Rei
Quero ver novamente
nossa terra contente
Quero a solidariedade
de volta, não apenas
por momentos,
Quero-a permanente
com amor presente,
Gente que cuide da gente
do mais velho ao inocente.
Não preciso de rei ou rainha
que assistem a tudo de uma
cadeira cativa na ignorância.
Quero a união,quero paz
daqueles que tem a alma viva
Quero o amor solidário
Quero mais vida,
Meu eterno amor
Não posso ir, pois não há vida lá fora
Dos braços teus, meu oceano
De amor onde navegam
Minhas alegrias e meus sonhos
Onde parei, não por engano
Na sombra do teu porte
Viril e belo.
Bebo da tua boca minha fonte
Inesgotável de vida, meu elixir
De juventude.
Delicioso vinho que me fortalece
E embriaga a minha alma.
Alimenta-me e me deixa escrava
Muito feliz em servir o meu Senhor.
Meu rei, meu dono,
Meu eterno amor.
A escuridão sem fim cegou os poderosos, mas nós podemos ver: Algum dia isso tudo vai terminar. Porque em terra de cego quem tem um olho é rei.
Quando subimos em um trono imperial, não recebemos, apenas uma coroa e um cetro. Herdamos as responsabilidades de governar o império, se não estivermos preparados. Bom... O império governa a gente.
A punição pode ajudar, mas não é suficiente para transformar uma pessoa ruim, porque a maldade está muitas vezes enraizada no sofrimento que não podemos ver a partir do exterior.
Para transformar o mal, devemos curar o sofrimento, e isso só é possível com a compreensão e atingindo o coração.
Da fábula Histoire de le Roi Malhereux.
Foi-se o tempo em que meus risos eram verdadeiros,
em que me desgastava a brincar,
em que minha imaginação criava mundos e sempre sonhava com o impossível.
Foi-se o tempo onde a liberdade me tornava rei,
onde as ruas eram caminhos para o meu palácio,
onde o perigo era impossível.
Agora consumido pela vida,
pelos desastres de outros eus.
Forço a rir com risos que apesar de falsos
se tornam pontes para a felicidade.
Numa tragada conquisto a felicidade.
Você já se perdeu, é preciso encontrar o seu verdadeiro caminho para o sucesso, tempo é ouro saiba aproveitá-lo.
Amamos enquanto desejamos, a má notícia é que quando o desejo acaba é sinal de que o amor nunca existiu.
Só não me deixe tomar birra, você me prende, me ofende e me xinga, só não vou ficar com birra, tu és o amor da minha vida.
Enquanto estivermos todos sob o mesmo céu, ninguém é melhor do que ninguém, cada pessoa carrega dentro de si a capacidade de se tornar um "rei".
Mas pra estar comigo tem que estar com Deus, crer, pois sou julgado, perseguido e riem de mim por servir ao Senhor, mas quem me salva tem misericórdia, se salva também quem o buscar e o seguir. Pois como o livro sagrado diz: Os humilhados serão exaltados. E digo mais, quando perto do seu milagre somos tentado ao pecado, e é nessa hora que sou mais forte pra seguir o caminho certo ao lado do Senhor, o rei dos exércitos, aquele que só manda pra guerra melhores soldados.
Tudo parecia infinitamente bom,
Quando o perfume de uma flor jasmim exalava um cheiro incomparável
Em que nem o odor fétido uma carne podre ofuscava
Até que um dia,
Uma flor maldita, em vez de perfume, começou a produzir um cheiro fétido
Atraindo moscas e baratas.
