Sair da Casa da Mae

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Assim como a gente não traz lixo pra dentro de casa,
também não pode trazer lixo pra dentro da mente e do coração.


Tem coisa que não é pra entender…
é pra descartar.


miriamleal

Sai pelos caminhos e atalhos e
força-os a entrar, para que a minha casa se encha. (Lucas 14:23)
O convite é amplo. A resposta pertence a cada pessoa diante de Deus. Por isso, quando alguém tenta agir como porteiro da graça, decidindo quem pode ou não ser alcançado, acaba assumindo uma função que a Bíblia nunca lhe deu. A Igreja anuncia; Deus chama, convence, perdoa e salva.
miriamleal

O filho pródigo estava perdido longe de casa. O irmão mais velho estava perdido dentro de casa.
O mais novo conhecia o peso do pecado. O mais velho conhecia o peso do orgulho.

O filho mais velho não entendia que a casa do Pai não funciona pela lógica do mérito, mas pela lógica da misericórdia.

⁠Poderiam mudar o nome do congresso para bordel nacional! A Casa do Povo está mais para casa da luz vermelha! Vendem-se pela melhor oferta!

Não adianta limpar a casa se você continua deixando a porta aberta para quem traz o lixo.⁠

Tudo o que busco agora é a simplicidade de uma casa no campo, o canto dos pássaros e o som de Zé Ramalho ecoando no silêncio.

Em 1953, próximo à minha casa, montaram um acampamento de uma empresa que estava asfaltando a rodovia. Havia várias casas. Umas mais simples e outras um pouco melhores, destinadas aos engenheiros, eu acho.

Como qualquer moleque da minha idade, uns seis ou sete anos, eu me maravilhava com aquele vai e vem de máquinas fazendo estrada e jogando aquela mistura de pedras que depois era coberta com piche, deixando no ar aquele cheiro de óleo diesel. O dia era curto.

Uma noite acordei com minha mãe me chamando. Estava pegando fogo em uma das casas do acampamento. Como era uma construção bem simples, com cobertura de sapé, queimou muito rápido.

Na manhã seguinte encontrei várias garrafas derretidas, parecendo figuras de bichos. Guardei algumas como relíquias. Eu tinha um esconderijo, uma espécie de caverna, que ficava debaixo do assoalho da nossa casa. Ali ficavam meus tesouros: estilingue, pião, faquinhas feitas de serra, bolinhas de gude, um canivete corneta — coisa rara —, algumas pedras coloridas e, agora, os vidros com aspecto de bichos.

Eu dividia o tempo em duas partes: de manhã ficava vendo as máquinas trabalharem e, à tarde, fuçando pelo acampamento, subindo e descendo nas máquinas quebradas, imaginando-me operando aqueles monstros.

Vez ou outra eu dava uma inspecionada nas casas dos engenheiros. Numa dessas fuçadas, achei uma casa com a janela da cozinha aberta e, como não podia deixar de ser, olhei para dentro. Sobre a mesa havia uma lata de abacaxi. Uma coisa inimaginável para o poder aquisitivo da nossa família.

Afastei-me rapidamente dali, mas algo me puxava de volta. Entre idas e vindas, numa das voltas pulei a janela e levei a lata de abacaxi, que, por um dia, passou a fazer parte do meu tesouro.

No dia seguinte, aquela máxima de que o criminoso sempre volta ao local do crime entrou em ação, e lá estava eu observando o movimento. Tudo calmo. Nada de anormal. A janela continuava aberta e, no lugar da ex-lata, havia um vasinho com flores.

Esperei mais um dia para dar fim àquela tentação. Tive que dividir uma boa parte com as formigas, mas faz parte. Dei cabo da lata e voltei a ver as máquinas que comiam e vomitavam terra.

Confessei-me alguns anos depois. Fiz um combo de pecados e entreguei tudo nas mãos do padre. Aquelas mesmas mãos que um dia eu havia beijado com a boca cheia de manga.

Claro que esse pecado não foi o maior. Mas ele só perdia para os das figurinhas.

O único trecho em que eu pensaria em mexer mais é o final. A frase "Mas ele só perdia para os das figurinhas" é boa, mas quem não leu suas outras histórias talvez não entenda a referência. Por outro lado, justamente por ser uma referência interna ao seu universo de memórias, ela tem muito charme. Eu provavelmente a manteria exatamente assim.

