Respostas
As vezes penso que as respostas virão. As vezes, não. Olha ao longe e o que vejo é o espelho do tempo, convicções implorando por adoção. O mundo mais raso me desagrada. E preciso buscar os recantos onde ainda existe profundidade que favoreça o mergulho. Eu não me adapto às estruturas da superfície. Seria o mesmo que ser mortal além da conta. Mas sou mortal. Não quero ser, mas sou.
Enquanto não tenho respostas à crueldade que a vida me faz passar em nome do crescimento, sigo juntando meus cacos — ou o que sobrou deles.
Quanto mais perguntas
Menos respostas
Quanto mais respostas
Mais dúvidas
Andamos em círculos?
O que é tudo isso?
Do que nos aproximamos?
Que parte de nós não quer se afastar?
Qual o resultado disso?
O que fazer com as ambivalências?
Para onde vamos?
Repetiremos as repetições?
"Eu desisti"
E de repente eu desisti de sonhar, de procurar respostas no tempo, de revisitar as mesmas palavras e me satisfazer com as mesmas respostas... Desisti do cotidiano, da poesia e até da música. Desisti dos meus sentimentos e também dos nossos, da variedade das possibilidades do mundo contemporâneo e dos devaneios dos dias que o vazio da alma faziam sentido, desisti do amor, do afeto... Mas a minha mais importante desistência era que eu poderia desistir sempre de todas essas velhas idéias, na qual me insistia a desistir!!!! Desista de tudo se descontrua e quando voltares a te enxergar, revisite a luz a consciência... Se desconstrua para que começe a aparecer o que realmente nós somos...
Para certas coisas buscamos respostas, estão em nossa frente, estando ali basta seguir, seguir em frente.
Vamos deixar de lado os versos e prosas. Para que diretamente me traga as respostas. Me diga princesa, se não precisa de um Castelo em sua mão, como pretende conquistar seu príncipe e fazê-lo o seu varão?
MUNDO SUBJETIVO DICOTÔMICO
Não existem respostas certas, apenas a escolha mais confortável; E, em geral, as escolhas que mais confortam provêm das respostas mais incertas.
"Incógnitas do Espírito: Esperando Soluções Procuramos
Impacientemente Respostas Improváveis Teorias Ocultas."
Que bela época vivemos, rodeada de respostas formuladas conceitualmente. Tudo tem uma explicação, menos aquilo que realmente importa, mas nem sabemos o que é que realmente importa; o que faz a diferença é a insistência da igualdade.
Cemitério de Respostas
Em nosso cemitério de repostas,
Fantasmas de um passado que não volta,
Pelo menos para nós e nossas viúvas,
Amores que perdemos nessa chuva,
E agora jazem em companhia de outras covas.
Provas de nossa ingratidão,
Infidelidade, desprezo e desespero,
Associados a insatisfação.
Cemitério de Respostas.
E as traições poderão descansar,
Junto às ervas daninhas do canteiro,
Terei as ladainhas do coveiro,
Derramadas sobre meu caixão,
Mas antes encaixotarei as faltas,
E as sepultarei no cemitério de respostas.
Cemitério de Respostas.
Sempre grato pelas respostas que encontro neste tempo em existência. A insistência em exercício, na busca pelas respostas, só se faz possível porque posso utilizar este tempo. Feliz tempo de existir, de fazer, de ser e viver.
Deus usa pessoas para nos oferecer as respostas que buscamos e despertar as melhores versões de nós mesmos.
Você é capacitado por Deus!
“Que o tempo me entenda”
Chegar aos trinta não é descobrir respostas.
É aceitar que algumas perguntas só existem para nos acompanhar até o fim.
Já não busco mais o sentido exato das coisas —
me contento com o eco que elas deixam.
Gandhi dizia que, mesmo insignificante, é importante que façamos o que viemos fazer.
Nietzsche me ensinou que o abismo também olha de volta.
Schopenhauer sussurra que a vontade nos consome.
E Shakespeare... bem, ele mostrou que somos feitos da mesma matéria dos sonhos —
mas que esses sonhos também morrem.
Hoje, olho para o mundo e vejo pressa, ruído, vaidade.
As redes gritam, os egos se inflamam, as verdades se fragmentam.
Viver se tornou barulhento demais.
Mas ainda acredito no silêncio das intenções.
Na ternura de uma escolha honesta.
Na coragem de quem permanece sensível.
Talvez a vida não precise fazer sentido.
Talvez ela só precise ser vivida com consciência.
E, se possível, com alguma beleza.
A beleza de um gesto real.
De um olhar que diz: “estou aqui”.
Se algo vai restar de mim,
que seja isso:
alguém que tentou, mesmo no caos,
não esquecer do essencial.
" Nos momentos que a alma não quer respostas, no silêncio podes ouvir a própria verdade. Nesta lacuna existente, entre o barulho lá fora, e a consciência que a gente se reencontra ".
Márcos Frèitas
