Rua

Cerca de 3115 frases e pensamentos: Rua

Invisível menino pobre de rua
Cujo futuro nem a Deus entrega
Sutil como as fases trocadas da lua.
Nu de carinho como as pedras da calçada crua.
Sem paz nunca sossega
Sem amor a sua vida enfraquece
Com fome a ninguém se apega
Ainda assim pede aos céus em prece.

Inserida por MoacirLuisAraldi

Lá vem eu na passarela
Carregando o sol e a lua
Abraçando a chuva
Correndo na rua.
Lá vem eu te candando
Poemas declamando
Lá vem eu te possuindo
Te domando,
Despertando teus desejos
Acordando teus beijos
La vem eu te dando flores
Te abraçando.
Lá vem eu para te roubar
Devagarinho te domar
Beijar tua pele quente
Matar minhas vontades
Te cheirando, te tocando
Lá vem eu vivendo,
Sonhando,
Sonho.

Inserida por LeoniaTeixeira

Quando não se aprende o que é bom e mau em casa; aprende-se o que é ruim na rua.

Inserida por Roberto2011

ESTA RUA E UM BBB ENTÃO SORRIA VC ESTA SENDO FILMADO

Inserida por GALANGYN

Um dia um amigo, mim falou dormir na rua e eu não acreditei nele, um dia ia viajar chegando na rodoviária o vi de longe e ele também mim viu olhou pra mim, esboçou o sorriso, e eu fui ao seu encontro e fiz a seguinte pergunta, você vai pra onde? E ele com toda a sua simplicidade do mundo com um grande sorriso e as lágrimas ao mesmo tempo escorrido por sobre a sua face mim falou estou dormindo aqui, dormindo não passando a noite em um lugar menos perigoso, aí fiz uma pergunta você já comeu hoje, e ele com um grande sorriso mim respondeu faz dois dias que não como nada.

Inserida por Celio77

As luzes que vem da rua, entram em meu quarto se esquivando da cortina. Elas me dizem algo. Dessa vez não respondi.
Meu quarto tem um roupeiro com as portas mofadas. Uma cadeira com rodas, onde coloco meu cigarro, o cinzeiro, o isqueiro e uma garrafa com água. Os cigarros são para fumar quando acordo pedindo. A garrafa é para minhas noites de ressaca.
Minha cama sempre fica desarrumada. Os tênis jogados pelo chão. Uma prateleira onde estão a maioria das minhas coisas, inclusive um disco do Charles Aznavour. Gosto de acordar e vê-lo.
Minha gata deita em meu peito, respira profundamente e com dificuldade eu escrevo no escuro. No escuro do quarto e no escuro da minha alma.
Eu nunca forcei para escrever algo, sempre me saiu como um foguete. Um foguete que sai do peito e não tem rumo.
Nunca tive limite de linhas, nem vontade de me adaptar a qualquer regra.
A minha barba cresce e não me importo qual seja seu olhar. As roupas que eu vestia, hoje não me caem bem, não me servem.
O roupeiro das portas mofadas, traz roupas boas, as quais pensei em dar e vou dar para quem realmente precisa. Nunca precisei de muito.
Conheço pessoas novas todos os dias. Eu sou uma pessoa nova todos os dias.
Por intermédio de meus textos, hoje o Brasil me conhece, algumas pessoas de fora dele, também. Podem não conhecer meu rosto, mas o sangue de minhas letras, conhecem. Talvez muitos se identificam.
Não tenho a pretensão de ser um porta voz, muito menos exemplo a qualquer outro escritor. Escrevo porque preciso. Não pretendo ser grande, ser lido no mundo todo. Só quero que a minha escrita mexa com outras almas, acalente outras almas, como acalenta a minha.

Inserida por kevinmartins6

Tem pessoas que são como latão de lixo desses de rua: podem enfeitar, pintar, desenhar flores. Mas, na essência, continua uma lata de lixo.

Inserida por Anakarpinski

A CRIANÇA

A música de um rádio esvai-se da taberna,
espalha-se na rua estreita e mal calçada;
é compasso, talvez, de uma dança moderna,
talvez ária de amor, febril, apaixonada.

Com dois anos ou três, vestida cor de rosa,
de bracinhos ao ar, uma menina dança,
tão linda, tão gentil, tão pura, tão graciosa,
que toda a gente pára a mirar-se na criança.

O seu corpo volteia, os seus braços são asas,
seus pequeninos pés estão pisando flores,
em roda surge, em vez das mais humildes casas,
parede palaciana embriagante de cores.

