Revolta
Por que eu deveria te ouvir se tudo que você já fez por mim foi me destruí aos poucos? Pense bem antes de me acusar por seus crimes agora eu já sei me defender, todos ao seu redor apontam os dedos para você gritando seu nome o culpado, não tente fugir, não vai adiantar todas as garotas já foram alertadas sobre você e sua pose de bom moço vai se desfazer como a sua dignidade nesse seu mundo... Fala agora como se sente, como eu vivi por meses refém do seu doce sorriso, eu sinto em lhe dizer mas o sorriso que conquista as multidões agora é o meu.
Quando a vida levantar muros para cercar você, significa que chegou a hora de aprender a mexer com explosivos.
TUDO ERRADO
Mães matam os filhos,
Filhos matam os pais,
Crianças matam outras,
Cadê a punição no país?
Está tudo fora do lugar.
Mães enterram filhos,
Inocentes atropelados,
O assassino está impune.
O direto humano para quem?
Quem é o humano na historia?
A vítima perdeu o direito,
Quebrado sangra até a morte,
O marginal tem três refeições,
Ainda faz greve de fome,
As mães do inocentes choram,
A do marginal quer a libertação,
Está tudo fora de ser lugar.
Como o inocente pode dormir,
Retirem um rim dos assassinos,
Salve uma vida com ele,
Castrem os maníacos,
Vamos exigir uma justiça que puna
Afinal está tudo fora do lugar,
Nós os inocente somos os punidos,
E os bandidos gozam a felicidade
André Zanarella 17-04-2013
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/5016833
Não mande "aquela pessoa" para "aquele lugar".
Muitas vezes "aquele lugar" já é muito para "aquela pessoa".
Tudo se resume a gestos sem sentimentos na "sociedade", perderam o verdadeiro encanto da mímica.
Queria eu ser mudo que ainda sim falaria mais do que esta "sociedade".
Infelizmente a política brasileira caminha pelo trajeto mais largo, em geral não o mais fácil, mas o mais conveniente para os que governam. Sim, característica precípua de um país de terceiro mundo, e não é o petróleo extraviado, copa do mundo, olimpíadas ou até mesmo a "cobertura customizada" em alguns pontos de ônibus das cidades que irão camuflar essa lamentável situação. Somos uma massa pobre não por falta de dinheiro, contudo, por deficiência perseverante de uma gestão patriarcal enganosa. O defeito vem de fábrica, indústria essa que só gera mais e mais sanguessugas a cada dia que passa. E, claro, é uma total perda de tempo alimentar essa ilusão que consiste em tirarmos um presidente do poder e pormos outro no lugar, porque as coisas não irão mudar de alguma forma. Nossa revolta ainda mira no alvo errado, pois se observarmos bem um tabuleiro de xadrez, veremos que, no jogo, o Rei é apenas um protótipo de isca domesticada pelas peças ademais.
Sem mais a acrescentar e adquirir acabamos assim; cansados, entediados de frente a um programa barato.
HOMENS RAROS (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA)
Quantos fincaram uma cruz
Nos túmulos dos seus destinos
Antes de sentarem à mesa
Do banquete das ideologias?
Quantos amargaram o sofrimento
Do próprio suor
Cheio de dores e revoltas
E que choraram pelos poros de seus corpos?
Quantos fizeram de suas vidas
De seus ideais e lutas
Insanidades transitórias
E gestos de grandezas eternas?
Quantos lamberam os próprios corações
Sangrantes nas lutas diárias
Enfrentando o chumbo e a solidão
Para construir um mundo melhor ou pior?
Quantos palmilharam estradas tortas
Que ligam a tênue fronteira
Entre a morte e a vida
Para entender o absurdo da existência?
Quantos choraram seus mortos
E depois Guardaram as bandeiras
Cessaram as batalhas e ressentimentos
E mergulharam no grande mar do perdão?
Quantos caminharam descalços
Pelos desertos interiores e exteriores
Em busca de tórridas e quentes
Verdades filosóficas e religiosas?
Quantos não fraudaram as leis e normas
Em rasteiras surdinas e trapaças
Em busca do enriquecimento ilícito
Esses são homens raros ou bandidos épicos?
Por fim, gritei o mais alto essas questões
Para as montanhas, planícies, colinas
E mundo afora... E o eco me disse:
Só os raros...
ISBN: 978-85-4160-632-5
Injustiça
Aqui jaz um novo eu.
Que esqueceu o eu passado.
E que encara o novo agora.
Que se despede do que há lá fora.
E se prepara pro futuro.
Saiu de cima do muro.
Pôs-se a refletir.
Porque Deus criou esse animal?
Essa espécie que só mata.
Essa espécie psicopata.
Que clama por sangue.
Aqui jaz um novo eu.
Que lutou pelos direitos.
Que mostrou o que era certo.
Que ensinou o caminho mais perto, pro céu.
Que cumpriu o seu papel.
Mas não conseguiu salvar a humanidade.
Aqui jaz um novo eu.
Que soltou os passarinhos.
Que no bichano fez carinho.
Que plantou uma floresta.
Mas não pode impedir, que cortassem o que lhe resta.
Aqui jaz um novo eu.
Que ouviu a canção.
Que lhe livrou da escuridão.
Mas não lhe salvou do medo.
Do sangue, ou óleo preto?
Aqui jaz um novo eu.
Que combateu a injustiça.
E que hoje perde a vida.
Iludido.
Enganado.
Pelos malvados odiados.
Leva um tiro do diabo.
Que Deus me tenha.
Vacina o povo não tomou
Uma insatisfação popular se instaurou
Canudos em uma guerra se transformou
E Antônio Conselheiro, famoso ficou
Sob péssima condição a Marinha vivia
Má alimentação, excesso de trabalho e chibata todo dia
Em 22 de novembro de 1910, marinheiros se revoltaram
E a oficiais prenderam e mataram
Mas meu amigo
A História não acaba aqui não
O povo não para de se meter em confusão
Em Santa Catarina
João Maria atacava com seus aliados
Por disputa de terra
Muitos moradores foram retirados
E por causa de PR-SC
Nasceu a Guerra do Contestado
Um movimento religioso
Que a muitos tinha matado
Homens e mulheres foram dispersados
E finalmente, a guerra tinha acabado
Se nada der certo. "Tente ser feliz amigo" E mais fácil e menos doloroso do que ser interessante pra essa gente vazia.
Quantos "otários" apertaram minha mão com bastante força para me mostrar poder vital, quando na verdade, estavam atraindo sobre si a revolta de quem cuida bem de mim: O tempo!
CALA A BOCA!
A boca de quem?
Das crianças que choram por falta de comida?
Das mães que choram por falta de filhos que não conseguiram calar a boca do fumo?
Cala a boca de quem?
De jornalistas que querem passar a verdade mas tem a boca selada por terra?
De jovens que tem a boca calada por uma bala.
CALA A BOCA DE QUEM?
Boca fechada não entra mosquito!
Mas de boca fechada você não é gente.
Como dizia Falcão:
"Paz sem voz não é paz é medo"
Cala a boca de quem?
A boca de fumo?
Boca de bueiro
Boca do medo, injustiça, corrupto?
Eu não me calo só crio calos!
Calos de tanto fugir para não ter a boca calada!
O mundo é um pequeno gigante
O mundo dá voltas e mais voltas
O mundo nos dá voltas
O mundo devolve
O mundo se revolta
O mundo emudece
O mundo vive e a gente perece
Eu simplesmente não vou pedir perdão pelas suas merdas, não posso continuar desculpando-me pelos seus erros.
