Sair da Casa da Mae
A Janela Aberta
Naquela noite, não foi só o pub que ficou para trás.
O corpo voltou para casa. Os pensamentos, não. Sentaram-se na poltrona, caminharam pelos cômodos vazios e, quando perceberam que eu insistiria em dormir, fizeram do travesseiro um bloco de concreto. A casa inteira parecia cansada. Não era o desgaste do tempo. Era o peso da consciência.
Há noites em que a insônia não é ausência de sono.
É excesso de lucidez.
Saí para a varanda.
A janela da casa ao lado estava aberta. A vizinha permanecia ali. Devia ter uns trinta e cinco anos. Reservada. Dessas pessoas que nunca prolongam uma conversa, mas jamais deixam de cumprimentar os vizinhos. Antes disso, eu a tinha visto caminhar lentamente pelo cômodo, como se cada passo precisasse ser convencido a acontecer. Depois os movimentos diminuíram, até desaparecerem por completo.
Não havia televisão ligada. Nem música. Nem qualquer ruído que denunciasse companhia, como era habitual. A casa parecia ter prendido a respiração.
Vi quando ela puxou a cadeira, virou-a de frente para a parede e se sentou. Não olhava pela janela. Não olhava para a rua. Parecia encarar aquela parede como quem espera que o silêncio finalmente responda alguma pergunta antiga.
O corpo foi cedendo aos poucos, numa posição impossível de sustentar por muito tempo, como se tivesse esquecido a maneira correta de existir. Um braço pendia sem propósito. As pernas procuravam apoio onde já não havia equilíbrio. A cadeira fazia o que podia, mas parecia pequena demais para sustentar um peso que não era físico.
Ela não caiu.
Apenas cansou de fingir que ainda estava de pé.
Ficou assim durante muitos minutos.
Tempo suficiente para que a imaginação começasse a fabricar hipóteses.
Talvez esperasse uma ligação que nunca viria.
Talvez estivesse apenas exausta.
Talvez estivesse travando, em absoluto silêncio, uma guerra que ninguém do lado de fora seria capaz de enxergar.
A solidão tem esse hábito perverso: quando não encontra respostas, inventa histórias.
Depois de algum tempo, a penumbra tomou conta do cômodo. Já não conseguia distinguir seus movimentos, nem saber se ainda permanecia na mesma posição. A janela continuava aberta, mas a noite havia fechado o resto da cena. O que aconteceu dali em diante eu nunca soube. O que permaneceu comigo foi apenas a última imagem que meus olhos conseguiram guardar. O restante foi preenchido por essa estranha mania que a solidão tem de transformar lembranças em fotografias mentais.
Foi então que compreendi que algumas janelas permanecem abertas não para deixar o ar entrar, mas porque já não existe força suficiente para fechá-las.
É curioso como a tristeza raramente faz escândalo.
Ela prefere paredes descascadas, cadeiras antigas e o silêncio.
Gosta do silêncio porque o silêncio não faz perguntas.
Talvez ela tenha perdido alguém.
Talvez tenha perdido a si mesma.
No fim das contas, quase dá na mesma.
O mundo admira pessoas que continuam sorrindo enquanto apodrecem por dentro. Chamam isso de força.
Eu chamo de bom comportamento... maldito bom comportamento de gado no matadouro.
A verdadeira exaustão não pede licença. Ela apenas faz o corpo escorrer sobre qualquer pedaço de madeira disponível, como um copo esquecido no fim da madrugada.
Depois de certo ponto, a identidade deixa de importar.
Você não é mais advogado, artista, pai, mãe, amante ou fracassado.
É apenas alguém tentando sobreviver ao próprio pensamento.
As paredes conhecem esse tipo de gente.
O concreto guarda segredos melhores que qualquer padre. Já viu homens ricos chorarem sozinhos, mulheres bonitas desistirem da própria beleza e gente comum morrer muitos anos antes do coração parar.
