Renascer Carlos Drummon de Andrade
O elogio à beleza feminina
Uma mulher não deveria ser elogiada apenas pela sua aparência, na beleza do seu rosto ou pelas curvas do seu corpo, mas pela sua existência, na expressão do seu pensamento, pelas suas convicções, sua forma de agir e pensar.
Para falar da sua exuberância exterior, basta-lhe a imagem onde se observa o cabelo, a face, os olhos, a boca e a combinação dos seus contornos e relevos.
Qualquer um que enxerga pode ver e admirar com seus próprios olhos e não faria sentido descrevê-la, embora muitas mulheres não saibam fazê-lo sem se olharem no espelho.
Outras, em algum momento, sentindo-se inseguras, precisam que aqueles que lhe são próximos possam lembrá-las de que jamais podem passar despercebidas, pois são iluminadas e se destacam ainda mais pelo sorriso.
Escolha ser feliz
Nessa altura da vida suas preocupações estão muito além da aparência, o que lhe permite não ser escrava do corpo e se preocupar muito mais com o seu amor próprio.
As suas expectativas são mais realistas, sem falácias e mentiras. Isso não significa que você perdeu a sensibilidade, muito menos a sensualidade, apenas valoriza mais a intimidade, o diálogo, o carinho e o respeito.
A sua maturidade foi conquistada com perdas e sofrimentos e você sabe que não vale a pena cultivar culpas e sonhos perdidos.
E reconhece que a beleza está no pensamento, nas atitudes e não apenas na aparência, muito menos nas palavras vazias.
Descobriu que a felicidade está além da idealização, nas coisas improvisadas, dentro das suas possibilidades.
Sua superação permite esquecer o que deixou no passado, da bagagem descartada que não valia mais a pena carregar.
O que te ilumina é a expressão do teu rosto e não as roupas, os adereços ou qualquer coisa que possa pertencer a outra pessoa.
Com toda a sua experiência de vida, quando a maturidade lhe permite sentir mais segura de si, mais inteira e livre pra decidir, a escolha óbvia é ser feliz.
Sonhos, medos e realidade
Pouco importa como chegamos neste mundo, se fomos ou não voluntários pra viver uma experiência, talvez tenhamos nos comprometidos em dar o melhor de nós mesmos e em fazer o bem a quem fosse possível.
Nós sequer sabíamos quais seriam as nossas crenças e se fortes o suficiente pra nos capacitar a superar os nossos desafios.
Talvez não tenhamos sidos preparados pra perder, sofrer, sermos desiludidos ou manipulados.
Mesmo com todo o otimismo e fé, nem sempre é possível transformar os nossos sonhos em realidade e, em algum momento, temos que nos conformar com a dor, a perda ou algum sofrimento.
Nem sequer sabemos se realmente temos uma missão, mas sempre haverá alguém que se espelha em nós, que nos ame e nos vê como exemplo.
Se não há uma fórmula fácil de superar os nossos problemas, temos que conviver com eles, até encontrar um meio para contorná-los.
Se a felicidade não é um destino, temos que buscá-la no meio do caminho, fazendo das lutas experiência e reconhecendo a nossa própria importância.
De alguma forma somos gratos e aos poucos vamos superando as angústias do passado ou os temores do futuro, porque o presente é o único lugar onde podemos tentar algo diferente.
Talvez as pessoas especiais tenham descoberto como amar a si mesmas, aos outros e a vida, apesar das suas incertezas e a solução seja encarar a vida sem medo dos seus desafios.
Atos de intolerância e agressividade servem para medir o nível de baixa autoestima, frustração e insegurança do próprio intolerante e agressor.
Quando dizem para ti que não concordam com teus pontos de vista, ou que apenas concordam em partes, não se preocupe, pode ser que tu realmente estejas correto, e que apenas sejam eles que ainda não atingiram o nível necessário para tal compreensão.
Não se preocupe quando os outros não concordarem contigo, pois pode ser que apenas sejam eles que ainda não atingiram o nível necessário para tal compreensão.
Sermos tolerantes e promovermos uma cultura de paz, não significa termos que conviver com quem não nos convém, nem permitirmos ser humilhados por quem nos critica, e muito menos sermos capacho dos aproveitadores.
A educação, pode sim, ser uma ferramenta libertadora para o povo, desde que não seja usada como uma espécie de salvacionismo manipulatório e alienante.
Antes de fazermos uma escolha, além de estarmos conscientes das suas devidas consequências, é deveras importante sabermos se temos condições para suportá-las, e se o preço a ser pago vale a pena.
A nossa agressividade quase nunca tem ligação direta com quem agredimos, mas é acionada pela nossa baixa autoestima, nossas frustrações não elaboradas e um sentimento de impotência e insegurança reinante em nós.
Nossos conselhos são sussurros, enquanto nossos exemplos são gritos ensurdecedores, quando queremos educar alguém.
Não é a farda que faz um soldado ser um bom militar, nem a toga um justo juiz e nem a batina que transforma num padre.
Nossos olhos são apenas janelas para entrada das formas, pois é a nossa mente que diz para nós do que se trata.
O nosso futuro é o desdobramento de nosso presente e de nosso passado numa reedição provocadas por nuances acionárias.
Faz-se necessário que tenhamos um olhar biopsicossocioespiritual sobre o ser humano, enxergando-o de maneira integral, pois se trata de um ser que está para além do visível corpo físico.
A maioria de nós tem o problema de valorizar somente o que vem a perder, o que nunca teve ou o que gostaria de ter, e poucas vezes o que realmente já ou ainda possui.
Distanciar-se ou ficar indiferente a toda e qualquer forma de ser vivo, é se distanciar e ficar indiferente ao próprio Criador.
