Ruínas
Das ruinas um dia foram monumentos fabulosos... O que sobram na vida são os sentimentos puros., Que se eternizam! Lícia Madeira
"FORTALEZAS"
Fortalezas também viram ruínas, e ruínas vão se deteriorando de forma tão lenta que às vezes ninguém percebe que alí naquele lugar, não há mais nada além do pó formado pelo tempo e pelo cansaço em resistir às adversidades. Porque o único ato de uma fortaleza é aguentar imóvel diante das tempestades. Fortalezas aguardam que se construam muros e escudos protetores à sua volta, não por comodidade, mas por estar com seus pés fincados em solo forte de memórias infortúnias do passado que as impedem de se moverem.
Izete Reis
sobrevivendo
o sangue se derrama
meros sonhos,
tão perto os pesadelos,
ruínas de uma floresta
e tabus impostos
no desatino monstros sem alma...
olho para céus existe perdão
ou apenas o abandono ao mesmo...
tudo torna se ironia...
para tantos ditos covardes...
o declínio é claro desrespeito.
Entre as pessoas que se amam, sempre tem um apaixonado, o pivô de muitas ruínas, e esse nunca é a gente!
Incêndio, o descaso ateou!
Destruiu 200 anos de história.
Museu Nacional em ruínas
- Venceu a política inglória!
Nos perdemos em escombros de uma sociedade vazia
Em meio a desigualdade, em meio a ruínas
Nos perdemos na frustração, as vezes, até mesmo sem razão
Procurando àquilo que talvez nos traga emoção
Deteriorando nossa alma e nosso coração
Em pequenos "momentos" dentre nossa escuridão.
E assim vai o vento arrastando tudo que vê a frente: derrubando sonhos construídos em ruínas de castelos !
Não vou mais olhar as ruínas do passado...
Vou construir pontes e vislumbrar o presente!
Minha esperança está no futuro
e em viver bem o presente.
Quero fazer diferente,
deixar o amor no coração
e não quero apagar minha paixão pela vida.
Ela me ensinou a ser forte
e atravessar muralhas .
E hoje deixo meus medos lá no passado
e vou vivendo o presente
em forma de gratidão à vida
e ergo as minhas mãos em agradecimento,
por todos os momentos,
que me ensinaram a ser valente
Ruínas
Mesmo depois de tudo
Que tudo que restou foi nada
Sentado nessa calçada
Calado como um surdo e mudo
Eu amo
Destruíram minhas cidades
Afundaram meus navios
Rasgaram minhas vestes
Envenenaram meus rios
E ainda assim eu amo
Queimem o que sobrou então
Todos os meus vinhedos
Tirem os anéis dos meus dedos
Matem o meu cão
Executem seus planos
Cumpram suas metas
Destruam todos as poetas
Malditos seres humanos
Porque de um jeito ou de outro
Ferido, me arrastando.
Mesmo depois de morto
Vou continuar amando.
Vladimir Wingler
Muriqui 14/01/2003
Quando eu estou com o coração em ruínas, saudades, tristezas e muitas dúvidas.... E eis que surge em meus pensamentos a voz do senhor e me diz:
- Coragem meu filho, pois vai dar tudo certo. Sei que o caminho não é o que você esperava, pois é doloroso, mas não temas! Eu estarei sempre com ao seu lado nessa dura jornada que é a vida.
"Deus não nos dá um fardo maior do que podemos suportar."
REVOLUÇÃO
Em ruínas modulares
geometriza-se o sol
na escuridão de dedos nucleares
no desejo da primaverica guerrilha.
' o mundo em quem você vive está morto, não há como erguer mais as ruínas que foram destruídas. #BlitzVl04ÉcioGênesis
Apegue-se a Bússola
Vivemos em um Mundo de ruínas, nossos quintais viraram campos de batalhas. Esforçamos-nos para amenizar a dor e a desgraça. Todavia lutamos por conceitos que o próprio Homem criou. Em meio a um estado caótico, onde tudo esta destruído, os mapas já não servem para reconstruir. Não há mais ruas e nem padrões. É chegado à hora da reconstrução! Jesus desceu na Terra em um tempo onde tudo estava sendo coberto por enganação, como atualmente. Veio e nos ensinou o caminho, estabeleceu as ruas e os padrões do seu Pai, pregou tudo sem se importar com a aceitação! E hoje nós estamos querendo destruir tudo novamente! Jesus é a bússola, mesmo quando tudo destruído esta Ele vem e restaura! Largue os mapas que tu mesmo criaste, e se apegue a Bússola que se chama Jesus!
Retirantes
Somos o pó
De uma vida em ruínas
E uma gente
Sem disciplinas
Tentando desatar esse nó
Somos a rampa do morro
E cara mais suja no chão,
Somos enfim aquele choro
Sem a chave do mundo na mão
Somos relâmpagos
Invernos e refrão
Que o trovão da vida
É um poema
Pra moça sem coração
Que vive sempre iludida,
Fazendo dos seus dias
Um dilema
No breu confuso da noite
Sem amor, amigos ou paixão
Somos a voz
Que se solta em vão
Um ser feroz
Na escuridão,
Somos a correnteza
E aquela multidão
Vivendo de incertezas
Querendo tocar
O sol com as mãos,
Somos enfim uma fortaleza
E toda aquela confusão
Somos a liberdade
E toda a solidão
Prisioneiros da desigualdade
E da falta de compaixão,
Pois o mundo é um motor
Que gira em rotação
Onde a verdade
As vezes se esconde
E no peito ainda mora uma dor,
Somos enfim essa multidão
Com essa falta de amor
E perdão
Que a vida as vezes
É como um trator
Um certo quinhão
Pra quem tem outra cor
Nós somos a falta
Que preenche o vazio
A solidão que exalta
E o sucesso um tanto tardio,
Somos o regresso
De quem vem de longe
Trazendo na mala
Sonho e esperança
E também algum documento,
Mulher sempre fica na sala
E criança vem com o tempo
Quando a coisa aqui melhorar
Eu coloco todos na bagagem
E também carrego pra cá,
Pra ver o sol nascer mais bonito
E beleza vai ser trabalhar
Pra se sonhar com o infinito
Primeiro é preciso buscar
Pra depois louvar com o bendito
O que de fato pôde encontrar
Do pó do nordeste sem chuva
Onde só tem curva e peste
Eu vou direto é pra cidade grande
Pra que algo de bom
Lá se manifeste,
Apesar do barulho do som
Diferente de lá do nordeste
Onde tudo era só silêncio
E tão calmo o nosso agreste,
Levo comigo o meu dom
Que tenho há milênios
Uma forma assim de presente
Vinda de uma força celeste
Pra quem tá na vida sem rumo
E longe da casa da gente.
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