Relógio Parado

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A vida corre como um relógio sem ponteiros, cheia de promessas e passos apressados, até que a morte chega sem marcar hora e nos lembra que todo tempo sempre foi apenas um instante.

A vida é como um relógio quando para morre.

O Peso dos Dias


Os ponteiros do relógio arrastam as horas,
E o tempo, esse carrasco, não tem dó.
A alma recolhe as dores que choras,
E o coração vai se tornando pó.
É um cansaço que vem lá de dentro,
Uma fadiga que a carne não traduz.
Estou perdido bem no próprio centro,
Carregando o peso de uma falsa luz.
Já não há forças para o bom combate,
A armadura é pesada, o chão é frio.
A cada golpe que o destino bate,
Responde o peito com um grande vazio.
E o coração, coitado, pulsa em brasa,
Um ferimento que ninguém consegue ver.
A vida passa feito o vento na asa,
E eu só queria... ver o sol se recolher.

DEUS tem uma agenda, um calendário e um belo relógio de bolso,o que DEUS planeja ele efetiva!

"Vivemos dias em que o relógio parece ditar o compasso da alma. As horas nos empurram, os compromissos nos cercam, e a vida sem que percebamos, se torna uma sucessão de urgências. Poucos lembram que o tempo não se mede apenas em minutos, mas em presença e que há instantes que valem bem mais que uma eternidade distraída.


Há um momento em que é preciso silenciar o mundo e escutar o murmúrio do eterno. Passar um tempo com o dono do tempo é redescobrir o sentido de existir, ou seja, é deixar que o silêncio cure a pressa, que o olhar repouse no invisível e que o coração aprenda a respirar com mais calma.


O tempo é um dom que se consome à medida que o vivemos. Por isso, é preciso gastá-lo com o que permanece, como é a fé, o amor, o encontro, o bem que se faz a alguém sem esperar retorno ou reconhecimento. O tempo sem Deus é apenas contagem, mas com Ele, é eternidade em movimento.


Enquanto há tempo, volte-se ao essencial, como é o amor, a paz, porque a verdadeira presença não se mede pelo relógio, mas pela alma desperta...

A ESPERA

Horas infindáveis… estacionam no relógio do tempo
fico a espera de ti, num semblante opaco e oprimido
lágrimas e acenos em lenços brancos cintilam ao vento
despedidas e chegadas, cada qual seguindo seu destino…

nessa espera crucial fico estática sem teto e sem chão
ao longe o apito do trem que se aproxima da ferrovia…
vazio de mim, esculpido por ti, como ânfora o meu coração
recordações do passado, guardadas na bagagem da minha vida

gelando todos os meus sonhos em ópios e ócios de meu viver
Passam-se noites e dias, meus pés não conseguem se mover
vagueio e arranco as ervas daninhas que nasceram nos trilhos

enfeito com flores silvestres perfumando nossos caminhos…
na esperança de te ver desembarcando dessa viagem pra mim
e no meu último suspiro, dizer:- AMO-TE, até que enfim!

​CAVALOS SELVAGENS
(​Quando o relógio corre mais rápido que a coragem)

​O problema é que sempre esperamos que o outro dê o primeiro passo para que possamos dar o nosso; assim, vamos tropeçando em nossas próprias pernas enquanto o relógio voa, com seus ponteiros derradeiros num galopar de cavalos selvagens e misteriosamente imponentes, aguardando o apito para a corrida do nosso tempo.

​ Lu Lena / 2026

⁠Nem sempre a vida segue o nosso relógio.

A gente quer pra agora… mas Deus, com Sua sabedoria, trabalha no tempo certo.
E esse tempo, às vezes, inclui esperas, silêncios, recomeços e até portas fechadas.

Mas é nesse compasso divino que as coisas se alinham.
É quando a gente entrega e confia, que o tempo Dele começa a agir.

Nada é por acaso.
Tem orações que ainda não foram atendidas porque Deus está preparando não só a bênção, mas o nosso coração para recebê-la.

O que hoje parece demora, lá na frente fará sentido.
Porque tudo tem o seu tempo certo,
e o tempo de Deus… é sempre perfeito.

— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna

⁠Bom dia…

Que o coração desperte antes do relógio,
que a fé seja a primeira a se servir.
Que o amor esteja no café,
nos gestos pequenos,
nas palavras que aquecem e acolhem.

E que, entre um gole e outro da vida,
a alma se lembre:
a esperança se renova no simples.

— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna

Santuário Noturno


O relógio para, a lida finda.
O horizonte troca de pele: do fogo ao veludo.
Neste intervalo sagrado entre o que fiz e o que sou,
meus pensamentos abandonam o asfalto e buscam o Céu.
Mergulho no repouso com o peso leve de quem cumpriu o destino.
A paz não pede licença; ela invade,
feito maré mansa ocupando os vãos do coração cansado.
Olhar para o alto agora é ler uma carta de amor escrita em constelações.
Deus não me visita apenas; Ele me envolve.
É um abraço feito de silêncio e luz astral,
um toque que cura o desgaste e refaz a esperança.
Há uma riqueza que o ouro não toca e o cansaço não rouba:
a certeza de ser amada enquanto o mundo dorme.
-------------- Eliana Angel Wolf

O tempo da mudança não é o do relógio, mas o da alma que se prepara.

