Sagrado
Há um lugar sagrado na consciência de quem se doou por inteiro. Ser pai é aprender a amar no silêncio, a abrigar na tempestade e a aceitar ser o porto seguro para onde todos voltam quando a corda aperta. Nesse sentimento, enxergo a própria imagem do Criador: Aquele que tudo nos deu, que tantas vezes é esquecido, mas cuja porta nunca se fecha."
— Ginho Peralta
Sabendo que a verdade revelada a todos se torna posse de ninguém, o sagrado não habita nos templos de pedra, mas na ferida aberta da própria dúvida. Por isso, aceita-se o exílio do mundo dos homens para salvar a pureza de sua busca. Afinal, o verdadeiro abismo não é a ausência de fé, mas sim a coragem de moldar a própria transcendência longe dos olhos de qualquer juiz.
Reno Fioraso
O Alicerce Sagrado.
Passamos a vida distribuindo afeto pelo caminho. Amamos o passado, idealizamos o futuro, entregamos o coração a estranhos e esquecemos de olhar para o espelho. Mas a verdade é implacável: nada adianta sair amando o mundo se o nosso próprio templo estiver vazio. O amor por nós mesmos não é egoísmo; é um ato sagrado de sobrevivência.
Esse amor-próprio é o filtro que determina o que permitimos entrar em nossa vida. É ele quem estabelece os limites, quem diz "não" quando o outro exige demais e quem cura as feridas que ninguém mais vê. Amar-se é entender que você é a sua única morada definitiva. Só quando estamos preenchidos de nós mesmos é que conseguimos transbordar para o outro, sem medo de esvaziar.
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ERRATICIDADE:
O INTERVALO SAGRADO ENTRE AS EXISTÊNCIAS. A VIDA DO ESPÍRITO APÓS A MORTE E ANTES DA REENCARNAÇÃO.
INTRODUÇÃO: A MORTE COMO TRANSIÇÃO, NÃO COMO FIM.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Na visão espírita, a morte não representa o desaparecimento da individualidade espiritual, mas apenas a libertação do Espírito dos limites temporários impostos pelo corpo físico. Ao abandonar o envoltório carnal, o ser inteligente retorna ao seu estado natural: a vida espiritual.
Entre uma encarnação e outra existe um período denominado erraticidade, conceito fundamental da Doutrina Espírita apresentado por Allan Kardec em O Livro dos Espíritos.
É importante compreender que erraticidade não significa vagar sem rumo, estar perdido ou condenado à inatividade espiritual. Ao contrário, representa uma fase dinâmica de aprendizado, reflexão, preparação e progresso.
Como esclarecem os Espíritos a Kardec:
“Os Espíritos errantes são mais ou menos felizes segundo o seu grau de adiantamento. O estado errante não é sinal de inferioridade dos Espíritos.”
(O Livro dos Espíritos, questão 224).
Portanto, a erraticidade é uma condição temporária de todos aqueles que ainda necessitam de experiências reencarnatórias para alcançar a perfeição espiritual.
O QUE É A ERRATICIDADE SEGUNDO ALLAN KARDEC?
A palavra “errante” poderia sugerir, no entendimento comum, alguém que anda sem direção. Porém, no contexto espírita, possui outro significado.
O Espírito errante é aquele que aguarda uma nova oportunidade de encarnação, permanecendo no mundo espiritual entre duas existências corporais.
Kardec esclarece que:
“A erraticidade é o intervalo entre as existências corporais.”
(O Livro dos Espíritos, questão 223).
Assim, a erraticidade não é propriamente um lugar, mas um estado de existência espiritual.
O Espírito continua vivendo, pensando, sentindo, aprendendo e relacionando-se com outros Espíritos. Ele não deixa de possuir sua personalidade, suas tendências, seus conhecimentos e suas imperfeições.
A desencarnação não transforma imediatamente um Espírito ignorante em sábio, nem um Espírito desequilibrado em perfeito. A morte física apenas muda o campo de manifestação.
Como afirma a orientação espírita:
“A morte não produz milagres.”
O Espírito leva consigo aquilo que construiu interiormente.
OS ESTÁGIOS DA ERRATICIDADE NA ÓTICA ESPÍRITA.
Embora a Codificação não estabeleça uma divisão rígida em “fases” da erraticidade, podemos compreender, através dos ensinamentos de Kardec e das obras mediúnicas posteriores, diferentes momentos que caracterizam a caminhada espiritual após a desencarnação.
1. O PERÍODO DE ADAPTAÇÃO APÓS A DESENCARNAÇÃO.
O primeiro momento é aquele em que o Espírito se desprende dos vínculos materiais.
Esse período varia profundamente conforme a condição moral e intelectual de cada indivíduo.
Um Espírito equilibrado pode despertar com serenidade, reconhecendo a continuidade da vida.
