Sair da Casa da Mae

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*EU ME QUERO DE VOLTA*


Saí de casa sem saber para onde ia. Não era exatamente uma viagem. Viagem pressupõe algum compromisso com a chegada. Eu só queria andar.


Peguei a moto cedo, antes que a cidade começasse a cobrar de mim as coisas que eu já não sabia se queria pagar. Uma mochila pequena, pouca roupa, documentos, algum dinheiro e aquela sensação conhecida de que talvez, se eu ficasse longe o bastante, certas coisas dentro da cabeça perdessem o endereço.


A estrada de serra estava quase vazia.


Subi sem pressa. Curva depois de curva. Pinheiros, barrancos, casas isoladas, pequenas vendas onde ainda se podia tomar café sem alguém perguntar se você queria açúcar. Em alguns lugares, o mundo parecia ter esquecido de atualizar a paisagem.


Eu gostava disso.


Talvez porque passei boa parte da vida fazendo exatamente o contrário.


Atualizando.


Mudando de emprego. De cidade. De mulher. De opinião. De planos. Trocando certezas velhas por certezas novas, como quem troca uma camisa suja e acredita que ficou limpo.


Quando somos jovens, ninguém nos explica direito o tamanho da brincadeira.


Dizem para estudar.


Trabalhar.


Construir.


Casar, talvez.


Ter filhos.


Comprar uma casa.


Ser alguém.


A gente acredita.


Depois descobre que existe uma diferença enorme entre cumprir o figurino e caber dentro dele.


Eu cumpri algumas partes.


Outras fiz pela metade.


E algumas fiz tão bem que quase consegui destruir a pessoa que deveria ter sido.


Foi só muito depois que percebi isso.


Na juventude, eu achava que as decepções eram acidentes de percurso. Uma mulher que não ficou. Um amigo que virou estranho. Um projeto que morreu antes de nascer. Uma porta que não abriu. Um sonho que parecia grande demais para o quarto onde eu dormia.


A gente sofre.


Depois chama aquilo de experiência.


É uma maneira elegante de não admitir que não entendeu nada.


Continuei subindo.


Em determinado ponto, parei a moto num acostamento. Havia uma venda pequena, dessas que parecem ter sobrevivido por teimosia. Pedi café. O homem atrás do balcão devia ter mais ou menos a minha idade. Talvez um pouco mais.


Ele não tinha pressa.


Fiquei olhando enquanto ele limpava o balcão com um pano que provavelmente já tinha visto dias melhores.


Pensei em quantas pessoas eu havia observado durante a vida.


Homens cansados.


Mulheres que desistiram de certas coisas sem anunciar.


Gente que bebia todos os dias.


Gente que trabalhava todos os dias.


Gente que dizia estar feliz com a convicção de quem precisava convencer a si mesmo.


Eu costumava olhar para essas pessoas de fora.


Agora começo a reconhecê-las por dentro.


Essa talvez seja uma das partes menos agradáveis de envelhecer.


Você começa a encontrar nos outros os mesmos defeitos que passou anos condenando.


O homem que você julgava acomodado.


Você.


A mulher que você achava que tinha desistido.


Você.


O sujeito que dizia não esperar mais nada da vida.


Você.


É uma espécie de justiça tardia.


A vida não manda boleto.


Manda espelho.


Voltei para a estrada.


Desci a serra em direção ao litoral. O ar mudou primeiro. Depois a paisagem. A estrada se abriu e o mar apareceu entre uma curva e outra.


Parei.


Fiquei olhando.


Não senti nenhuma revelação.


Ainda bem.


Tenho desconfiança de revelações.


Quase sempre elas duram até o próximo problema.


O que senti foi uma coisa mais simples.


Cansaço.


Um cansaço antigo.


Não do corpo. O corpo estava funcionando.


Era outro.


O cansaço de carregar perguntas que aprenderam a se reproduzir.


Quando somos jovens, procuramos respostas.


Depois de algum tempo, percebemos que algumas respostas apenas criam perguntas melhores.


E algumas perguntas não querem resposta.


Querem companhia.


Segui pela estrada litorânea.


Pequenos lugarejos apareciam e desapareciam. Uma igreja. Uma praça. Dois cachorros dormindo na sombra. Um bar aberto numa quarta-feira à tarde. Um velho sentado numa cadeira de plástico olhando para lugar nenhum.


