Sabia
Um dia ele encontrou uma rosa, mas não sabia que ela tinham espinhos, que precisava abraçá-la com cuidado... Então ela o machucou com seus espinhos.
Aí ele foi procurar outra rosa... Quando encontrou, achou que, se tirasse todos os espinhos dela, ela se tornaria perfeita, e nunca o magoaria, como a outra o fizera...
Mas, sem seus espinhos, a nova rosa deixou de ser uma rosa. Então, ele aprendeu que nem todos os defeitos precisam ser mudados; alguns, precisam apenas serem compreendidos.
Quando você encontrar uma rosa, não abrace-a muito forte, deixe um pequeno espaço livre... Ela precisa desse espaço, para conseguir ser ela mesma.
Ela pediu um abraço e lhe deu um sorriso. Queria se sentir amada uma última vez. Pois sabia que ia sentir muita falta daquele carinho.
Nunca teve dúvidas de que aquele era o melhor abraço do mundo, mas precisava tentar se encontrar longe dele e descobrir quem ela realmente era sem a sua proteção.
Ela sempre acreditou que a felicidade das pessoas está longe de onde elas crescem - e ela tinha crescido. Não sabia se algum dia voltaria para aqueles braços, mas estava levando consigo a certeza de que poderia voltar à hora que precisasse.
Para ela, era difícil demais se despedir daquela senhora que lhe deu o melhor presentes de todos - e que daria a própria vida para protegê-lo, porque aquela senhora era a pessoa mais especial do mundo. Mas acreditava na existência de um dia em que todo mundo precisa ir - e aquele era o seu.
Foi o dia mais triste de toda a sua vida! Um “boa sorte” de coração partido e um “obrigado” cheio de lágrimas... E assim ela partiu, deixando o seu mundo inteiro para trás.
Ela vai aonde for preciso para encontrar todos os seus sonhos. E se não encontrá-los, saberá que os braços daquela senhora sempre estarão abertos para lhe receber de volta. E finalmente ela entenderá que as maiores conquistas de uma pessoa são os dias que ela passa com a sua família.
Hoje ao acordar
Abracei o amanhecer com muita euforia
Abri os olhos com alegria
Sabia que a minha cidade me teria
Desço a serra
Deparo-me com um céu lindo.
Até então nunca visto
Nuvens desenham mesclando as cores em neons
Raios solares envolventes se misturam
Cena única que mistifica o real com a ficção
É uma pena que nem todos possam ver
Eu me delicio com a cena
Com minhas lentes negras posso vivenciar
Momento esse hilariante e lindo!
Faço parte desse infinito
Carros passam
Sinto dentro do meu ser que vidas se cruzam
Em paralelas frenéticas
Num vai e vem constante
Meus olhos captam... que lindo!
Coladas como fossem nessa tela grandiosa
Camuflagem verde musgo
Entro em túneis
Mergulho como fossem em submundos imaginários
Saio desse borbulhar e a brisa beija minha face
Sinto, é um ato de agradecimento.
Ou quem sabe de cumprimento
Mais uma vez mergulho nessa emoção
O ar é quente dentro dessa muralha
Vezes me deparo a perguntar, mas me reservo.
Olho esse tapete de rodas negras e olhos vermelhos
Dentro tripulantes como se online estivessem
O que esses seres em pessoas pensam?
O que falam?
O que veem?
Silêncio!
Minha alma persiste
Há uma felicidade impregnada em mim
É fato constante
Mais uma vez o sol surge e me aquece
Vejo placas verdes
É nesse momento que cada qual segue a sua
Imagino como seria bom
Se a vida nos desse essa opção
E surgissem placas verdes com muita emoção
Deixando-nos em comoção
Seria divertido, seria diferente, seria justo!
O vento sopra quente e veloz
Sobre a ponte carros deslizam
Em miniaturas como brinquedos fossem
Curvas sinuosas aparecem
Pela ponte também deslizo
Fortifico-me!
Falta pouco, logo estarei lá.
