Sair da Casa da Mae

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As vezes is monstros vivem dentro da nossa própria casa.
Mas á quem fale ,que o monstro é gente boa,que não faz mau a ninguém.
Nunca acreditem nessa história, tentam sempre ver o lado que está falando.
As vezes a verdade aparecem,mais muitos não querem acreditar.

confiar um animal selvagem na sua casa!?um dia ele voltará a selva sem você em vida.

Estou fechando
Portas e janelas
Precavida
Limpando a casa
De poeira e teias
Me desfazendo
Das coisas velhas
E feias
Me confortando
Casaco e meias
Algodão nos ouvidos
Surda a tormentas
Não sou responsável
Por tempestades alheias.
Lori Damm

Sem uma reta uma casa cai.
Sem base, nada se constrói.
Sonho de todos
é uma escola em PaZ.
É o sonho do mundo
e também dos Pais.

A plataforma que pode te apagar com um clique não é sua casa, é seu aluguel. Construa onde ninguém pode te despejar.

A Última Casa


Nasci onde os telhados aprendiam a desabar
antes mesmo de conhecerem a chuva.
Chamaram aquilo de infância.
Eu chamei de ensaio
para todas as ausências que ainda viriam.


Meu pai deixou apenas o formato da porta
fechando-se pela última vez.
Minha mãe transformou-se
num retrato que a memória insiste em restaurar,
embora o tempo continue roubando-lhe o rosto.


Desde então,
aprendi que abandono
é uma religião silenciosa:
ninguém a prega,
mas todos os órfãos sabem rezá-la.


Amei mulheres
que partiram antes mesmo de chegarem.
Elas deixaram perfumes
que sobreviveram mais do que as promessas.
Ainda encontro algumas
caminhando pelos corredores da minha insónia,
sem jamais voltarem
para recolher o que esqueceram dentro de mim.


Há anos
o telefone permanece imóvel,
como um cemitério de números.
Nenhuma voz pergunta se sobrevivi.
Nenhum "como estás?"
atravessa o deserto dos fios.
Até o toque desistiu de mim.


Conheci a anatomia das praças públicas.
Os bancos de cimento
foram mais fiéis do que muitos abraços.
As estrelas serviram de teto,
o frio escreveu cartas nos meus ossos,
e os cães de rua
guardaram melhor o meu sono
do que qualquer promessa humana.


Vi o amanhecer nascer
entre papelões, ferrugem e nicotina.
Descobri que a fome
não dói apenas no estômago;
ela mastiga a esperança
até restarem apenas os dentes.


Durante anos
acreditei que Deus
tinha perdido o meu endereço.
Talvez nunca o tenha conhecido.


Mas há uma verdade
que nenhuma ruína conseguiu demolir.


Depois que todos partiram...
depois que cada amor escolheu outra estação...
depois que o mundo esqueceu o meu nome...


restou alguém.


Eu.


Este homem coberto de cicatrizes,
de mãos rachadas,
de olhos que aprenderam
a conversar com o silêncio.


Foi ele quem me levantou
quando ninguém regressou.
Foi ele quem dividiu comigo
o último pedaço de dignidade
quando já não existia pão.


Hoje compreendo:
o amor mais raro
não chega pelo telefone.
Não regressa numa fotografia.
Não bate à porta
vestido de saudade.


Ele cresce,
bruto como ferro,
puro como água encontrada
no meio do deserto.


E quando o mundo inteiro
me declarou abandonado,


eu finalmente encontrei
a única pessoa
que jamais teve coragem de me deixar:


eu mesmo.

Não importa como seja a sua casa; tendo nela conforto, fartura e paz, não haverá lugar melhor para ser feliz."
(Cleide Rodrigues)

Tem seguro para casa, carro e dinheiro, mas para a alma só existe Deus.

Fui arrumar minha casa.
Mudei os móveis de lugar
Lavei o chão
Tirei a poeira
Separei os objetos que eu não usava mais.
Lavei a louça
Limpei a varanda
Sequei minhas lágrimas
Deixei de lado dores que não precisavam mais ser sentidas.
Resolvi voltar meu controle emocional para o lugar, pra perto de mim.
Decidi abandonar de vez hábitos
antigos.
O autocuidado deixei em um lugar visível, para não esquecer.
Ele ficou perto da autoestima.
A versão do medo, que alerta, coloquei na primeira gaveta
da estante. As vezes, preciso.
Já as outras versões que prejudicam joguei fora.
A coragem ficou à mostra, em cima do meu criado-mudo.
Os pensamentos desorganizados?
Hoje, eu consegui deixá-los cada um em seu devido lugar.
No novo tapete da entrada, está escrito:


Área sob proteção.


Quando terminei a faxina, sentei na varanda da casa
para sentir o vento no rosto.


Alivio.⁠

Pandemia

Stop!
Reflexão
limpar
casa
mão
mente
coração...

O caráter morreu como uma casa abandonada, onde as paredes ainda estão de pé, mas o eco da verdade já não mora; foi enterrado sob aplausos falsos, qual uma moeda enferrujada no fundo do bolso, esquecida pelo valor e lembrada apenas pelo barulho; e hoje caminha entre nós feito um espelho quebrado, refletindo rostos inteiros em fragmentos convenientes, enquanto a consciência aprende a sobreviver sem se olhar.

Um pedido de desculpas


O coração não voltou a bater sozinho,
virou casa abandonada depois da tempestade,
janelas rangendo saudade,
esperando passos que soubessem chegar sem quebrar.


