Romance
Tenho que admitir que o maior perigo é esse teu sorriso. Chega assim sem avisar, no meio da tarde, numa foto, num bom dia, no final de noite, só para melhorar o meu dia. Mais perigoso ainda é aquele bom dia sorrateiro, cheio de vontade de ter você de novo. Um dorme bem, querendo te cuidar e um boa noite digitado 22 vezes antes de te enviar. Com todas as letras e corações escondidos nas entrelinhas, é a única forma de dizer. Tô pensando em você. Mas tenho que admitir, que o maior perigo é esse teu sorriso, porque quando me acerta...
Me pergunto se a vontade bate em você tanto quanto bate em mim. Ou se nada restou daquilo que tivemos. Nem ao menos você reclamando pelas mordidas ao final do beijo. Um dia eu tomo jeito. Um dia peço pra você me ensinar a não querer as coisas que não posso ter, a não me importar e principalmente a não deixar nada pra ser lembrado. Enquanto eu não aprendo, sobra o cheiro, o toque, o beijo. Um dia eu tomo jeito. Já planejei mil vezes e me perdi no caminho, as ruas que eu conheço não tem nome, mas ainda tem o teu cheiro...
Queria escrever algo só nosso. Queria deixar aquele beijo que só a gente sabe. Aquele carinho perdido entre a pressa e a indecisão. Queria falar sobre aquela marquinha, bem no canto do sorriso, que eu conheço tão bem. Queria lembrar daquela música que nos canta como ninguém. Queria eu poder dizer todos os versos sobre nós dois. Escrever sobre eu e você e ainda assim, ninguém nunca vai saber de tudo.
Deixa eu saber. Deixa eu saber daquela saudadezinha, mesmo a passageira. Deixa eu falar sobre o teu beijo bom. Deixa eu colocar aquela música que me lembra você. Deixa eu terminar a noite ao teu lado. Deixa o teu medo de lado e deixa eu saber as tuas vontades. Deixa eu segurar a tua mão um pouquinho, deixa, vai que de tanta insistência... uma hora você esquece as tuas mãos nas minhas.
►Ametista
Ametista, disse que eu daria um jeito
Sabes que não sou perfeito, Ametista
Mas, caso necessite, doarei meu aconchego
Não sei como espantar a tristeza,
Mas, prometo que darei um jeito
Tudo que peço, é o seu beijo
Ametista.
Como em uma janela após a chuva
Vê-la, distante, deixa minha visão turva
Como não ficaria? Você é a grande musa
Odalisca, medusa, uma ninfa, Luna.
Pedidos e mais pedidos eu fiz
E de longe, bem longe
Uma estrela gritou, em sussurro, "Entendi"
Assim, te conheci, assim me apaixonei por ti
Ametista, é tão bom vê-la sorrir
Vê-la se divertir, de modo infante, simples
Inquietante.
Tenho um abraço com o seu destinatário
Quando eu voltar a vê-la irei entregá-lo
Não se esqueça então, Ametista
Que, daqui a pouco será o meu aniversário
Venha, por favor, quero você ao meu lado
Ametista, dias sem ti são agonias sem fim
Ametista, diga, gosta tanto assim de mim?
É desconcertante o jeito que você me encara numa noite de domingo chuvosa.
Não por medo mas por não saber oque esses olhos castanhos escuros veem quando me ve.
Estranhamente eu me sinto íntima da sua carne
Querendo saciar todo o cheiro que ela esbanja.
Cada toque não me trava, querendo correr mais nesse seu corpo.
Suor que escorrer pela minha pele não chega na metade do que eu sinto quando você estar perto.
Todos querem que as coisas se tornem cada vez mais rápidas e fáceis, mas esquecem que o ser humano tem seu tempo, então não apresse ninguém, viva de forma calma e aproveite cada momento, não seja desesperado por alguém ou algo, se veja primeiro antes de ver o outro e pense bem
"Solidão "
É uma mistura de noite... com a dor
Depois vai dormir...
Se dormir...
Sem sentir calor
E misteriosamente...
Chega para amar
Sem que perceba
Por onde entrou!
Ray leite
Autor
Oh menina vem,
Que eu vou retirar todos os espinhos dessa sua flor
Oh menina vem,
Sentir meu abraço, meu afago e calor.
Oh menina vem,
Que eu quero me perder nas suas curvas
E no seu olhar
Oh menina vem
Que nesse cantinho de roça
Uma família eu vou te dar
Oh menina vem
De mãos dadas em terra seca vamos caminhar
Oh menina vem aqui no alto desse morro
Na montanha vamos morar
Oh menina vem,
Vamos viver, vc e eu
Deus e nós e a criação
Viver sem medo
Dar lugar a unidade
Dar lugar a liberdade
Ao fogo, ao beijo e a paixão
Oh menina vem, que eu te garanto que daqui não terá partida,
Nossas crias de amor,
Não terão o dissabor,
Saberão de verdade o que é vida.
Oh menina vem, vem conhecer meu mundo
Te garanto vais gostar
É que eu sou simples
Sou bom moço
Sou da roça
Sou trabalhador e eu
Só quero te amar
Sorrindo para não chorar
Comendo Sem Parar
Distraído e Feliz Como Sabiá
Esperando O Meu Amor Chegar
Amor Nós Vamos Nos Coagregar
Na Rua De Trás No Mesmo Lugar
Leve A Bebida Que A Comida Eu Vou Levar
No Seu Colo Eu Vou Deitar,Dormindo Descansando
Deixando Minha Mente Viajar.
