Sair da Casa da Mae

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Um dia desses fui num surungo de campanha, e tomei uns tragos da casa, e passei da conta, lá pelas tantas me doía os pés dentro das botas. Também uma vontade de mijar, pois homem não faz xixi mija mesmo. E me fui pra fora no escuro aliviei os pés e também a bexiga, e na volta vi um vulto de branco, era uma china fazendo xixi nos fundos do galpão. mas bah! quando cheguei perto dela me descuidei e ela se atrapalhou toda e dei uma botada nela.

Madrugada fria, numa casa vazia, onde a solidão é tempestade, na cama viro de um lado pra outro, difícil de adormecer, na rua um rumor descontrolado, de motores envenenado, e pessoas fazendo bagunça, sinto o cheiro de cigarro, também de gente pinguça, mas não posso me abater, tão pouco me aborrecer, pois tenho até que agradecer por ser solitário, porque do contrário, minha vida seria outra. Solidão tu me perturba, acaba comigo, me deixa arretado, mas também conformado, pois quem quer liberdade, é o preço que se paga, pra andar gauderiando na estrada da vida.

Busco na vida noturna
Alento para o meu coração
Vivo numa casa vazia
Aumentando cada dia
Minha cruel solidão
Procuro em outras bocas
Os beijos que não são teus
Busco em outros corpos
Desejos que não são meus
Sinto na vida noturna
Prazeres que não posso dar
Desejos e fantasias
Com as mais belas gurias
Não consigo realizar
O beijo de outros lábios
Não tem o sabor dos teus beijos
E quando faço amor
Não sinto os mesmos desejos.

Casa Branca...
Hoje me deu saudade, então escrevi
De uma linda casa branca
Onde minha infância vivi
Era de uma família nobre
E eu um pobre guri
Com saudades e boas lembranças
Recordar eu resolvi
Naquela casa branca
Bem na beira da estrada
Me lembro quando piá
Eu pedi uma pousada
Eram pessoas ricas
E eu pobre não tinha nada
Mas fui bem acolhido
Acabei frequentando aquela morada
Então lembrei com gratidão e saudade
Da casa branca na beira da estrada.

MALDITO CIÚME...

Quando fui viver com ela
Tudo lá na casa dela
Era tão maravilhoso
Numa boa noite e dia
Por lá era só alegria
Era demais de gostoso
Que felicidade imensa
Nossa paixão era intensa
Era um verdadeiro amor
Meu bem pra cá meu bem pra lá
E na hora de se amar
Era tudo com fervor
De repente apareceu
Este ciúme maldito
Me tratando só a grito
Inventando o que não faço
O teu ciúme querida
Me afastou da tua vida
O nosso amor virou um fracasso...

Vou fazer a minha troxa
Vou tratar de me mandar
Isso já virou costume
Este maldito ciúme
Já não dá mais pra aguentar.

Babilônia quer que você se sinta em casa neste mundo; Cristo quer lembrar que sua verdadeira casa ainda está por vir.

⁠Não é fácil quando nos dispomos a rearrumar a casa, os desafios parecem aumentar! Perseverança e resistência são exercícios contínuos que são fundamentais para transformações em nossa trajetória, paciência é também um desenvolvimento necessário! Vamos manter a fé e seguir, o que Deus planejou sempre é o melhor! Feliz dia novo!

Quando eu era pequena, meu primo pegou uma rolinha machucada e levou pra casa pra cuidar. Ele sabia que eu era apaixonada por animais, e me mostrou assim que chegou em casa.
Nós colocamos ela na gaiola até ela se recuperar.
No dia seguinte ela morreu enforcada tentando sair da gaiola.
Ela se matou tentando se libertar.
Não se prende um pássaro que conhece a liberdade, imagina um povo inteiro.

"O conhecimento ergue a mente como quem ergue uma casa: abre janelas, amplia os cômodos.
Só que ao clarear os cômodos, ele mostra quem não consegue mais morar ali com você."


Marcio Melo

“A casa deveria ser o lugar mais seguro emocionalmente para um filho.”

Um espaço bem concebido não muda apenas a forma como a casa parece; muda a forma como as pessoas vivem, convivem e se sentem dentro dela.

A casa deve ser o lugar onde recuperamos a energia que o mundo nos pede. A decoração certa não resolve todos os problemas, mas pode tornar cada dia mais sereno, funcional e inspirador.

Investir na decoração da casa não é apenas melhorar a estética; é criar um cenário onde a felicidade quotidiana encontra espaço para acontecer.

O termo “casa” na bíblia significa família. Uma igreja familiar. Longe da “cultura do Templo”. O Templo deve abraçar urgentemente a “cultura da igreja família”. Também não adianta apenas “igreja familiar” se esta segue as mesmas práticas do templo onde as pessoas insistem em manter suas respectivas condições dando sobrevivência às mesmas tensões e comodismos.

De que adianta?