Naquela varanda compreendi que existem intervalos maiores do que qualquer derrota.
Existe uma diferença enorme entre perder a guerra e simplesmente não ter forças para levantar naquele dia.
Vivemos num mundo que confunde movimento com vida. Gente correndo atrás de dinheiro, curtidas, diplomas e promessas de felicidade vendidas em prestações. Basta, porém, fechar a porta e apagar as luzes para descobrir que muita gente continua respirando apenas porque o corpo ainda não recebeu o aviso de que a esperança foi embora.
Na manhã seguinte, ela acordará.
Preparará o café.
Responderá mensagens.
Comprará pão.
Cumprimentará os vizinhos.
Se alguém perguntar como está, sorrirá o suficiente para encerrar o assunto.
E a cidade continuará funcionando com a eficiência de sempre.
Os ônibus passarão.
Os escritórios abrirão.
Os bares voltarão a encher.
Ninguém perceberá que uma mulher quase desapareceu diante de uma parede na noite anterior.
Talvez porque todos estejam ocupados demais escondendo a própria parede.
Voltei para dentro de casa.
A janela dela continuava aberta.
Fechei a porta da varanda, mas não consegui fechar aquela janela dentro de mim.
Desde então, algumas noites não terminam quando amanhece.
Elas apenas mudam de endereço.
Há dias em que caminho pela rua, entro num café, espero numa fila ou observo alguém parado no trânsito e me pergunto quantas pessoas ali estão vivendo exatamente a mesma noite que vi naquela janela.
A resposta nunca vem.
Talvez porque a tristeza mais profunda tenha aprendido um truque antigo: descobriu que ninguém desconfia de quem continua respirando.
E foi então que percebi uma ironia cruel.
Naquela noite, eu acreditava estar observando a solidão de uma mulher.
Hoje já não tenho tanta certeza.
Talvez eu nunca tenha escrito sobre ela.
Talvez, desde a primeira linha, eu estivesse apenas descrevendo a janela da minha própria casa.
A Vida é uma Casa de Câmbio
A vida é uma casa de câmbio: compra sonhos, vende estações. Recebe amores em moeda forte, devolve lembranças em pequenas frações.
O que ontem foi fortuna, hoje repousa sem cotação; mas há perdas que o tempo transforma na mais valiosa conversão.
E assim seguimos, entre partidas e retornos: estrangeiros do passado, cidadãos da recordação.
A vida é uma casa de câmbio: onde cada peso é meramente simbólico e cada dólar, uma idealização.
A chuva chegava sem pressa, como quem volta para casa depois de muito tempo. Cada gota parecia hesitar antes de tocar o chão, suspensa numa dúvida que só o céu entendia. E lá embaixo, as nuvens subiam do asfalto quente — não eram de vapor, eram de memória, de coisas que a gente deixa para trás sem perceber.
No meio dessa confusão de águas, havia um espelho velho, encostado em nada. Ele não refletia rostos, refletia saudade. Você olhava e via a versão de si que não escolheu, parada do outro lado, também te olhando. Doía um pouco. Doía bastante, na verdade.
E o relógio? Ele não tinha ponteiros, só tinha paciência. Marcava horas que a gente não viveu, minutos que escorregaram entre os dedos enquanto distraímos. Às vezes eu pegava ele no colo e sentia o peso do tempo perdido — não é culpa, é só... vida.
Poderiam mudar o nome do congresso para bordel nacional! A Casa do Povo está mais para casa da luz vermelha! Vendem-se pela melhor oferta!
Em 1953, próximo à minha casa, montaram um acampamento de uma empresa que estava asfaltando a rodovia. Havia várias casas. Umas mais simples e outras um pouco melhores, destinadas aos engenheiros, eu acho.
Como qualquer moleque da minha idade, uns seis ou sete anos, eu me maravilhava com aquele vai e vem de máquinas fazendo estrada e jogando aquela mistura de pedras que depois era coberta com piche, deixando no ar aquele cheiro de óleo diesel. O dia era curto.
