Saco
Na ascensão profissional quem se dá bem é sempre um puxa-saco e o fracassado diz que nunca recebe para isso.
1 saco de cimento e 2 partes de areia.
Sem saco pra ciumento e, por favor, já me venha com o que é concreto
Se jogassem um saco de merda na sua cabeça... Você iria chorar, xingar e espernear...Depois você iria tomar um banho e se recompor...seguir a vida!
Claro que não vai ficar bitolada o tempo inteiro pensando na situação... mas vai ficar na sua memória...ao menor sinal de ameaça você já vai está esperta!
No final, sobram as experiências... não tem como você receber um saco de merda na cabeça e não aprender nada com isso.
E você entende que tudo na vida tem um propósito... que aquela pessoa tinha que entrar na sua vida e fazer aquela cagada com você...pra você aprender alguma lição.
Muitas pessoas se confundem... acham que perdoar é aceitar...Perdoar não significa aceitar ser bombardeado com sacos de merda pela mesma pessoa...há outro nome para isso:BURRICE!
Perdoar não se trata de fingir que nada aconteceu... ninguém esquece um saco de merda na cabeça tão facilmente!
Perdoar trata-se de uma atitude pensando no seu bem estar... De não carregar sua alma com pesos desnecessários! É libertar a alma do fardo pesado de carregar ódio ou raiva de alguém, pois quem carrega muitos pesos não consegue voar!
Tô de saco cheio das reprises em minha vida, reprises de falta de atitudes minhas e de pessoas que me cercam, dos gestos, das mesmas palavras, da falta de bom senso. Quero gritar e dizer basta, mas neste momento não iria adiantar, entrei em crise hídrica estar faltando lágrimas, e me restou dissertar para aliviar o que não vale a pena ver de novo.
Morre no carnaval
Não quero mais do que escapar.
Saco, é domingo já ?
A que ponto se pode chegar?
Ah, olha na Tv, o carnaval ta lindo!
Todo mundo sorrindo, alguém morre, mas não ligue, é cedo pra ligar os pontos.
É cedo demais até pra pensar.
É carnaval, não se importe!
O verão ta forte, esquece um segundo tudo o que perdeu e vem com a gente ser feliz.
Para de cantar sozinho, vem rimar comigo.
Não quero!
Fico fechado, sei lá, talvez eu goste.
E daí que é carnaval?
Eu tenho que ir, mesmo quando alguém morre?
E daí que alguma coisa rima?
E daí que eu... só gosto.
Talvez eu só queira mesmo é escapar.
Do mundo de fora e de dentro, escapar.
Olha só a Tv. O carnaval ta lindo.
Tem dias que estou tão odioso que nem suicídio resolveria, pois iria encher o saco das outras almas. Fico a pensar. Por que ainda assim acho que me aturar seria legal? Ora, se eu mesmo não me aturo, certamente é egoico da minha parte. Nada como uma noite insone para repensar isso.
Tô com o saco tão cheio que a melhor coisa a fazer é ficar quieta, deitada e calada para não fazer nada que possa causar arrependimento depois.
Eu posso engolir minha língua, posso morder meu indicador até sangrar, posso respirar dentro do saco de pão até sufocar, mas ela não vai morrer. Eu posso arremessá-la contra o chão gelado do banheiro, pisar alto e gritar forte, mas ela não vai desaparecer como a fumaça do banheiro. Sua marca de batom vai ficar registrada na minha xícara de zebra, seu sopro leve vai deixar meus talheres sobre a pia e seus passos pontuados vão amassar o que sobrou da festa. A sujeira continua lá. Bem no cantinho do lado bom da cama. Próxima ao interruptor e dentro do carro. A sujeira mora em mim e varre o que houver ao redor. Ela se sente à vontade no meu guarda-roupa e pesa a bolsa de mão. Já avançou para os novos cômodos e aos finais de semana habita a sala e a cozinha. Ontem achei um pedaço de azeitona dentro do lixo do carro. Ela sobreviveu mais de um mês e não cheirou mal. Eu prometi não tirá-la dali, mas ela desapareceu. Desapareceu naquilo que eu mesma criei como o ticket do estacionamento, o comprimido, a garrafinha d’água, o cartão do celular, a alça do sutiã, a trufa, o recibo, as chaves...
Quero aprender a tocar violão para encher o saco de quem me rodeia com músicas de boa qualidade principalmente as que eu mais gosto.
Burocracia é um saco, regras também, o mundo sem você do meu lado também, mas você não pode viver comigo por que pensa diferente e acha que o meu jeito de pensar é errado, errado é o seu por condenar quem é diferente de você *-*
PENEIRA SOPRADA
De pano de saco,
um bordado... Ponto cruz
no bastidor, ponto de marca!
Feitos perdido no tempo...
Um fim no convivo das matriarcas.
Uma casa beira chão,
no terreiro...
Galinha cheiro-verde pimenta
... Home, homem... Soque pilão!
Mas não sopre a peneira,
com a sua venta.
Antonio Montes
Eu prefiro ter uma pessoa em minha vida sendo um “saco”, porque posso costurá-lo, lavá-lo, tingi-lo e usá-lo para outras finalidades. Eu tenho que vigiar é o individuo “faca” que sempre está me ferindo com sua ponta e pode me apunhalar profundamente pelas minhas costas quando eu menos esperar.
