Saber
Tem que saber educar
E não vai ser batendo
Nem tirando o direito de brincar
Será com ensinamentos
Sem perder a infância
Recebendo amor, carinho e atenção
Vamos cuidar e proteger as nossas crianças
Que é o futuro da nação.
Deleito-me em reflexões ao contemplar a alma de um ser que é capaz de saber o caminho que trilha, e ainda mais em ter total convicção de suas ações em seu próprio caminho de existência.
Tentei ficar perto de você, tentei me apaixonar sem você saber, tentei fazer da nossa amizade um amor, tentei falar até com o Beija-flor
Bebê
Estava pensando aqui: falta pouco pra saber o seu sexo; falta pouco pra te chamar de sobrinho (a); falta pouco pra te pegar nos meus braços e dizer que você agora é da Tia.
Aproveitamento. Tem muita gente que pensa com a cabeça dos outros resta saber é se retiram algum benefício.
Quando houver na gente
Aquela vontade exigente
de querer saber de verdade
Como se deve agir
Pensemos, então
Será que temos a alma leve
Existe paz no meu coração?
Nesta breve existência
Não é tudo que se corrige
Não precisa haver
Sempre rima em todo poema
porém
Se não existe harmonia
nas coisas do dia a dia
A orquestra da vida destoa
Ninguém poderá pra sempre
viver somente
Aquilo que queria
E ao final não descobrir
Que por viver desigual
Viveu uma vida a toa.
Edson Ricardo Paiva.
Sonhou e acordou
E dormiu e não sonhou
E por não saber sonhar
Seguiu sonhando
Os sonhos mais errados desta vida
Aprendeu a subir em árvores
E descobriu o modo certo
de atravessar as ruas sem morrer
E mesmo sem cair das árvores
Aprendeu melhor que ninguém
A ser alvo das dores
Que se sentia ali mesmo, no chão
E tentaram roubar-lhe a alma
Quiseram-lhe apagar
O brilho dos olhos
Muito fizeram
Pra tirar-lhe a poesia, que fluía
Mas ela estava no mundo
Seus olhos simplesmente viam
Machucaram-lhe a palavra
Segundo a segundo
Plena e claramente o afogaram
Num pântano infecundo
Quebraram-lhe os cântaros
Temiam que ele fosse um pássaro
Que fingia tanto bem ser homem
Mas de homens e pássaros
Só prende-se corpos
Ambas as almas voam
Nisso destoam de tudo mais:
Enxergar o vento que não se vê
E faz voar
O coração que seja leve
Mas não há nada neste mundo
Que os leve à força
Ou que lhes apague a maneira de sonhar
Nem dinheiro no qual se apeguem
E assim trilhou seu rumo
Sonhando, voando e vivendo até morrer
Como seguem seus rumos
Os pássaros
E os homens sem costume
de terem os sonhos aprisionados.
Edson Ricardo Paiva.
"A beleza sutil
Desta vida é
Saber que não existe
A certeza de nada
Mas até
Que se prove o contrário
Eu, na dúvida ...
Mantenho minha fé"
Edson Ricardo Paiva
Hoje
Eu pensei em você
Passei um tempo assim
Meio triste
E meio sem saber
O quê te fiz
Olhando fotos
Hoje, antigas
Fitei-me no espelho sem mentiras
Concluí
Que ainda sou o mesmo
Porém o teu olhar
Mudou demais
Há ainda
Um Oceano infinito
de lugares vazios
Ao redor de mim
Você não quis ficar
em nenhum deles
mesmo assim
Aquelas quadras de amarelinha
e a corda que a gente pulava
Estão para sempre apagadas
das tardes que, porventura
você talvez ainda traga
Nesse teu duro coração
E assim
A história se acabou
antes do fim
Melhor eu levantar-me
e ir-me embora
No teatro que encenas na vida
Eu sei, não pode haver
Lugar pra mim
Eu hoje acordei
Sem saber se estava acordado
Às vezes eu sou assim
Talvez eu só tenha sonhado
Que caminhava num belo mundo
de uma leveza sem fim
Vislumbrava uma gente
Que não falava mal
Não desejava mal
Nem fazia mal nenhum
Deixei meus receios guardados
Fui pro meio do Quintal
Belezas por todo lado
Tinha cavalos e capim
Para as árvores que morriam
Havia ali os cupins
Céus azuis sem fim
Pintados por nuvens e promessa
Águas raras corriam em rios
Insetos, sem qualquer pressa
A voar por entre flores
Num mundo com todas as cores
Um Céu com todas estrelas
e todos os pássaros também
Um Mar com todos os peixes
Florestas e campos e campinas e relvas
e selvas e colinas e desertos e montanhas
Pude ver tudo de perto
E todos os animais
Tudo no lugar
Tudo nos preceitos
Porém, entre tudo
o mais perfeito
eram as pessoas
Todas elas, boas demais
Este mundo as admirava
e nós éramos iguais.