Constatar que voltar para casa, não é voltar, não é porque a mente mentiu, não foi imaginação ou ilusão. É porque voltar quando a mãe já não está mais lá, faz toda a diferença. A casa não existe mais. A ausência física dela dói, mas essa saudade é o reflexo do tamanho do amor que existia. O amor dela era o que nos unia e mantinha o meu porto seguro. E sem ela sou apenas um barco no oceano levada pelos ventos.

Eu acho incrível as pessoas que moram em uma casa com sua família a vida inteira. Criam memórias, lembranças, laços que atravessam anos e décadas. Não tive essa experiência. Vivíamos mudando de casa e de endereço. Éramos como nômades, ciganos. Mesmo constituindo minha própria família, acabei reproduzindo esse padrão. Não tenho essas memórias de forma física. Não tenho uma casa do passado para mostrar que estivemos lá. Também não pude preservar o quarto do meu filho.

"Uma casa sem altar logo se torna campo de batalha."

Há portas em mim que se abrem sem jamais revelar a casa inteira.

Há silêncios meus que dizem muito, mas ainda assim não me explicam.
Olhares que permanecem um instante além do necessário, mas não me veem completamente.

Quanto mais alguém se aproxima, talvez mais perceba que ainda há alguma coisa por descobrir.
Por descobrir-me.

Nem tudo que me toca me faz entregar.
Nem tudo que desejo me faz correr em direção ao desejo.
Aprendi a deixar algumas coisas amadurecerem no silêncio, onde a vontade não se perde — apenas ganha profundidade.

Há partes minhas que não se oferecem à pressa.
Precisam de presença, de atenção, de um olhar capaz de permanecer quando já não há certezas.

E talvez seja aí que eu permaneça mais inteira:
nesse lugar entre o que deixo ver
e tudo aquilo que ainda não encontrei razão para revelar.

Porque posso deixar alguém chegar muito perto
sem jamais deixar de ser um território que ainda precisa ser descoberto.

Talvez você conheça o caminho até mim.

Mas não confunda caminho conhecido com destino desvendado.

suspicaz.


Cheguei em casa e não acendi a luz.


Não porque estivesse com medo.


Era só que, depois de certo tempo, você começa a perceber que algumas coisas ficam mais nítidas no escuro.


Deixei a chave sobre a mesa, tirei o relógio, sentei no sofá e fiquei ali. Sem música. Sem televisão. Sem aquela necessidade moderna de preencher cada segundo com alguma coisa.


Naquela noite, entendi uma coisa estranha:


ninguém tinha armado uma tocaia para mim.


Eu mesmo tinha armado.


Durante anos, desconfiei de todo mundo. Li segundas intenções onde talvez só existissem palavras mal colocadas. Esperei a mentira antes da verdade. Guardei sentimentos como quem guarda munição. Quando alguém se aproximava demais, eu já imaginava a distância que teria de atravessar depois.


Chamava aquilo de experiência.


Era medo com um nome bonito.


O problema de viver esperando o tiro é que, depois de um tempo, você começa a atirar primeiro.


Não necessariamente nos outros.


Às vezes, atira em coisas que poderiam ter dado certo.


Em conversas que poderiam ter sido honestas.


Em pessoas que talvez tivessem ficado.


Em versões de mim mesmo que ainda sabiam confiar.


Percebi isso sentado no escuro.


A pior tocaia não é aquela preparada por quem quer te derrubar.


É aquela que você prepara para impedir alguém de chegar perto o suficiente para fazer isso.


E então veio a parte difícil.


Não havia vilão para culpar.


Não havia mensagem escondida, traição conveniente ou monstro esperando atrás da porta.


Havia apenas eu.


Um homem cansado, segurando a própria vida com tanta força que já não sabia se estava protegendo alguma coisa ou impedindo que ela respirasse.


E talvez essa tenha sido a primeira vez em muito tempo que eu não tentei fugir dessa conclusão.


Fiquei sentado.


Olhei para o escuro.


E deixei que ela doesse um pouco.


Porque talvez eu tenha passado tanto tempo tentando descobrir quem poderia me machucar que nunca parei para perceber quantas coisas eu estava machucando sozinho.


Na manhã seguinte, saí de casa.


Não estava curado.


Não estava transformado.


Não tinha aprendido nenhuma grande lição.


Só deixei a porta destrancada.


Talvez fosse pouco.


Mas, para alguém que passou tanto tempo construindo armadilhas para não ser ferido, aquilo já parecia quase uma revolução.


Porque talvez confiar não seja acreditar que ninguém vai me machucar.