Eu ouvi um pedido de desculpas
como chuva fina em terra rachada,
não fez barulho, mas ficou,
penetrando devagar no que ainda era seco.


Entre escombros, te vi juntando cacos
como quem remenda um vaso antigo com ouro,
sabendo que as rachaduras não somem,
apenas aprendem a brilhar de outro jeito.


Hoje o peito bate como farol cansado,
não ilumina por excesso, mas por insistência.
Porque amar, depois do erro,
é navegar mesmo sabendo do mar.

A casa respira quando a noite cai,
paredes rangem segredos que ninguém contou.
O relógio bate horas que não passam,
e cada sombra parece saber meu nome.


No corredor, passos sem dono se repetem,
o espelho sorri quando eu não sorrio.
Há olhos no escuro, famintos de memória,
lembrando pecados que eu jurei esquecer.


Quando o silêncio finalmente fala, é tarde:
o medo não bate — ele já mora aqui.
E ao fechar os olhos, eu entendo o horror…
o monstro nunca esteve fora de mim.

Entre Linhas


Se eu pudesse escolher
um lugar pra morar,
não seria casa, rua ou cidade…
eu moraria no intervalo do teu riso,
onde o mundo esquece de doer.


Teu olhar tem algo de horizonte,
quanto mais eu olho,
mais longe quero ir.
E no silêncio entre um segundo e outro é teu nome que meu coração aprende a repetir.


Há em você uma calma rara,
tipo mar quando o vento decide descansar.
E quando tua mão encontra a minha,
até o destino parece parar pra olhar.


Se amor fosse tinta,
eu pintaria o tempo inteiro com você.
Porque desde que teu sorriso me encontrou, minha vida virou poesia
que só faz sentido…
quando rima com você.

Meu coração


Meu peito já foi casa cheia de ecos,
vozes antigas que o tempo não levou, mas desde que você tocou meu silêncio, até o vazio aprendeu
o que é amor.


Você chegou como quem não promete, mas fica…
sem pedir explicação,
e nesse espaço onde antes era ausência, plantou presença
dentro do meu coração.


Te amar não foi cura imediata,
foi processo lento, quase imperceptível, como luz entrando
por frestas pequenas,
até tornar o escuro algo impossível.


Se um dia eu fui feito de nada por dentro, hoje transbordo o que você construiu, porque onde antes só havia vazio, agora existe um “nós”… que nunca existiu.

Na porta da Sua casa


Estou ligando só pra te dizer:


Escolhe a tua melhor roupa,
arruma o teu cabelo,
Fica ainda mais linda,
porque hoje eu vou te levar
pra comer.


Ainda não sei qual camisa vestir,
nem que perfume usar.
Só sei que daqui a pouco
vou estar na porta da tua casa,
com o coração acelerado,
esperando você sair.


E quando a porta se abrir,
vou te entregar
um buquê de flores
e um olhar que diz tudo
semprecisar falar.
Que a lua guarde esse momento,
e o tempo escreva nossa história.

Gatsby se virou para mim num movimento rígido:
— Eu não posso dizer nada nessa casa, meu caro.
— Ela tem uma voz indiscreta — observei. — Cheia de… — Hesitei.
— A voz dela é cheia de dinheiro — disse ele, de repente.
Era isso. Eu nunca tinha entendido antes. Era cheia de dinheiro, tal
era o charme inesgotável daquelas oscilações, era isso que tilintava
naquela voz, era essa a canção tocada pelos címbalos daquele timbre…
No alto de um palácio branco, a filha do rei, a garota de ouro…

Uma casa para morar,um doce lar para eu viver
Um lençol para eu me embrulhar, teu sangue para me aquecer
Teu coração para me bombear, tua mente para me entender.

A casa das emoções


Existe uma casa dentro de cada pessoa que poucos têm coragem de visitar. Nos andares mais profundos da mente ficam guardadas memórias, medos, desejos e versões de nós mesmos que tentamos esconder. Talvez a maior jornada da vida não seja encontrar alguém que nos complete, mas ter coragem de abrir as portas internas e conhecer quem realmente somos.


-Jouberth Toffoli

MINHA CASA SE CHAMA PENIEL

Minha casa se chama Peniel,
não é apenas teto ou parede,
é o lugar onde minha alma repousa,
onde o coração encontra
um pouco de paz.

Peniel é minha janela para o céu,
meu pequeno pedaço de infinito,
onde o silêncio conversa comigo
e cada manhã parece dizer:
“Ainda há vida, ainda há esperança.”

Aqui, entre paredes simples,
guardo sonhos, lembranças e poesias.
Cada canto conhece meus passos,
cada janela conhece meus pensamentos,
e o vento entra trazendo
notícias de outros mundos.

Minha casa se chama Peniel
porque nela não moro sozinho:
há uma presença invisível
que acompanha meus dias,
que escuta minhas perguntas
e acolhe meus silêncios.

Quando a noite chega,
acendo uma pequena luz
e agradeço pelo dia.
Não preciso de um palácio
para sentir-me abençoado;
preciso apenas de um lugar
onde meu coração possa morar.

Peniel é minha casa,
mas também é um encontro.
É onde olho para dentro de mim
e encontro Deus no caminho.

E quando alguém me perguntar
onde é minha casa,
responderei com simplicidade:

— Minha casa se chama Peniel.
É onde moro,
é onde sonho,
é onde escrevo,
é onde encontro a paz.

— Romildo Portes Ferreira 🌹