Esta criança transforma a pobreza em riqueza,
adoça alegremente aquele ambiente triste,
o que é sórdido morre ante a sua pureza,
só ela, ela somente, ali impera e existe.

Ao som daquele rádio, a criança ingénua e calma,
dançando, nos conduz ao sobrenatural,
a ser apenas sonho, a ser apenas alma,
a viver para além de este mundo mortal.

Já não se escuta a rádio, a música é divina;
a taberna sumiu-se, há um portal do Céu;
é um Anjo-de-Deus a forma menina;
da sideral mansão, até ali, desceu.

Porto, Estio de 1959

Inserida por COSTAMACEDO

A Rua é uma missão a vida uma pregação, sem teto sem paredes, o chão como tapete
Anarco Cristianismo
Anarco Cristão

Inserida por CarlinhaCrespo

Porque o meu olhar se derramou
Quando a manhã te iluminou
feito um cometa em minha rua...

Inserida por tadeumemoria

A rua me criou mas não me levou,
dou graças a quem me ensinou.
Fui evoluindo e o tempo passou,
obrigado a essa pessoa k hoje sou o homem k sou.

Inserida por TiagoSuil

Se na nossa casa tivesse lugar para mais de verdade, nao teríamos ninguém na rua sem abrigo

Inserida por FernandoMariquel

Seja lá no que você acredite,
agradeça sempre pela sua sorte.
Porque ali do outro lado da rua
uma alma se debate
numa batalha diária de vida ou morte.
Não tem nome nem sobrenome,
é só frio, medo e fome
O que aconteceu com o coração dos outros homens?

Inserida por MagaiverW

Eu fico triste
por essa geração.
As crianças não jogam
mais taco na rua.
Não tem mais
time da rua de cima
contra time da rua de baixo.
As calçadas
não tem mais marcas de giz.
Ninguém toca mais
campainha pra sair correndo.
Mas ainda brincam
de polícia e ladrão
aqui no quarteirão,
só que ao invés
de cano 'pvc' nas mãos,
a criançada sai armada
de fuzil e “três oitão”.

Roney Rodrigues em "Triste Geração"

Inserida por RoneyRodrigues

AO POETA MÁRIO GOMES

Me perco por ai
Dentro de
Qualquer rua
Que me
Aceite,
Que me
Conforte,
Que me
Descreva.
Pelas praças,
Pelos grandes
Centros,
Me embriago
Com bebida,
Poesia
E com meus
Próprios
Pensamentos.

Inserida por MaestroRafaelCBrito

No meu tempo de criança
Vendo a chuva eu sorria
Eu chamava os amigos
E "pro mei" da rua eu ia
Ninguém lá era doente
Ninguém tinha alergia
E vendo a chuva de hoje
O tempo voltar queria
Pois é de baixo da biqueira
Que a gente tem alegria

Inserida por LuamHenrique

Diga a ela(E) que me viu na rua
Que eu caminhava muito devagar
Que eu olhava para todos para enxergar
Tanto espaço dentro de mim
Na verdade, ela(E) sabe quem eu sou

Inserida por katiacristinaamaro

Legal, ficar sorrindo a tóa. Sorrir pra qualquer pessoa. Andar sem rumo na rua.

Inserida por SabrinaRodriguez

Depois das 6,30h

Na calçada da minha rua, calças curtas à espera da lua, olho vidrado na bolinha colorida de sabão. Que tempo bom. Há algumas décadas. Na mesma calçada, senhoras e senhores descansavam recostados nas suas cadeiras de preguiça, espreguiçadeiras. Lá no fundo do pensamento ouvia-se uma conhecida canção: Lampião de Gás. Inezita era ainda uma jovem e bela morena. Algumas inocentes fofocas de antigamente saltavam a qualquer besteira. Causos engraçados eram quase versejados pelos anciãos encarquilhados, que não mediam disposição para aqueles encontros enluarados. Giba, o antigo vigia particular, mais conhecido por: guarda-noturno parava para aliviar seus velhos pecados, saia dali para sua costumeira rota, até parecia que seu ofício seguia, simplesmente pela terapia daquelas tardes fagueiras transformadas em madrugadas de alegrias livrando-o de suas possíveis derrotas no seu dia a dia.

O tempo passa, e hoje não dá mais pra confiar na sorte, sequer dentro de nossas prisões...

jbcampos

Inserida por camposcampos

“Tem dias que é preciso vestir a roupa de adulto e atravessar a rua segurando bem forte a mão da vida.”

Inserida por Crobalv