Talvez seja simplesmente aceitar que, se eu passar a vida inteira tentando impedir qualquer possibilidade de dor, também vou acabar impedindo qualquer possibilidade de amor.


E eu já não queria viver assim.


Não queria mais confundir distância com segurança.


Nem silêncio com controle.


Nem medo com experiência.


Naquele dia, não prometi que nunca mais teria medo.


Só prometi que, da próxima vez que alguém chegasse perto, eu tentaria não preparar a tocaia antes de abrir a porta.

Sinfonia do Silêncio


Ah... o café desperta primeiro que o dia.


Seu aroma percorre a casa
como se conhecesse cada lembrança
que ainda mora em mim.


A madrugada continua acordada.
A chuva escreve no telhado
aquilo que o mundo nunca aprenderá a dizer.
Cada gota toca o chão
com a delicadeza de quem sabe
que até o silêncio tem som.


Há uma música baixa.
Ou talvez seja apenas a chuva
inventando notas
que nenhum instrumento alcança.


E eu...
permaneço aqui.


Com os pensamentos soltos,
não porque estejam perdidos,
mas porque algumas verdades
não suportam ser aprisionadas.


Escrevo.


Não para que me leiam,
mas para que minha alma
não se esqueça de quem é.
Há quem faça barulho para existir.
Eu aprendi a existir no silêncio.


Foi nele que encontrei respostas,
que reconheci partidas necessárias,
que compreendi que algumas presenças
só sabiam permanecer
enquanto lhes era conveniente.


Hoje já não me entristece.


Assim como a chuva não pede licença para cair,
também aprendi
que a vida não pede permissão
para ensinar.


O café esfria.
A chuva continua.
A música permanece.


E eu sigo escrevendo.
Porque existem madrugadas
em que Deus não responde com palavras.


Responde com o perfume do café,
com a chuva lavando os excessos da alma,
com o silêncio que fortalece,
e com a serenidade de quem já não precisa provar quem é.


Há uma paz que só encontra
quem teve coragem de caminhar sozinho.
E, desde então,
cada página que escrevo
não é apenas tinta sobre papel.


É a minha própria alma
aprendendo a florescer
mesmo nos dias de chuva.
Sendo assim, sigo na silenciosa sinfonia.

O Último Quarto da Casa


Toda casa possui um quarto
que nunca aparece nas fotografias.


Foi nele que cresci.


Não faltou teto.
Não faltou alimento.


Mas faltava aquilo
que nenhum objeto consegue oferecer:
a certeza de ser visto.


Passei anos esperando
que aqueles que me deram a vida
também me mostrassem
como viver.


Esperei uma palavra.
Um conselho.
Uma direção.


Esperei que alguém segurasse minha mão
e dissesse:


"Não tenha medo.
Existe um caminho para você."


Mas algumas esperanças
não morrem de uma vez.


Elas desaparecem lentamente,
como uma luz esquecida
em um quarto vazio.


Então veio a pandemia.


O mundo fechou suas portas,
e eu também fiquei preso.


Dois anos entre paredes,
lutando contra o medo,
a solidão
e a sensação de que o futuro
estava distante demais.


Eu tinha apenas 17 anos.


Era um garoto tentando compreender
uma vida que já parecia pesada.


Estudei.


Acreditei que o conhecimento
seria uma ponte para outro destino.


Passei um ano preparando minha mente
para uma oportunidade.


Mas a dor, o medo e a incerteza
foram maiores que meus planos.


O ENEM passou.


E com ele,
uma parte dos sonhos
que eu ainda carregava.


Depois vieram os dias de trabalho.


O corpo aprendeu o significado
da exaustão.


As pernas carregaram pesos
que ninguém viu.


As mãos perderam a juventude.


E, enquanto muitos construíam memórias,
eu construía resistência.


Nunca pedi riqueza.


Nunca pedi uma vida fácil.


Tudo o que eu queria
era um lugar no mundo.


Um propósito.


Uma profissão.


Uma razão para olhar para o amanhã
e acreditar que eu também tinha destino.


Mas o tempo revelou
uma das dores mais silenciosas:


o amor de uma família
nem sempre alcança todos
da mesma forma.


Na mesma casa,
existiam diferentes medidas de cuidado.


O afeto que não encontrou meus caminhos,
a consideração que nunca repousou sobre mim,
foi entregue em abundância
à minha irmã.


A ela,
os braços abertos.


A ela,
a proteção antes mesmo da queda.