Talvez ele soubesse alguma coisa.


Talvez não.


Essa é outra mentira da idade.


A gente imagina que quem chegou mais longe sabe mais.


Nem sempre.


Às vezes só chegou mais longe.


Foi então que lembrei de algumas coisas que eu tinha deixado para trás.


Não pessoas exatamente.


Momentos.


A adolescência.


Aquele período estranho em que a vida ainda não tinha apresentado a conta.


Eu sinto falta de coisas que, na época, pareciam insignificantes.


Uma rua.


Um quarto.


Uma conversa idiota.


Uma música tocando num rádio ruim.


Uma tarde sem obrigação.


A sensação de que ainda havia muito tempo.


É curioso.


Quando temos tempo, queremos futuro.


Quando o futuro já está parcialmente ocupado pelo passado, começamos a querer de volta algumas tardes.


Não quero voltar a ser adolescente.


Isso seria uma estupidez.


Quero apenas recuperar alguma coisa daquele sujeito que acreditava que a vida podia ser diferente.


Não necessariamente melhor.


Diferente.


Talvez seja isso que eu tenha perdido.


Não a juventude.


A capacidade de acreditar antes de exigir garantias.


Passei anos tentando viver de acordo com aquilo que parecia correto.


E algumas coisas corretas fizeram estragos.


Essa talvez seja uma das coisas que ainda não compreendi.


Como alguém pode fazer tudo conforme o figurino e, mesmo assim, terminar diante de uma vida que não reconhece?


Você trabalha.


Paga contas.


Cumpre compromissos.


Evita escândalos.


Engole algumas vontades.


Adia outras.


Diz “depois”.


Diz “agora não”.


Diz “é o melhor”.


E, quando percebe, existe uma distância entre aquilo que você construiu e aquilo que você era.


Não houve uma explosão.


Não houve música triste.


Ninguém percebeu.


Foi acontecendo.


Depois que sangra, seca.


O problema é que a pele fica diferente.


Talvez algumas coisas tenham morrido em mim em dias que eu achei que tinha apenas perdido.


Uma relação.


Uma amizade.


Uma possibilidade.


Uma versão de mim.


Aquilo não me matou.


Mas algo naquele dia morreu em mim.


Demorei para entender.


Ou talvez ainda não tenha entendido.


A diferença entre amadurecer e se acostumar é uma das perguntas que continuam me perseguindo.


Porque existe gente madura.


E existe gente apenas cansada.


Existe gente tranquila.


E existe gente que desistiu de discutir com a própria vida.


Existe gente que aprendeu a viver.


E existe gente que aprendeu a não reclamar.


Às vezes eu não sei em qual grupo estou.


Talvez nos dois.


Continuei rodando.


O vento batia no capacete e levava embora qualquer possibilidade de pensamento organizado.


Foi bom.


Minha cabeça sempre foi um lugar pouco recomendável.


Sou de carne, osso e uma confusão de pensamentos.


Nunca fui exatamente uma pessoa simples.


Durante muito tempo achei que isso fosse um defeito.


Hoje já não sei.


Talvez a simplicidade seja apenas uma forma eficiente de esconder aquilo que não conseguimos compreender.


Eu sempre vou ser uma confusão.


Não digo isso com orgulho.


Também não digo com vergonha.


É apenas um diagnóstico sem médico.


No fim da tarde, parei perto de uma praia pequena.


Não havia quase ninguém.


Tirei o capacete e sentei num banco.


O mar fazia aquele trabalho antigo de ir e voltar sem precisar justificar nada.


Pensei que talvez eu tivesse passado tempo demais tentando resolver a minha vida.


Talvez a amnésia resolvesse o problema.


Esquecer algumas coisas.


Esquecer algumas pessoas.


Esquecer certas versões de mim.


Mas logo percebi que seria inútil.


Porque não é o passado que continua nos perseguindo.


Somos nós que continuamos voltando até ele.


Voltei para a moto.


Ainda não sabia para onde iria dormir.


Também não sabia o que faria no dia seguinte.


Pela primeira vez em muito tempo, isso não pareceu uma ameaça.


Talvez porque eu tenha finalmente entendido que planejar tudo não me protegeu de nada.