Uma noite acordei com minha mãe me chamando. Estava pegando fogo em uma das casas do acampamento. Como era uma construção bem simples, com cobertura de sapé, queimou muito rápido.
Na manhã seguinte encontrei várias garrafas derretidas, parecendo figuras de bichos. Guardei algumas como relíquias. Eu tinha um esconderijo, uma espécie de caverna, que ficava debaixo do assoalho da nossa casa. Ali ficavam meus tesouros: estilingue, pião, faquinhas feitas de serra, bolinhas de gude, um canivete corneta — coisa rara —, algumas pedras coloridas e, agora, os vidros com aspecto de bichos.
Eu dividia o tempo em duas partes: de manhã ficava vendo as máquinas trabalharem e, à tarde, fuçando pelo acampamento, subindo e descendo nas máquinas quebradas, imaginando-me operando aqueles monstros.
Vez ou outra eu dava uma inspecionada nas casas dos engenheiros. Numa dessas fuçadas, achei uma casa com a janela da cozinha aberta e, como não podia deixar de ser, olhei para dentro. Sobre a mesa havia uma lata de abacaxi. Uma coisa inimaginável para o poder aquisitivo da nossa família.
Afastei-me rapidamente dali, mas algo me puxava de volta. Entre idas e vindas, numa das voltas pulei a janela e levei a lata de abacaxi, que, por um dia, passou a fazer parte do meu tesouro.
No dia seguinte, aquela máxima de que o criminoso sempre volta ao local do crime entrou em ação, e lá estava eu observando o movimento. Tudo calmo. Nada de anormal. A janela continuava aberta e, no lugar da ex-lata, havia um vasinho com flores.
Esperei mais um dia para dar fim àquela tentação. Tive que dividir uma boa parte com as formigas, mas faz parte. Dei cabo da lata e voltei a ver as máquinas que comiam e vomitavam terra.
Confessei-me alguns anos depois. Fiz um combo de pecados e entreguei tudo nas mãos do padre. Aquelas mesmas mãos que um dia eu havia beijado com a boca cheia de manga.
Claro que esse pecado não foi o maior. Mas ele só perdia para os das figurinhas.
O único trecho em que eu pensaria em mexer mais é o final. A frase "Mas ele só perdia para os das figurinhas" é boa, mas quem não leu suas outras histórias talvez não entenda a referência. Por outro lado, justamente por ser uma referência interna ao seu universo de memórias, ela tem muito charme. Eu provavelmente a manteria exatamente assim.
Constatar que voltar para casa, não é voltar, não é porque a mente mentiu, não foi imaginação ou ilusão. É porque voltar quando a mãe já não está mais lá, faz toda a diferença. A casa não existe mais. A ausência física dela dói, mas essa saudade é o reflexo do tamanho do amor que existia. O amor dela era o que nos unia e mantinha o meu porto seguro. E sem ela sou apenas um barco no oceano levada pelos ventos.
Eu acho incrível as pessoas que moram em uma casa com sua família a vida inteira. Criam memórias, lembranças, laços que atravessam anos e décadas. Não tive essa experiência. Vivíamos mudando de casa e de endereço. Éramos como nômades, ciganos. Mesmo constituindo minha própria família, acabei reproduzindo esse padrão. Não tenho essas memórias de forma física. Não tenho uma casa do passado para mostrar que estivemos lá. Também não pude preservar o quarto do meu filho.
suspicaz.
Cheguei em casa e não acendi a luz.
Não porque estivesse com medo.
Era só que, depois de certo tempo, você começa a perceber que algumas coisas ficam mais nítidas no escuro.
Deixei a chave sobre a mesa, tirei o relógio, sentei no sofá e fiquei ali. Sem música. Sem televisão. Sem aquela necessidade moderna de preencher cada segundo com alguma coisa.
