Rosto
Depois das palavras que ouvi,
Teu rosto mudou, se afastou de mim,
O amor que era fogo e abrigo,
Agora é silêncio, vazio e frio.
Vivo ao teu lado, mas me sinto só,
Cada palavra tua já não entendo,
O abismo entre nós é um golpe,
um soco no estômago.
Quem és tu, que já não reconheço?
Será que mudaste, ou fui eu que mudei?
Ou sempre foste assim, só eu que não via?
Esse estranhamento é uma ferida
que arde em meu peito.
E me pergunto se um dia ainda te acharei.
Epifania no Rosto de Uma Mulher
Não sorri.
Respira.
Como se o tempo nela descansasse
e a luz, vencida, ajoelhasse.
Há alvorada em sua pele,
brancura que arde sem queimar,
sombra de flor que não murcha,
sede de quem sabe amar.
Olhos — dois portos antigos
onde o mundo ancorou seus espantos,
e as marés recuam em silêncio
para que ela permaneça intocada.
Sua boca é um poema contido,
um verso que ainda não se escreveu,
mas já vive nos lábios dos anjos
e no suspiro de quem a leu.
Ela não posa: revela.
Ela não chama: acende.
É beleza que não se explica,
é paz que surpreende.
E o poeta, órfão de palavras,
deixa cair sua pena no chão,
porque diante desse rosto
a única resposta é a contemplação.
Um rosto bonito, com semblante abatido.
Um sorriso estampado, muito mais que forçado.
Por fora, mantém-se uma pose de que tudo está bem.
Por dentro, só Deus sabe.
Um rosto bonito, com semblante abatido.
Um sorriso estampado, muito mais que forçado.
Por fora, mantém-se uma pose de que tudo está bem.
Por dentro, mais um coração ferido, sofrendo, pedindo socorro.
Na vida tudo passa, principalmente o tempo
Ontem éramos crianças, hoje não mais
O rosto lindo envelheceu
Amadurecemos
Vimos pessoas queridas falecerem
Vimos corações duros amolecerem
Vimos pobre ficar rico
Vimos rico ficar pobre
Vimos amores que não deram certo
Vimos romances passageiros
Com erros e acertos o tempo passa
Nossa! Seu rosto é bem desenhado, esculpido, angelical, sem defeito algum, você é toda linda, uma obra de arte.
No banco de trás do táxi tentou segurar a minha mão, tocar meu rosto, não sabia que no outro dia me deixaria na contra mão no caminho oposto.
Sabe aquele riso espontâneo aquele que vem da alma e não do rosto? Ou aquela vontade de rir, por qualquer coisa que a pessoa faça... e ali você quer ficar? Então, é ali que você mora!
A sensação de estar lá em cima, e olhar pra baixo sentindo o vento no rosto e as pessoas sorrindo e te olhando é indescritível, e quando quase se consegue tocar no vento a alma cai lentamente como uma folha que vem dançando conforme a música do tempo; e no corpo acopla em mais um sonho que acorda.
Aí você acorda e se olha no espelho e percebe seu rosto com rugas e marcas de expressão profundas... Dá um suspiro e se pergunta: - Onde foi que eu errei? Mas, a gente não erra, e sim ao nascermos viemos com o propósito de lapidar arestas mal resolvidas, e esse caminho, muitas vezes árduo e cheio de espinhos espetam nosso rosto e vão deixando cicatrizes que só na maturidade é que vamos entender e compreender o porquê dessas marcas de expressão... Tudo é transitório, tudo é efêmero e tudo se renova, tudo se desfaz, e a renovação celular entra em outro ciclo e nova vida se faz...
“Coloque um sorriso no rosto, converse com a solidão, abrace essa saudade que aperta tua alma, suspire fundo e acaricie a esperança da vida nesse ar que acabas de soltar...
Temos que agradecer por cada ruga e linha de expressão no rosto que vamos adquirindo com a idade, isso é sinal que temos o privilégio de ter um coração que ainda pulsa dentro do peito...e oportunidade de simplesmente viver! Gratidão à vida e suas marcas do tempo...
A fruta que eu mais gosto é manga.
Manga madura.
Daí você come, lambuza boca, braços, rosto, e depois pra tirar os fiapos dos dentes, Deus nos acuda!
Amor pra mim é como manga.
Se for difícil pra tirar os fiapos depois, por melhor que seja o gosto, eu como só de vez em quando!