A cada dia é um dia a menos, é o relógio perdendo a força, moremos um pouco mais a cada segundo que passa, e você ai gastando tempo com bobagem... aprenda a morrer bem.

⁠Tempo


O relógio segue firme,
Sem jamais olhar atrás;
Ensina que a vida passa,
Mas a lembrança é capaz.


Autor: Sandro Sansão da Silva Costa

HAIKAIS SOBRE A COPA DO MUNDO


Relógio correndo
o mercado vende pressa
a rã vende calma




Influente famoso
ensina vida simples
num iate enorme


Autor: Sandro Sansão da Silva Costa

O relógio da vida não tem botão de pausa, mas a alma sabe a hora exata de parar para respirar.


SerLucia Reflexoes

A sua hora irá chegar, mas, para que isso aconteça, você deve fazer o relógio andar!

“O que ficou depois da tempestade”

Passei por corredores brancos
onde o relógio falava mais alto que a minha voz.
Aprendi que coragem não é gritar —
é tirar o lenço, olhar no espelho
e reconhecer a mulher que continua ali.

Meu corpo virou mapa de batalhas:
cicatriz que costura medo com força,
veias que decoraram nomes de remédios,
seios que foram casa, depois campo,
e agora são história.

Teve dia que o cansaço pesou mais que o diagnóstico.
Que o gosto de metal na boca era o gosto do recomeço.
Teve noite que negociei com Deus só mais uma manhã
pra ver o sol sem agulha, sem contagem de plaquetas.

Descobri que dor e amor dividem o mesmo quarto.
Amor nas mãos que seguraram as minhas no soro frio.
Amor no “vai ficar tudo bem” dito sem promessa,
só presença.
Amor em cada mensagem que dizia “tô aqui”
quando eu não tinha palavra nenhuma.

O câncer me tirou pedaços,
mas me devolveu inteira de outro jeito.
Me ensinou que cabelo cresce,
mas dignidade não cai.
Que peito não mede feminilidade —
o que bate dentro dele, sim.

Hoje eu ando devagar às vezes,
não por fraqueza,
é que aprendi a pisar onde dói
só pra lembrar que ainda sinto.

Se me perguntam o que passei,
eu digo: atravessei um inverno dentro de mim.
Floresci careca, com medo, com raiva,
mas floresci.

E se a vida me pedir de novo pra lutar,
que venha.
Eu já sei o caminho de volta pra mim.

Saudade e Distância


A distância estica o tempo,
faz do relógio um inimigo mudo,
cada segundo carrega teu nome
e pesa mais quando estou sozinho.


A saudade não pede licença,
ela chega, senta ao meu lado
e me conta histórias tuas
que o silêncio insiste em repetir.


Teu rosto mora na memória,
tua voz atravessa o vento,
e mesmo longe, tão longe,
teu existir ainda me alcança.


A distância separa os corpos,
mas falha ao dividir o sentir,
porque a saudade constrói pontes
onde os pés já não conseguem ir.


E assim sigo, entre a espera e o sonho,
aprendendo que amar à distância
é descobrir, todos os dias,
que o coração não conhece fronteiras.

O tic-tac do relógio diminui o ritmo, ecoando como passos lentos sobre a madeira. O olhar se desvia da tela e busca a linha do horizonte pela janela.
A xícara fumaça sobre a mesa, ignorada pelo olhar fixo nas notificações que nunca cessam. Empilhamos minutos como se fossem moedas de um tesouro que nunca poderemos gastar. Planejamos o descanso para o próximo sábado, a felicidade para as próximas férias, a paz para quando a tempestade passar.
Mas a tempestade é o próprio andar dos dias.
Esquecemos o peso da gravidade que nos firma no chão. Esquecemos a textura da mesa sob os dedos, o aroma do grão torrado que se dissipa no ar, o calor que a porcelana transfere para as palmas das mãos. Vivemos na véspera de um futuro que teima em ser miragem.
Faça uma pausa voluntária.
Não ligue o rádio. Não abra outra aba. Apenas sinta o ar cru cruzar a garganta e preencher os pulmões, expandindo as costelas em um movimento que você faz milhares de vezes por dia sem notar. Cada batida no seu peito não é uma contagem regressiva, é a afirmação silenciosa de que você, contra todas as probabilidades do universo, está aqui.
O ontem é um rastro de fumaça, o amanhã, uma promessa sem firma reconhecida. O único território real que lhe pertence mede exatamente o espaço que o seu corpo ocupa neste milésimo de segundo.
Habite-o.

O perfeito tique-taque de um relógio mostra que nós, seres humanos, não estamos preparados para seguir em frente, pois ainda temos muitos tique-taques para pensar.