Relógio Parado
Sexta-feira
É sexta-feira
desde cedo
os ponteiros
do relógio
fazem gafieira
e acendem
a lareira
do meu coração.
A vida corre como um relógio sem ponteiros, cheia de promessas e passos apressados, até que a morte chega sem marcar hora e nos lembra que todo tempo sempre foi apenas um instante.
Relógio do Café Brasileiro ou Relógio do Café é uma obra de arte da relojoaria francesa do século XIX, realizada para sua alteza imperial Dom Pedro II, celebrando o Ciclo Cafeeiro do Vale do Paraíba, na Planície Fluminense. Este relógio é um Relógio de Chão, com a famosa máquina francesa "Contoise", que apresenta alegorias próprias imperiais, e da cultura do café. Originariamente, este relógio fazia parte de uma das Fazendas Imperiais, talvez da Fazenda Governo, ou Santa Cruz, onde permaneceu até os últimos anos do Império Brasileiro.
“Não é o relógio que te desperta todas as manhãs… é a misericórdia de Deus te dando mais uma chance de vencer, de recomeçar e de viver o propósito dEle.”
“O relógio desperta o corpo, mas é a misericórdia de Deus que desperta a vida.”
Deus me mostrou que o tempo certo é o tempo d’Ele, não o meu. Entregar o relógio ao tempo divino é aceitar que há sincronias que só Ele rege.
Às vezes me parece que nasci com um relógio adiantado. Eu corro para alcançar momentos
que já se foram. O que me resta é aprender a
dançar com o tempo errado. Há ritmo mesmo
na descompassada respiração. E a dança, por
mais torta, me mantém em pé.
A ansiedade é um relógio que corre mais rápido do que a vida, um tic-tac frenético que anuncia desastres que só existem na arquitetura do medo. Tento desacertar esse mecanismo usando o peso das palavras, fazendo com que cada frase seja uma âncora no presente.
Ah! Se eu pudesse apressar
Os ponteiros do meu relógio
- Só para te abraçar! -
Ah! Se eu pudesse correr,
Junto com o tempo
Para nunca mais te perder.
Ah! Se eu pudesse revelar
A cor dos teus lindos olhos,
E por eles me declarar...
Ah! Se eu pudesse me aproximar,
Para recuperar o tempo perdido,
- E resgatar o tempo de amar! -
Os teus olhos são tão lindos...,
Eu não vou contar como eles são,
Só sei que por eles, entreguei tudo;
Entreguei a minha vida e o coração.
Os teus lindos olhos tão íntimos,
Tão castos e repletos de cores,
Por eles morro sempre de amores;
Com direito a todos os mimos.
Ah! No pestanejar e no brilhar,
Os teus olhos me tocam inteira;
Como plumas a me acariciar...
Ah! Não conto o que sou capaz
De fazer por estes olhos;
Sim, darei a volta ao mundo,
E por eles sou capaz de ir atrás.
A ESPERA
Horas infindáveis… estacionam no relógio do tempo
fico a espera de ti, num semblante opaco e oprimido
lágrimas e acenos em lenços brancos cintilam ao vento
despedidas e chegadas, cada qual seguindo seu destino…
nessa espera crucial fico estática sem teto e sem chão
ao longe o apito do trem que se aproxima da ferrovia…
vazio de mim, esculpido por ti, como ânfora o meu coração
recordações do passado, guardadas na bagagem da minha vida
gelando todos os meus sonhos em ópios e ócios de meu viver
Passam-se noites e dias, meus pés não conseguem se mover
vagueio e arranco as ervas daninhas que nasceram nos trilhos
enfeito com flores silvestres perfumando nossos caminhos…
na esperança de te ver desembarcando dessa viagem pra mim
e no meu último suspiro, dizer:- AMO-TE, até que enfim!
CAVALOS SELVAGENS
(Quando o relógio corre mais rápido que a coragem)
O problema é que sempre esperamos que o outro dê o primeiro passo para que possamos dar o nosso; assim, vamos tropeçando em nossas próprias pernas enquanto o relógio voa, com seus ponteiros derradeiros num galopar de cavalos selvagens e misteriosamente imponentes, aguardando o apito para a corrida do nosso tempo.
Lu Lena / 2026
"Vivemos dias em que o relógio parece ditar o compasso da alma. As horas nos empurram, os compromissos nos cercam, e a vida sem que percebamos, se torna uma sucessão de urgências. Poucos lembram que o tempo não se mede apenas em minutos, mas em presença e que há instantes que valem bem mais que uma eternidade distraída.
Há um momento em que é preciso silenciar o mundo e escutar o murmúrio do eterno. Passar um tempo com o dono do tempo é redescobrir o sentido de existir, ou seja, é deixar que o silêncio cure a pressa, que o olhar repouse no invisível e que o coração aprenda a respirar com mais calma.
O tempo é um dom que se consome à medida que o vivemos. Por isso, é preciso gastá-lo com o que permanece, como é a fé, o amor, o encontro, o bem que se faz a alguém sem esperar retorno ou reconhecimento. O tempo sem Deus é apenas contagem, mas com Ele, é eternidade em movimento.
Enquanto há tempo, volte-se ao essencial, como é o amor, a paz, porque a verdadeira presença não se mede pelo relógio, mas pela alma desperta...
A injustiça pode até vencer o relógio dos homens , mas não escapa a gravidade do universo : toda ação planta um destino , e o tempo é apenas o solo onde a colheita inevitavelmente amadurece.
Somente o temor e o tremor a Deus são capazes de desativar a bomba-relógio da pornografia que está escondida por trás de cada rede social.
Esperança na espera
Uma sala vazia
se acha agora
Um relógio
num tic-tac
Marca a hora.
E arrasta o ponteiro
O dia inteiro!
Conto a respiração
ao invés das horas.
E aprendo que silenciar
é abrir-se por inteiro.
