Rondo Poesia de Cora Coralina
saudades de algo que jamais terei, saudades de algo que está extremamente longe do meu alcance e provavelmente feliz por isso. Não nego que por mais que as coisas tendem a serem desastrosas, no fundo não existe certeza de que tudo vai ficar bem não tem como garantir isso, a vida sempre foi assim incerta com apenas uma única certeza da qual eu sequer preciso citar.
Penso que no alto da sua complexidade molecular ainda sim existem coisas que não entendemos, coisas que talvez demorem muitos anos pra finalmente serem compreendidas mas talvez, sem propósito? Você não precisa de muito pra não conseguir entender você mesmo porém você não é obrigado a compreender TUDO em você, seja como for somos únicos mas com traços parecidos. Só uma louca ideia sem rumo.
pergunte ao andarilho que nada teme, pergunte ao marujo que enfrentou tempestades, pergunte ao sábio sobre seus conhecimentos ou até mesmo pergunte a si. Por que? porque você é assim? não é algo ruim ou algo que você deva ter medo, apenas um apreço por coisas simples e boas na vida, é como se a luz do mundo fosse infinitas estrelas radiantes em um céu completamente negro e sem vida, você olha pra direções e mais direções tentando encontrar algo que lhe agrade a visão mas em vão, todos dirão que você é louco ou quiçá uma mera pessoa incompreendida com visões de um passado tortuoso e sem esperanças mas veja só, você deu a volta por cima de tudo isso e cá estamos sentados em uma velha cadeira com uma mesa de madeira maciça da qual você tomou aquele vinho com você mesmo.
Foram tempos dos quais eu e você sequer queremos lembrar mas o que tinha que ser feito, foi feito e por nossas mãos, ande repreendido e um dia você é quem os vai repreender, sei que muito do que falo não faz sentido algum, não tem coerência ou sequer uma linha a se seguir mas aí que mora a graça nisso tudo, pelo normal ser sem graça e com poucas alternativas em sua essência, seja incompreensível pois quem dirá o que é ou não compreensível é vosso leitor, buscando referências de algo da qual eles querem muito entender. Não se sinta frustrado ou triste com tais palavras no fundo sabemos que uma árvore frutífera sempre dará seus frutos aos mais famintos de conhecimentos e livres de seus árduos trabalhos porém fartos da mesma e velha cidade com seu poder de nunca mudar e estacionar no tempo.
Olhe para si, em meio ao devaneio mais profundo e distorcido da sua mente, procurando por respostas impossíveis de serem respondidas de uma forma coesa e com certezas. Tudo nesse bendito mundo é sem explicação, nós humanos achamos que temos controle de tudo porém não. Nós somos apenas as peças comuns e sem propósitos, entretanto apesar de tudo isso que escrevo ser uma grande ironia ao destino certeiro que todos nós temos... que é a morte. Viva do seu jeito, sem ligar pra tudo que a sociedade impõe visando ser o jeito certo de achar a felicidade. Não existe um jeito certo ou errado, existe apenas escolhas.
Julgar ou ser julgado, ser o centro das atenções?! Olha, ninguém liga pra isso, nós não estamos em um palco com um grande público para assistir nossas escolhas, burradas ou questionamentos mais profundos. Sempre se pergunte: isso realmente importa?
Vagar em um dilema, abstrato de ideias infundadas sem relevância alguma, acreditar que o amanhã sempre será um dia melhor que o anterior, anda de cabeça erguida diante da dor e do ódio.
As vezes a apatia surge, do imenso nada... Dizendo que tudo que você estava sentindo até então, não importa. Os gritos agonizantes da alma e da mente se cessaram por um período entretanto em contra partida isso veio a ser uma faca de dois gumes... Uma confusão é tudo que resta, uma mente vazia, uma indiferença no interior da sinapse humana, do absoluto nada... As palavras não surgem, a mente tenta mas logo se cansa e encerra qualquer pensamento ou até mesmo sentimentos, quando isso acontece o jeito de tratar os semelhantes se torna oblíquo e muitas das vezes você quer evitar esses encontros, se retrair ou deixar de lado, a estranheza caracterizada pela confusão mental que se tem em momentos assim é completamente indecifrável aos olhos de quem está passando por isso e para os outros. O triste disso é não saber lidar de uma forma adequada quando acontece, o sentimento de querer algo e não querer ao mesmo tempo corrói a alma em uma agonia lacerante.
O corpóreo encanto da vida tem o seu trágico fim no meio dos escombros escolhidos pelo destino, vagar pelo vale sem lei da terra tornar-se o momentâneo suspiro do adeus incorporado a alma distorcida do ser humano que sequer pôde uma vez, ver o que se chama de paraíso.
Sei que sou fraco, mas me fortaleço na fé, reconhecendo que Deus é minha força quando minhas forças falham.
(ver Filipenses 4:13, Isaías 40:31 e 2 Coríntios 12:9-10)
Em cada ato virtuoso, somos instrumentos da glória de Deus, mas quando tropeçamos na senda da imperfeição, revelamos a fragilidade da nossa natureza humana.
(ver 1 Coríntios 10:31, Filipenses 3:12 e Salmos 103:14; 51:5)
Erga-se após cada queda, pois Deus te deu a força para transformar os tropeços em trampolins para o sucesso.
(ver Salmos 37:24, Romanos 5:3-5 e Filipenses 4:13)
Nas quedas, Deus te segura como a semente que, mesmo enterrada na terra, germina e floresce com a força da natureza.