Tudo correu como eu não planejei.


E, apesar disso, cheguei até aqui.


Não é uma vitória.


Também não é uma derrota.


É apenas o lugar onde estou.


A estrada continuava pela costa.


Eu podia seguir.


Podia parar.


Podia voltar.


Não havia placa dizendo qual das três opções seria a mais correta.


Ainda bem.


Passei anos demais obedecendo placas.


Naquela noite, enquanto o céu escurecia sobre o mar, pensei numa frase que não parecia minha, embora viesse de dentro:


eu me quero de volta.


Não o homem que fui.


Isso seria impossível.


Quero de volta alguma coisa que existia antes de eu começar a negociar comigo mesmo.


Antes de transformar desejo em obrigação.


Antes de confundir responsabilidade com abandono.


Antes de aprender a dizer “é assim mesmo”.


Talvez viver seja justamente isso.


Perder algumas versões de si.


Encontrar outras.


E, de vez em quando, reconhecer uma antiga no acostamento.


Parar.


Olhar.


Não tentar trazê-la de volta.


Apenas agradecer.


Depois subir na moto e continuar.


Porque existir é pouco.


É preciso viver.


Mesmo sem saber exatamente como.


Mesmo carregando perguntas.


Mesmo fazendo errado.


Mesmo descobrindo tarde demais que algumas respostas não estavam na estrada, na cidade, nas pessoas ou nos lugares para onde fugimos.


Estavam naquilo que a gente evitou olhar enquanto ainda tinha tempo.


O motor pegou na primeira tentativa.


Pus o capacete.


Acelerei.


Vamos, vida.


Me surpreenda.


Dessa vez eu não vou exigir que você faça sentido.

Passado...Futuro...Presente...


O passado é uma casa onde já moramos,
e que podemos visitar vez ou outra,
sem nos demorarmos nela.
O presente é a casa onde vivemos
e que precisamos cuidar com atenção.
O futuro é uma casa em construção,
da qual ainda não sabemos
se chegaremos a abrir a porta.


O passado é uma casa velha que ainda cheira a nós,
paredes impregnadas de ecos,
móveis que guardam nossos silêncios.
Visitamos, às vezes, só para lembrar
que já fomos outros
e que não podemos morar ali de novo.
O presente é a única casa habitável:
tem luz acesa, chão gasto,
plantas que precisam de água
e um telhado que pede reparos —
é viva, é urgente, é agora.
O futuro é um terreno em obras, poeira suspensa,
barulho de martelos, vento atravessando vãos.
Não sabemos se veremos essa casa pronta,
nem se haverá chave para nós,
mas seguimos sonhando a planta dela.


O passado é uma casa onde deixamos
versões antigas de nós;
às vezes voltamos, devagar,
como quem acaricia um álbum amarelado,
mas sabemos que não há cama pronta
nem lugar para ficar.
O presente é a casa que respira conosco,
com suas frestas, suas manhãs,
seus pequenos cuidados cotidianos
que sustentam o que somos.
O futuro é uma casa azul desenhada no horizonte,
em obras, em névoa, em promessa,
e caminhamos rumo a ela
sem saber se um dia
ela nos reconhecerá na porta.


✍©️@MiriamDaCosta

Na escola eu era um erro, em casa eu sou um erro, amando eu quase sempre fui um erro.
Talvez eu seja mesmo um erro.
- Marcela Lobato

Se der uma fagulha, um tolo tanto queima sua casa quanto as dos outros.
Não tô falando sobre a casa!

O amor me encontrou na arquitetura,
Não era em casa, nem em estrutura.

Era no traço, no vão, no desenho,
No teu olhar que virou meu acenho.

Estendeste pra mim um tapete vermelho,
Não de luxo, mas de espelho,
Onde cada passo era um reencontro,
Dois destinos num mesmo ponto.

E nos encontros que a vida traça,
Vi que amar também é praça,
É projeto, é planta, é alicerce,
É o que fica, é o que permanece.

Sinto saudade de um passado que já não consigo lembrar direito; é como sentir falta de uma casa que talvez nem exista mais, mas cuja ausência ainda mora em mim. Não lembro dos detalhes, das vozes ou dos dias que ficaram para trás, mas existe uma parte de mim que, mesmo sem saber exatamente para onde, ainda deseja voltar.