Já aquele que cultivou apego excessivo à matéria, vícios, ódio ou sentimentos inferiores pode experimentar dificuldade em compreender sua nova realidade.
Em O Livro dos Espíritos, Kardec pergunta sobre a perturbação que segue à morte:
Questão 163:
“A alma tem consciência de si mesma imediatamente depois de deixar o corpo?”
A resposta espiritual demonstra que existe um período de adaptação:
“A alma passa algum tempo em estado de perturbação.”
Essa perturbação não é uma punição divina, mas uma consequência natural da transição.
2. O MOMENTO DE REFLEXÃO E RECONHECIMENTO.
Após a adaptação, o Espírito começa a perceber com maior clareza sua própria realidade.
Muitos relatos espirituais descrevem esse momento como uma avaliação da existência anterior.
O Espírito compreende:
as oportunidades aproveitadas;
os erros cometidos;
os sentimentos cultivados;
os compromissos assumidos;
as necessidades de renovação.
A consciência torna-se o grande tribunal interior.
Não existe condenação arbitrária, mas a compreensão das próprias escolhas.
Como ensina O Evangelho Segundo o Espiritismo, a responsabilidade moral acompanha o Espírito além da morte:
“O homem sofre sempre a consequência de suas faltas; não há uma só infração à lei de Deus que não tenha sua punição natural.”
3. O ESTÁGIO DE APRENDIZADO E TRABALHO ESPIRITUAL.
A erraticidade é também um período de estudo.
Segundo a Doutrina Espírita, os Espíritos podem adquirir conhecimentos, desenvolver virtudes e preparar-se para novas experiências.
A questão 227 de O Livro dos Espíritos esclarece:
“De que modo se instruem os Espíritos errantes?”
Resposta:
“Estudando o seu passado e procurando meios de se elevarem.”
O Espírito não permanece parado. A vida espiritual é uma continuidade educativa.
Nas obras complementares, especialmente na série atribuída ao Espírito André Luiz, encontramos descrições de comunidades espirituais organizadas, onde existem atividades de auxílio, estudo, tratamento e preparação.
A obra Nosso Lar, psicografada por Francisco Cândido Xavier, apresenta uma visão de uma colônia espiritual onde Espíritos em recuperação trabalham e aprendem antes de novas experiências.
4. O PLANEJAMENTO REENCARNATÓRIO.
A erraticidade culmina na preparação para uma nova existência corporal.
A reencarnação não seria, segundo a visão espírita, um acontecimento aleatório, mas uma oportunidade educativa.
O Espírito, auxiliado por benfeitores espirituais, analisaria suas necessidades evolutivas e as experiências capazes de favorecer seu progresso.
A questão 258 de O Livro dos Espíritos aborda a escolha das provas:
“Quando na erraticidade, antes de começar nova existência corporal, tem o Espírito consciência e previsão do que lhe sucederá durante a vida?”
A resposta indica que o Espírito pode entrever suas necessidades e participar das escolhas relacionadas à nova jornada.
O TEMPO NA ERRATICIDADE.
Analisando uma das características mais profundas desse conceito é a relatividade do tempo espiritual.
Não existe uma duração fixa.
Um Espírito pode permanecer pouco tempo ou muitos séculos antes de uma nova encarnação.
Tudo depende:
do seu desejo de progresso;
do seu preparo;
das necessidades evolutivas;
das oportunidades disponíveis.
O Espírito superior pode desejar retornar rapidamente para auxiliar.
O Espírito ainda preso às imperfeições pode retardar sua renovação por resistência própria.
ERRATICIDADE NÃO É INFERIORIDADE ESPIRITUAL.
Um dos equívocos mais comuns é imaginar que “Espírito errante” significa Espírito atrasado.
Kardec esclarece que todos os Espíritos que ainda não atingiram a perfeição encontram-se na erraticidade.
Inclusive Espíritos elevados podem estar nessa condição.
Somente os Espíritos puros, completamente depurados, não necessitam mais de encarnações.
A erraticidade é, portanto, uma etapa universal da evolução.
A GRANDE LIÇÃO DA ERRATICIDADE.
O estudo da erraticidade oferece uma profunda reflexão moral:
A vida não termina no túmulo.
Cada pensamento, sentimento e atitude constrói a realidade espiritual futura.
O Espírito não foge de si mesmo.
Ele leva consigo:
sua consciência;
seus valores;
seus conhecimentos;
suas imperfeições;
suas conquistas.
A erraticidade revela a justiça e a misericórdia divinas: nenhum esforço sincero se perde e nenhuma criatura está condenada eternamente ao sofrimento.
A evolução é uma lei universal.
CONCLUSÃO.
A erraticidade, segundo o Espiritismo, é uma escola entre duas existências. Não é abandono, vazio ou espera passiva, mas uma etapa viva da caminhada espiritual.
