Repouso
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“Vivemos uma sociedade do cansaço, sobretudo, cansaços de si mesmo. A casa do descansar e repousar é também uma casa espiritual, uma casa interior. Um espaço contemplativo, uma sintonia com o dono da casa”.
PANACÉIA
Pras tormentas que testaram
Em momentos tumultuados
Pras feridas que lanharam
Quero ser o teu cuidado
Tantas dores revelaram
Que mereces outro estado
Novos sonhos embalaram
Um repouso descansado
Querubins já anunciaram
Sem nenhum remédio amargo
São guardiões que nos reparam
Abençoando amor sagrado.
Não há necessidade de demonstrar força constantemente. É necessário descansar e repor nossa energia, reparando os danos para voltar ao nosso caminho. O mais importante agora é continuar se necessário. Os grandes guerreiros fazem isso: descanse um pouco e depois volte ao jogo.
O progresso na vida é essencial, é como uma nota ascendente, mas também há beleza na pausa, como um silêncio que prepara o próximo acorde. Assim como a flor precisa do repouso da noite para desabrochar, nós também necessitamos de momentos de quietude para renovar nossas forças. É nesse intervalo, onde a alma encontra sua canção mais suave, que nos reabastecemos de sonhos e esperanças, prontos para seguir em frente sob o céu estrelado da existência.
Deve-se dar à alma algum descanso. Repousando, ela se torna mais atilada para a ação.
Se o nosso coração está em shalom
a casa da nossa alma está em paz,
frutos e belas flores surgirão,
descanso, repouso, abrigo.
De onde vens, oh! nuvens da tarde?
que tristeza é essa em seu olhar?
névoa, seiva e ventos,
para aonde vai as tuas certezas?
é pouco teu sorriso,
é forte o teu cheiro,
a cerviz da vida é dura,
mas o que procuras
tão longes assim?
Aguas de repouso?
alegria do sopro
o que significa essa roupa branca
que se desfez com o vento ?
O viajante iluminado, "conversando com as nuvens".
Não pense na morte como o fim. Imagine o falecimento como um sono que deu certo. Pois todos os dias despertamos de belos repousos que adoraríamos não terem final.
🌷Tarde silenciosa...
As cores da primavera brincam com as flores debruçadas na janela. Em algum lugar distante o galo canta sua melodia, enquanto uma brisa suave, misteriosa e invisível corre pelas ruas estreitas trazendo aconchego ao repouso vespertino 🌷
O vento,
vem, e vai para aonde?
brilhando, remando
é noite incerta
é dia brilhando,
o vento é horizonte,
até quando ?
o vento vem repousando,
em tempos de mares, amores
é fim de tarte,
o vento desce ,
cantando....
Que a paz envolva a noite sob a melodia da brisa que passa cantando um mantra especial, lindo de viver !
Peço a paz, o bom repouso a cada um que mergulhará no sono e sonhos até o novo amanhecer
O melhor costuma ser, neste mundo, descobrir o que está entre os extremos; o meio a meio, fórmula mágica, dará mil e mil satisfações [...].
Sábio em uma metade, em outra fidalgo, vive pelo meio o esforço e o repouso. Sem te isolares, não dês confiança de mais. Procura ter de tudo em tua casa, sem nada de ostentoso nem arrogante [...]
Quando te embriagares, faz isso sempre pela metade. A flor meio aberta é mais bonita, com meia vela seguem bem os navios e à meia-rédea trotam os cavalos.
Há palavras que tornam momentos de solidão em revoar de estrelas. Palavras que trazem carinho e aconchego de ninho onde há o pouso do repouso. Palavras que tocam em pianíssimo aos ouvidos ávidos de sons que harmonizem o coração, estremecendo o corpo em êxtase. Palavras que abastecem e alimentam as horas, em que apenas o vento acompanha a viagem dos ponteiros no ranço do tempo que não para.
Suas palavras são cura para a alma, para as quais não tenho outras lindas e iguais. Apenas isso ...
Percebi que – apesar de todos os riscos envolvidos – uma coisa em movimento sempre será melhor do que algo em repouso; que a mudança sempre será algo mais nobre do que a permanência; que aquilo que é estático vai se degenerar e sucumbir, transformar-se em pó, enquanto aquilo que está em movimento será capaz de durar por toda a eternidade.
Caça à palavra
repleta, minha alma espreita atrás do estrume do mundo:
de onde vêm os versos, que face ocultam entre o amor e a morte?
às vezes os sons são os mesmos, as texturas, o tempo,
o mesmo homem a revolver-me as veias
onde se lacram as vãs repetições, que noite veste o poema?
o sol nos vasos de crisântemos, ecos de um triste país,
largos horizontes onde meu pai passeia verbos nem sempre sublimes.
tudo é memória, sirenes ligadas. a infância sempre ontem, mas aqui.
todo verso sugere uma serpente oferecida.
que na minha caça à palavra (que face ocultam o amor e a morte?)
não haja qualquer vislumbre de repouso.
Um passo,pulei
Passaram-se quatro anos
Grande desvio este
em queda vertical
Estagnei
Houve uma mão estendida
Levantei-me
congelado
Desfiz-me de mim
Não há mais estrelas no céu
Meus pés não me levam mais
Como um pingente sou
cadeado e corrente
peso
Arrasto-me
De folha seca tornei-me
pedra, árvore,enterrado
A mão se estendeu
a mim
Com a pá enterrou
Da terra que tanto amo
tornarei-me parte
Os vermes levam-me em pó de estrela
que sempre fui
Aos ossos, lembranças
de marcas malfeitas
das quedas
as curas
as manchas
que um dia
na pele
repousaram
✨ Às vezes, tudo que precisamos é de uma frase certa, no momento certo.
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