(ver Salmos 37:24, Provérbios 24:16 e 2 Coríntios 4:8-9)
Sou como uma moeda: de um lado, a imagem de Deus esculpida na minha alma; do outro, as marcas das minhas transgressões.
(ver Gênesis 1:27 e Romanos 3:23)
A Bíblia é a bússola que me guia na jornada da vida, ajudando-me a discernir o bem do mal em minhas ações.
(ver Salmos 32:8, Isaías 30:21 e 2 Timóteo 3:16-17)
Através da bíblia, enxergo a imperfeição em mim mesmo e a perfeição em Deus, reconhecendo a necessidade da sua graça para alcançar a salvação.
(ver 1 João 1:8, Deuteronômio 32:4 e Efésios 2:8,9)
É pela fé que acredito na redenção, mesmo quando me vejo cercado pelas sombras do pecado.
(ver Hebreus 11:1, Romanos 10:10, 5:1-2 e Salmos 32:5)
Em Cristo, encontro a força para lutar contra as minhas fraquezas e seguir em direção à santidade.
(ver Filipenses 4:13, 2 Coríntios 12:9-10, Tiago 4:7 e 1 Pedro 1:15-16)
"O NOME
O nome que se encerra em meus lábios
não é de gente, nem de bicho,
nem cabe no estampido
de um fonema solto ou comum.
O nome que meus lábios sepultam
está além da palavra,
por isso se cala e se cola em minha boca
na saliva espessa do silêncio.
Que nome é esse que me queima a língua
e se deita frouxo
na monotonia do grito cansado,
carente de vida e de voz?
Esse mesmo nome cheio de pecado
e da nociva perplexidade
é aquele nome abstrato, quase sêmen,
quase um mantra, quase sagrado,
que cura toda a tribo quando se evoca
e entra na dança, entra na história,
e se faz verso, se faz lido
na capa negra de um livro.
O nome que caminha
entre a alvura dos meus dentes
e neles se senta
porque nas pernas não se sustenta
como se um velho fosse
sendo uma tenra criança ainda.
Louco de fazer-se ideia.
Código de guerra
num vasto tapete de procissão.
O nome que sufoca o ‘não’,
que desmancha o ‘sim’,
que desfaz o tempo impreciso do ‘talvez’
e salta à tez...
E amanhece mulher
na palma da minha mão.
Poesia errante
Que às águas do papel se precipita.
E se afoga na intenção obscura
do sentido.
E vira mito.
O nome que morre sem nunca ter sido,
Sem nunca saber quem foi,
para o poema poder nascer."
A oração é a ponte que me liga a Deus, me permitindo transcender a minha própria humanidade e alcançar a sua glória.
(ver Salmos 27:4, Filipenses 4:6-7 e 2 Coríntios 3:18)
O melhor choro da vida é o que acompanha a redenção, ou seja, o choro de arrependimento, perdão e transformação.
(ver Salmos 51:1-12, Romanos 6:3-11, 2 Coríntios 5:17 e Efésios 4:22-24)
Quando a depressão chegar,
Coloque a mão no queixo...
Repare, observe, veja se algum membro lhe falta, se falta...
Se em seu corpo, esse monstro não lhe tocar, não lhe ferir, tente encarar da mesma forma e também rir de volta pra ele.
Autor do livro Brincadeira de Pássaros
me tolerando
Viva ao meu lado, mesmo que não encontre amor nisso.
Sustente o olhar nas noites sombrias,
Ainda que seus olhos desejem fugir para longe de mim.
Teus suspiros, mais claros que palavras,
Expressam verdades que hesitas revelar, mas por quê?
Malas sendo preparadas, olhos revirados,
Este lar parece agora uma prisão.
Oh Mara, oh Mara, tentei tanto,
Por que o amor escorreu como água entre os dedos?
Por que não sou valorizado como mereço?
A cada dia, suporto a escuridão desta casa,
Com olhos frios e lábios secos,
Tu, que não os hidratas,
Ignoras o clamor do meu ser.
Vejo-te partir, como uma criança desamparada,
Impotente diante desse destino melancólico que minha mente formou.
Lembrará, ao menos, do amor que um dia floresceu?
Do fervor nos meus olhos quando nos encontramos pela primeira vez…
Fique e me tolere, ao menos mais uma vez apenas…
meias noites
Na meia-noite, monstros dançam,
Como sombras, somem sem paz.
Afundam em mim, como Dab Tsog,
Sufocando, deixando-me sem folego.
Acelerada: minha respiração,
Visão turva, sem direção.
Pele pálida, lábios feridos,
Em tormento, perdido, ferido.
Ergo as mãos em desespero,
Mas no eco, apenas um lamento.
Negados os pedidos, sem saída,
Será frescura essa agonia tão dolorida?
Racham as paredes em meu quarto,
Nas ansiosas meias noites, sinto o esparto.
Às 3:33, num pesadelo profundo,
Flutuo, meu ser queimando no mundo.
Lágrimas negras, em torrente,
Caindo, inundando a mente.
Meu castelo de barro se desmancha,
Na escuridão, a dor se lança.
Marcas surgem, em meu corpo, dores,
Sangue que acalma, em pulsos, fortes.
Em coma, apagado, aprisionado,
Na cela da mente, sou adolescente, condenado.
A Minha Solidão!
No silêncio do meu quarto, olho a rua
pela vidraça da janela. Ouço o barulho
do vento lá fora, aqui dentro a solidão
me apavora.
Quero te esquecer, mas não tem jeito,
saudade aperta o peito, o pensamento
voa em sua direção.
Eu queria ter o poder de voar agora, e
ir para onde está o meu coração, me
aconchegar em seus braços, e saciar
essa paixão.
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