Hoje eu compreendo
Que errei muito
por não saber
Se eu soubesse
Talvez tivesse errado mais
Alguns de meus erros
foram bons pra muita gente
Se imaginasse
Teria errado novamente
Não somente os erros cometidos
Que hoje eu vejo
Não como simples erros vãos
foram erros acertados, muito bons
Por não terem feito mal a ninguém
Grandes erros
Não os cometi
E jamais os faria
Esses acertos também
Me fazem sentir muito bem
Errei algumas pedras
que joguei em passarinhos
Errei quando decidi
Ser escritor de poesia
Errei em dividir muita coisa
Com quem mais tarde
Achei que não merecia
Errei em não ter escolhido outro caminho
Errei por ter feito o que fiz
Em lugar de fazer o que eu queria
Errei ao dizer as palavras que eu disse
num momento em que não pensei no que falava
mas eu fiz naquele dia
Se eu visse naquele tempo
A paz que me faz sentir hoje
Errava mais, juro que errava
O Universo
Este local
até hoje inexplicável
onde vivemos,
sem saber se é mesmo verdade
A existência de nós mesmos
Vivemos
Em vez de buscar explicação
para tudo que vemos
Quanto mais se descobre
mais descobrimos
que menos sabíamos
Abre-se uma porta
Estamos à um passo das estrelas
E cada dia mais distantes
das respostas escondidas
em cada descoberta
com as quais ninguém concorda
de vez em quando
alguém abre a porta certa
Em vez de outro abismo
aparece a teoria das cordas
até que um dia
percebemos
que estão também aqui
e que também estamos
estivemos ou estaremos
lá
Nos confins dessa infinita
estrada que o tempo não alcança
dançando sem saber
cada passo dessa dança
que ninguém vai saber explicar
se não conseguir
tornar a ter o que um dia chamávamos
de pureza da criança
Explicamos o corpo usando o cérebro
Não se explica o cérebro
Usando apenas ele mesmo
Abre-se uma porta
caimos no abismo
no qual ninguém cairia
se voltasse a usar apenas
a sabedoria que um dia tivemos
e não sabemos aonde ficou
Portanto
Ignoramos o tudo
Em vez de entender o nada
Um dia eu sonhei em saber
Tanta coisa, só pra saber
Muita coisa, só por saber
Saber o que eu queria
Saber que não sabia
Um dia eu desejei esquecer
tanta coisa que não me cabia
muita coisa que eu não esquecia
Tanta coisa que eu quis saber um dia
Agora eu só queria saber querer
Tanta coisa que eu gostaria
de te dizer que eu não sabia
Tanta coisa que eu jamais diria
jamais faria, jamais queria saber
Eu queria saber esquecer
Queria saber querer
Querer esquecer tudo que um dia
Por não saber o que eu sabia
Eu queria saber
Eu queria só saber
Caminhar corretamente pela vida
E que a vida fosse um pouco mais
Que uma mera superfície plana
Eu queria poder superar
Todas as limitações
A que está submetida
A minha humilde condição humana
e todas as fraquezas nela inseridas
Eu queria conhecer e saber lidar
Com a força existente em mim
Antes do fim desta vida
Eu queria viver o tempo que ainda tenho
Vivendo o Sonho de Conhecer a Deus
O Deus que existe nos meus sonhos
E que às vezes me permite saber
Que é sim, possível voar
Pois Ele já me presenteou algumas vezes
com essa sensação incrível
e me ensinou que o tempo
Apesar de impiedoso e inexorável
É necessário pra que a gente aprenda
a remover a venda que existe
nos olhos humanos, e é
inerente à Condição Humana
Eu não digo o tempo mundano
Que faz compreender
as horas e as semanas
Existe outro tempo, além deste plano
Um tempo que vem de Deus
Que tem me ajudado a tentar compreender
Que cada pedra
Que eu, com respeito, carreguei
e cada dor que um dia me derrubou
Agora se traduzem
numa espécie de compreensão
Que de mim se assenhora
E me faz saber de onde eu vim
E que as dores que eu senti
eram sim, necessárias
Pra que eu não passasse pela vida
e a visse desaguar um dia
Num Oceano de incompreeensão
e a tivesse vivido como um reles pária
Carregando sensações imaginárias
Eu já compreendi que Outra Coisa existe
Porém ainda não sei o quê preciso fazer
e a maneira correta de pedir e receber
Tudo isso às vezes me faz sentir
Um pouco triste ao fim do dia
Quando se aproxima a hora de ir dormir
Por não saber voar
de vez em quando
Eu voo de amor
E quando sinto calor
Eu volto pro ninho
E procuro
Um abanador de carinho
E saio mais tarde
Pedalando amizades
é muito leve fazer isso
Nas rodas da sinceridade
E quando minhas pernas se cansam
Eu uso meu estoque de abraços
É isso que eu faço
Para otimizar o torque
Meus braços se abrem
E abarcam o Mundo
Desde os pássaros no Céu
Até o plâncton esquecido
Lá no fundo do Oceano
Com meu abraço de menino
Eu acolho até aqueles
Que não constavam nos meus planos
Pois eu sei
Que não pode haver enganos
Nos desígnios do Divino
Eu tenho os olhos no céu
porém não olho pro Sol
Não faço nada impossível
Se fizer foi sem saber
e você, sôfrega...tropeça
eu não entendo aonde vai
com tanta pressa.
Eu queria saber aonde é Longe
lugar tão simples, ignorado
e que tanta coisa abrange
a gente sempre ouve falar
de tanta gente que está lá
que veio de lá
ou que está pra chegar
e vem vindo de lá
eu às vezes chego a pensar
que longe é aqui
Longe dos sonhos
longe das soluções
longe de quem me entenda
longe de quem goste
de mim de verdade
eu esperava no passado
por um dia que estava longe
esperava sem perceber
que a cada dia que passava
eu ficava cada vez mais longe
Longe de quem me amava
longe de quem me queria
longe de quem
junto comigo sonharia
eu queria ir pra bem longe
mas esse lugar está
muito distante
no tempo e no espaço
e agora não sei o quê faço
já que tudo agora
está tão longe