Minha cidade linda vou pra lá
Carros continuam a passar
Várias empresas dão lugar a casas
Pontos de ônibus surgem
Como estacas fincadas ao chão
A brisa é cada vez mais densa
É, estou chegando ao lar.
Sinto o ar cada vez mais cálido
Pessoas transeuntes seminuas
Odores mistos a bailar
A maresia purifica o ar
Ah! Como é bom chegar à cidade mãe
Como é bom chegar e ver o mar!
Definição
Sei definir o som do assobio do sábia,
Um cão que ladra,
uma carapina que atira,
Um cheiro de mar, de campo, de relva
Definir o gosto d'um beijo,
O cheiro da pele, a sensação do toque,
A dor de uma ferida na carne,
Defino claramente uma ideia,
Um desejo, um sabor, um cheiro, uma vontade...
Só não me peça, para definir nosso AMOR.
PASSARINHA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Se até o pardal sabiá
e o coleiro cotovia tudo,
por que será que siriri
que não bem-te-vi
antes da pomba estourar,
que aquela doce rolinha
metida a santa andorinha
com os gaviões do lugar?
Compreendamos que o grande mérito do plantio, está na sábia escolha de nossas sementes... Em todas as épocas da Humanidade, encontramos evidências incontestes do crescimento e do progresso do ser imortal, evidentemente, aliados às intempéries casuais da experiência expiatória, e às provas dolorosas que resgatam o Divino em cada um de nós... Somos e sempre seremos uma obra de arte, por demais fantástica e poderosa, que aflora do grandioso "Oceano" inacabado chamado Deus... Nele temos a origem de tudo, e como já dissemos, em nossa trajetória, as águas são sempre "límpidas" e "azuis", quando já nos tornamos capazes de ver além dos olhos físicos, onde as luzes verdadeiras já não nos ofuscam, e já nos dão a clara visão do infinito... Infelizmente, muitas palavras do Mestre ainda se fazem incomprendidas, muitos são os conflitos que distanciam a essência dos nossos conceitos egoístas, dissimulados através das gerações, e muitas das nossas crenças ainda estão vinculadas aos precipícios da própria Terra...Portanto, meus amados, façamos a diferença enquanto obreiros voluntários do bem, transformando "rabiscos" em traços representativos, "desenhos abstratos" em obras edificantes, "sonoridades" em sofejos de luz, e "movimentos" em energia continuada..Quando olharmos uma "criança" no seio da humanidade, que também possamos enxergar o futuro com mais delicadeza, com mansuetude no gesto e beleza no coração... Até podemos nos considerar "adultos" em nossa habitação terrena, mas talvez, para o grande Cosmos, ainda sejamos pequenos "infantes"... Temos o Deus que nos orienta o caminho, e o Mestre que nos guia, assim agradeçamos, e infinitamente agradeçamos...
Mentir é uma fuga e insegurança sobre a falta da capacidade de se expressar de maneira sabia e inteligente com coragem e determinação em qualquer circunstâncias.
Não é a oratória, nem as roupas que usa, nem a postura que tornam uma pessoa sábia. São a sua dedicação e humildade na apreensão do conhecimento
Introspectiva, as vezes não...
Eu não sabia quem ela era,
Sorria, brincava de felicidade...
Nomeava sons imaginários
Ouvia o anteceder da chuva
Sonhava com raios e luzes.
Em uma noite sem palavras
Ela gargalhou com os olhos
E pensou alto sem dizer...
Nesse ato eu a reconheci
Feito melodia para cegos,
Tateei sua face, sutilmente.
Quis tê-la pela metade,
A outra eu guardei no espelho.
"Antes eu não sabia o que sei agora.
Não sabia, que os seus olhos, me perseguiam a toda hora.
A surpresa veio e bateu na minha porta.
Claro como o dia, o teu olhar me devora.
Linda como uma doce manhã é você agora.
Ainda mais quando sorri e ilumina tudo à sua volta.
Raio de luz, estou aqui, por você agora.
Apaixonante, perfeita, da minha felicidade és a porta..."
"Eu era o que ela queria.
Era o que ela queria, mas ela não sabia.
O que ela sabia, era mentira.