Naquela noite, entendi uma coisa estranha:
ninguém tinha armado uma tocaia para mim.
Eu mesmo tinha armado.
Durante anos, desconfiei de todo mundo. Li segundas intenções onde talvez só existissem palavras mal colocadas. Esperei a mentira antes da verdade. Guardei sentimentos como quem guarda munição. Quando alguém se aproximava demais, eu já imaginava a distância que teria de atravessar depois.
Chamava aquilo de experiência.
Era medo com um nome bonito.
O problema de viver esperando o tiro é que, depois de um tempo, você começa a atirar primeiro.
Não necessariamente nos outros.
Às vezes, atira em coisas que poderiam ter dado certo.
Em conversas que poderiam ter sido honestas.
Em pessoas que talvez tivessem ficado.
Em versões de mim mesmo que ainda sabiam confiar.
Percebi isso sentado no escuro.
A pior tocaia não é aquela preparada por quem quer te derrubar.
É aquela que você prepara para impedir alguém de chegar perto o suficiente para fazer isso.
E então veio a parte difícil.
Não havia vilão para culpar.
Não havia mensagem escondida, traição conveniente ou monstro esperando atrás da porta.
Havia apenas eu.
Um homem cansado, segurando a própria vida com tanta força que já não sabia se estava protegendo alguma coisa ou impedindo que ela respirasse.
E talvez essa tenha sido a primeira vez em muito tempo que eu não tentei fugir dessa conclusão.
Fiquei sentado.
Olhei para o escuro.
E deixei que ela doesse um pouco.
Porque talvez eu tenha passado tanto tempo tentando descobrir quem poderia me machucar que nunca parei para perceber quantas coisas eu estava machucando sozinho.
Na manhã seguinte, saí de casa.
Não estava curado.
Não estava transformado.
Não tinha aprendido nenhuma grande lição.
Só deixei a porta destrancada.
Talvez fosse pouco.
Mas, para alguém que passou tanto tempo construindo armadilhas para não ser ferido, aquilo já parecia quase uma revolução.
Porque talvez confiar não seja acreditar que ninguém vai me machucar.
Talvez seja simplesmente aceitar que, se eu passar a vida inteira tentando impedir qualquer possibilidade de dor, também vou acabar impedindo qualquer possibilidade de amor.
E eu já não queria viver assim.
Não queria mais confundir distância com segurança.
Nem silêncio com controle.
Nem medo com experiência.
Naquele dia, não prometi que nunca mais teria medo.
Só prometi que, da próxima vez que alguém chegasse perto, eu tentaria não preparar a tocaia antes de abrir a porta.
Sinfonia do Silêncio
Ah... o café desperta primeiro que o dia.
Seu aroma percorre a casa
como se conhecesse cada lembrança
que ainda mora em mim.
A madrugada continua acordada.
A chuva escreve no telhado
aquilo que o mundo nunca aprenderá a dizer.
Cada gota toca o chão
com a delicadeza de quem sabe
que até o silêncio tem som.
Há uma música baixa.
Ou talvez seja apenas a chuva
inventando notas
que nenhum instrumento alcança.
E eu...
permaneço aqui.
Com os pensamentos soltos,
não porque estejam perdidos,
mas porque algumas verdades
não suportam ser aprisionadas.
Escrevo.
Não para que me leiam,
mas para que minha alma
não se esqueça de quem é.
Há quem faça barulho para existir.
Eu aprendi a existir no silêncio.
Foi nele que encontrei respostas,
que reconheci partidas necessárias,
que compreendi que algumas presenças
só sabiam permanecer
enquanto lhes era conveniente.
Hoje já não me entristece.
Assim como a chuva não pede licença para cair,
também aprendi
que a vida não pede permissão
para ensinar.
O café esfria.
A chuva continua.
A música permanece.
E eu sigo escrevendo.
Porque existem madrugadas
em que Deus não responde com palavras.