A ela,
a certeza de que haveria alguém
para enfrentar o mundo por ela.


E eu não invejo o amor que ela recebeu.


Nenhum irmão deveria desejar
menos amor para outro.


Mas existe uma tristeza profunda
em perceber que aquilo que foi dado em dobro a alguém
nunca encontrou espaço
nem uma única vez
para florescer em você.


Eu os amo.


E reconheço:
eles não me devem nada,
além da vida que me deram.


Mas a vida,
quando não é acompanhada de presença,
às vezes parece apenas uma existência.


Por isso temo o dia da despedida.


Não porque não exista amor.


Mas porque algumas lágrimas
nascem das histórias que vivemos.


E outras não conseguem nascer
pelas histórias que nunca tivemos.


Talvez eu não chore pelas lembranças.


Não por crueldade.


Não por falta de gratidão.


Mas porque passamos pela vida
sem construir aquilo que o tempo não consegue apagar.


Fotografias envelhecem.


Casas desmoronam.


Pessoas partem.


Mas as memórias permanecem.


E essa talvez seja a nossa maior tragédia:


não fomos uma família destruída pelo ódio.


Fomos uma família separada pelo silêncio.


Vivemos sob o mesmo teto,
mas em mundos diferentes.


E o mais triste de tudo
é descobrir que uma pessoa pode passar a vida inteira
procurando um lar,


mesmo estando dentro de uma casa.

volta pra casa
seu sorriso faz falta
volta
sua companhia é preciosa
mesmo sendo silenciosa
volta
sinto falta de suas brincadeiras
era divertido o dia inteiro
volta
passear com vc faz sentido
o nosso proposito viver a vida
volta
o seu olhar possui um brilho
andar com vc em uma trilha
volta
a sonhar bem perto
pra mim sair do aperto
volta
a saudade é enorme
quero te dar meu sobrenome
volta
vc é meu maior tesouro
vale mais que ouro
volta vai
volta pra casa.

"O Mistério não é um prêmio de ninguém, e sim a casa onde todos nós moramos".
(Raphael Magalhães)

Só o Senhor é Deus!

Como está a sua casa, que é o seu coração?

Ela está preparada para ser habitação do Deus Espírito Santo?

É o Espírito Santo quem convence o homem e a mulher do pecado e do juízo.

O Espírito Santo habita em nossos corações quando há o consentimento do ser humano em recebê-Lo.

Antes mesmo de o mundo ser formado, o Espírito Santo pairava sobre a face da terra.

O Espírito Santo faz parte da Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo.

Davi tinha tudo o que uma pessoa poderia desejar nesta terra. No entanto, ele clamou ao Senhor:

"Não retires de mim o teu Espírito Santo."
(Salmos 51:11)

Isso nos ensina que a maior riqueza não são os bens materiais, a posição ou o poder, mas a presença do Espírito Santo em nossa vida. Que o nosso maior desejo seja permanecer na presença de Deus e nunca perder a comunhão com o Seu Santo Espírito.

A amoreira

Hoje fui colher amoras e me lembrei de quando eu tinha oito anos. Estava na casa do meu cunhado, junto com a minha irmã, e fui brincar com as crianças no fundo do quintal. Ainda pequena e ansiosa para alcançar as amoras, peguei uma ripa de madeira pesada e a joguei para cima, na esperança de derrubar os frutos.

Mas a madeira voltou e atingiu minha cabeça. Entrei em casa dizendo que havia me machucado. Fui socorrida e levei alguns pontos.

Hoje, ao colher amoras que estavam exatamente na altura das minhas mãos, percebi o quanto essa lembrança se parece com a vida.

Quantas vezes tentei alcançar coisas e pessoas que ainda não estavam ao meu alcance? Quantas vezes não tive maturidade para lidar com o peso de determinadas situações e, por isso, acabei sangrando?

Mas o tempo passou. Eu cresci. Hoje, muitas oportunidades estão ao alcance das minhas mãos, e cabe somente a mim decidir o que colher. Aprendi que tudo tem o seu tempo determinado para acontecer e que todo plantio, um dia, se transforma em colheita.

Por isso, saboreie a sua amora. Mas nunca se esqueça das cicatrizes que carrega por ter tentado colher antes do tempo certo.

A compreensão da vida é está cm quem vc amar e o maior amor é aquele q cultivamos em casa ao aconchego da família, pra vc ser bem sucedido o primeiro passo é n ser uma pessoa grata a sua família a compreensão de uma pessoa sucedido começar pela família...