Ruínas
As lembranças tem mais poesias que as esperanças... Assim como as ruínas do edifício, que a construção.
Benavente.
"Caminhe por entre ruínas quantas vezes for preciso, mas nunca deixe sua mente se arruinar e siga sempre em frente."
Sei que em alguma cidade deste planeta em ruínas
uma pequena me ama de verdade.
Posso sentir seu bafo no meu cangote
quando saio pra tomar um trago.
Ruínas
Tento eu reconstruir a mim, tento superar a ausência dele sem nem ao menos ele ter partido. Enquanto ele corre atrás de seus sonhos libidinosos, assim dito por ele, eu libidinosamente o desejo ainda, mesmo sendo esse desejo desaconselhável e avassalador. Um turbilhão de palavras chegam aos meus ouvidos, oriundas das bocas que me amam e o escarnecem. A razão me leva a mim e o coração sangrando de tantas feridas abertas por ele me leva, só me leva! E agora? Onde estarei? Pra onde vim? De onde eu saí? Eu saí?
Esse emaranhado de perguntas me fazem lembrar do que eu sempre tive certeza, eu o Amo!
Ele, seco em possuir o mundo, deixa com que o mundo o possua, lembra e sabe, descobre e retorna, ao lar que estranhamente sempre foi seu e volta a mim e não para mim, que ainda, mesmo que não queira, quer e é seu. Sua destruição e seu desejo infringiram a única regra que não se podia quebrar, não viole a fidelidade dos sentimentos.
Seu desejo de ser do mundo , o fez esquecer da fidelidade dos próprios sentimentos, o fez esquecer o que se sente, só a sua putrefação o fez lembrar que um mal ou bom filho à casa torna! Agradeça a seus Deuses e Demônios. E lembre-se tu és mortal, não precisas testar a durabilidade de tua carne!
A'Kawaza
Mesclada é a vida de sonhos, desventuras,
entre amarguras sorrisos de alegria.
Flores, ruínas o tempo descortina,
por entre as trevas a luz que ilumina.
Em mil nuances a vida se retrata,
e em mil espelhos o seu perfil reflete.
Montanha russa com altos e baixos.
No vai e vem a vida se repete...
ENTRE O CAOS
(Luís Felipe)
Entre o caos deste meu ser,
Nas tempestades e ruínas.
tentando sobreviver,
Me perco em cada esquina.
A solidão me acompanha,
Enquanto o silêncio me toma...
E vou subindo essa montanha,
Pra descobrir o meu sintoma.
E, nada mais faz sentido.
Até que eu compreenda a razão,
De estar nesse caminho,
Que vejo coma mente e sinto com o coração
“E a tua gente reconstruirá as ruínas que pareciam eternas, farás subir os alicerces que atravessaram gerações, serás chamado reparador de brechas, restaurador de caminhos, para que lá se possa morar.”
Is 58,12
Dias obscuros
A grande fortaleza em ruínas
Tudo que eu amava
Tudo que eu acreditava
Eu vejo o meu rosto cair diante de mim
Eu encaro o Grande penhasco solitário
Emerge-se então a verdade
O que eu pensei desejar
A ideia que eu usei para me guiar
Agora meus caminhos não estão claros
E você não está mais aqui para me ajudar
Talvez você nunca estivesse.
Aquilo que eu criei
A dúvida que se instalou
Eu a vejo consumir-me
Eu caio em dias obscuros
Das ruinas um dia foram monumentos fabulosos... O que sobram na vida são os sentimentos puros., Que se eternizam! Lícia Madeira
"FORTALEZAS"
Fortalezas também viram ruínas, e ruínas vão se deteriorando de forma tão lenta que às vezes ninguém percebe que alí naquele lugar, não há mais nada além do pó formado pelo tempo e pelo cansaço em resistir às adversidades. Porque o único ato de uma fortaleza é aguentar imóvel diante das tempestades. Fortalezas aguardam que se construam muros e escudos protetores à sua volta, não por comodidade, mas por estar com seus pés fincados em solo forte de memórias infortúnias do passado que as impedem de se moverem.
Izete Reis
sobrevivendo
o sangue se derrama
meros sonhos,
tão perto os pesadelos,
ruínas de uma floresta
e tabus impostos
no desatino monstros sem alma...
olho para céus existe perdão
ou apenas o abandono ao mesmo...
tudo torna se ironia...
para tantos ditos covardes...
o declínio é claro desrespeito.
Entre as pessoas que se amam, sempre tem um apaixonado, o pivô de muitas ruínas, e esse nunca é a gente!
Incêndio, o descaso ateou!
Destruiu 200 anos de história.
Museu Nacional em ruínas
- Venceu a política inglória!
Nos perdemos em escombros de uma sociedade vazia
Em meio a desigualdade, em meio a ruínas
Nos perdemos na frustração, as vezes, até mesmo sem razão
Procurando àquilo que talvez nos traga emoção
Deteriorando nossa alma e nosso coração
Em pequenos "momentos" dentre nossa escuridão.
E assim vai o vento arrastando tudo que vê a frente: derrubando sonhos construídos em ruínas de castelos !
Não vou mais olhar as ruínas do passado...
Vou construir pontes e vislumbrar o presente!
Minha esperança está no futuro
e em viver bem o presente.
Quero fazer diferente,
deixar o amor no coração
e não quero apagar minha paixão pela vida.
Ela me ensinou a ser forte
e atravessar muralhas .
E hoje deixo meus medos lá no passado
e vou vivendo o presente
em forma de gratidão à vida
e ergo as minhas mãos em agradecimento,
por todos os momentos,
que me ensinaram a ser valente
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