Ruas
Sentir seu cheiro
Me deixou assim
Radiante
Apenas querendo teu amor
Passei por aquelas ruas
Vi seu sorriso
Olhando as flores
Amei ainda mais você
Aquele perfume
Seu jeito
Seu sorriso
Tudo o que quis naquele momento
Foi ter você pra mim
Sentir você
Desejei
Te amar outara vez
Te fazer feliz
E ser parte de você
Poetisa
IsleneSouzaLeite
O que dá nas ruas, chérie
Fumaças de jardim
me engolem
Espirros e espirais
de pólen
Andar nas ruas
é catar alergias
ou procurar alegrias
achar acasos que permitam casos,
caso de repente, você...
Invento cenas e ando nas ruas
como num cromaqui.
Se der de cara contigo
numa floricultura
direi de cara: hello, chérie!
Só pra encarar seus olhos
de clorofila
E vou planar silenciosa,
em fotossíntese,
numa respiração de folha
E você mais irresistível
do que plástico-bolha
(pra me lembrar
o quanto eu sou
sinestésica)
E vou dar bandeira. E você dá o fora.
E já deu minha hora.
Nas ruas do meu bairro, eu me perco eu me acho,
nestas ruas, nasci, cresci, vivi e continuei
encontrei, amor, desamor, e não desanimei,
Saudações, cumprimentos, saudades e abraços,
crianças, jovens, idosos, por ai cada um no seu passo,
Gatos, cachorros, papagaios e capachos,
afetos, desafetos, agrados e desagrados,
ruas, de terra, de enchente de lama e de barro,
pessoas, bonitas, alegres, tristes andando no compasso e descompasso,
Guarulhos, Itaim, Ermelino, vizinhos das regiões ajacentes,
por aqui por estas vielas e calçadas estão sempre presentes,
pessoas do bem, trabalhadores e os resistentes,
se encontram nos pontos de ônibus nas madrugas em dias frios, chuvosos, ou quentes
sempre resistentes,
assim foi minha avó e agora sou eu,
caminhando na labuta da parte que é da terra, daquilo que é meu,
tao linda ficou a praça, Padre Aleixo Mafra,
cheia de luzes no final do ano, com as árvores enfeitadas...
com tanta iluminação poderia ser este bairro qualquer parte do mundo,
Nova York, Paris, Tokio,
Mas é São Miguel City, meu bairro querido,
só uma prece eu sigo no meu rumo,
ó senhor cuida do meu bairro, da minha família e dos meus amigos, que por aqui faço a minha parte e de mim eu mesma também cuido....
"Não Entendo Pessoas Nas Ruas Sem Pão, Sem Abrigo
Maltratadas Pisadas Feridas Por Quem Diz Que Sabe Amar , São As Contradições Que As Palavras Humanas Jamais Vão Poder Explicar
Feridos Por Causa Do Amor, Amados Querendo Ferir à Mais Pura Verdade.!"
O colapso final
A guerra nas ruas
A inocência não existe mais
O fogo nos olhos
O sangue no aço
Minhas cicatrizes ardem
Marcas de guerra
O cheiro da morte
Abraço dos ingênuos
Ossos quebrados
A saudade de casa
Marcas do pecado
O fim lamentável...
É assim que eu digo que te esqueci: pegando pedaço de você em todos os lugares, ruas, esquinas. Me agarrando a músicas que fazem eu lembrar de você.
Mas, vou te mostrar que sou capaz de realmente tirar você de mim, de dizer que não quero mais.
FOREVER AND FOR ALWAYS
Você é meu tendão de Aquiles
Me faz andar, transitar por ruas
E avenidas de paixão
Essa chama fica acesa em cada coração
Eternamente e para sempre
Eternamente e para sempre
Imagino nós velhinhos acreditando
Se entregando um para o outro
Únicos românticos autênticos
Como os código de barras
Registradoras de alta qualidade
Registros de nossas vidas
Nosso amor de verdade
Eternamente e para sempre
Eternamente e para sempre
O nosso amor é eternamente eterno
Nosso carinho para sempre moderno
Araras, pinguins, cavalos marinhos
Amor, calor, cheios de carinhos
Quanta imaginação minha
Você se foi já faz tanto tempo
Minha princesinha
Parece está a todo momento
Aqui comigo
Eternamente e para sempre
Namorados amigos
Hoje eu acendi mais uma vela
Sei que não está na escuridão
Não é você que precisa dela
É que sua luz me mantém vivo
E longe da piração
Eternamente e para sempre
Admirado por você
Eternamente e para sempre
Apaixonado por você
28 de março de 2016.
