Saber
Saber ir e voltar das situações
que não se pode navegar
no mar das humanas emoções
e até daquilo que se não pediu.
Diferente do que impuseram
na Ilha da Rita nós sempre
podemos reagir para o curso
da história nunca mais se repetir.
No campo do diálogo e da ação
para não cair nas armadilhas
da nossa própria destruição.
Para que ninguém tenha mais
poder sobre nós e que venhamos
se lembrados da melhor maneira.
Saber que em setembro
floresce o Pau-brasil
que é a Árvore Nacional
é lembrar que tenho raízes,
e em mim está a Independência.
Saber que em setembro
floresce o Ipê-amarelo
que porta a Flor Nacional
e em mim está a Independência.
Saber que em setembro
o Sabiá-laranjeira se multiplica
é que é a nossa Ave Nacional
e em mim está a Independência.
Saber que não foi somente
em setembro e que a Independência
nasceu com os pés descalços,
e não no fio de uma única espada e coroa,
em mim está viva a Pindorama
na alma, no corpo e na memória.
Saber que para existir de forma longeva
ter Independência é viver com diligência,
em relação a sua própria existência,
e não buscar nenhuma interveniência.
Balança a Rabugeira
do Ceará e as flores
caem sobre os meus
cabelos castanhos,
Querer saber os seus
segredos são planos
que não abro mão,
porque você mora
absoluto no meu coração.
O principal é saber
que o Sol voltará
a brilhar e a noite
fatal descansará,
O ilegal será levado
com para sempre
para nunca mais voltar,
porque nós seremos
os nossos próprios casos de amor,
e sem tempo não prestaremos
nem mesmo condolências,
porque estaremos ocupados
com a vida, festas e poemas.
" A maior distância é a de estar do lado, e ainda sim estar distante de saber dos sentimentos, sonhos, medos, frustrações, distante de saber o que sente o coração... Essa sim, é maior distância que alguém pode ter..." A maior aproximação, é aquela que apalpa o coração"...
Como pode um ateu saber
que Deus não existe,senão instigado por
sua inequívoca presença - ora causadora
de suas abismadas dúvidas e ilações,
argumenta Fiódor Dostoievski!
Perceba que tanto a crença cega
quanto uma intempestiva descrença,
são apenas pálidos desfechos
de nossa inda sofrível
cognição!
O que mais espanta no homem,
não é a sua veraz erudição;
a vistosa capacidade em saber
cada vez mais...
Mas sua insistência emportar-se
como um ser inferior; e, sobretudo,
alheio aquilo que
sabe!
Saber
argumentar sempre será
o mais adequado dos protestos
e questionamentos, ora expostos
a esse agitado cotidiano em que vivemos!
E o autoconhecimento sensatamente
buscado, a via elementar para
que adquira espessuras
e subsista!
... procure saber de você,
muito antes de procurar saber
sobre os outros; busques respostas aos
teus justos porquês, mesmo inda
sujeitoaos porquês do mundo!
Não te esqueças que o pleno viver,
como sabiamente manifesto
pelo 'Messias Cristão',
unicamente se realiza através do
autoconhecimento!
... tanto
um notório saber,quanto
uma honestaexpressão de Fé,
consistirão em conceitos vagos,
insipientes - salvo, quando
regularmente abastecidos
pelos nutrientes da
razão e ação!
"... e, mesmo
aquelehomem
que confessa nada
saber; a cada instante
éconvidado a tudo
conhecer!"
_ Hermes Trismegisto.
Eu tenho os olhos no céu
porém não olho pro Sol
Não faço nada impossível
Se fizer foi sem saber
e você, sôfrega...tropeça
eu não entendo aonde vai
com tanta pressa.