Catador De Letrinhas
Dizem que sou poeta, mas acho que não, sou um catador de letrinhas, junto umas aqui, outras ali, também as que caíram no chão.
Nessa brincadeira, com elas todas juntinhas, vagueio entre os amores, as paixões, pinto sete, uno e separo corações.
Mergulho na alegria, me afogo na dor, no bailar das letrinhas, levo emoção, as vezes solidão, das lagrimas faço esperança, da tristeza canção.
Nessa magia louca, abro caminhos, fecho portas, escrevo por linhas tortas, sou catador de letrinhas, brincalhão, levo magia pra todos os lados, não esqueço do seu coração.
Seja lá onde for, sem elas, letrinhas danadas, nada faz sentido, é a menina sem laço de chita, o inverno sem cobertor, o poeta sem um amor.
Dizem que sou poeta, sou então, entre rimas, versos e prosas, deixo uma flor, no perfume, a paixão, no olhar da mulher amada, toda minha inspiração.
Autor
Ademir de O. Lima.
Passageiro
A janela daquele ônibus fez eu refletir
Pensar, meditar e até mesmo sorrir
"Por que disse aquilo? Poderia ser diferente"
"Será que o meu jeito que afastou a gente? "
Viajei muito mais naquela viagem
Parecia até que me juntei a paisagem
Naquela janela me enchi de emoção
Consegui enxergar com o coração
Uma simples janela me fez lembrar
Daquela promessa de não abandonar
O motorista me conhece bem
Sempre me perguntava se pensava em alguém
Eu mesmo não sabia no que pensava
Só olhava a paisagem e flutuava
Amanhã talvez seja a mesma situação
Eu viajando na janela do busão
Talvez eu pense nela pelo menos um momento
Acho que já não consigo esconder o sentimento
Quando lembro dela eu queria ser mais
Mas também lembro que não sou capaz
Talvez amanhã eu a veja
Talvez não como meu coração deseja
Quem sabe eu posso abraçá-la
Ou pelo menos observá-la
Só sei que nessa janela eu não vou chorar
Essa poesia vou terminar
E se um dia ela ler vai me notar
E que sabe o mesmo ônibus vamos pegar
►Saudades
Às vezes se torna um conto cômico
Se lembrar de alguém que não irá voltar
Acaba por se transformar em algo momentâneo
Assim como um beijo que jamais voltarei a sentir
Aqueles lábios macios que jamais irei usufruir
Curvas que minhas mãos nunca mais poderão conduzir
Tudo o que resta é um pobre coração infeliz.
E, em demasiada expectativa
O abandono me deixou em profunda agonia
E, talvez sem um bilhete ou recado,
Aquela tristeza que eu julgava ter superado
Hoje está aqui, bem do meu lado
Sussurrando palavras que provocam lágrimas
Lágrimas em depressão, vazias, sem bela emoção
Debulhando-me, recordo outros contos, que pensava serem eternos
Assim como aquela frágil pétala,
Que prometera ficar comigo em inverno, e que se fora bem antes
Agora me vejo em péssimo semblante
Implorando que, em misericórdia, eu tenha mais uma chance
Peço apenas mais uma, desejando ardentemente um único romance.
A caneta começará a se revoltar
Em versos e páginas eu a abuso, sem parar
Sem folga, sem férias, noites a madrugar
Mas, ela sabe que, se eu a soltar
Eu irei me afogar, em mares sem horizonte
Mas deixarei no sótão este ser repugnante.
►Pobre Coração
Em um dilúvio de ideias,
Tudo o que me resta
É pensar nela.
Enquanto os dias passam,
E as noites me solapam
Busco refúgio, como um cãozinho assustado,
Em memórias aconchegantes, esperando reparo.
Exangue, diante a um sorriso vibrante,
Enlouqueço-me, deslumbrando o vermelho brilhante
Agonizada e desamparada, a triste saudade clama teu nome
"Donzela, para onde fugiste? Cansou-se deste teu amante?".
E, tal como Carolina
Musa, pudera eu audaciosamente chamá-la de minha
Transformaste na rainha de meu xadrez
Em águas, longínquas, em escassez
E, em olhos do vira-lata, preto e branco,
Resumo meu mundo sem "você".
Aguentei por horas a fio os gritos de solidão
Mas, o meu coração se encontra sem guarnição
Incapaz, pobre coitado, de se defender
Incapaz, pobre coitado, de se compreender
E, tudo o que ele consegue dizer, em desolação
Confesso, em murmúrios, não conseguir escrever
"Irei te amar em direção ao horizonte,
E jamais haverei de te esquecer".
Amar Assim
.
Te amar é pouco eu sei, mas é tudo que tenho pra te dar, me faça todo seu, guarde esse pouquinho no teu olhar, é meu, não deixe o tempo levar.
.
Abri caminhos, teu coração toquei, semeei o melhor de mim, sem medo me entreguei, é pouco eu sei, pra sempre te amarei.
.
A cada dia um pouco mais colherá, continuarei a semear, não posso parar, o que sinto por você, me faz mais e mais te amar.
.
Vem a primavera, o verão daqui a pouco vai chegar, outono é promessa, no inverno te aquecerei com o pouco que te dei.
.
Amar, amor, uma flor, é pouco eu sei, se preciso, minha vida te darei, é assim que aprendi amar, é assim o meu amor.
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Aos pouquinhos, sem perceber, cresceu, já não cabe mais em nós, não vou parar de semear, amor é tudo que tenho, guarde esse pouquinho no teu olhar.
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Autor
Ademir de O. Lima.