MENTIRAS DESLAVADAS
Acordei bem na alvorada
Por conta d'uma multidão
Que pelas ruas aclamava
As conquistas da população
Saí do quarto tão assustada
E não sei bem porque razão
Fui logo ligando a televisão
O que me deixou entusiasmada
Anunciavam em extraordinária edição
Notícias de deixar o queixo caído:
Éramos a mais feliz população
Porque a pobreza enfim havia desaparecido
Outros anúncios importantes
O analfabetismo havia zerado
Na saúde um atendimento brilhante
Com o mosquito da dengue exterminado
Todos tinham vagas nas escolas
Empregos bem remunerados
Ninguém nas ruas pedia esmolas
Não havia sequer um desempregado
Éramos um país exemplar
Com renda per capita maior do mundo
Notícias que me fizeram saltitar
Mas que duraram só um segundo
Cinicamente em seguida o repórter afirmou:
Você deve estar muito febril
Porque se nisso tudo acreditou
Esqueceu que hoje é primeiro de abril.
mel - ((*_*))
1*/04/2016
Enquanto muitos protestam nas ruas apoiando ladrão e outros protestam a favor de ladrão. O meu protesto é esse: Jesus voltará em breve e aniquilará de uma vez por todas a corrupção do coração humano.
Passei de lado
vi jardins
atravessei ruas
pulei calçadas,
dei de cara com o sol, chuvas
corri,
brinquei na água, sorri.
Badernei,
me fiz menina moleca
dancei
rodopiei com o vento
gargalhei.
Lembrei infância:
fiz teatro, mor meu
fiz drama,
fui Julieta, tu Romeu.
Se a gente tiver que ser, será.
Não importam as ruas, estradas...
desconhecidas, dobradas,
o que for será:
hoje, amanhã ou depois.
O que foi escrito nem o tempo
nem becos,
nem caminhos tortos, diferentes...
são capazes de evitar o que vai,
ou vem para ser!
Não me omitirei
Serei o martelo que golpeia a tua consciência
Te perseguirei pelas ruas e gritarei teu crime,
Te incomodarei de mil maneiras, não te darei paz.
Quanto te olhes no espelho, serei o teu reflexo,
te apontarei o dedo e te chamarei covarde,
covarde por viver só para ti, covarde por não agir,
por pensar que o pouco que faria não seria nada;
quando o teu “nada” poderia ser o tudo para alguém.
Publicarei nos jornais tua cruel omissão,
porque tuas palavras vazias e teu olhar de pena,
não alimentam a fome dos flagelados do mundo.
Te caçarei no cinema, nas lojas, na academia,
em todos os lugares onde alimentas a tua futilidade.
Te farei lembrar da mão estendida, do prato vazio,
das noites escuras de outros, que dormem sem teto,
que já não têm mais lágrimas para derramar.
Já não sou aquela criança que corria livre pelas ruas da minha cidade. Na verdade estou bem longe do meu mágico lugar de infância. Mas ainda conservo minha imaginação. Ainda busco aventuras em castelos, princesas em torres e espreito nas casas abandonadas.
“Caminhei por avenidas tantas ruas e vielas, bebi em muito bares e beijei muitas mulheres, sobre o efeito da bebida e do calor de outros corpos me esquecia por instantes de você meu lindo amor.”
“O meu coração eu não enganei, ele conhece o seu cheiro o seu corpo por inteiro, o seu jeito de abraçar o seu jeito de amar.”
Miragem
Pelas ruas sem destino
Vago, vago...
Vago e esbarro no vazio
Na busca incessante
Obra de arte esquecida
Na quinta avenida
De uma esquina qualquer
Cruzo a fronteira
Levando a certeza
Que apenas foi o reflexo
Dos meus devaneios
Em seus desertos