Um dia eu sonhei em saber
Tanta coisa, só pra saber
Muita coisa, só por saber
Saber o que eu queria
Saber que não sabia
Um dia eu desejei esquecer
tanta coisa que não me cabia
muita coisa que eu não esquecia
Tanta coisa que eu quis saber um dia
Agora eu só queria saber querer
Tanta coisa que eu gostaria
de te dizer que eu não sabia
Tanta coisa que eu jamais diria
jamais faria, jamais queria saber
Eu queria saber esquecer
Queria saber querer
Querer esquecer tudo que um dia
Por não saber o que eu sabia
Eu queria saber
Eu queria só saber
Caminhar corretamente pela vida
E que a vida fosse um pouco mais
Que uma mera superfície plana
Eu queria poder superar
Todas as limitações
A que está submetida
A minha humilde condição humana
e todas as fraquezas nela inseridas
Eu queria conhecer e saber lidar
Com a força existente em mim
Antes do fim desta vida
Eu queria viver o tempo que ainda tenho
Vivendo o Sonho de Conhecer a Deus
O Deus que existe nos meus sonhos
E que às vezes me permite saber
Que é sim, possível voar
Pois Ele já me presenteou algumas vezes
com essa sensação incrível
e me ensinou que o tempo
Apesar de impiedoso e inexorável
É necessário pra que a gente aprenda
a remover a venda que existe
nos olhos humanos, e é
inerente à Condição Humana
Eu não digo o tempo mundano
Que faz compreender
as horas e as semanas
Existe outro tempo, além deste plano
Um tempo que vem de Deus
Que tem me ajudado a tentar compreender
Que cada pedra
Que eu, com respeito, carreguei
e cada dor que um dia me derrubou
Agora se traduzem
numa espécie de compreensão
Que de mim se assenhora
E me faz saber de onde eu vim
E que as dores que eu senti
eram sim, necessárias
Pra que eu não passasse pela vida
e a visse desaguar um dia
Num Oceano de incompreeensão
e a tivesse vivido como um reles pária
Carregando sensações imaginárias
Eu já compreendi que Outra Coisa existe
Porém ainda não sei o quê preciso fazer
e a maneira correta de pedir e receber
Tudo isso às vezes me faz sentir
Um pouco triste ao fim do dia
Quando se aproxima a hora de ir dormir
Por não saber voar
de vez em quando
Eu voo de amor
E quando sinto calor
Eu volto pro ninho
E procuro
Um abanador de carinho
E saio mais tarde
Pedalando amizades
é muito leve fazer isso
Nas rodas da sinceridade
E quando minhas pernas se cansam
Eu uso meu estoque de abraços
É isso que eu faço
Para otimizar o torque
Meus braços se abrem
E abarcam o Mundo
Desde os pássaros no Céu
Até o plâncton esquecido
Lá no fundo do Oceano
Com meu abraço de menino
Eu acolho até aqueles
Que não constavam nos meus planos
Pois eu sei
Que não pode haver enganos
Nos desígnios do Divino
Sonhou e acordou
E dormiu e não sonhou
E por não saber sonhar
Seguiu sonhando
Os sonhos mais errados desta vida
Aprendeu a subir em árvores
E descobriu o modo certo
de atravessar as ruas sem morrer
E mesmo sem cair das árvores
Aprendeu melhor que ninguém
A ser alvo das dores
Que se sentia ali mesmo, no chão
E tentaram roubar-lhe a alma
Quiseram-lhe apagar
O brilho dos olhos
Muito fizeram
Pra tirar-lhe a poesia, que fluía
Mas ela estava no mundo
Seus olhos simplesmente viam
Machucaram-lhe a palavra
Segundo a segundo
Plena e claramente o afogaram
Num pântano infecundo
Quebraram-lhe os cântaros
Temiam que ele fosse um pássaro
Que fingia tanto bem ser homem
Mas de homens e pássaros
Só prende-se corpos
Ambas as almas voam
Nisso destoam de tudo mais:
Enxergar o vento que não se vê
E faz voar
O coração que seja leve
Mas não há nada neste mundo
Que os leve à força
Ou que lhes apague a maneira de sonhar
Nem dinheiro no qual se apeguem
E assim trilhou seu rumo
Sonhando, voando e vivendo até morrer
Como seguem seus rumos
Os pássaros
E os homens sem costume
de terem os sonhos aprisionados.
Edson Ricardo Paiva.
Quando houver na gente
Aquela vontade exigente
de querer saber de verdade
Como se deve agir
Pensemos, então
Será que temos a alma leve
Existe paz no meu coração?
Nesta breve existência
Não é tudo que se corrige
Não precisa haver
Sempre rima em todo poema
porém
Se não existe harmonia
nas coisas do dia a dia
A orquestra da vida destoa
Ninguém poderá pra sempre
viver somente
Aquilo que queria
E ao final não descobrir
Que por viver desigual
Viveu uma vida a toa.
Edson Ricardo Paiva.
Quer saber?
O tempo passa tão depressa
Sem que nada aconteça
Sem que se perceba
Que as horas fizeram fila
Organizadas
Caladas
E que cada uma passou sozinha
Isolada
Pela sua vida
Pela minha
Sem dizer nada
Qual se tudo fosse essa mesmice
Lentamente apressada
Que a gente quase que não teve tempo
Pra viver
Uma estrada
Uma porta jamais atendida
Apesar das batidas
Por isso foi só vivendo
Sem ver que o tempo passava
Por isso
Não viu
Não falou
Tampouco ouviu
Quase nada.
Edson Ricardo Paiva.
"É fácil saber o fácil
É tudo que nem todo mundo
É capaz de fazer
Outro igual, nem parecido"
Edson Ricardo Paiva