MULHERES! (Que vivem sozinhas)


Dicas para quando receberem algum prestador de serviços em casa sozinha:


* Receba-o descascando uma laranja 🍊 ou batatas 🥔🥔🥔com uma faca 🔪 visivelmente grande e bem afiada...


** Uma chaleira ou caneco com água fervendo no fogo 🔥 para preparar um café ☕...


*** Uma frigideira 🍳 com óleo bem quente no fogão 🔥 para fritar bolinhos de chuva para comer com o café ☕ ...


**** Tirar a chave 🔑 da porta🚪 para impedir que seja trancada.


***** Desligarem das tomadas TVs 📺, rádios 📻 e qualquer aparelho que possam confundir o som.


****** Nunca trancar o portão! Deixá-lo semi aberto... encostado.


******* Ficar com o celular pronto para uma chamada de emergência 190 ( polícia militar).


******** Avisar alguém( parente/amigo/vizinho) com antecedência o dia e horário da chegada do prestador de serviços.


********** Deixar vários frascos sprays ( desodorante/laquê ou pimenta) espalhados pelos cômodos da casa.


*********** Deixar janelas e portas abertas, caso necessite gritar e pedir ajuda , fica mais fácil de alguém escutar.


✍©️@MiriamDaCosta

Minha mulher de uns tempos pra ca tem falado aqui em casa o idioma Mandarim
que em português acho que significa;
"Mandarimim"

Todos temos momentos ruins na vida: uma desilusão amorosa, problemas em casa, no trabalho, algo indesejado... Isso tudo nos desanima e não sentimos mais vontade de viver, queremos fechar os olhos e não acordar mais. Queremos nos isolar de tudo e lamentar sobre nosso nascimento. Mas, não temos que ser fracos e se entregar a tristeza. Temos que alcançar nossos métodos e objetivos, mesmo se eles não derem certo pelo menos você dirá com muito orgulho e prazer: "eu tentei, estive lá e presenciei o melhor e o pior do que aconteceu e o que poderia ter acontecido".

*VOCÊ NÃO É A CASA*


Naquela noite o bar estava quase vazio. Duas mesas ocupadas, um sujeito dormindo sobre o próprio copo e eu, no balcão, fingindo que ainda havia alguma coisa para esperar. O dono tinha colocado uma moeda no jukebox e a música saía baixa, um pouco torta, como se até ela soubesse que não valia a pena se esforçar demais.


Eu estava olhando para a garrafa quando vi a fotografia.


Uma mulher de vestido branco, descalça, subindo uma escadaria destruída.


Fiquei algum tempo olhando aquilo.


Não sei por quê.


Talvez porque havia alguma coisa familiar naquela escada.


Os tijolos estavam expostos. O reboco tinha caído em pedaços. Havia entulho nos degraus. A casa parecia ter sido abandonada depois de uma briga longa demais. Daquelas em que ninguém lembra mais quem começou e todos saem perdendo.


Ela subia.


De costas.


Não dava para saber quem era. Nem precisava.


O que importava era que ainda estava subindo.


Pedi outra dose.


O homem do meu lado olhou para a fotografia e disse:


— Lugar perigoso.


Eu disse que sim.


Mas não era a escada que me preocupava.


Era reconhecer a casa.


A gente passa uma parte da vida construindo paredes. Trabalho. Família. Amigos. Algumas mulheres. Hábitos. Pequenas certezas. Vai colocando coisa dentro e chamando aquilo de vida.


Depois começam as rachaduras.


Primeiro ninguém percebe.


Uma porta que já não fecha direito. Um joelho que reclama. Um nome que você esquece. Uma pessoa que antes ligava e agora não liga mais. Um amigo que morreu e deixou uma cadeira vazia que ninguém tem coragem de ocupar.


Depois vem o resto.


A casa começa a perder pedaços.


Aos sessenta e poucos anos, eu já não tenho a mesma disposição para fingir que não vejo.


O corpo diminui um pouco.


A paciência também.


A gente começa a carregar menos coisas porque percebe que carregar tudo nunca foi sinal de força. Às vezes era só medo de deixar alguma coisa para trás.


Olhei novamente para a mulher.


O vestido branco destoava daquela destruição toda.


Aquilo me incomodou.