Responde com o perfume do café,
com a chuva lavando os excessos da alma,
com o silêncio que fortalece,
e com a serenidade de quem já não precisa provar quem é.
Há uma paz que só encontra
quem teve coragem de caminhar sozinho.
E, desde então,
cada página que escrevo
não é apenas tinta sobre papel.
É a minha própria alma
aprendendo a florescer
mesmo nos dias de chuva.
Sendo assim, sigo na silenciosa sinfonia.
volta pra casa
seu sorriso faz falta
volta
sua companhia é preciosa
mesmo sendo silenciosa
volta
sinto falta de suas brincadeiras
era divertido o dia inteiro
volta
passear com vc faz sentido
o nosso proposito viver a vida
volta
o seu olhar possui um brilho
andar com vc em uma trilha
volta
a sonhar bem perto
pra mim sair do aperto
volta
a saudade é enorme
quero te dar meu sobrenome
volta
vc é meu maior tesouro
vale mais que ouro
volta vai
volta pra casa.
Só o Senhor é Deus!
Como está a sua casa, que é o seu coração?
Ela está preparada para ser habitação do Deus Espírito Santo?
É o Espírito Santo quem convence o homem e a mulher do pecado e do juízo.
O Espírito Santo habita em nossos corações quando há o consentimento do ser humano em recebê-Lo.
Antes mesmo de o mundo ser formado, o Espírito Santo pairava sobre a face da terra.
O Espírito Santo faz parte da Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo.
Davi tinha tudo o que uma pessoa poderia desejar nesta terra. No entanto, ele clamou ao Senhor:
"Não retires de mim o teu Espírito Santo."
(Salmos 51:11)
Isso nos ensina que a maior riqueza não são os bens materiais, a posição ou o poder, mas a presença do Espírito Santo em nossa vida. Que o nosso maior desejo seja permanecer na presença de Deus e nunca perder a comunhão com o Seu Santo Espírito.
A amoreira
Hoje fui colher amoras e me lembrei de quando eu tinha oito anos. Estava na casa do meu cunhado, junto com a minha irmã, e fui brincar com as crianças no fundo do quintal. Ainda pequena e ansiosa para alcançar as amoras, peguei uma ripa de madeira pesada e a joguei para cima, na esperança de derrubar os frutos.
Mas a madeira voltou e atingiu minha cabeça. Entrei em casa dizendo que havia me machucado. Fui socorrida e levei alguns pontos.
Hoje, ao colher amoras que estavam exatamente na altura das minhas mãos, percebi o quanto essa lembrança se parece com a vida.
Quantas vezes tentei alcançar coisas e pessoas que ainda não estavam ao meu alcance? Quantas vezes não tive maturidade para lidar com o peso de determinadas situações e, por isso, acabei sangrando?
Mas o tempo passou. Eu cresci. Hoje, muitas oportunidades estão ao alcance das minhas mãos, e cabe somente a mim decidir o que colher. Aprendi que tudo tem o seu tempo determinado para acontecer e que todo plantio, um dia, se transforma em colheita.
Por isso, saboreie a sua amora. Mas nunca se esqueça das cicatrizes que carrega por ter tentado colher antes do tempo certo.
A compreensão da vida é está cm quem vc amar e o maior amor é aquele q cultivamos em casa ao aconchego da família, pra vc ser bem sucedido o primeiro passo é n ser uma pessoa grata a sua família a compreensão de uma pessoa sucedido começar pela família...
O silêncio
O silêncio que invade minha alma,
A tranquilidade da casa,
Em um instante que parece eterno,
Um único som vindo da sala de estar,
O tiktak do relógio,,,
A mesa vazia, o vento a soprar a poeira sobre os móveis,
O violão no canto da parede,
Os raios de sol ultrapassam a janela,
Insistindo em iluminar o meu silêncio.
23/07/2026
Solidão não quer dizer unicamente estar sozinho em sua casa... você pode sentir a maior solidão rodeadíssimo de gente.
Rosangela Calza
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