com a delicadeza e a força que o seu olhar de educadora exige:
​O Olhar que Cura: A Pedagogia da Escuta e do Amparo
​A Educação Infantil é, acima de tudo, o solo onde a confiança começa a brotar. Para muitos pequenos, a creche não é apenas um prédio; é o primeiro território de paz. Como pedagogos, nosso olhar precisa atravessar a superfície. É um olhar que vem de dentro, pois entendemos que a criança não chega inteira à escola; muitas vezes, ela chega fragmentada, como um mosaico cujas peças foram espalhadas pelo vento.
​Antes de qualquer avaliação pedagógica ou julgamento sobre o comportamento, o educador deve se debruçar sobre o "currículo da vida" daquela criança: a sua história, o silêncio da sua casa, a bagagem invisível que ela carrega na mochila.
​O Jardim do Silêncio e o Espinho (Metáfora)
​Imaginem dois pequenos botões de flor que chegaram ao nosso jardim: Anita e João.
​Anita trazia um silêncio que pesava mais que o mundo. Suas pétalas estavam fechadas, e seus olhos eram como poços de água parada, escondendo uma tempestade de dor. João, por sua vez, apresentava espinhos para todos os lados; sua agressividade era o seu único escudo contra um mundo que o feria. No corpo de João, as marcas de "brasas externas" revelavam o calor insuportável de um ambiente que deveria ser sombra, mas era incêndio.
​Em uma manhã cinzenta, o silêncio de Anita transbordou em lágrimas. A pequena flor estava despida de sua proteção mais básica, ferida em sua essência mais sagrada por quem deveria podar os perigos, mas acabou sendo a própria geada. O vento que soprava em sua casa era tóxico; sua raiz principal, a mãe, estava perdida em névoas densas, vendendo o próprio perfume para alimentar sombras.
​O Olhar do Jardineiro (O Pedagogo)
​Foi o olhar atento que percebeu que aquelas flores não estavam apenas "difíceis", elas estavam pedindo socorro. O educador não se limitou a observar a superfície da folha; ele sentiu o tremor da raiz. Através da escuta sensível, as palavras que Anita não conseguia dizer foram ouvidas pelo coração da escola.
​Acionamos a rede de proteção — o sol que dissipa a fumaça. O perigo foi afastado, e o solo foi trocado. Hoje, eles crescem em um jardim cuidado pelos avós, onde há terra firme para pisar.
​Conclusão: O Papel do Educador
​Essa história nos ensina que o papel do educador na Educação Infantil vai muito além do "ensinar". Somos sentinelas da infância. Uma criança agressiva ou uma criança em silêncio absoluto está gritando uma história que ainda não sabe contar com palavras.
​O trauma deixa marcas, como cicatrizes em um tronco de árvore, mas o cuidado pedagógico, o trabalho em rede e a proteção constante podem mudar o destino do crescimento. Ensinar é importante, mas enxergar a bagagem que a criança traz é o que realmente salva vidas. A creche não é depósito. É base. E uma base sólida se constrói com olhos abertos, braços prontos para o colo e uma coragem implacável para proteger quem ainda não consegue se defender.
​Nota: Todos os nomes e contextos foram alterados para preservar a dignidade e a identidade das crianças envolvidas, reafirmando o compromisso ético com a proteção integral da infância.

Sempre estamos buscando sermos felizes : ter carro do ano, casa nova, mobílias, jóias, viagens, vestidos e sapatos caros, mas tudo é ilusão. Para sermos felizes precisamos de tão pouco,nem ter sorte, e sim opção de ser feliz. Para sermos felizes precisamos de valorizar e respeitar as pessoas que estão ao nosso redor , compartilhar o bem com elas, e a gratidão nos enche de esperanças fazendo nosso dia a dia melhor. Natalirdes Botelho

Observe como está sua casa, suas coisas, seu jardim, está tudo bem arrumado ou tudo desarrumado, sujo largado?
Assim como sua casa, suas coisas, estará sua vida!!!
"NOS TRATAMOS ASSIM COM TRATAMOS NOSSAS COISAS"

A vida te solicita deveres de casa,
Se não fez,
Ela te obriga a lições do mundo.