Reverência
REVERÊNCIA
Vem a poesia, sussurrando no pergaminho
Pousa leve na sensação, e cheia de canto
Veste a toda alma com um poético manto
Dando á emoção o sentimento e o carinho
Com inspiração romântica, o amor poeta
Num sabor de agrado, e de doces sonhos
Também, declama momentos tristonhos
Desenhando versos de façanha completa
Vem a poesia, sedutora tal uma serenata
Louvando o espírito com atrativo bonito
Tocando pra existência melodia acrobata
E de um pôr do sol a luz nascente do dia
A poesia tem os tons do acaso do infinito
E lá vem a poesia, e o poeta a reverencia...
© Luciano Spagnol poeta do cerrado
01, outubro de 2021 – Araguari, MG
BOM DIA
Surge a alvorada lustrosa e gesta
Fulgurante. O dia que nos saúda
Que cada reverencia, nos acuda
Num doce e prazeroso caminhar
Vestido de um rebento lá vai ela
Fogosa, para ver mais um raiar
Tão belo, tão cobiçoso, a louvar
Bom dia! Viver, no seu milagre
Tão polido aparece a quem vê
Que pela sensação dá ao coração
Dulçor para sentir, e se prover
Da magia que pelos olhos resvala
Ó brisa de fragrância e suavidade
Que num renovo, a vida, escala!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
05/10/2021, 06’35” – Araguari, MG
MONTE DAS CRUZES
A Caatinga imponente e valente.
Reina no sertão nordestino.
Ajoelha e reverência,
Aquele que ela endeusa.
Vencida pela força da ondas.
Nesta infinita peleja.
Onde o Sertão encontra o Mar
Profetizando a Mãe Natureza.
A vida,
tal qual dança caudalosa de ciclos,
expande memórias,
e reverencia minha ancestralidade,
num resgate semiótico,
de cada história.
Esperei por vezes,
gratas surpresas,
agasalhadas em celofane
e trançadas em horizontes.
Já abreviei caminhos,
já estilhacei apreços,
por acreditar na proximidade,
de milagres e recomeços.
Eu não estive só,
mas bebi,
rouca e inerte,
no cálice da solidão.
Sigo, por vezes, calada,
adornada de loquaz verniz.
Alternando períodos,
Simples ou compostos,
Vibrando, sempre,
a emoção de uma aprendiz.
A vida,
tal qual dança caudalosa de ciclos,
expande memórias,
e reverencia minha ancestralidade,
num resgate semiótico,
de cada história.
"Reverencia o sol, pela energia que te propicia. Reverencia o riacho pela paz que te transmite. Reverencia a turbulência e o desafio pelo aprendizado que te proporciona. Reverencia a música que te produz inspiração. Reverencia cada criatura que encontres pelo caminho. Em cada um desses elementos, a presença daquilo que o mundo chama de Deus" (O Mentor Virtual).
Emoção, reverência e outros sentimentos fortes.
Presenciar a revelação dos sentimentos humanos é sempre uma experiência grata.
A tristeza arrasadora ou alegria arrebatadora são explosões que o ser humano sente e proporciona, não havendo quem possa ficar apático, salvo se lhe faltar outro sentimento, a sensibilidade.
Algumas pessoas da nossa cidade que fizeram parte dos últimos cinquenta ou sessenta anos da nossa história são mais lembradas do que outras.
Eu particularmente ouço alguns nomes sempre com mais frequência e mais com mais ou menos paixão ou ódio. São eles Dom Domênico, Jaime Dayge e do Nacim Mussa Gaze, o Viola.
Alegria, tristeza, paixão, ódio, emoção e reverência andam juntos nessas lembranças.
Fossemos esquecer ou criminalizar os grandes nomes da história por causa de alguns dos seus pecados, certamente teríamos menos livros e eles menos páginas.
Melhor lembrar os homens pelos seus feitos do que condená-los pelos mal feitos.
Esquecidos, por merecimento, são os que pouco ou nada fizeram.
Foi bom ver o Viola descendo de um carro para cumprimentar alguns conhecidos.
Velho sim, doente talvez, alquebrado nunca.
Em poucos segundos os mais fortes sentimentos expressados e sentidos pelos seres humanos se juntaram.
Seu orgulho, a reverência com que foi saudado e a emoção que fizeram lacrimejar seus olhos, transformaram todas aquelas almas presentes em simples coadjuvantes dessa história incrível que é a humanidade.
Criada por Deus.
Se amar é se vestir para o seu próprio espelho, aquele, diante do qual, você reverencia sua consciência.(Walter Sasso)
Sussurrei teu nome no véu da bruma
E o fogo se curvou em reverência.
Quem te lembra, te desperta.
Quem te invoca, te renasce.
Teu nome não é som, é retorno.
Os maus costumes de um povo são frutos de uma civilização egoísta, má educada e sem reverência e temor a Deus.
O hino ou a reverência à Ave-Maria perdeu a sua validade, depois que Jesus Cristo ressuscitou dentre os mortos e validou as orações dos santos, agora feitas em Seu nome.
Soneto da Gratidão Cósmica
Se ao alvorecer me rendo em reverência,
O dia abre-se em véus de ardente brisa.
No vasto etéreo, em mística cadência,
O tempo canta em cor que se improvisa.
Se à tarde, a vida em júbilo saúda,
Os ventos bordam versos no horizonte.
O instante flui, despido de amargura,
E ecoa um cântico em secreto monte.
Se à noite a gratidão me adormece,
O céu se estende em sombras ondulantes.
O medo jaz, disperso na quimera,
E o firmamento, em tons ressoantes,
Me sussurra um enigma que enaltece:
Sou parte viva da órbita eterna.
Quando alguém dirige orações ou gestos de reverência a santos ou a Maria, é importante considerar o que a Bíblia realmente ensina. Se essas atitudes se parecem com adoração, agem como adoração e dependem como adoração, então, segundo a Bíblia, são adoração. Independentemente da intenção, o que conta é que a prática demonstra claramente a quem está sendo dedicada a devoção.
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