Rondo Poesia de Cora Coralina
Que Honra
Que honra
Viver
Em Tempo
Momento
Espaço
Que ti.
Que Honra
Estar
Aqui
Agora
Feliz
e são.
Que Honra
Cantar
Um som
Dançar
De pés
No chão.
Que Honra
Beijar
A boca
Com mel
Tocar
O céu!
Que Honra
Amar
Sorver
Sorrir
Chorar
No mar!
Que Honra
Ouvir
O vento
E a voz
Calor
Arder!
Que Honra
Despir
A alma
Pensar
Em ti
Aqui!
Que Honra
Sentir
Você
Fazer
Amor
Viver!
Edson Luiz Elo
25 de Março de 2021
Soneto à Divina Helena
Helena, és estrela que o céu adorna,
Rainha dos tempos, de eterna magia.
Teu nome ressoa, o mundo transforma,
És verso esculpido em pura harmonia.
Teus olhos, dois sóis, brilham com candura,
E trazem do Éden o mais raro fulgor.
Tua voz é melodia que perdura,
Encanta os sentidos, exala o amor.
És mais que mortal, és lenda vivente,
A própria beleza em forma terrena.
Nos corações deixas rastro ardente,
Sublime, encantada, divina Helena.
De ti se inspiram os céus e a terra,
Pois em tua essência a perfeição encerra.
Sublime, encantada, divina Helena.
De ti se inspiram os céus e a terra,
Pois em tua essência a perfeição encerra.
Edson Luiz Elo
São Paulo, 30 de Dezembro de 2024
em minha mente.
caos completo.
quando vejo teu sorriso.
tudo se desfaz.
vem a calmaria.
dentro de mim.
como o fim de uma tempestade.
correr por todos os lados
na vida interminável
com sonhos e frustrações.
o que perder, o que ganhar?
às vezes nada faz sentido...
entra no poema
que no caminho
te explico.
segue aquele poeta
aquela vida
siga em frente
não pare!
na próxima esquina
o futuro.
teu olhar
que cativa
é maravilhoso
expressando sentimento
declamando poesias
como cintilar
de uma estrela
encantando o céu
da minha alma.
o pânico dentro de mim
o medo do fim
não chegar em lugar nenhum
sem jejum
deixo a dor dominar
sem ninguém para amar
dizem que a vida é bela
não sei se essa ou aquela
não sei para onde ir
já pensei em fugir
e só fiquei
porque te encontrei.
o coração bate forte
quando contemplo tua face
fico encantado
sem reação
você me deixa sem palavras.
você e a poesia mais bela
que eu queria declamar.
chegar no topo
a caminhada longa
o dia atual
olhar e não ver nada
a desistência
a resistência
na força a potência
rasgando o verso
para chegar no alto
sem cair no desatino
do tempo.
na hora do verso
falta a palavra,
eu procuro entre as estrelas
no fundo do mar
e não encontro,
uma voz grita ao longe:
amor! amor! amor!
qualquer coisa
sem produtividade
inapto na escrita
dia indeterminado
sem coragem
a fala no papel
o grito retido
mãos atadas
sem liberdade
tem greve em algum lugar
e eu aqui
preocupado em escrever poesia.
não sinto vontade
de fazer nada nesse dia.
travo uma briga comigo mesmo
uma parte que ir
enquanto a outra quer ficar
e ver o tempo
abraçar o horizonte.
tarde sonolenta
o corpo frio
a busca do amor
a palavra que não cabe
um clarão no céu
teu sorriso
e todos os meus desejos
numa felicidade que parece infinita.
riscando a vida
como o palito de fósforo
na guilhotina.
fugir das preocupações
tentando dormir
para esquecer os problemas!
no braço a força
o coração
o amor
a vida que surge
num piscar de olhos
e se esfarela
com o sono
da eternidade.
escrever
até a tinta acabar
até não existir nenhuma palavra
para rimar.
sem temer
descrever
a vida e o amor
a morte e a dor!
cuidar da vida dos outros
conversa alheia
entrar onde não foi convidado
esquecer de pagar boleto
perder a hora
perder o ônibus
chegar na vida
uma hora depois
e não poder entrar,
como seria o mundo
se os poetas não existissem?
todo dia, acordar!
continuar a saga
levantar a cabeça
a luta não acaba
enquanto aqui
habita esperança
para um sorriso feliz
um amor verdadeiro
um sonho real...
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