​De que adianta eu ter um dom e enterrá-lo no quintal de casa? De que adianta eu ter uma voz e não usá-la para o bem? De que adianta saber que minhas mãos receberam o dom de curar e, ainda assim, eu não tocar ninguém? De que adianta possuir o dom da palavra se eu escolho o silêncio quando eu poderia semear esperança?
​Que tudo o que eu tenho, todos os meus dons e tudo o que sou, sejam colocados a serviço do bem que nasci para fazer!
​Que tudo o que eu toque se multiplique, inclusive, eu mesma. Que tudo o que eu toque prospere. Que, em todos os lugares por onde eu passe, eu espalhe o amor. Talvez assim, eu tenha feito a vontade daquele que é superior.
​Nildinha Freitas

O Visitante


Há quem entre
sem fazer barulho.


E, ainda assim,
desorganize a casa inteira.


Toca nas paredes,
elogia a luz,
senta à mesa,
fala como quem pretende ficar.


Depois rareia.


Não vai embora de uma vez.
Seria honesto demais.


Vai sumindo aos poucos,
como quem espera
que o silêncio faça o trabalho
sujo.


A casa observa.


Não cobra.
Não chama.
Não implora.


Só aprende.


Porque há presenças
que não quebram nada,
mas deixam tudo mais frio.


E no fim,
o que pesa não é a partida.


É lembrar que alguém soube
entrar
e ainda assim
não teve coragem de
permanecer.

O Visitante II


Depois que a casa aprendeu,
nunca mais abriu a porta
com as duas mãos.


Agora,
quem entra
já encontra o chão gelado,
as luzes apagadas
e uma cadeira vazia
posta no lugar certo:


longe demais
para parecer convite.


Há pessoas tão monótonas
que nem chegam como tempestade.


Chegam como poeira.


Sentam,
falam pouco,
prometem nada,
mas ainda assim
ocupam espaço
como móveis velhos
em cômodos que já pediam fogo.


Eu sempre soube.


Só não dizia alto
porque há verdades
que ficam mais bonitas
quando provadas
pelo próprio desaparecimento
dos outros.


No fim,
ninguém me surpreende.


Apenas confirma.


Uns rareiam.
Outros somem.
Alguns fingem delicadeza
enquanto deixam a lâmina
em cima da mesa.


Mas todos,
absolutamente todos,
partem do mesmo jeito:


fazendo silêncio
como se o silêncio
não tivesse digitais.


Eu vi.


Vi quando a presença
começou a virar intervalo.


Vi quando a palavra
perdeu peso.


Vi quando o cuidado
ficou preguiçoso.


Vi quando o “perfeito”
já vinha vestido
de despedida.


E ainda assim,
não pedi explicação.


Porque pedir clareza
a quem vive de sombra
é oferecer vela
a um túmulo.


A casa não corre mais
atrás de visitante.


Não limpa pegadas.
Não guarda copo.
Não espera retorno.


Deixa a poeira assentar
e aprende o nome
de cada ausência.


Há gente que se acha mistério,
mas é só repetição
com perfume barato.


Há gente que se acha perda,
mas era só tempo
escorrendo pelo ralo.


Há gente que pensa
que deixou saudade,
quando deixou apenas
uma prova:


eu estava certo.


Sempre estive.


E se um dia perguntarem
o que aconteceu,
direi sem raiva,
sem saudade,
sem brilho nos olhos:


nada.


Só mais alguém
entrou numa casa
que não merecia conhecer
e saiu pequeno demais
para virar lembrança.


Porque, no fim,
o que assusta não é perder pessoas.


É perceber
que algumas nunca tiveram altura
para serem chamadas de perda.

Aproveite tempo ocioso, estude 📚
Aproveite o percurso para casa, ouça 📖
Näo desperdice tempo com aquilo que não te acrescenta.

A diferença entre nós e aqueles que admiramos está na forma como gastamos o tempo.

O que realmente possuímos?

Hoje descobri a verdade
Eu não tenho
Casa
Não tenho
Abrigo
Não tenho nada
Não possuo nada
Não tenho família
Não tenho mãe
Não tenho esposa
Não tenho filhos
Nem amigos
Nem tenho animal
De estimação
Não tenho nem
Inimigos
Não tenho roupas
Não possuo roupas
Não tenho dinheiro
Não tenho comida
Eu não tenho nada
Não possuo nada
Nada esta no meu controle
Nem este fôlego de vida
é meu

O que me resta agora?

Na verdade somos
só um mordomo da Existência.

Minha Carla, o silêncio da casa à noite é o grito mais alto que eu já ouvi. Olho para o lado e vejo o espaço vazio, o eco de um riso que ainda mora nas paredes, mas que o tempo insiste em querer levar. Você é o meu cais e a minha tempestade, o lugar onde eu sempre quis ancorar meus medos. Escrevo porque o peito transborda e as mãos tremem com a falta do teu toque. O mundo lá fora é barulho, mas aqui dentro, no santuário da nossa história, só existe você. Que o sono te encontre mansa, enquanto eu sigo aqui, sendo o guarda das nossas memórias, esperando o sol nascer só para ter a chance de te amar de novo.


DeBrunoParaCarla