Ela não sabia o que queria.
Mentir era tudo o que ela sabia.
A mim, muito bem, ela mentira.
Tal mentira, era meu mal e eu não sabia.
E eu também não sabia, que era mentira.
Eu só sabia, que ela era o que eu queria..."
"A medida que eu caminhava pela gritaria e pelo caos, meus olhos lacrimejavam.
Eu não sabia se era o medo, desespero ou pela fumaça dos cadáveres carbonizados.
Uma multidão se aglomerava em volta de um louco qualquer que gritava: '-O fim esta próximo'.
Meu coração foi tomado de um arrependimento insdescritível, e então, naquele momento, o lacrimejar deu espaço ao choro.
Olhei à minha volta e um dos corpos, de olhos ainda abertos me fitava e paneas com o olhar, de mim ele debochará.
Como se dissesse, em meio à gargalhadas: ' -Você é um tolo.'
E então, uma vez mais, olhei à minha volta e percebi, que eu fora o tolo, o louco, o enganado.
O fim não estava próximo, o fim já estava ali, e nós... Nós não fomos salvos.
Não se ouviram as trombetas, não se ouvira o coral dos anjos; o que se ouviu foram apenas choros, lamúrias e a incessante gritaria.
Ora de desespero, ora de dor.
Antes da explosão, meu ultimo pensar: ' -Fui tolo, pecador, é certo, Ele nos abandonou.'..." - EDSON, Wikney - Fragmentos do Fim
"Era mais uma daquelas chuvas de verão.
Eu sabia que viria.
Eu sabia que a veria.
Eu sabia que ainda residia em meu coração.
Eu sabia que tinha sua indiferença, mas precisava era do seu perdão.
Eu sabia, que não sabia nada e quem nada sou eu, no seu mar de paixão.
Afoguei-me nas águas das lembranças e não existem palavras capazes de dar a esse sentimento, uma vazão.
Por vezes, a distância que nos separou, levou pra longe minha felicidade, sem porquê, sem razão.
Como uma enxurrada de amarguras, descontentamentos, solidão.
Hoje, o céu em um completo de trevas, me aterroriza com sua escuridão.
Me traz o medo em cada relampejar, em cada trovão.
Mas o meu maior temor é o porvir ser mais uma daquelas suas chuvas, de verão..."
"Hoje, eu pensei em escrever, mas não sabia pra quem.
Tentei encontrar nas minhas palavras, alguma que me fizesse bem.
Eu fujo da solidão, as vezes, procuro um alguém.
Que me liberte desse amor, que em um só olhar, me fez refém.
Eu busco o calor do Sol, mas aí a chuva vem.
Tento encontrar-lhe em outros braços, mas igual a você, não tem.
Lembrar-lhe sempre exultou-me a alma, mas hoje, já não me faz bem.
Desarrazoado, meu coração, te busca em outrem.
Parvo, desolado, ele te encontra em ninguém.
Hoje, ele tentou bater mais forte, mas não sabia por quem..."
"E eu ainda lembro o que o seu olhar me jurou.
Cada gota de lagrima, eu sabia, era um oceano de amor.
Provei o doce do teu beijo e o coração acelerou.
Minha vida, que era fria, no teu abraço, encontrou calor.
Minh'alma, que nunca fora completa, no palpitar do teu coração, se completou.
Mas quem diria, que seus olhos, fossem um par traidor.
Destruiram-me o coração, quando covarde, me abandonou.
Aquele tal oceano? Secou, transformou-se em um poço de dor.
O beijo que fora-me doce, minhas esperanças, envenenou.
Minha vida, perdera a cor.
Minh'alma, que estava completa, novamente se despedaçou.
Agora, aos poucos, esqueço-me o que é o amor.
Mas infelizmente, ainda me lembro, o que seu olhar me jurou..."
Uma justificativa sem sentimento causa cegueira, mas, a essência mais sábia para a tomada de uma decisão, está em saber administrar nossos sentimentos e vaidades pois, a maturidade da autoconsciência, pode ser uma atenção não repressiva e nem julgadora.