Talvez porque eu tivesse passado tempo demais acreditando que era preciso estar inteiro para continuar.


Não é.


Você pode estar cansado e continuar.


Pode ter perdido gente e continuar.


Pode olhar para trás e descobrir que boa parte daquilo que chamava de futuro já virou entulho.


E continuar.


A escada estava quebrada, mas ainda era uma escada.


Isso bastava.


A mulher levantava um pouco o vestido para não tropeçar. Não havia heroísmo naquilo. Nenhuma grande lição. Ela simplesmente precisava subir.


Foi quando entendi uma coisa que demorei décadas para entender.


Eu não sou a casa.


Passei muito tempo confundindo as duas coisas.


Achei que cada perda arrancava um pedaço de mim. Que cada fracasso derrubava uma parede. Que cada despedida me deixava mais perto do fim.


Talvez não.


Talvez algumas coisas apenas precisem cair.


Há construções que só continuam de pé porque ninguém teve coragem de abandoná-las.


A música terminou.


O dono do bar não colocou outra.


Ficamos alguns segundos ouvindo o silêncio das garrafas, dos copos, da rua quase vazia.


Paguei a conta e saí.


Na calçada, o ar estava frio.


Não me senti renovado. Não houve epifania. Minha vida continuava com os mesmos problemas e algumas contas novas.


Mas, naquela noite, eu tinha uma pequena diferença.


Eu sabia que a ruína não era necessariamente o fim.


Às vezes era só o lugar onde a gente finalmente percebe que não precisa morar para sempre.


E então sobe.


Mesmo descalço.


Mesmo tarde.


Mesmo sem saber exatamente o que existe no andar de cima.


Sobe porque ficar parado dentro dos próprios escombros também é uma escolha.


E eu já tinha passado tempo demais escolhendo errado.

Jardim de Luz...


Meu jardim, apaixonado jardim
Chegou em minha casa
Vindo de trem de algum lugar
De um rincão ou de uma ribeira sem fim


Dele, brotavam versos
Construindo silenciosas poesias
Como embarcá-lo de volta
Se nem sei onde nasceu e floresceu


Sem cor, sem flor, sábio das coisas do amor
Se admirava com si e as estrelas
Que flutuavam no negro que foi azul


Quantas vozes ouviu em cada morada
Quantas vezes se apaixonou
Se deleitando no arrepio do vento vindo do sul
Nada era longe, nem roça nem céu


Não conhecia geleiras ou fogueiras
Não temia o que sabia e nem o que desconhecia
Era jardim de alma alva
Dessas que floresce luz em sua raiz

*Há o tempo de Deus* ⏰🙏🏻
Davi era o único que não estava em casa quando a bênção dele chegou. 🏡❌
No entanto, No campo trabalhando. 🌾💪
Alguém ficou com a bênção dele? Alguém recebeu a unção dele? Não!! 🚫
A bênção foi até ele. 🙌✨
Então, o quê é nosso. Deus manda no momento certo e no lugar certo. ⏳📍
Fica em Paz. 🕊️❤️
O que é Seu ninguém tira. 🔒🙅🏻‍♂️
Deus está no Controle 🙌👑
Sempre ♾️✨


Ricardo Neves Reflexões ✍🏻🌹

Se alguém me oferecer um milhão de dólares para cada culto dominical que eu perder na Casa do Senhor, eu aconselharia o meu investidor a dar tudo para os pobres, porque Deus é a minha riqueza.

O povo deveria buscar, na Casa do Senhor, quando está com os sintomas gravíssimos da contaminação dos pecados, a cura, a saúde e a liberdade para viver dias felizes e abençoados.

Saiu de casa preocupado e voltou para casa, volte com alegria, pois a recompensa de tudo que foi feito hoje vem amanhã.

Uma defesa jurídica deficiente é como uma casa sem alicerce, à mercê das intempéries.

Todo casal tem uma casa e toda casa tem obrigações; onde tem obrigações os cônjuges devem se apoiar nas tarefas domésticas.

Muitos sonham com a casa própria; mas, poucos sabem
que podem ter sua mansão nos Céus.

Galo que não canta em casa, canta em outra de madrugada.

Pastores honestos não cobram das ovelhas qualquer propina pelas bênçãos alcançadas na casa de Deus.