Cheiro este que ofuscou a famíla da bela flor,
Levando consigo, aquilo que mais atraía os mais belos insectos
Como jardineiro,
Senti-me teletransportado para um mundo pós-apocalíptico,
Um mundo com elevada temperatura,
Um mundo com em que a balhureira é infindável e ensurdecedora
Fiquei assustado,
Tocado e recebendo boas vindas,
Sentia de longe o cheiro do jardim,
Na qual o cheiro do jasmim ofuscava a de outras flores
Ali ouvia uma voz me chamando:
Vem…
Olhando para o cimo deste lugar escuro,
Ali estava um homem vestido de linho branco,
O brilho dos seus olhos deixou este lugar clareado
Ele continuou dizendo:
Abra o seu coração,
Porque nele habita a verdadeira luz,
Tu não precisas nem de holofotes para dar luz e sair deste lugar
O que faço meu Rei,
Estou de mãos e pernas atadas,
O meu coração está despedaçado
O meu corpo está partido
Sinto-me um homem que perdeu a esperança de viver,
Um homem mascarado que carrega tristeza em seu peito
Ainda não tenho vontade de morrer
Esta dor é tanta,
Que nem consigo caminhar,
Porque o meu espírito está sem o seu alimento,
Sem a boa nova,
Até o hino já não consigo entoar,
Nem o ter espiritual está em funcionamento
Ajuda-me oh Rei,
Somente preciso das suas mãos poderosas oh rei
Para poder estar acordado na madrugada,
E poder voar!
Ajuda-me,
Rei.
O tabuleiro de xadrez ainda esta na mesma posição, faz dias que esta assim.
O trabalhador sendo pisoteado pelo cavalo, ninguém sequer o notou, era apenas mais um movimento.
O padre coordena seus discípulos a seguirem em linha reta, mas ele não segue as próprias ordens, sabe que o caminho sem curvas é o mais difícil.
Do alto da torre são ditadas regras, ela nos vigia, sempre em nossas costas.
A rainha, peça valorosa, defende o frágil rei, mas para ele totalmente substituível.
E o rei, com movimentos curtos e cautelosos, escondido atras de tudo e todos, implorando por proteção, se diz a peça mais valiosa, acreditamos que sem tal o jogo acaba, mas não estamos jogando, ele quem esta, somos os trabalhadores, peões ao mero dispor do rei, se conseguirmos atravessar os desafios, ate rainha podemos ser, mas rei, jamais...
E o tabuleiro ainda esta na mesma posição, faz dias que esta assim...
De um poeta amargurado .
Das noites em claro passadas
Dos sussurros aos monte venho escutado
Da vida de um rei de contos passados .
Em meio a autoanálise eu percebi que muitos dos meus defeitos na verdade eram qualidades que os demais distorciam. Ninguém quer o seu bem, todos desejam o seu lugar e nesse jogo de cartas ter o curinga chama a atenção. O tapete puxado se torna uma ordinária e lamentável rotina onde saber cair te faz diferente e saber levantar te faz rei.
DA RESPONSABILIDADE DE QUEM OCUPA O CARGO MÁXIMO DA NAÇÃO:
"Com efeito, observemos em que consistem as obrigações de um homem que é posto à testa de uma nação. Deve dedicar-se dia e noite ao bem público e nunca ao seu interesse privado; pensar exclusivamente no que é vantajoso para o povo; ser o primeiro a observar as leis de que é autor e depositário, sem desviar-se nunca de nenhuma delas; observar, com firmeza e com os próprios olhos, a integridade dos secretários e dos magistrados; ter sempre presente que todos têm os olhares fixos na sua conduta pública e privada, podendo ele, à maneira de astro salutar, influir beneficamente sobre as coisas humanas, ou, como um infausto cometa, causar as maiores desolações. Não deve esquecer-se nunca de que os vícios e os delitos dos súditos são infinitamente menos contagiosos que os do senhor, e repetir diariamente, a si mesmo, que o príncipe se acha numa elevação, razão por que, quando dá maus exemplos, a sua conduta é uma peste que se comunica rapidamente, fazendo enormes estragos; refletir que a fortuna de um monarca o expõe continuamente ao perigo de abandonar o justo caminho; resistir aos prazeres, à impureza, à adulação, ao luxo, pois nunca estará suficientemente preparado para reprimir tudo o que pode seduzi-lo. Deve, finalmente, conservar sempre na memória que, além das insídias, dos ódios, dos temores, de todos os males a que o príncipe se acha exposto a cada momento por parte de seus súditos, deverá ele, mais cedo ou mais tarde, apresentar-se perante o tribunal do Rei dos reis, no qual lhe serão pedidas contas exatas de todos os seus menores atos, sendo ele julgado com rigor proporcional à extensão do seu domínio. Repito, pois, mais uma vez, que, se um príncipe refletisse bem sobre tudo isso, como o teria feito se fosse um pouquinho sábio, decerto não poderia comer nem dormir tranquilamente um só dia em sua vida". (Elogio da Loucura)