Entre a morte e o renascimento, o Espírito aprende, trabalha, reflete e prepara-se para novas experiências.
A compreensão desse período amplia a responsabilidade humana, pois demonstra que a existência terrestre é apenas um capítulo de uma história muito maior: a longa ascensão do Espírito rumo à perfeição.
FONTES CONSULTADAS:
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Paris, 1857. Questões 100 a 113; 223 a 263.
KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Paris, 1864.
KARDEC, Allan. O Céu e o Inferno. Paris, 1865.
KARDEC, Allan. A Gênese. Paris, 1868.
XAVIER, Francisco Cândido (pelo Espírito André Luiz). Nosso Lar. FEB, 1944.
XAVIER, Francisco Cândido (pelo Espírito Emmanuel). Roteiro. FEB, 1952.
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A Escritura não existe para ser guardada, mas para ser desvelada no íntimo. Se o Texto Sagrado está em suas mãos, debruce-se sobre ele; se os seus olhos já o percorreram, permita que o Espírito converta a leitura em fé convicta. E se a fé de fato brotou, que a sua própria existência se torne a tradução viva da Palavra no cenário da vida.
Por Sua graça, respiro o Sopro que sustenta o cosmos e piso o chão sagrado da Sua criação, feito pó que caminha sobre o pó. Ao beber da Sua água e me aquecer sob o Seu sol, percebo que não há nada que eu faça para merecer este instante. Olhar para a criação é confrontar a minha pequenez diante da imensidão do Seu amor. Isso é a mais pura, escandalosa e terna Graça, que me abraça sem exigir méritos, mas me constrange a entregar tudo o que sou.
O tempo não é propriedade nossa, mas um dom sagrado do Criador. Somos mordomos de cada minuto, e no último dia, prestaremos contas de nossas escolhas.
A Coragem da Mudança e os Rumos da Alma
Existe um momento sagrado na nossa caminhada em que a alma desperta e percebe que já não cabe mais no lugar onde está. É o chamado silencioso para a mudança. Tomar a decisão de transformar a própria vida exige uma coragem imensa, pois todo recomeço traz consigo o peso das consequências. Mudar significa deixar para trás velhos hábitos, antigos caminhos e, às vezes, pessoas que já não sintonizam mais com a nossa nova busca.
Essa transição pode trazer momentos de recolhimento e a tristeza natural das despedidas, mas também abre as portas para as maiores alegrias e conquistas do nosso espírito. Cada escolha redesenhar o nosso destino. Não tenha medo das tempestades que a mudança possa causar no início; elas servem apenas para limpar o terreno. Confie no fluxo da vida e abrace a renovação, pois evoluir é o único caminho para fazer brilhar a nossa verdadeira luz.
" Quero te beijar...desejo sagrado...encantado...mais,se acaso,seu lábio não possa beijar...meus olhos,os seus olhos,vão beijar...e neste momento...pra sempre vou guardar...o segredo...a luz...o brilho do seu olhar."💞✨️💞
✨️💕"...foi num tempo...tempo sagrado...momento abençoado...te toquei...nos tocamos...na pele...no coração...enamorados...apaixonados...pura sensação...emoção."💕✨️
"O amor,é um fogo sagrado, de uma estranha claridade, que,ainda mesmo apagado, deixa o clarão da saudade."
O sagrado Mulher, consiste em:
- Enquanto descansamos
carregamos pedras!
Ser guerreira cansa!
Haredita Angel
08.03.13
Quando a política vira religião, o absurdo é sagrado. Não há dados, fatos ou investigações que quebrem essa barreira psicológica. Se o líder mandar marchar, o seguidor marcha; se o simbolismo do momento exigir reverência ao inexplicável — seja a um quartel ou a um pneu à beira da estrada —, o fanático o fará, pois ali o "pneu" vira o seu deus.
Não há o que se faça ou diga em contrário que convença quem escolheu a alienação intelectual como estilo de vida. O extremismo opera na base da fé cega. Para o restante da sociedade, que assiste ao espetáculo com indignação, resta o duro papel de resistir à correnteza de mentiras, mantendo a sanidade enquanto a realidade prática e o tempo não cobram o preço inevitável desse delírio coletivo.
Se não existe o sagrado
Se não existe o sagrado
O lobo não corre na tempestade, uivando no vento
Se não existe o sagrado
O céu não tinge os olhares intrigados na noite
Se não existe o sagrado
O luar não se derrama pelos trigais amarelos
Se não existe o sagrado
O silêncio nada inspira aos amantes
Se não existe o sagrado
Não há o frescor do orvalho sobre o cansaço da ciência
Se não existe o sagrado
A fúria do mar não nos deixa introspectivos
Se não existe o sagrado
O infinito não é misterioso e revela-se a qualquer tolo
