Sagrado
No tumulto da vida, que corre apressada e ruidosa, nasce um silêncio raro, quase sagrado. Uma brisa atravessa o tempo, trazendo o teu perfume e me conduzindo a um mundo que desacelera, tornando-se mais suave. Ainda assim, o que me resta é um vazio delicado, já escrito pelo nosso destino.
Todo escritor que leva a sério seu ofício mais que sagrado, deve se comportar no mundo como um grão de areia. Não deve esperar que pessoas comuns reconheçam seu gênio criativo. Outra coisa é saber que sua obra sempre ficará inacabada, nunca seremos completos ou ficaremos satisfeitos com o que já produzimos.
Domine seus monstros internos. Faça de si um guerreiro sagrado, fiel ao propósito e apaixonado pela causa.
Não precisamos de rigidez para tocar o sagrado. Precisamos de honestidade. De presença. De uma escuta que não tema o que encontra.
O paradoxo da fé moderna é que o dízimo subiu ao altar como investimento sagrado, enquanto o pão do necessitado desceu ao chão rotulado como esmola política. A ironia final é que muitos altares condenam o auxílio do Estado, mas recolhem o dízimo que vem exatamente desse mesmo auxílio.
O seu cansaço atual não é uma falha, mas o intervalo sagrado entre a mulher gigante que você foi ontem e a fortaleza ainda maior que você será amanhã.
Eu poderia ficar acordado
apenas para ouvir sua respiração,
como quem vigia o sagrado
com devoção e desejo.
Ver seu sorriso nascer no sono,
como um segredo roubado dos deuses,
faz meu coração incendiar-se
num fogo que não pede perdão.
E quando você sonha distante,
eu me perco em você por inteiro,
pois até na ausência do seu olhar
sou cativo do amor mais verdadeiro.
Meu divino é individual é sagrado que quer se expor a si e mergulhar e se enxergar o minha alma te aqueco não me deixe esquecer quero estar viva e feliz vibrando, Deus meu pai gratidão por não nós soltar!!! Deus nos mostra partilhar um com o outro a luz da comunhão do ser sagrado pelas estradas de meu Deus a bença do dia 🌿
leticia17
A vida é o intervalo sagrado entre o nascimento e a morte, uma oportunidade de lapidar a alma até que ela esteja pronta para regressar à Fonte de onde veio.
Quando transformamos o passageiro em sagrado, tornamo-nos reféns da instabilidade. Tudo aquilo que muda, envelhece ou desaparece passa a determinar nosso valor. Por isso, a vida exige um exercício constante de discernimento: reconhecer o que permanece em meio ao efêmero e compreender o que verdadeiramente importa. Ainda assim, insistimos em gastar nossas forças tentando convencer estranhos de uma perfeição inexistente. Essa é uma das grandes doenças do nosso tempo: viver para a imagem. E uma vida sustentada pela aparência é uma vida sem profundidade, sem verdade e, no limite, sem o próprio eu.
Hoje despertei e percebi...
a vida não é moeda de troca, é patrimônio sagrado. Cada amanhecer é um reencontro comigo mesma, e isso basta para ser feliz.”
"Usar o sagrado como escudo para blindar os próprios defeitos é a forma mais refinada de profanação, onde o véu da fé serve apenas para ocultar a face da intolerância.
"Pensamento Filosófico"
Esse comportamento ilustra o que a psicologia e a filosofia comportamental descrevem como um mecanismo de defesa narcísico e projeção moral. Quando o indivíduo se apropria de dogmas para se declarar "salvo", ele não está buscando a transcendência, mas sim o controle e a absolvição antecipada de seus próprios desvios. Ao dividir o mundo entre "divinos" (ele mesmo e seus pares) e "profanos" (aqueles que ele julga), essa pessoa cria um sistema de justiça próprio onde a empatia é anulada.Filosoficamente, essa atitude representa a inversão do conceito de ética e alteridade. Em vez de a espiritualidade servir como um exercício de autocrítica, humildade e responsabilidade perante o outro, ela é instrumentalizada para oprimir. O "outro" torna-se apenas um espelho das imperfeições que o indivíduo se recusa a aceitar em si mesmo. É, em essência, o vazio ético mascarado por um verniz de dogmas inquestionáveis.
"Usar o sagrado como escudo para blindar os próprios defeitos é a forma mais refinada de profanação, onde o véu da fé serve apenas para ocultar a face da intolerância."
Há um silêncio sagrado no ato de repartir o pão, um mistério que só se completa quando duas mãos se tocam sem o ruído do mundo, no entanto quando a lente se atravessa entre o doador e o faminto, a caridade corre o risco de virar teatro.
“Quando Deus deixa de ser ideia e se torna presença, a alma já não precisa usar o sagrado para defender suas máscaras.”
Do livro O Espelho da Alma Livre — Amor, Consciência e Dissolução do Ego no Silêncio Divino, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
