Retrato
Acho que estou apaixonado.Quando fecho os olhos vejo seu retrato quando paro de pensar sua voz contamina minha mente.
Se Deus tivesse um porta - retrato,
Seu retrato estaria nele.
Se Deus tivesse uma carteira,
Levaria sua foto nela.
Ele te manda flores em toda primavera.
Ele te manda o nascer do Sol a cada manhã.
A qualquer momento que você quiser conversar,
Ele te escuta.
Ele pode morar em qualquer lugar do Universo,
Mas... escolheu seu coração.
É isso, Ele é louco por você.
Deus não prometeu:
Dias sem dor,
Risos sem sofrimento
Sol sem chuva,
Mas Ele prometeu:
Força para o dia,
Conforto para as lágrimas,
Luz para o caminho.
Carro de Boi
No quadro, um retrato do se foi.
Vejo crianças e um carro de boi.
Creio que muito ele rodou, gente
e histórias por ele passou.
Até contos de Alibaba, e de pessoas
que conheceram o mar.
Ah interior, cheio de miscelâneas,
imunes ao que se vê.
Anciões e sábios,
sem saber ler e escrever.
MEU QUINHÃO
Meu retrato na parede...
Não bebe água, nem sede
a esperança em seu olhar
todavia, vive verde.
É terra seca rachada
é pesadelo sob rede
cabo seco com enxada
e esperança, toda verde.
É vento secando sertão
estrada que passos prende
é fé amarrando coração
é aprende no seu alpendre.
E o velho prato da casa
sobre mesa, seu esmalte
tudo exposto na tabua
com tabuada de quilate.
Antonio Montes
"No retrato eu me faço
memória, esperança, coragem
e nele sei exatamente quem sou
mas nunca sei o quem posso ser
em meio aos sonhos inquietos
que rolam em minha mente
como rolam as águas de um rio
procurando a imensidão do mar."
Nosso retrato.
Em uma simples fotografia, retratado nosso passado parado no tempo. Alí, no porta retratos. Retrato de que e eu sempre te amei, e sempre vou te amar.
Correr cada vez mais freneticamente atrás de dinheiro; eis o retrato mais revelador da miséria humana.
Ela prometeu a si mesma
Que não iria se expor
E tampouco postar seu retrato
Descumpriu
É uma necessidade
Busca de adrenalina momentânea
Passa e logo adiante
Sente-se traida, fingida
Ela deseja se apagar.
''Retrato do povo brasileiro
Diante de tanta corrupcao pessoas
Se calam nao se organizam
Diante de uma democracia
Que escraviza falsa democracia
Mesmo diante de tantos sofrimento
Ainda existe alegria com poesia por favor
Gigante que um dia acordou
E protestou por 30 centavos
Hoje se cala estar com no na garganta
Querem mudancas mais nao querem mudar
Poderiamos morrer lutando
Mais morremos chorando chorando''
Retrato II – Poema escrito em considerações ao Poema RETRATO de CECÍLIA MEIRELES
Eu era assim, como você
E nunca me vi tão longe do que já fui antes
Do que sou agora
Diga-me o que aconteceu com o tom
Do meu cabelo, da minha pele
A cor dos meus olhos já se apagara
Onde eu estava que não enxerguei essas mudanças?
Porque tive eu de fugir para não ver tais marcas?
Já me chamam de Senhora e me sinto tão invisível
Ao mesmo tempo que me vejo tão presente.
Como posso ter mudado tanto
E não ter morrido como sempre desejei
No memento instante, no tempo ausente.
Como um sopro a vida girou tipo roda gigante
E mudou algumas certezas de lugar
O porta retrato que antes ocupava a estante
Hoje está guardado em qualquer lugar
Como se fosse fácil falar de despedidas, coloquei no rádio aquela velha canção
Nela dizia sobre um trem de partida e eu insistindo em ir na contra-mão
Mas deixa pra lá, a canção é só pra aliviar
Enquanto eu termino de arrumar a casa
O coração começa a se ajeitar com decência
Enquanto eu acomodo o silêncio nos cômodos
O coração termina de se conformar com a ausência
Mas quer saber? Deixa pra lá.
Em minha cabeça já pintei o seu retrato ao amanhecer...
O mais negro possível, só para poder lhe esquecer...
Mas, quando penso em minha vida, mesmo sem querer...
Percebo que, sem você, não tenho como sobreviver...
Porque, só em seus braços consigo feliz ser!
Pedro Marcos
O que vejo? um retrato?
apenas um retrato, de traços lisos, papel apenas.
Lá esta você, e em outro estamos nós.
O que vejo? um retrato?
Apenas um retrato, a imagem eternizada, o tempo preso
num pedaço de papel, apenas.
corro meus dedos sobre a película, que já gasta pelo
carinho excessivo e totalmente inútil, pois, não
o sinto e não me sentes.
Reparo outras lembranças. Um papel aqui, outro ali,
muita palavra perdida pelos deletes da vida, muita
lembrança clara na memória.
Mas, ficam sempre os momentos de amor, do meu amor, do
que fui capaz de declarar com tanta dificuldade.
E apesar desse amor imerecido, que teimo em guardar
dentro do peito escondido, que é só meu, ainda amo,
como o primeiro dia, como o primeiro olhar, como a primeira
palavra, como as primeiras letras, como a primeira poesia.
Tudo igual, sempre igual, apesar da dor cortante,
sempre igual esse grande amor,
sobre o qual escrevo nesse instante.
Valentina
Resposta:
Retrato ou abstrato?
Papel em branco e traços lisos
De personalidade e traços inconsistentes.
Retrato ou abstrato?
Traços em grafite ou carvão
Esperando as cores da história
Pintadas pela convivência,
Pintadas e finalizadas pela reciprocidade.
Nada é perdido, nem palavras,
Nem tempo, nem lembranças
Ficam em traços claros como rascunho
Em forma pela insegurança da mão
Que sozinha desenha.
Ficam traços claros porque a insegurança
Não deixa que os traços saiam
Firmes, definidos, são uma sucessão
De pequenas semi-retas
Que como um tremor de Parkinson
Formam o retrato de um amor doente.
Se não plenamente, amputado pela
Mão faltante onde as lembranças
Em muito são de memória única
E nunca se completa o retrato
Que deve ser em Duo.
Sempre igual não é o amor,
Mas a falta de reciprocidade.
Armando Moro
